Liderança, Times e Cultura
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7 maneiras de praticar uma liderança emocionalmente inteligente

Comunicação com empatia, gestão emocional e de conflitos e liderança regenerativa estão entre as 10 principais habilidades para o profissional do futuro.
Flávia Lippi é jornalista científica, empreendedora social, pesquisadora e criadora de conteúdos sobre neurociências e comportamento aplicado à pessoas e organizações, saúde mental, gestão emocional e inovação nas relações de trabalho. Publicou 13 livros e 8 best-sellers. Criou o método e plataforma A EQUAÇÃO.

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A gestão emocional impacta positivamente o ambiente corporativo, resultando em relacionamentos mais fortes, melhor performance e engajamento das equipes, e até mesmo influenciando a carreira de seus liderados.

Segundo o relatório 2023 Leadership Development Report: Ready for Anything, publicado pela Harvard Business Review, habilidades relacionadas à gestão emocional estão entre as 10 principais skills para o futuro do trabalho.

Mas apesar disso, um artigo publicado na Forbes em 2023 mostra que apenas 36% das pessoas possui essas habilidades.

Diferentemente de conhecimentos técnicos, as competências comportamentais baseadas em gestão emocional dependem de um entendimento profundo de si mesmo e das pessoas ao seu redor. Essa inteligência precisa ser treinada diariamente, em nós mesmos, para que possamos desenvolvê-la cada vez mais.

Para te ajudar a praticar essa habilidade, compartilhei abaixo sete hábitos que te ajudam a ser um líder emocionalmente inteligente.

1. Esteja ciente das suas emoções 

Antes de começar o seu dia de trabalho, reserve alguns minutos para refletir sobre como você está por dentro. O prazo daquele projeto está te dando uma certa ansiedade? Tem um conflito interno na sua equipe que você não sabe como lidar?

Suas emoções são fontes importantes de informação que servem como um mapa para como você percebe o mundo ao seu redor, mesmo que você não tenha consciência disso.

Por isso, ao invés de ignorá-las, aprenda a ouvir suas emoções e a reconhecer a maneira como elas se manifestam no seu corpo.

2. Pratique regulação emocional

Não é à toa que estar ciente das suas emoções está no topo dessa lista, pois é justamente o primeiro passo.

Uma vez que você aprendeu a observar e identificar seus estados internos de agitação ou equilíbrio, chegou a hora de regulá-los. É claro que algumas emoções são mais difíceis do que outras: aposto que você não precisa de técnicas para se controlar quando está feliz, mas e quando se sente nervoso ou triste?

Conforme você desenvolve a habilidade de observar seus episódios emocionais, pode também identificar seus gatilhos. Esses são pessoas ou situações que tiram você do sério e nas quais você age no calor no momento.

Conhecer seus gatilhos e praticar estratégias de relaxamento, como respiração consciente ou pausas, ajudam você a regular suas emoções e manter em equilíbrio.

3. Defina limites claros

Segundo informações da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, um a cada três brasileiros sofre com a síndrome de Burnout, uma doença ocupacional relacionada ao esgotamento físico e mental em decorrência do trabalho.

Além disso, o Brasil é o segundo país com mais casos diagnosticados no mundo.

Isso para mim é um dado muito claro de que a nossa relação com o trabalho precisa mudar com urgência, e começa com cada um de nós.

Dentro das possibilidades da sua empresa, priorize ações que consideram o bem-estar do seu time, como oferecer recursos necessários ou cancelar reuniões excessivas.

4. Ouça com empatia

Quantas vezes você já se pegou em uma reunião esperando a outra pessoa terminar de falar para responder?

Quando isso acontece, você para de ouvir com atenção e de praticar a empatia com quem está do outro lado da mesa porque só quer colocar o seu ponto de vista.

Ouvir o outro com presença e sem a intenção de responder ou recriminar é um dos pilares de um relacionamento pautado na confiança, seja na esfera pessoal ou profissional.

5. Estabeleça rituais de reflexão

Calma, não estou falando para você abrir mão da sua carreira, doar todas as suas posses e morar no topo de uma montanha para se tornar um mestre zen!

Rituais de reflexão são espaços diários que você cria na sua rotina onde pode se reconectar consigo mesmo e observar se alguma coisa anda fora de ordem.

Lembre-se que a inteligência emocional e o autoconhecimento são exercícios constantes que precisam ser praticados. Quanto mais você fizer, mais habitual se torna.

Mas até esse comportamento ser natural para você, marque na sua agenda alguns minutos para uma caminhada, uma meditação ou até mesmo para mergulhar em uma música que você gosta.

6. Cultive relacionamentos

Nós influenciamos as pessoas ao nosso redor muito mais do que a gente pensa.

Ser uma influência positiva, que desenvolve talentos, compartilha conhecimento e promove oportunidades para os outros são algumas das características de líderes que marcam a carreira de seus liderados.

Demonstrar curiosidade genuína, ouvir com atenção, investir tempo e energia nos seus relacionamentos na vida pessoal e profissional é o segredo para criar laços duradouros.

7. Seja um modelo para as outras pessoas

Praticar a gestão emocional como líder tem um impacto gigantesco na sua própria carreira, assim como na dos seus colegas e liderados.

Ao liderar pelo exemplo, você pode mostrar na prática como hábitos simples podem ter efeitos profundos nos resultados da empresa e no bem-estar das pessoas que trabalham nela.

Ser um modelo de equilíbrio e plenitude é o começo de uma revolução na maneira como nos relacionamos no trabalho a ajudar a modelar uma nova geração de líderes regenerativos.

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