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A Kodak Alaris vai bem, obrigada

Depois da concordata da Kodak, os investidores que assumiram as dívidas fizeram um spin-off da divisão de scanners e inteligência na captura de imagens e vêm reinventando a marca
é diretora de negócios da Kodak Alaris para a América Latina e ex-executiva da Kodak.

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Qual é a relação entre Kodak Alaris e Kodak? Essa é a pergunta que os executivos de grandes corporações me fazem sempre que conhecem nossa marca de soluções de scanners e inteligência na captura de imagens corporativas. 

Fico feliz: falar do nascimento da Kodak Alaris me é uma tarefa prazerosa, pois atuei como responsável pelas vendas da unidade de negócios de document imaging na Kodak, onde ela começou a nascer, e também na divisão Kodak Alaris, que surgiu em 2013 impulsionada pela necessidade de captura do documento corporativo e gestão do tráfego da informação. 

Na época, várias empresas buscavam inovação, e desenvolvemos, entre outras coisas, soluções que digitalizam cerca de 400 imagens por minuto e que reconstroem imagens mesmo quando os documentos estão bem danificados, além de fazer softwares integrados que, no ato da digitalização, enviam automaticamente a informação para avaliação de um órgão. 

Essa estrutura de digitalização inteligente logo se consagrou como a mais lucrativa da empresa. Em 2012, a Kodak passou por uma reestruturação e pediu concordata, processo que levou cerca de um ano e meio.  As negociações foram assumidas pelo fundo de pensão KPP, do Reino Unido, e a divisão de scanners e softwares para captura de imagens foi identificada como de grande potencial pelos novos executivos, especialmente ao conhecerem o universo de tecnologia criado em torno do negócio, na China. 

Visionários, eles decidiram pela continuidade das atividades em uma nova marca: a Kodak Alaris. O desafio foi reinventar uma marca que, infelizmente, estava desgastada, apesar de sua herança associada à inovação. A decisão do fundo KPP foi priorizar o investimento em inovação: a Kodak Alaris investe hoje cerca de 11% de seu faturamento total em pesquisas, desenvolvimento e engenharia de novos produtos. Deu certo. 

A demanda corporativa por compartilhamento de imagens e dados para a aprovação e conclusão de processos aumentou exponencialmente e nossos equipamentos tiveram saída considerável graças a suas funcionalidades que fugiam das ofertas tradicionais no mercado. Em apenas três anos, nós nos tornamos líderes na América Latina, inclusive no Brasil, onde temos mais de 50% de market share de scanners. Hoje estamos presentes na América Latina, nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa e registramos faturamento anual de cerca de  US$ 1,2 bilhão. Como serão os próximos cin co anos? Adianto que vamos fortalecer a marca Kodak Alaris como provedora número um de soluções para o mercado documental e investir em novas ofertas.

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