Liderança, Times e Cultura
4 min de leitura

7 maneiras de praticar uma liderança emocionalmente inteligente

Comunicação com empatia, gestão emocional e de conflitos e liderança regenerativa estão entre as 10 principais habilidades para o profissional do futuro.
Flávia Lippi é jornalista científica, empreendedora social, pesquisadora e criadora de conteúdos sobre neurociências e comportamento aplicado à pessoas e organizações, saúde mental, gestão emocional e inovação nas relações de trabalho. Publicou 13 livros e 8 best-sellers. Criou o método e plataforma A EQUAÇÃO.

Compartilhar:

A gestão emocional impacta positivamente o ambiente corporativo, resultando em relacionamentos mais fortes, melhor performance e engajamento das equipes, e até mesmo influenciando a carreira de seus liderados.

Segundo o relatório 2023 Leadership Development Report: Ready for Anything, publicado pela Harvard Business Review, habilidades relacionadas à gestão emocional estão entre as 10 principais skills para o futuro do trabalho.

Mas apesar disso, um artigo publicado na Forbes em 2023 mostra que apenas 36% das pessoas possui essas habilidades.

Diferentemente de conhecimentos técnicos, as competências comportamentais baseadas em gestão emocional dependem de um entendimento profundo de si mesmo e das pessoas ao seu redor. Essa inteligência precisa ser treinada diariamente, em nós mesmos, para que possamos desenvolvê-la cada vez mais.

Para te ajudar a praticar essa habilidade, compartilhei abaixo sete hábitos que te ajudam a ser um líder emocionalmente inteligente.

1. Esteja ciente das suas emoções 

Antes de começar o seu dia de trabalho, reserve alguns minutos para refletir sobre como você está por dentro. O prazo daquele projeto está te dando uma certa ansiedade? Tem um conflito interno na sua equipe que você não sabe como lidar?

Suas emoções são fontes importantes de informação que servem como um mapa para como você percebe o mundo ao seu redor, mesmo que você não tenha consciência disso.

Por isso, ao invés de ignorá-las, aprenda a ouvir suas emoções e a reconhecer a maneira como elas se manifestam no seu corpo.

2. Pratique regulação emocional

Não é à toa que estar ciente das suas emoções está no topo dessa lista, pois é justamente o primeiro passo.

Uma vez que você aprendeu a observar e identificar seus estados internos de agitação ou equilíbrio, chegou a hora de regulá-los. É claro que algumas emoções são mais difíceis do que outras: aposto que você não precisa de técnicas para se controlar quando está feliz, mas e quando se sente nervoso ou triste?

Conforme você desenvolve a habilidade de observar seus episódios emocionais, pode também identificar seus gatilhos. Esses são pessoas ou situações que tiram você do sério e nas quais você age no calor no momento.

Conhecer seus gatilhos e praticar estratégias de relaxamento, como respiração consciente ou pausas, ajudam você a regular suas emoções e manter em equilíbrio.

3. Defina limites claros

Segundo informações da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, um a cada três brasileiros sofre com a síndrome de Burnout, uma doença ocupacional relacionada ao esgotamento físico e mental em decorrência do trabalho.

Além disso, o Brasil é o segundo país com mais casos diagnosticados no mundo.

Isso para mim é um dado muito claro de que a nossa relação com o trabalho precisa mudar com urgência, e começa com cada um de nós.

Dentro das possibilidades da sua empresa, priorize ações que consideram o bem-estar do seu time, como oferecer recursos necessários ou cancelar reuniões excessivas.

4. Ouça com empatia

Quantas vezes você já se pegou em uma reunião esperando a outra pessoa terminar de falar para responder?

Quando isso acontece, você para de ouvir com atenção e de praticar a empatia com quem está do outro lado da mesa porque só quer colocar o seu ponto de vista.

Ouvir o outro com presença e sem a intenção de responder ou recriminar é um dos pilares de um relacionamento pautado na confiança, seja na esfera pessoal ou profissional.

5. Estabeleça rituais de reflexão

Calma, não estou falando para você abrir mão da sua carreira, doar todas as suas posses e morar no topo de uma montanha para se tornar um mestre zen!

Rituais de reflexão são espaços diários que você cria na sua rotina onde pode se reconectar consigo mesmo e observar se alguma coisa anda fora de ordem.

Lembre-se que a inteligência emocional e o autoconhecimento são exercícios constantes que precisam ser praticados. Quanto mais você fizer, mais habitual se torna.

Mas até esse comportamento ser natural para você, marque na sua agenda alguns minutos para uma caminhada, uma meditação ou até mesmo para mergulhar em uma música que você gosta.

6. Cultive relacionamentos

Nós influenciamos as pessoas ao nosso redor muito mais do que a gente pensa.

Ser uma influência positiva, que desenvolve talentos, compartilha conhecimento e promove oportunidades para os outros são algumas das características de líderes que marcam a carreira de seus liderados.

Demonstrar curiosidade genuína, ouvir com atenção, investir tempo e energia nos seus relacionamentos na vida pessoal e profissional é o segredo para criar laços duradouros.

7. Seja um modelo para as outras pessoas

Praticar a gestão emocional como líder tem um impacto gigantesco na sua própria carreira, assim como na dos seus colegas e liderados.

Ao liderar pelo exemplo, você pode mostrar na prática como hábitos simples podem ter efeitos profundos nos resultados da empresa e no bem-estar das pessoas que trabalham nela.

Ser um modelo de equilíbrio e plenitude é o começo de uma revolução na maneira como nos relacionamos no trabalho a ajudar a modelar uma nova geração de líderes regenerativos.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Organizações vivas: o que o levain ensina a quem lidera?

Ao acompanhar o desenvolvimento de um levain, o autor encontrou paralelos inesperados com a vida nas organizações. Alimentar, observar, ajustar o ambiente e respeitar o tempo do processo são gestos que ajudam a entender uma das funções mais importantes da liderança: criar condições para que pessoas e equipes alcancem seu potencial coletivo.

Inovação farmacêutica brasileira: um ponto de inflexão nas análises do setor

Este é o quinto artigo da série sobre a indústria farmacêutica brasileira. Após examinarmos a posição global do país, o acesso a medicamentos e a capacidade científica e industrial, a conversa com Norberto Prestes, da Abiquifi, amplia a investigação para as conexões entre empresas, pesquisadores, universidades e financiamento.
Como avaliar investimentos e resultados com informações pouco comparáveis? Entre orçamentos de P&D, incentivos acadêmicos e descobertas de pequenas equipes, buscamos parâmetros para examinar como o conhecimento se converte em aplicações, capacidade econômica e benefícios para a população.

O cliente não compra tecnologia. Compra conforto.

Recursos avançados, aplicativos e conectividade impressionam, mas raramente são o motivo principal de uma decisão de compra. O que as pessoas realmente buscam é uma solução capaz de tornar a vida mais simples e agradável. O artigo explora por que o sucesso de produtos inteligentes depende menos das funcionalidades e mais da capacidade de entregar uma experiência intuitiva e consistente.

Autoridade não se mede em decibéis

Em um momento em que denúncias de assédio, investigações internas e crises de liderança ganham cada vez mais espaço nas organizações, cresce a necessidade de diferenciar autoridade de poder. O texto analisa por que líderes que dependem do cargo ou da imposição para obter resultados acabam comprometendo justamente aquilo que mais precisam preservar: pessoas, confiança e performance.

Hyper-growth: o desafio não é acelerar, é sustentar a velocidade

O artigo propõe uma reflexão sobre como energia, bem-estar, desenvolvimento de lideranças e autonomia deixaram de ser temas periféricos para se tornarem elementos centrais da infraestrutura necessária para escalar negócios sem esgotar os recursos humanos que tornam esse crescimento possível.

Liderança, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de outubro de 2026 14H00
Ao acompanhar o desenvolvimento de um levain, o autor encontrou paralelos inesperados com a vida nas organizações. Alimentar, observar, ajustar o ambiente e respeitar o tempo do processo são gestos que ajudam a entender uma das funções mais importantes da liderança: criar condições para que pessoas e equipes alcancem seu potencial coletivo.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

11 minutos min de leitura
Estratégia
19 de outubro de 2026 08H00
Este é o quinto artigo da série sobre a indústria farmacêutica brasileira. Após examinarmos a posição global do país, o acesso a medicamentos e a capacidade científica e industrial, a conversa com Norberto Prestes, da Abiquifi, amplia a investigação para as conexões entre empresas, pesquisadores, universidades e financiamento. Como avaliar investimentos e resultados com informações pouco comparáveis? Entre orçamentos de P&D, incentivos acadêmicos e descobertas de pequenas equipes, buscamos parâmetros para examinar como o conhecimento se converte em aplicações, capacidade econômica e benefícios para a população.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, User Experience, UX
18 de outubro de 2026 15H00
Recursos avançados, aplicativos e conectividade impressionam, mas raramente são o motivo principal de uma decisão de compra. O que as pessoas realmente buscam é uma solução capaz de tornar a vida mais simples e agradável. O artigo explora por que o sucesso de produtos inteligentes depende menos das funcionalidades e mais da capacidade de entregar uma experiência intuitiva e consistente.

Euclides Ciruelos - Idealizador da SmartLy, diretor responsável técnico da Hotfloor

5 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
18 de outubro de 2026 09H00
Inclusão não se resume ao acesso ao emprego. Ela envolve reconhecimento, desenvolvimento, representatividade e perspectivas reais de carreira. O artigo reflete sobre os avanços conquistados, os desafios que persistem e o papel das organizações na construção de ambientes onde todas as pessoas possam prosperar.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
17 de outubro de 2026 15H00
Em um momento em que denúncias de assédio, investigações internas e crises de liderança ganham cada vez mais espaço nas organizações, cresce a necessidade de diferenciar autoridade de poder. O texto analisa por que líderes que dependem do cargo ou da imposição para obter resultados acabam comprometendo justamente aquilo que mais precisam preservar: pessoas, confiança e performance.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Estratégia
17 de outubro de 2026 09H00
O artigo propõe uma reflexão sobre como energia, bem-estar, desenvolvimento de lideranças e autonomia deixaram de ser temas periféricos para se tornarem elementos centrais da infraestrutura necessária para escalar negócios sem esgotar os recursos humanos que tornam esse crescimento possível.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

6 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
16 de outubro de 2026 15H00
Algoritmos, preferências pessoais e vieses cognitivos influenciam diariamente a forma como enxergamos o mundo, muitas vezes sem que percebamos. Em tempos de polarização, excesso de informação e mudanças rápidas, cultivar curiosidade, escuta ativa e abertura para pontos de vista diferentes pode ser um diferencial importante para quem deseja construir decisões mais inteligentes e sustentáveis.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de outubro de 2026 09H00
Entre previsões apocalípticas e promessas de produtividade ilimitada, os dados mais recentes sobre inteligência artificial publicados pela Gartner, MIT e Frontiers contam uma história mais complexa.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
15 de outubro de 2026 14H00
Inspirado pela trajetória de Rafael Nadal retratada no documentário Rafa, o artigo propõe uma reflexão sobre a forma como empresas constroem seus planejamentos estratégicos.

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
15 de outubro de 2026 08H00
Processos, políticas e estratégias não surgem sozinhos. Eles são resultado das escolhas feitas diariamente por quem exerce liderança e influencia decisões. Embora tenham sido concebidos há mais de dois mil anos, os Niyamas oferecem reflexões surpreendentemente atuais para organizações que desejam construir culturas mais conscientes, coerentes e alinhadas aos desafios do presente.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução