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A angústia dos jovens na escolha profissional

Se você é jovem em início de carreira ou tem a responsabilidade de mentorar essa nova geração, essa coluna é para você.
Sabina Augras e Laura Fuks são sócias fundadoras da Cmov, edtech na área de carreira e empregabilidade.

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O que vou fazer profissionalmente? Escolhi a carreira certa? Como faço para entrar no mercado de trabalho? De que forma posso redirecionar a minha trajetória profissional? Estas perguntas tiram o sossego de muita gente, em especial dos jovens. 

Uma pesquisa realizada pela Cmov com mais de 2 mil jovens em todo o Brasil confirmou essa situação: 82% dizem não saber ou ter dúvidas do que fazer profissionalmente. Aliada a essa angústia está a grande dificuldade que o jovem tem em conseguir entrar no mercado de trabalho. 

Se esta é a sua realidade ou então se você é tutor de algum jovem, esta coluna é para você. Neste espaço, discutiremos temas que impactam o começo de carreira da nossa juventude, trazendo ferramentas e insights para quem deseja se preparar melhor. 

Para começar, com base em nossas análises, trazemos aqui três principais razões que dificultam o início de carreira dos jovens:

1. ### Não Entender a Diferença entre profissão e carreira

O primeiro grande equívoco que pode dificultar as decisões profissionais dos jovens é o de não saber diferenciar claramente profissão de carreira. Este ponto, à primeira vista, pode parecer simples, mas na verdade é muito importante e, infelizmente, pouco elucidado no mundo acadêmico e profissional. 

Normalmente quando chega a fase da escolha profissional e da faculdade, não se pensa, fala ou se discute, sobre carreira. Todo peso é colocado na escolha da profissão, ou seja, o curso que irá fazer na faculdade. Pensar sobre a carreira, infelizmente, não é o foco das discussões sobre futuro e escolha profissional. 

Porém, quando se entende que carreira é o caminho a trilhar a partir das experiências e vivências, é que se percebe que a escolha da profissão é apenas uma parte da carreira. Sendo que às vezes você até pode escolher uma profissão e acabar tendo caminhos de carreira completamente diferentes dos que você imaginou. E tudo bem.

2. ### Não saber qual é o “jogo” da sua Carreira

Segundo James Carse, os jogos podem ser classificados em dois tipos: os jogos finitos e os jogos infinitos. O jogo finito é aquele cujo objetivo é você ganhar o jogo, enquanto que no jogo infinito, o objetivo é você continuar jogando o jogo. Por exemplo, um jogo de futebol é um jogo finito. Já quem organiza o Campeonato Brasileiro de Futebol joga um jogo infinito, pois todo o ano vai ter um novo campeonato para realizar.

Até aí tudo certo. Qual é o grande problema? O problema é quando você acha que está jogando um tipo de jogo, quando na verdade está jogando outro. E isso pode não dar certo e gerar uma enorme frustração. 

#### Mas o que isso tem a ver com a sua carreira?

A carreira não é um jogo que você joga para ganhar uma única vez. A carreira é um jogo que você joga para continuar jogando. Ou seja, é um processo sempre em construção, um jogo infinito. 

Se a carreira é um jogo infinito, você precisa da mentalidade e de metodologias que ajudem você a jogar esse tipo de jogo. É importante que você perceba que existe uma lógica na construção da sua carreira e que esse método poderá ser utilizado pelo resto da sua vida, sempre que precisar definir o seu próximo passo ou rever o seu objetivo de carreira, que é um jogo inifinito. 

3. ### Não ter uma meta de carreira definida

Para se alcançar qualquer objetivo, definir uma meta e fazer um planejamento fará toda a diferença. Isso não é diferente para a carreira. 

Meta de carreira é ter um objetivo profissional claro e definido e isso fará toda a diferença para alcançar o sucesso no mercado de trabalho. Isso porque quando estabelecemos onde queremos chegar, é possível fazer uma avaliação dos pontos que serão necessários desenvolver. Assim como estabelecer planos de ação que irão permitir que o caminho seja mais fácil de ser alcançado. 

Quando o assunto é a carreira, saem na frente aqueles que possuem objetivos estabelecidos. Afinal, estes não se deixarão levar pelas circunstâncias e não perderão tempo com ações que não irão conduzi-los àquilo que almejam. 

Por tudo isso, se você ainda não tem uma meta de carreira definida, não perca mais tempo. Identifique quais são as atividades que você teria prazer em fazer, busque e pesquise sobre pessoas que são referência naquilo que você gostaria de fazer. Entenda o caminho que percorreram e se este caminho faz sentido para você. Quando estiver mais seguro desse caminho, experimente, vivencie, pratique atividades ligadas a ele. Assim, você poderá validar sua meta e começar a construir uma trajetória de carreira nessa direção. 

E como construir uma trajetória de carreira? Bem… esse é um ótimo assunto para um próximo artigo!

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Sabina Augras e Laura Fuks são sócias fundadoras da Cmov, edtech na área de carreira e empregabilidade.

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