Coprodução HSM Management + Zendesk

A experiência do cliente no centro dos negócios

O futuro de CX, o envolvimento de lideranças e as ferramentas tecnológicas para melhorar a jornada dos clientes foram alguns dos temas que ocuparam os palcos do Zendesk On Air 2022
Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios, com mais de 30 anos de experiência como redatora, repórter, editora e revisora. Colaboradora de HSM Management e de MIT Sloan Management Review Brasil.

Compartilhar:

A liga de basquete norte-americana NBA reúne milhares de fãs no mundo todo. Só no Brasil, cerca de 45 milhões de brasileiros se declaram fãs da marca, segundo Rodrigo Vicentini, head da NBA no Brasil. O caso de sucesso da liga foi contado durante o [Zendesk On Air 2022, realizado pela Zendesk no dia 9 de junho](https://www.revistahsm.com.br/post/o-que-nba-rock-in-rio-e-meta-nos-ensinam-sobre-experiencia-do-cliente), e teve customer experience (CX) como tema principal. O evento, que foi online e gratuito, teve 15 sessões e mais de 25 palestrantes.

No evento, Vicentini abordou o tema “NBA fan experience: o fã no centro de tudo” e disse que os apaixonados pela marca vão além de serem consumidores porque são engajados, seguem as grandes estrelas dos times, e também consomem os produtos e compram ingressos para os eventos. “O nosso negócio é produzir conteúdo, contar histórias, e o storytelling está muito presente no dia-a-dia”, ressaltou.

Para manter os fãs encantados, a empresa sempre está em busca por boas histórias. “E fazemos isso muito bem, é uma obsessão. Investimos em pesquisa e em análise de dados para a tomada de decisão. Isso tudo para garantir experiências únicas”, revelou Vicentini. Esse conteúdo é pensado para qualquer formato ou dispositivo com o objetivo de levar as histórias da NBA no horário que o fã desejar e da maneira que prefere recebê-las.

Se por um lado a marca encanta, por outro a pressão é forte porque a expectativa das pessoas é muito alta. E isso não é só com a NBA, mas com todas as 30 marcas que envolvem os times da liga de basquete, como Chicago Bulls, Boston Celtics e Los Angeles Lakers, cujas unidades de negócio seguem a mesma orientação de serem focadas nos fãs. Para se ter uma ideia, quando há um evento do Chicago Bulls, a pessoa que faz o papel do touro mascote Benny the Bull viaja para onde for para participar do evento. Isso tudo para manter a identidade da marca.

Para finalizar, o head da NBA no Brasil detalhou as iniciativas da empresa no país, especialmente em frentes comerciais, e destacou o projeto de capacitação de 10 mil professores de educação física por professores e técnicos trazidos dos Estados Unidos. Através desses professores, foram impactadas mais de 2 milhões de crianças. Não deixa de ser uma estratégia para plantar a semente na futura geração.

## Inspiração no Rock in Rio
Outra marca que reúne uma legião de fãs é o Rock in Rio. Durante o Zendesk On Air, Agatha Arêas, vice-presidente de learning experience do Rock in Rio, falou sobre “Rock your experience: seja um campeão em CX através de novos modelos de liderança” e destacou que qualquer transformação ou impacto que se quer gerar precisa começar de dentro para fora.

Para ela, o líder precisa ser inspirador, e tem de engajar e envolver as pessoas porque são elas que fazem a diferença para o cliente na ponta. “Antes de falarmos do que o consumidor vai sentir com aquele produto, com aquele serviço, precisamos perguntar como as pessoas estão se sentindo dentro da empresa”.

Arêas contou que dentro do Rock in Rio a cultura de inovação é natural, orgânica, com tolerância ao erro. Ela ressaltou que o ambiente tem de prover segurança psicológica para que as pessoas possam assumir riscos, criar, trazer os seus sonhos, e que sintam que fazem parte de algo maior. “É claro que tem de ser bom para o acionista, trazer resultados, mas o propósito é coletivo”, falou Arêas.

