Uncategorized

A hora do Healing Leader chegou

Com tantas crises mundiais em curso, a consciência coletiva das lideranças parece estar emergindo. É tempo de mudanças
Dario Neto é diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e CEO do Grupo Anga. Também é pai do Miguel e marido da Bruna. Marcel Fukayama é diretor geral do Sistema B Internacional e cofundador da consultoria em negócios de impacto Din4mo.

Compartilhar:

Num intervalo de poucas semanas, testemunhamos a grave falha sistêmica que vemos estampar jornais e revistas. Dos incêndios na Amazônia, passando pela carta de Larry Fink, até o manifesto de 180 CEOs desafiando o propósito das empresas em gerar valor para o acionista parece que, finalmente, a crise climática e a desigualdade estão tomando a consciência coletiva de lideranças políticas, empresariais, sociais e – quem diria – do mercado de capitais.

A hora do healing leader chegou. Diante de tamanho desafio que vivemos no Brasil e no mundo, o papel da liderança em não se deixar paralisar, mas sim se mover pela mudança do status quo, é fundamental. Isso criará uma espiral positiva que, potencialmente, nos jogará em um outro patamar como sociedade.

Há fatos que mostram que a mudança existe e já está acontecendo. Durante a Assembleia Geral da ONU deste ano, um consórcio de 130 bancos, que tem sob gestão o equivalente a US$ 47 trilhões, condicionou investimentos a iniciativas de desenvolvimento na Amazônia. Segundo o JP Morgan, projeta-se o montante de US$ 24 trilhões para investimentos com impacto ambiental, social e governança (ASG). 

Há uma mudança no mainstream do mercado de capitais em direção a uma nova economia mais inclusiva e sustentável. Diante dessa demanda, apontamos qual o papel de um healing leader:

* **Você é o que você mede.** O compromisso com a transparência em medir e reportar o seu impacto é um primeiro passo. Por meio de métricas comparáveis, verificáveis e críveis, como a Avaliação de Impacto B do Sistema B, é possível criar um plano de desenvolvimento contínuo para o negócio.
* **Busque capital alinhado.** Investidores, de fato, não são apenas provedores de capital. São sócios e parceiros de uma jornada e é importante que a equação de risco, retorno e impacto seja convergente com o seu empreendimento.
* **Plano e foco no longo prazo.** As evidências constatadas nos estudos de Raj Sisodia com Firms of Endearment nos EUA e com Pedro Paro em “Empresas humanizadas” mostram que tomadas de decisão orientadas pelo curto prazo colocam em risco a longevidade do negócio e seus stakeholders. O longo prazo é um dos elementos do melhor interesse da organização e garante não apenas mais retorno financeiro como também  a possibilidade de cuidado com todos os stakeholders.
* **Alinhe-se com a agenda global.** A partir da crença de que é possível usar soluções de mercado para resolução de problemas sociais e ambientais, coloque-se a serviço do cumprimento da agenda mais importante para o mundo nesta década: Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas.
* **Transforme o seu modelo de negócio:** A era dos negócios que mitigam impacto negativo e compensam com responsabilidade social corporativa acabou. Conservar ou preservar o meio-ambiente tampouco são suficientes diante do enorme desafio que temos para este século. A partir de uma nova economia colaborativa, circular e regenerativa, é possível redesenhar processos, produtos, serviços e modelos de negócios para gerar impacto positivo no curso de sua atividade.

Portanto, healing leader, sua hora chegou. Uma mudança de cultura global e histórica está em desenvolvimento, e seu papel é único para potencializar as oportunidades em meio aos desafios e atrair todo o capital alinhado que for necessário para a prosperidade do seu negócio, da sociedade e do nosso planeta.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Eleitor 70+: o valor do repertório em uma sociedade que envelhece

À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

A publicidade não disputa mais audiência. Disputa atenção.

O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

O benefício existe. Mas as pessoas têm tempo para usá-lo?

Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Mobilidade interna: Por que quando o tema é talentos estamos sempre olhando para a grama do vizinho?

A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
2 de setembro de 2026 14H00
À medida que a população envelhece, cresce a necessidade de repensar o papel da experiência nas organizações e na sociedade. Tomando o comportamento do eleitor 70+ como ponto de partida, o artigo questiona o que faz alguém continuar contribuindo quando já não é obrigado a fazê-lo e por que essa pode ser uma das perguntas mais importantes para empresas que desejam se preparar para a era da longevidade.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services

6 minutos min de leitura
User Experience, UX, Marketing & growth
2 de setembro de 2026 08H00
O artigo mostra por que a Connected TV se tornou uma peça central na economia da atenção. Em um cenário de audiências fragmentadas, a combinação entre conteúdo de alta qualidade, segmentação baseada em dados e métricas avançadas transforma a televisão conectada em um dos ambientes mais estratégicos para marcas que buscam equilibrar alcance, relevância e performance.

Bruno Almeida - CEO da US Media

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 15H00
Em momentos de retração econômica, cortar custos costuma ser uma resposta imediata. O problema é que algumas das perdas mais importantes não aparecem nas planilhas. Conhecimento acumulado, confiança, experiência e capacidade de inovação formam um patrimônio invisível que pode levar anos para ser reconstruído.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 08H00
O artigo utiliza a clássica fábula dos três porquinhos para mostrar por que organizações que apostam apenas em estruturas robustas, sem capacidade de adaptação, podem se tornar mais vulneráveis justamente quando o ambiente exige flexibilidade e aprendizado contínuo.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

10 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 20H00
Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 18H00
A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de agosto de 2026 14H00
A lógica do “trabalhe enquanto eles dormem” ajudou a moldar uma geração de profissionais que transformou o cansaço em símbolo de mérito. O artigo questiona os mitos da cultura hustle e defende o sono como um dos investimentos mais estratégicos para desempenho, bem-estar e crescimento sustentável.

Valter Roldão - CEO da Luuna

5 minutos min de leitura
Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo