Uncategorized

5 lições do esporte para os negócios

Atletas de alto rendimento, empreendedores e executivos de grandes empresas podem parecer muito diferentes à primeira vista. No entanto, o mundo dos esportes pode trazer lições valiosas para a vida profissional.
Formado em Administração Pública, possui pós-graduação em Filosofia e Sociologia, é mestre e doutorando em Administração. Em seu histórico profissional, constam atuações de liderança em empresas de projeção mundial. Antes de se dedicar a consultoria, foi sócio-diretor da Sucos do bem, empresa que ajudou a construir e que hoje é um grande case de sucesso no mercado brasileiro, adquirida pela Ambev em 2016. Também foi country manager da Heineken no Brasil e diretor comercial da Nutrimental, entre outras posições ocupadas em algumas das mais bem-sucedidas empresas que atuam no mercado brasileiro.

Compartilhar:

Uma pesquisa realizada por mim, em parceria com o ex-judoca Wagner Castropil, mostra um forte elo entre os aprendizados que o esporte proporciona e o sucesso profissional e pessoal de cada um.

A partir de entrevistas feitas com 125 executivos em posições de liderança em suas organizações e que tinham uma experiência esportiva pregressa, propomos um modelo denominado “**Esportismo**”, composto de cinco competências do atleta vencedor e que podem ser aplicadas na vida de forma geral com grande êxito. 

Percebemos que os executivos entrevistados descreviam determinadas habilidades de forma frequente. Na perspectiva deles, nenhuma competência sozinha foi a razão do seu sucesso esportivo e, ao transpô-la para sua vida profissional, foi de forma isolada a chave de sua trajetória profissional. Ou seja, elas são interdependentes e relacionadas. 

A seguir, confira quais são essas 5 lições:

## Atitude – Estabelece uma abordagem não-conformista para a resolução de problemas

A atitude é uma característica que busca tirar o indivíduo da sua zona de conforto em direção à solução de problemas. Tal característica se assemelha ao executivo que sai da inércia e toma a iniciativa, criando oportunidades de negócios e persistindo, independentemente dos obstáculos.

## Visão – Constrói uma visão inspiradora do que pode atingir a partir dos seus esforços

Esportistas bem-sucedidos não só têm a atitude positiva e corajosa para enfrentar os desafios, como também sonham com metas ambiciosas. Um título mundial, uma medalha olímpica… Muitos campeões começaram sua trajetória sonhando com realizações como essas. 

Da mesma forma, o profissional precisa estabelecer metas de longo prazo para a sua empresa. Um ponto relevante mencionado nas entrevistas é “a necessidade de que a visão seja inspiradora o suficiente para que ele seja capaz de ignorar as condicionantes que podem fazê-lo se afastar de seu objetivo”. 

## Estratégia – Elabora um plano de ação que permita atingir a visão

Uma vez estabelecida a visão, é necessário que o esportista tenha a capacidade de estruturar e organizar um plano de ação para atingi-la, como a elaboração de uma planilha de treinamento e competições preparatórias, além do estudo e planejamento para derrotar seus oponentes. 

Assim como no esporte, a estratégia também é ponto-chave no sucesso profissional. O executivo que adquire essa capacidade durante sua prática esportiva já tem um diferencial que o destaca no mercado de trabalho. 

## Execução – Executa o plano de ação proposto com rigor e método

A execução do plano de ação é “a hora da verdade” no esporte e também nos negócios. É quando o atleta coloca em prática tudo o que se propôs a fazer e conquista sua medalha, quando o empresário fecha aquele negócio que faz a diferença para o crescimento da sua empresa. Segundo os depoimentos obtidos, três fatores combinados permitem a excelência na execução: o perfeccionismo, a disciplina e o autocontrole. 