A executiva destacou ainda a importância da questão da diversidade, e não só de gênero e de etnia, mas também de geração e de cultura. “Muitas vezes temos quatro gerações convivendo no mesmo ambiente. Isso possibilita olhar para dentro da empresa e já ter uma amostra incrível”, ressaltou. Consequentemente, isso permite ter a capacidade de desenvolver os melhores projetos para o cliente.

Na opinião da executiva, todos sabemos que o melhor dos mundos é conquistar o coração do nosso consumidor, o que de novo esbarra nos colaboradores, tornando-os advogados e embaixadores da marca. “É um ciclo que se retroalimenta”, comentou ela, colocando nesse ciclo os líderes humanos e inspiradores, colaboradores engajados e felizes e clientes que têm suas demandas atendidas e até superadas, dando cada vez mais valor à marca. É assim no Rock in Rio, “um grande festival de experiências”.

## O futuro da experiência do cliente
Walter Hildebrandi, CTO da Zendesk, apresentou o futuro da experiência do cliente. A seguir, as cinco tendências de CX listadas pelo executivo:

1. Serviços conversacionais – Os clientes vão, cada vez mais, conversar com as empresas de maneira fluída e natural.
2. Inteligência artificial (IA) – Ela assumirá o papel de protagonista, substituirá os atendimentos automatizados e reduzirá a quantidade de clientes atendidos por pessoas reais.
3. Jornada do cliente – Cada vez mais, o cliente ditará seu ritmo, sua jornada, dentro das empresas.
4. Customer intelligence – Ter os dados dos clientes e saber o que fazer com eles para entregar experiências personalizadas, no momento certo.
5. Plataforma – Conceitos de composability e low-code vão acelerar a entrega de jornadas para o cliente e permitirão, mais à frente, que ele crie a sua própria jornada, tornando-se um cidadão desenvolvedor.

## Palcos paralelos
Depois das palestras de abertura, a programação do evento se dividiu em quatro palcos, cada um com uma temática, entre os quais o público pôde escolher qual acompanhar. Foram sobre liderança, tendências do mercado, indústria e casos de sucesso.

As tendências em experiência do cliente foram ainda mais aprofundadas no Palco Tendências, recheadas por dados de pesquisas. Já no de Liderança, cujo conteúdo teve a curadoria de __MIT Sloan Review Management Brasil__, representantes da Liberty Seguros e do Hospital Israelita Albert Einstein, por exemplo, contaram como foram – e continuam sendo – suas transformações, pelo método ágil, colocando no centro seus “clientes”, ou seja, segurados e corretores de seguros na Liberty, e pacientes no Einstein. As tendências de personalização e individualização foi outro tema debatido por convidados do Bradesco, Banco Original e Azul Linhas Aéreas.

No Palco Sucesso, o conteúdo teve a apresentação de cases do setor automobilístico – WebMotors e Porto; assim como o da Me Poupe!, de educação financeira através do entretenimento. O Palco Indústria reuniu especialistas da área de CX nos setores de finanças (Ebanx e Recarga Pay), de varejo (VTEX) e de saúde (Fleury).

A última edição do Zendesk On Air ofereceu uma abrangência de conteúdo para quem trabalha, diretamente ou não, com experiência do cliente, provando que o tema tem de ser permeado por todas as áreas das companhias. Afinal, não há limites para quem atua centrado no cliente.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Plataformização da educação: 3 pontos para refletir antes de levar tecnologia para a sala de aula

Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

O que Guimarães Rosa pode ensinar sobre liderança na era da IA

Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

O caso Abril não foi uma crise da mídia. Foi uma crise de adaptação

Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Seu valor termina quando sua performance cai?

Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

A contradição que desafia a ONU: É possível falar em inclusão global sem Taiwan?

Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

O próximo Pix será de competências

Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Bem-estar & saúde
21 de setembro de 2026 08H00
Entre ciência da felicidade, burnout, inteligência artificial e futuro do trabalho, a 4ª edição do Mind Summit deixou à autora uma pergunta maior: em um mundo saturado de informação, como distinguimos evidência, narrativa e ideias realmente capazes de mudar a forma como trabalhamos?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB - Global Connections

8 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de setembro de 2026 14H00
Muitas organizações possuem metas claras, planejamento estruturado e prioridades bem definidas, mas continuam enfrentando dificuldades para transformar estratégia em resultado. O problema raramente está na falta de entendimento. Está na capacidade de mobilizar pessoas, construir segurança psicológica e criar uma cultura em que colaboradores se sintam parte da solução, e não apenas destinatários das decisões.

Valéria Siqueira - Fundadora da Let’s Level

5 minutos min de leitura
Geopolítica
20 de setembro de 2026 08H00
A disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, a transição energética e a corrida pela inteligência artificial estão redefinindo o equilíbrio global de poder. Nesse cenário, o Brasil reúne uma combinação rara de recursos estratégicos - energia limpa, minerais críticos e capacidade produtiva - que pode transformar sua posição internacional.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
19 de setembro de 2026 14H00
A IA não está eliminando apenas empregos. Está eliminando a experiência. Se os profissionais juniores deixam de executar as atividades que historicamente os preparavam para desafios mais complexos, surge um problema silencioso para empresas e para o mercado de trabalho: onde serão desenvolvidos os talentos que ocuparão as posições de liderança e especialização nos próximos anos?

Matheus Fonseca - Fundador da Leapy

7 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
19 de setembro de 2026 08H00
Profissionais de alto impacto já conseguem pesquisar, analisar, testar hipóteses e executar entregas com um nível de autonomia impensável há poucos anos. O problema é que muitas organizações ainda operam com estruturas, processos e planos de carreira desenhados para limitar exatamente esse potencial.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

8 minutos min de leitura
Liderança
18 de setembro de 2026 14H00
A crença de que tudo é urgente pode até transmitir sensação de velocidade, mas frequentemente produz o efeito oposto: queda de qualidade, esgotamento das equipes e perda de produtividade. Mais do que acelerar a execução, liderar exige coragem para definir prioridades, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes sobre onde concentrar energia e recursos.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
18 de setembro de 2026 08H00
Depois de anos de investimentos em modelagem, capacitação e padronização, muitas empresas de engenharia enfrentam um novo desafio: fazer com que o BIM (Building Information Management) deixe de ser uma competência operacional e passe a influenciar a gestão, a integração entre áreas e a geração de valor para a organização.

Marcus Granadeiro - Membro do RICS - Royal Institution of Chartered Surveyors (MRICS) e sócio-diretor do Construtivo

3 minutos min de leitura
Vendas, Liderança
17 de setembro de 2026 15H00
Toda equipe de vendas convive com metas. O problema começa quando a pressão pelo resultado transforma forecast em interrogatório, cobrança em ansiedade e gestão em controle excessivo. A autora traz uma reflexão sobre como líderes podem influenciar a performance sem comprometer a confiança e a qualidade das decisões comerciais.

Carol Manciola - CEO da Conectas e autora dos best sellers #BORA BATER META, Coragem e mais alguns Cês da Vida e do recém-lançado Vendas Movem o Mundo.

7 minutos min de leitura
Marketing
17 de setembro de 2026 13H00
As principais lições para quem está entrando no mundo das buscas generativas e quer entender como marcas passam a ser encontradas, citadas e recomendadas pelas IAs

Clayton Melo - Jornalista, estrategista de inovação, GEO PR, storytelling estratégico e comunicador de futuros. Tem MBA em Marketing pela FGV, Master em Foresight e Design de Futuros pela ESPM e formação em Leadership for the AI Age (MIT Professional Education) e Multimedia Storytelling pela University of the Arts London. É diretor de IA, Foresight e Inovação da GBR.

Direito, Regulação & Compliance
17 de setembro de 2026 08H00
Quando uma grande empresa entra em recuperação judicial, os impactos não ficam restritos ao seu balanço. Fornecedores deixam de receber, investimentos são adiados, empregos ficam ameaçados e a atividade econômica perde força, criando um efeito dominó que alcança empresas e consumidores em todo o país.

João Alberto Graça - Advogado, consultor em Direito Tributário, Societário e Governança Corporativa, membro do Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais do Estado do Paraná

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução