Uncategorized

A profissional que me tornei depois que virei mãe

Mariana Gabrijelcic é mãe de dois meninos, Publicitária, pós graduada em Marketing pela FGV e certificada em Marketing Digital pela ESPM. Já atuou como key account em empresas do segmento financeiro e TI. Em uma das suas experiências profissionais, fez parte de uma empresa que mesmo com metas bem agressivas, proporcionava um ambiente totalmente descontraído, e foi lá que percebeu, como organizações que possuem um olhar diferenciado para o bem estar dos seus funcionários, no que diz respeito a flexibilidade e autonomia, podem estimular muito mais o crescimento e sucesso dos negócios e das pessoas. Foi após o nascimento do seu segundo filho que resolveu buscar formas de levar vagas flexíveis para outras mães viverem a maternidade e suas carreiras

Compartilhar:

Com a aproximação do dia das mães, parei para refletir sobre a profissional que eu me tornei depois que meus dois filhos, Lorenzo de seis anos e Matheus de dois anos, nasceram. Foi, e continua sendo, uma longa jornada de transformação e aprendizado que, além de muitas dúvidas e emoções, me levaram a empreender um novo negócio que tem tudo a ver com a maternidade. E é essa história que quero compartilhar com você hoje.

Ainda na infância, uma das minhas brincadeiras favoritas era imaginar que eu tinha uma empresa. Eu criava nomes, inventava logotipos, vendia coisas para as vizinhas. Um verdadeiro feito para uma criança de 5 ou 6 anos. 

Acredito que foi por isso que escolhi o curso de publicidade quando chegou a hora do vestibular. As pessoas até me questionavam o porquê eu não cursava administração, se queria tanto ter uma empresa. E, no fundo, uma voz me dizia que era por puro medo. Medo dos números, planilhas, balanços e previsões. Eu achava que não seria capaz de lidar com isso. Então, eu me formei em Publicidade e Propaganda, fiz MBA em Marketing e acabei enveredando pela carreira na área de vendas, como executiva de grandes contas. 

Mas no meio de toda essa jornada criei muitos negócios. Fiz pesquisas, fiquei noites sem dormir, criei marcas, logotipos, pensei em sócios…mas as ideias nunca saiam do papel. 

Hoje vejo que o meu bloqueio tinha nome: medo. Medo de falhar, de não dar conta e do que iriam pensar de mim se isso acontecesse. Então, segui com minhas escolhas. Eu gostava do meu trabalho, mas faltava aquele brilho, aquele algo mais, pois o caminho que eu desejava seguir estava bloqueado dentro de mm. 

Então, aos 31 anos, nasceu meu primeiro filho. E com ele eu descobri que era capaz de muitas coisas que eu jamais imaginei. Fora todas as habilidades básicas para se cuidar de um bebe, como trocar fraldas, dar banho, alimentar, entre outras, também percebi que, com o tempo, eu me tornava uma pessoa mais **persistente, empática, criativa.** E o interessante é que essas habilidades vão variando de acordo com a fase em que nossos filhos vivem. 

Quando eles ainda são recém-nascidos, acordar para encarar um dia inteiro de cuidado exige muita superação e adaptação. **Empatia e sensibilidade** para interpretar o som do choro e identificar o que eles precisam. 

Quando crescem um pouco mais, persistência para ensiná-los a dormirem no seus quartos, criatividade para criar brincadeiras, contar historias e para fazê-los comer toda a comida do prato (e provarem legumes e verduras). **Gestão do tempo, organização e planejamento** para fazer tudo o que eu já fazia, adicionando novas tarefas como: a agenda das crianças, refeições e logística para levar e buscar das atividades. Ah! 

Não posso esquecer de falar de uma fase bem delicada para muitas mães que é a adaptação na escolinha, que nos exige ser firmes para passar segurança aos pequenos (mesmo quando por dentro temos vontade de chorar com eles) e confiantes para deixá-los tranquilos e motivados com o novo desafio. 

Estão aqui bons exemplos de princípios de liderança, não acham?