## Trabalho em equipe – Cerca-se de pessoas qualificadas que o auxiliam na execução do plano de ação

A necessidade de trabalhar em equipe de forma eficiente é evidente em esportes coletivos, mas também é imprescindível nos esportes individuais. Para os atletas que buscam ter a melhor performance, é necessário cercar-se por técnicos, nutricionistas, psicólogos, além de parceiros de treino. Uma vez reunida uma equipe competente, cabe ao líder acompanhar e motivar o time rumo ao atingimento dos seus objetivos. Por último, vale destacar que para a formação de uma equipe bem-sucedida, há que se investir tempo em sua formação e aprimoramento.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Sua empresa tem IA – mas continua decidindo como se não tivesse

O caso Klarna escancara o verdadeiro gargalo da IA nas empresas: não é a tecnologia que limita resultados, mas a incapacidade de redesenhar o organograma – fazendo com que sistemas capazes operem como consultores de luxo, presos a decisões que continuam sendo tomadas como antes.

Meu filho não usou IA, mas me ensinou algo sobre ela

A partir de uma cena cotidiana, este artigo reflete sobre criatividade, filosofia e o risco de terceirizarmos o pensamento em um mundo cada vez mais automatizado (e por que o verdadeiro diferencial continua sendo a qualidade da nossa atenção).

Se a IA não te recomenda, você não está no jogo

A partir de uma experiência cotidiana de consumo, este artigo mostra como a inteligência artificial passou a redefinir a jornada de compra – e por que marcas que não são compreendidas, confiáveis e relevantes para os algoritmos simplesmente deixam de existir para o consumidor.

Liderança
20 de maio de 2026 14H00
Entre decisões de alto impacto e silêncios que ninguém vê, este artigo revela o custo invisível da liderança: a solidão, a pressão por invulnerabilidade e o preço de negar a própria humanidade - justamente no lugar onde ela mais importa.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
20 de maio de 2026 08H00
Grandes decisões não cabem em um post. Este artigo mostra por que as decisões que realmente importam continuam acontecendo longe da timeline.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de maio de 2026 13H00
O caso Klarna escancara o verdadeiro gargalo da IA nas empresas: não é a tecnologia que limita resultados, mas a incapacidade de redesenhar o organograma - fazendo com que sistemas capazes operem como consultores de luxo, presos a decisões que continuam sendo tomadas como antes.

Átila Persici Filho - COO da Bolder, Professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Lifelong learning
19 de maio de 2026 07H00
A partir de uma cena cotidiana, este artigo reflete sobre criatividade, filosofia e o risco de terceirizarmos o pensamento em um mundo cada vez mais automatizado (e por que o verdadeiro diferencial continua sendo a qualidade da nossa atenção).

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Lifelong learning
18 de maio de 2026 15H00
Mais do que absorver conhecimento, este artigo mostra por que a capacidade de revisar, abandonar e reconstruir modelos mentais se tornou o principal motor de aprendizagem e adaptação nas organizações em um mundo acelerado pela IA.

Andréa Dietrich - CEO da Altheia - Atelier de Tecnologias Humanas e Digitais

9 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Marketing & growth
18 de maio de 2026 08H00
A partir de uma experiência cotidiana de consumo, este artigo mostra como a inteligência artificial passou a redefinir a jornada de compra - e por que marcas que não são compreendidas, confiáveis e relevantes para os algoritmos simplesmente deixam de existir para o consumidor.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
17 de maio de 2026 17H00
E se o problema não for a falta de compromisso das pessoas, mas a incapacidade das organizações de absorver a forma como elas realmente trabalham hoje?

Marta Ferreira

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
17 de maio de 2026 10H00
Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados - e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

Diego Nogare

7 minutos min de leitura
Liderança
16 de maio de 2026 15H00
Sob pressão, o cérebro compromete exatamente as competências que definem bons líderes - e este artigo mostra por que a falta de autoconsciência e regulação emocional gera um custo invisível que afeta decisões, equipes e resultados.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

8 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de maio de 2026 08H00
Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço - mas corroem os resultados.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão