Uncategorized

A verdadeira razão para a internacionalização

é CEO da Resultados Digitais, que cofundou em 2011 e tem 10 mil clientes. Sua plataforma de marketing digital RD Station possui 70% do mercado brasileiro. Antes, Santos atuou na Fundação Certi, berço do polo empreendedor de Florianópolis.

Compartilhar:

Desde o início da nossa relativamente breve história, a Resultados Digitais (RD) sempre teve um foco muito grande no mercado nacional. Toda a tese do negócio era que as empresas no País, em especial as PMEs, poderiam se beneficiar muito dos benefícios do marketing digital para educar seus mercados e gerar mais oportunidades, vendas e crescimento, de maneira sustentável e previsível. De fato, mercado interno não falta; ainda há muito espaço para crescer no Brasil. 

Deveríamos embarcar em uma aventura de levar a RD para outros países, ou isso seria um “desvio de foco” não muito sábio, já que capitalizaríamos com maior facilidade a tração e a autoridade já conquistadas em nosso mercado nativo. 

Decidimos, no entanto, pela internacionalização, e houve razões “técnicas” para tanto: aumento do mercado potencial total, diversificação da receita e do risco, maior competitividade da empresa, aumento do valor percebido pelos investidores etc. Acima de tudo, houve o desejo de alçar voos maiores, impactar mais pessoas e ter um papel relevante em outros ecossistemas empreendedores. 

Assim, em 2017, iniciamos formalmente um processo de expansão internacional da RD. Pesquisando referências e conversando com mentores e executivos experientes, estudamos de forma cuidadosa as melhores práticas e os riscos que poderíamos correr. Também debatemos intensamente a estratégia, o posicionamento e os mercados-alvo. Como já tínhamos alguma tração – orgânica – em certos mercados, em especial da América Latina e de Portugal, entendemos que seria melhor começar por países emergentes, e nossa solução (combinando software, metodologia e estrutura de parceiros) é mais adequada para países que apresentam as mesmas carências do Brasil. Focamos inicialmente México e Colômbia em busca de construir um modelo replicável e hoje estamos ampliando a atuação também para Argentina, Portugal e Espanha. Os números absolutos ainda não são comparáveis com os do Brasil, mas o movimento até agora é promissor: estamos crescendo mais rápido na operação internacional do que crescemos no início aqui no Brasil. Este ano será crucial para consolidar o modelo de expansão, o time e nosso playbook para concretizarmos ambições de internacionalização ainda maiores. 

Há, porém, mais uma razão para essa empreitada, maior do que as outras. Para continuar atraindo e retendo talentos únicos para nosso time, a RD precisa pensar e ser, efetivamente, global. Competir e aprender em diferentes mercados permite que os RDoers – como chamamos nossos colaboradores – continuem tendo experiências diferenciadas de desenvolvimento pessoal e profissional. Essa é uma razão mais do que suficiente para a prioridade que estamos dando ao desafio de tornar a RD uma líder glo

Compartilhar:

Artigos relacionados

Parte IV – Futuros em prompts: como disputar e construir realidade

Este é o quarto texto da série “Como promptar a realidade” e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência – mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

A era do “AI theater”: estamos fingindo transformação?

Nem toda empresa que fala de IA está, de fato, se transformando. Este artigo expõe o risco do AI theater – quando a inteligência artificial vira espetáculo – e mostra por que a vantagem competitiva está menos no discurso e mais nas mudanças invisíveis de estratégia, governança e decisão.

Parte III – APIs sociotécnicas versus malwares mentais… e como recuperar a soberania imaginal

Este é o terceiro texto da série “Como promptar a realidade”. Até aqui, as duas primeiras partes mapearam o mecanismo: como contextos são instalados, como narrativas disputam processamento e como ficções ganham densidade de real. A partir daqui, a pergunta muda: o que fazer com esse conhecimento? Como reconhecer quando você está sendo instalado – e como instalar, conscientemente, o prompt que você escolhe?

O esporte que você ama mudou – e isso é uma ótima notícia

Do vestiário aos dados, o esporte entrou em uma nova era. Este artigo mostra como tecnologia, ciência e informação estão redefinindo decisões, performance, engajamento de torcedores e modelos de receita – sem substituir a emoção que faz o jogo ser o que é

Parte II – Hyperstition: a tecitura ficcional da realidade

Este é o segundo artigo da série “Como promptar a realidade” e investiga como ficções, ao entrarem em loops de feedback, deixam de descrever o mundo para disputar ontologia – reorganizando mercados, política, tecnologia e comportamento antes mesmo de qualquer evidência.

Inovação & estratégia
13 de abril de 2026 14H00
A aceleração da destruição criativa deixou de ser um conceito abstrato e passou a atravessar o cotidiano profissional, exigindo menos apego à estabilidade e mais capacidade de adaptação, recombinação e reinvenção contínua.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
13 de abril de 2026 07H00
Quando "estamos investindo em inteligência artificial" virou a forma mais elegante de não explicar por que o planejamento de headcount falhou. E o que acontece quando os dados mostram que as empresas demitem por uma eficiência que, para 95% delas, ainda não existe.

Atila Persici Filho - COO da Bolder

11 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
12 de abril de 2026 14H00
Entre intenção e espontaneidade, a comunicação organizacional revela camadas inconscientes que moldam vínculos, culturas e resultados. Este artigo propõe o Design Relacional como ponte entre teoria profunda e prática concreta para construir ambientes de trabalho mais seguros, autênticos e sustentáveis.

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

9 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
12 de abril de 2026 09H00
Na montanha, aprender a reconhecer os próprios limites não é opcional - é questão de sobrevivência. No ambiente corporativo deveria ser parecido. Identificar sinais precoces de sobrecarga, entender como reagimos sob pressão e criar espaços seguros de diálogo são medidas preventivas muito eficazes.

Aretha Duarte - Primeira mulher negra latino-americana a escalar o Everest

5 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de abril de 2026 13H00
A adoção de novas tecnologias está avançando mais rápido do que a capacidade das lideranças de repensar o trabalho. Este artigo mostra que a IA promete ganho de performance, mas expõe lideranças que já operam no limite.

Felipe Calbucci - CEO Latam da TotalPass

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de abril de 2026 08H00
Quando a empresa cresce, o modelo mental do fundador precisa crescer junto - ou vira obstáculo. Este artigo demonstra que criar uma empresa exige um tipo de liderança. Escalá‑la exige outro.

Gustavo Mota - CEO do Lance

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de abril de 2026 15H00
Enquanto o Brasil envelhece, muitas empresas seguem desenhando experiências para um usuário que já não existe. Este artigo mostra que quando a tecnologia exige adaptação do usuário, ela deixa de servir e passa a excluir.

Vitor Perez - Co-fundador da Kyvo

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
10 de abril de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema nunca foi a geração. Mas sim a incapacidade da liderança de sustentar a complexidade humana no trabalho.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Marketing & growth
9 de abril de 2026 14H00
À medida que a tecnologia se democratiza, a vantagem competitiva migra para a forma de operar. Este artigo demonstra que como q inteligência artificial já é comum, o diferencial agora está em quem sabe transformá‑la em sistema de crescimento.

Renan Caixeiro - Co-fundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Liderança
9 de abril de 2026 07H00
O mercado não mudou as pessoas. Mudou o jeito de trabalhar. Este artigo mostra que a verdadeira vantagem competitiva agora não está no que você faz, mas no que você sabe delegar - e no que não delega.

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...