Com a chegada de um irmão, como foi o nosso caso aqui, as tarefas se multiplicam e essas habilidades são ainda mais exigidas. Já me considerava uma pessoa ágil, mas me tornei ainda mais. **Ser multitarefa não é opcional.** Faço as coisas de um, ao mesmo tempo agilizo as do outro, e preciso reconhecer e trabalhar em conjunto dois perfis diferentes e que demandam total atenção.

Aprendi e ainda estou em aperfeiçoamento de mais habilidades. Em especial a de **resolução de problemas e administração de conflitos.** Parece fácil, mas não é. Duas crianças que disputam os mesmos brinquedos, a mesma atenção, os mesmos cuidados, e uma mãe que necessita ser justa e se cobra para ser correta, carinhosa e sempre manter o equilíbrio. 

É como um trabalho em equipe, onde você é o líder e precisa fazer com que diferentes colaboradores interajam da melhor maneira, compreendam as regras e cheguem nos objetivos propostos. Afinal, a rotina dentro de casa também tem metas. 

(Dentro desse assunto surgem algumas coisas que observo impedirem ou atrapalharem a vida profissional de várias mães, como _a culpa e o desejo de serem perfeitas._ Mas esse será tema para outro momento de reflexão). 

Portanto para nós mulheres, profissionais e mães, **cabe nos orgulhar de tantas coisas que somos capazes.** Com a maternidade, aprendemos coisas para a vida toda e que agregam demais às nossas vidas profissionais. Não tenho dúvidas que, depois que me tornei mãe, além de me tornar uma pessoa melhor, me tornei uma profissional melhor. Tenho certeza que você também. Basta fazer essa reflexão.

Para finalizar e fechar o raciocínio, lembra do meu sonho de infância de ter meu próprio negócio? Então. Aprendi que tudo tem sem tempo. E o meu chegou graças aos meus filhos. Foram eles que me deram inspiração, força e segurança, para criar o [_MamaJobs_,](https://www.mamajobs.com.br/) uma plataforma para cadastramento de currículos de outras profissionais que viraram mães e buscam continuar ativas no mercado mas em equilíbrio com a maternidade. Foram eles que me deram coragem para encarar aqueles medos que antes eu tinha. São eles e a nossa relação que fizeram o negócio ter um propósito maior. São eles o meu combustível de todas as manhãs e graças a eles agora eu tenho aquele brilho nos olhos e me realizei como profissional e como mãe.

Nesse dia das mães, e em todos os outros, agradeço aos meus filhos amados por fazerem de mim quem eu sou.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Problemas complexos exigem criatividade coletiva

O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

O consumidor já é omnichannel. Sua empresa também é?

A antiga disputa entre e-commerce e lojas físicas perdeu sentido. O consumidor atual transita naturalmente entre ambientes digitais e presenciais, esperando uma experiência única, integrada e sem atritos. O artigo mostra por que o sucesso no varejo já não depende da força de um canal específico, mas da capacidade de conectar dados, tecnologia, atendimento e conveniência para construir jornadas fluidas e relevantes em todos os pontos de contato com a marca.

Posicionamento não é desculpa para ser do contra

Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Por que o marketing precisa sair da própria bolha

As grandes ideias raramente surgem da repetição das mesmas referências. Em uma época de acesso democratizado à informação e às tecnologias, o diferencial competitivo passa a ser a qualidade das perguntas que fazemos. Ao refletir sobre arte, cultura e criatividade, o artigo argumenta que as marcas mais inovadoras serão aquelas capazes de formar pessoas que aprendam a observar, conectar e interpretar o mundo de formas que ainda não foram exploradas.

Por que alguns eventos entram para a história e outros são esquecidos na semana seguinte

Por trás dos maiores eventos do mundo existe um trabalho que começa muito antes da abertura dos portões. Leitura de cenário, curadoria estratégica, construção de comunidade e a capacidade de reunir as pessoas certas explicam por que alguns encontros se tornam plataformas de influência, inovação e negócios, enquanto outros permanecem apenas como eventos.

Inovação & estratégia
25 de agosto de 2026 14H00
O artigo mostra que inovação não é um destino nem um grande projeto isolado, mas um processo contínuo de testar hipóteses, aprender com evidências e evoluir com intenção estratégica.

Thomas Rebergue - Chief Business Officer da GINGA

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
25 de agosto de 2026 08H00
O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing.

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, User Experience, UX
24 de agosto de 2026 14H00
A antiga disputa entre e-commerce e lojas físicas perdeu sentido. O consumidor atual transita naturalmente entre ambientes digitais e presenciais, esperando uma experiência única, integrada e sem atritos. O artigo mostra por que o sucesso no varejo já não depende da força de um canal específico, mas da capacidade de conectar dados, tecnologia, atendimento e conveniência para construir jornadas fluidas e relevantes em todos os pontos de contato com a marca.

André Seibel - CEO do Circuito de Compras

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
24 de agosto de 2026 08H00
Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, Inovação & estratégia
23 de agosto de 2026 13H00
As grandes ideias raramente surgem da repetição das mesmas referências. Em uma época de acesso democratizado à informação e às tecnologias, o diferencial competitivo passa a ser a qualidade das perguntas que fazemos. Ao refletir sobre arte, cultura e criatividade, o artigo argumenta que as marcas mais inovadoras serão aquelas capazes de formar pessoas que aprendam a observar, conectar e interpretar o mundo de formas que ainda não foram exploradas.

Rui Piranda - Sócio-fundador da ForALL

4 minutos min de leitura
Marketing & growth
23 de agosto de 2026 08H00
Por trás dos maiores eventos do mundo existe um trabalho que começa muito antes da abertura dos portões. Leitura de cenário, curadoria estratégica, construção de comunidade e a capacidade de reunir as pessoas certas explicam por que alguns encontros se tornam plataformas de influência, inovação e negócios, enquanto outros permanecem apenas como eventos.

Evandro Monteiro - CEO da Origami Marketing e Eventos.

4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
22 de agosto de 2026 14H00
Galpões logísticos, centros de distribuição e rotas de abastecimento foram desenhados ao longo dos anos para aproveitar benefícios fiscais estaduais. Com a chegada do IBS e da CBS, a localização das operações tende a voltar a ser determinada pela eficiência logística e pela proximidade dos mercados consumidores, desencadeando uma das maiores reconfigurações econômicas das últimas décadas.

Caio Navarro - Fundador e CEO da consultoria Hand

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Bem-estar & saúde, Marketing & growth
22 de agosto de 2026 07H00
Reduzir açúcar, sódio e gorduras sem comprometer sabor, performance culinária e competitividade de preço tornou-se uma das equações mais complexas da indústria de alimentos. O artigo explora como mudanças regulatórias, comportamento do consumidor e inovação tecnológica estão redefinindo estratégias de produto, marketing, cadeia de suprimentos e crescimento no setor de bens de consumo.

Mayara Marcon - Head de Marketing na Lightsweet

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
21 de agosto de 2026 18H00
Todos os dias, tomamos milhares de decisões, muitas delas de forma automática. Entre vieses cognitivos, excesso de informação, escassez de tempo e a crescente presença da inteligência artificial, a capacidade de decidir com qualidade tornou-se um ativo cada vez mais valioso. O artigo discute por que preservar o julgamento humano é essencial para navegar em um cenário de complexidade crescente.

Rose Kurdoglian - Fundadora da RK Mentoring Hub

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
21 de agosto de 2026 14H00
À medida que organizações se tornam dependentes de ambientes digitais para sustentar suas operações, a indisponibilidade de sistemas passa a representar muito mais do que uma questão técnica. O artigo mostra por que calcular o impacto real de uma falha exige uma visão integrada entre tecnologia, finanças, operação e governança, e como essa análise pode orientar decisões críticas sobre modernização e resiliência dos negócios.

Philippe Rosa - Diretor de Inovação e Novos Negócios da TQI

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo