Gestão de Pessoas

A flexibilidade é uma habilidade-chave para a liderança ambidestra

Explore o papel fundamental da flexibilidade na liderança ambidestra e aprenda estratégias para prosperar num ambiente de negócios em constante mudança.
Palestrante, professora e consultora organizacional nas áreas de inovação, liderança inovadora e ambidestra e metodologias ágeis.

Compartilhar:

Em um mercado cada vez mais dinâmico e volátil, a capacidade de adaptação torna-se uma peça-chave para o sucesso de qualquer organização. Esse é um dos pilares da liderança ambidestra, um conceito que equilibra a eficiência operacional com a inovação e criatividade, promovendo um olhar simultâneo para o presente e o futuro.

A liderança ambidestra, inspirada por conceitos de Jeff Immelt, ex-CEO da General Electric, e posteriormente explorada por Charles A.O’Reilly III e Michael L. Tushman, é aquela que consegue harmonizar o foco no presente, com seus processos e resultados, e um olhar prospectivo para as demandas do futuro. Em outras palavras, é a habilidade de gerenciar tanto a eficiência operacional quanto a inovação de forma equilibrada.

# Por que a flexibilidade é fundamental para a liderança ambidestra?

Para liderar efetivamente em uma dinâmica ambidestra, é fundamental que os líderes sejam flexíveis em sua abordagem. Isso implica em estar aberto a novas ideias, práticas e modelos de trabalho, e ser capaz de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado e às necessidades da organização.

Em uma empresa ambidestra, onde a excelência operacional e a inovação caminham lado a lado, a flexibilidade se torna ainda mais essencial. Os líderes precisam ser capazes de alternar entre esses dois mundos aparentemente conflitantes, garantindo que ambos recebam a atenção e os recursos necessários para prosperar.

Desafios da Liderança Ambidestra e a Flexibilidade

Um dos maiores desafios da liderança ambidestra é encontrar o equilíbrio certo entre a manutenção da eficiência operacional e a busca pela inovação. Isso requer uma dose saudável de flexibilidade por parte dos líderes, que precisam ser capazes de mudar de marcha conforme as necessidades e prioridades da organização.

Além disso, a flexibilidade é essencial para lidar com a incerteza e a complexidade inerentes ao ambiente de negócios atual. Os líderes ambidestros devem ser capazes de navegar por terrenos desconhecidos, tomar decisões rápidas e se adaptar a novas circunstâncias com agilidade e determinação.

Como Desenvolver a Flexibilidade na Liderança Ambidestra
Desenvolver a flexibilidade na liderança ambidestra requer um esforço consciente por parte dos líderes e da organização como um todo. Aqui estão algumas estratégias-chave para promover a flexibilidade:

● Promover uma cultura de Inovação: incentivar a experimentação, o pensamento criativo e a tomada de riscos calculados dentro da organização.

● Estimular a aprendizagem contínua: encorajar os líderes a buscar novos conhecimentos, habilidades e perspectivas que os ajudem a se adaptar às mudanças do ambiente de negócios.

● Fomentar a comunicação aberta e transparente: criar um ambiente onde as ideias possam fluir livremente e onde os líderes estejam abertos ao feedback e à colaboração.

● Adotar uma mentalidade de crescimento: cultivar uma mentalidade de crescimento que veja os desafios como oportunidades de aprendizado e desenvolvimento.

● Priorizar o bem-estar dos colaboradores: reconhecer a importância do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e oferecer suporte aos colaboradores em sua jornada de desenvolvimento pessoal e profissional.

Ao seguir esses passos e adotar uma postura flexível, os líderes podem criar uma cultura organizacional que promova a inovação, a adaptabilidade e o crescimento contínuo, preparando a organização para enfrentar os desafios do futuro com confiança e resiliência.

A sua organização está pronta para se adaptar?

Compartilhar:

Palestrante, professora e consultora organizacional nas áreas de inovação, liderança inovadora e ambidestra e metodologias ágeis.

Artigos relacionados

Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de janeiro de 2026
Inovar não é sinônimo de começar do zero. A lente da exaptação revela como ideias e recursos existentes podem ser reaproveitados para gerar soluções transformadoras - da biologia às organizações contemporâneas.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança