Tecnologia e inovação

6 previsões de realidade aumentada e virtual para 2022 e além

Mercado bilionário não para de crescer e promete revolucionar a publicidade e as compras online

Compartilhar:

O mercado mundial de RA e VR deverá ser de US$ 209 bilhões este ano. Os downloads de aplicativos desses tipos deverão chegar aos 5,5 bilhões até o fim de 2022.

As tecnologias de realidade aumentada (RA) e realidade virtual (VR) testemunharam um crescimento significativo ao longo dos anos, com um imenso potencial para mudar o mundo como o conhecemos. Desde a maneira como aprendemos até como nos divertimos e fazemos compras, elas abriram novos pontos de crescimento para empresas em todo o mundo.

## O que deve vir pela frente?

### 1. Investimentos no metaverso
Gigantes como Microsoft, Google, Disney, Epic Games e Tencent anunciaram a entrada no metaverso, que vai movimentar US$ 758,6 bilhões até 2026, segundo a Research And Markets.

A transição para o metaverso é iminente, tanto que a Meta adquiriu a fabricante de headsets VR Oculus e criou a Horizon Workrooms, uma subsidiária de realidade virtual que vai impulsionar a criação de um universo virtual imersivo e habitável.

### 2. Fones se tornarão mais acessíveis
Os headsets de RV já estão mais baratos do que há alguns anos. A tendência é que eles se tornem mais acessíveis à população, graças principalmente à entrada de novas empresas da Ásia, que oferecem bons modelos a valores competitivos.

Será um mercado como o dos celulares. Empresas como HTC, Oculus, Apple e Panasonic lançarão modelos premium com muitas inovações e outras, de menor porte, oferecerão dispositivos mais básicos.

### 3. Conexão e disponibilidade no trabalho remoto
Os modelos home office e híbrido não dão sinais de que vão cair em desuso, ao contrário. Uma pesquisa global da Microsoft apurou que, em 2022, 58% dos brasileiros querem mudar para o trabalho híbrido ou remoto. E 71% priorizam o bem-estar nas atividades profissionais.

Pensando em dados como esses, organizações procuram maneiras de criar interações melhores entre os membros da equipe. As ferramentas de RV minimizam a sensação de isolamento e os impactos negativos da falta de interações humanas.

### 4. Compras mais interativas nas redes sociais
A demanda por experiências novas e aprimoradas aumentou. As novas gerações de compradores online querem interagir com os produtos digitalmente. E, para satisfazer seus desejos, mais empresas trabalham para democratizar a realidade estendida, termo que une RA e RV.

Compras nas redes sociais com realidade aumentada e realidade virtual são uma combinação que têm uma taxa de conversão 94% maior em comparação com interações estáticas. De acordo com a Grand View Research, é um mercado que vai crescer 47,1% ao ano até 2027.

### 5. Marketing 360º
Os vídeos 360º estão evoluindo e ganhando popularidade. Com uma técnica que dá ao espectador sensação de ação, eles são imersivos, fáceis de criar e de compartilhar. Por isso, as marcas estão interessadas em usar essa tecnologia em sua estratégia de marketing. Os vídeos imersivos representarão a próxima grande inovação publicitária, incentivada pelo crescente número de consumidores que preferem esse tipo de conteúdo a textos, por exemplo.

### 6. 5G aprimora experiências virtuais
Até 2026, a realidade virtual será um mercado de US$ 184,6 bilhões. Isso só vai acontecer a partir de uma maior utilização da quinta geração de redes móveis.

O 5G é talvez a tecnologia mais valiosa de todas para mundos virtuais. Por meio de conexões muito mais rápidas, as empresas podem reduzir a latência, melhorar a mobilidade e mergulhar ainda mais seus usuários em um ambiente virtual realista.

Compartilhar:

Artigos relacionados

74% das marcas poderiam desaparecer – e ninguém sentiria falta

No ritmo do mundo, só permanece quem sabe se adaptar. Este artigo mostra por que a relevância das marcas não depende mais de presença ou investimento, mas da capacidade de interpretar o tempo, integrar diversidade e transformar propósito em ação concreta.

O Brasil na corrida farmacêutica global

Este é o segundo artigo de uma série que explora o setor farmacêutico brasileiro, suas capacidades industriais, dependências e posição na nova corrida global da saúde. Para sua elaboração, foram consideradas contribuições de Reginaldo Braga Arcuri, presidente executivo do Grupo FarmaBrasil, entidade que reúne algumas das principais fabricantes nacionais de medicamentos. Recomenda-se também a leitura do primeiro artigo da série.

Sem operação, agentes inteligentes são apenas promessas

IA sem operação é só experimento caro. Este artigo revela por que a maioria das iniciativas ainda não gera impacto real – e como o verdadeiro desafio não está na tecnologia, mas na capacidade de estruturar, governar e operar processos em escala.

Estratégia, Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de maio de 2026 07H00
Ao criticar abordagens superficiais e reativas, este artigo mostra por que cumprir a norma não basta - e como organizações precisam ir além do diagnóstico de risco para construir, de fato, ambientes que sustentem o florescimento humano.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

11 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
25 de maio de 2026 17H00
Diante da crescente complexidade dos negócios, este artigo propõe uma mudança estrutural: sair de modelos organizacionais fragmentados para desenvolver a nexialidade - a capacidade de conectar inteligências, integrar decisões e operar como um sistema coletivo em rede.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

7 minutos min de leitura
Estratégia
26 de maio de 2026 14H00
Quando a inteligência deixa de ser centralizada, a criatividade deixa de ser limitada - e a organização inteira passa a responder melhor ao mundo real.

Marcos Brabo - Chief Strategy Officer (CSO) e sócio da Agência Ginga

4 minutos min de leitura
Estratégia
25 de maio de 2026 08H00
Ao olhar para o fitness como laboratório de comportamento, este artigo revela por que engajamento real não nasce da atração inicial, mas da capacidade de transformar intenção em rotina por meio de conveniência, personalização e pertencimento.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Estratégia, Gestão de Pessoas
24 de maio de 2026 12H00
Quando a energia do Mundial entra no cotidiano corporativo, o humor, empatia e pertencimento se modificam; e quem ganha é a corporação, com o incremento do comprometimento de colaboradores e impactados

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

0 min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
24 de maio de 2026 08H00
Este artigo propõe uma nova lógica de liderança: menos controle, mais calibração - onde a inteligência artificial não reduz a agência humana, mas redefine a forma como decidimos, pensamos e lideramos em contextos de incerteza.

Carlos Cruz - Pesquisador, Escritor e Consulting Partner Executive na IBM

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de maio de 2026 16H00
A pergunta já não é mais “se” sua empresa será atacada - mas quão preparada ela está para responder quando isso acontecer. Este artigo mostra por que a cibersegurança deixou de ser um tema técnico para se tornar um pilar crítico de gestão de risco, continuidade operacional e confiança nos negócios.

Felipe Berneira - CEO da Pronnus Tecnologia

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
23 de maio de 2026 09H00
Este artigo desmonta o entusiasmo em torno do Vibe Coding ao revelar o verdadeiro desafio da IA: não é criar software com velocidade, mas operar, integrar e governar o que foi criado - em um ambiente cada vez mais complexo e crítico.

Wilian Luis Domingures - CIO da Tempo

4 minutos min de leitura
Marketing & growth
22 de maio de 2026 15H00
Mais do que visibilidade, este artigo questiona o papel das marcas em momentos de emoção coletiva e mostra por que, na Copa, só permanece na memória aquilo que gera conexão real - o resto vira apenas ruído.

Rui Piranda - Sócio-fundador da ForALL

2 minutos min de leitura
Empreendedorismo
22 de maio de 2026 11H00
Se seis em cada dez empresas não sobrevivem, o problema não é apenas o ambiente. Este artigo revela que a alta mortalidade das PMEs no Brasil está ligada a falhas internas de gestão, governança e tomada de decisão

Sergio Goldman

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão