Inovação, Empreendedorismo
4 min de leitura

Alavanque seu negócio sem comprometer o fluxo de caixa com recursos financeiros para inovação

Linhas de financiamento para inovação podem ser uma ferramenta essencial para impulsionar o crescimento das empresas sem comprometer sua saúde financeira, especialmente quando associadas a projetos que trazem eficiência, competitividade e pioneirismo ao setor
Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

Compartilhar:

Empresas frequentemente enfrentam um dilema comum quando o assunto é captação de recursos para inovação e expansão. Tradicionalmente, as opções para busca de recursos financeiros são a venda de participação acionária (equity) ou a contratação de credito junto as instituições financeiras, muitas vezes com taxas de juros elevadas. No entanto, o que muitos empreendedores desconhecem é que existem diversas linhas de financiamento com condições muito favoráveis para projetos de inovação. Essas alternativas podem proporcionar o impulso necessário para o crescimento da empresa, sem comprometer a saúde financeira.

Mas o que é considerado inovação?

Inovação está atrelada a muitas definições, por exemplo a melhoria no processo produtivo tornando a empresa mais eficiente ou o desenvolvimento de um novo produto, realização de um upgrade de tecnologia ou software, algo que ocorre rotineiramente na maioria das empresas.

Conceitualmente a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal) define o grau e a relevância da inovação da seguinte forma:

  • Difusão tecnológica: Compreende esforços de modernização de processos através do uso de serviços e conhecimentos externos à empresa, com adoção de novas tecnologias e técnicas;
  • Inovação para desempenho: Inovações de produtos, processos ou serviços no âmbito da empresa, podem ser centrados em atualização tecnológica, por meio da absorção ou aquisição de tecnologia, sendo capazes de impactar na produtividade da empresa, em sua estrutura de custos ou no desempenho de seus produtos e serviços;
  • Inovação para Competitividade: Desenvolvimento ou significativo aprimoramento de produtos, processos ou serviços que tenham também potencial de impactar o posicionamento competitivo da empresa no mercado.
  • Inovação Pioneira: Apresenta elevado grau de inovação e de relevância para o setor econômico beneficiado. As propostas devem resultar em inovações por meio do desenvolvimento de produtos, processos ou serviços inéditos para o Brasil.

A captação de recursos para inovação será abordada aqui por dois caminhos diferentes: financiamentos para inovação reembolsável ou editais não reembolsáveis (popularmente conhecido como fundo perdido). Os financiamentos reembolsáveis para inovação podem ser obtidos pela FINEP e as condições operacionais podem ter taxas de juros a partir de 3% ao ano, com prazos de carência de até 4 anos e prazo de amortização de até 20 anos. O BNDES também opera com algumas linhas diferenciadas no programa BNDES Mais Inovação, entre outros programas.

Os Editais não reembolsáveis são disponibilizados por órgãos como a FINEP, Fundações de Amparo de cada estado, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), entre outras. Adentrando mais profundamente no tema editais, é relevante destacar que, no início de 2024, o Governo Federal lançou o Nova Indústria Brasil (NIB), um plano de ação para a Neoindustrialização com um montante de 300 bilhões em recursos para inovação.

Esse plano possui políticas norteadas por seis missões principais com o objetivo de trazer benefícios para a sociedade brasileira e que terão grande investimento em inovação nos próximos anos, são eles: 

Missão 01 – Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética;

Missão 2 – Complexo econômico industrial da saúde resiliente para reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso à saúde;

Missão 3 – Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e o bem-estar nas cidades;

Missão 4 – Transformação digital da indústria para ampliar a produtividade;

Missão 5 – Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as gerações futuras,

Missão 6 – Tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais.

Após o lançamento do Plano Nova Indústria Brasil, a FINEP lançou 11 novos editais não reembolsáveis e em fluxo contínuo (que não possui um prazo fixo para encerramento). Entre os editais lançados, podem ser destacadas as linhas temáticas de: Aviação sustentável, bioeconomia, cadeias agroindustriais sustentáveis, energias renováveis, mobilidade urbana, resíduos, saneamento e moradia, saúde para empresas e para ICT’s, semicondutores, soberania e defesa nacional.

Somente a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal) contratou mais de 1680 projetos em 2023, com mais de 10,5 bilhões em recursos para os projetos de inovação contratados neste mesmo ano.

Financiamentos reembolsáveis e não reembolsáveis desempenham um papel crucial no fomento a inovação, possuem processos e formulários específicos. Esses mecanismos de apoio exigem diferentes níveis de burocracia, tempo de aprovação e prestação de contas. É essencial que cada projeto seja analisado individualmente para determinar a melhor fonte de financiamento. Além disso, os recursos para inovação seguem regulamentos e diretrizes e as empresas precisam estar aptas e em conformidade com os requisitos estabelecidos para se beneficiarem. A compreensão detalhada dessas exigências e a preparação adequada são fundamentais para maximizar as oportunidades de sucesso e crescimento.

Compartilhar:

Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

Artigos relacionados

“Strategy Washing”: quando a estratégia é apenas uma fachada

Estamos entrando na temporada dos planos estratégicos – mas será que o que chamamos de “estratégia” não é só mais uma embalagem bonita para táticas antigas? Entenda o risco do “strategy washing” e por que repensar a forma como construímos estratégia é essencial para navegar futuros possíveis com mais consciência e adaptabilidade.

Como a inteligência artificial impulsiona as power skills

Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

iF Design Awards, Brasil e criação de riqueza

A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Transformando complexidade em terreno navegável com o framework AIMS

Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares – precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Inovação & estratégia, Liderança
29 de agosto de 2025
Estamos entrando na temporada dos planos estratégicos - mas será que o que chamamos de “estratégia” não é só mais uma embalagem bonita para táticas antigas? Entenda o risco do "strategy washing" e por que repensar a forma como construímos estratégia é essencial para navegar futuros possíveis com mais consciência e adaptabilidade.

Lilian Cruz, Cofundadora da Ambidestra

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Inovação & estratégia
28 de agosto de 2025
Startups lideradas por mulheres estão mostrando que inovação não precisa ser complexa - precisa ser relevante. Já se perguntou: por que escutar as necessidades reais do mercado é o primeiro passo para empreender com impacto?

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Tecnologia & inteligencia artificial
26 de agosto de 2025
Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

Ivan Cruz, cofundador da Mereo, HR Tech

4 minutos min de leitura
Inovação
25 de agosto de 2025
A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Rodrigo Magnago

9 min de leitura
Cultura organizacional, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
25 de agosto de 2025
Assédio é sintoma. Cultura é causa. Como ambientes de trabalho ainda normalizam comportamentos abusivos - e por que RHs, líderes e áreas jurídicas precisam deixar a neutralidade de lado e assumir o papel de agentes de transformação. Respeito não pode ser negociável!

Viviane Gago, Facilitadora em desenvolvimento humano

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Estratégia, Inovação & estratégia, Tecnologia e inovação
22 de agosto de 2025
Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares - precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Finanças, Marketing & growth
21 de agosto de 2025
Em tempos de tarifas, volta de impostos e tensão global, marcas que traduzem o cenário com clareza e reforçam sua presença local saem na frente na disputa pela confiança do consumidor.

Carolina Fernandes, CEO do hub Cubo Comunicação e host do podcast A Tecla SAP do Marketês

4 minutos min de leitura
Uncategorized, Empreendedorismo, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de agosto de 2025
A Geração Z está redefinindo o que significa trabalhar e empreender. Por isso é importante refletir sobre como propósito, impacto social e autonomia estão moldando novas trajetórias profissionais - e por que entender esse movimento é essencial para quem quer acompanhar o futuro do trabalho.

Ana Fontes

4 minutos min de leitura
Inteligência artificial e gestão, Transformação Digital, Cultura organizacional, Inovação & estratégia
18 de agosto de 2025
O futuro chegou - e está sendo conversado. Como a conversa, uma das tecnologias mais antigas da humanidade, está se reinventando como interface inteligente, inclusiva e estratégica. Enquanto algumas marcas ainda decidem se vão aderir, os consumidores já estão falando. Literalmente.

Bruno Pedra, Gerente de estratégia de marca na Blip

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
15 de agosto de 2025
Relatórios de tendências ajudam, mas não explicam tudo. Por exemplo, quando o assunto é comportamento jovem, não dá pra confiar só em categorias genéricas - como “Geração Z”. Por isso, vale refletir sobre como o fetiche geracional pode distorcer decisões estratégicas - e por que entender contextos reais é o que realmente gera valor.

Carol Zatorre, sócia e CO-CEO da Kyvo. Antropóloga e coordenadora regional do Epic Latin America

4 minutos min de leitura