Uncategorized

Arco Educação de olho no futuro

Mesmo em meio ao caos provocado pelo novo coronavírus, a Arco Educação não desistiu de seguir com o seu processo seletivo de trainees. Conversamos com a Maíra Ary Wandscheer, gerente de gente e gestão da empresa, para entender os motivos desta manutenção e as adaptações necessárias para cuidar, mesmo à distância, da experiência do candidato.

Compartilhar:

1. Por que a Arco Educação investe no programa de trainee e por que mantê-lo mesmo no contexto da pandemia?
——————————————————————————————————–

O trainee é um dos programas de atração mais estratégicos da Arco, pois alimenta o pipeline de lideranças, que sustenta a nossa visão de médio e longo prazo. Quando olhamos as diversas estruturas da empresa, encontramos profissionais que passaram pelo programa, inclusive na liderança executiva. 

São pessoas formadas “dentro de casa”, com a nossa cultura, movidas a desafios e com crescimento acelerado de carreira. No contexto atual, suspender o programa traria impactos significativos nos nossos planos de sucessão e também em nossa estratégia de expansão. 

Como crescemos cerca de 40% ao ano, estaríamos abrindo mão de quinze talentos para sustentar esta velocidade de crescimento. Então, mesmo em meio a tantos desafios, decidimos manter o programa. 

2. Que desafios são estes? 
————————

Tivemos que rever 100% do processo, especialmente para garantir o acesso online ao programa. Para isso, desenvolvemos uma trilha virtual em que os candidatos de qualquer cidade têm a possibilidade de chegar até a etapa final. 

Da porta para dentro, e em parceria com a Eureca, nosso desafio é garantir que todas as etapas desta trilha estejam bem calibradas, para que tenhamos a certeza de estarmos avaliando as coisas certas e que o processo seja justo. 

3. Como vocês estão cuidando da experiência dos jovens inscritos?
————————————————————–

Levando em consideração experiências anteriores e feedbacks de candidatos, desde a concepção do processo nosso intuito era proporcionar uma experiência positiva aos jovens, mesmo aos não aprovados. Para isso, decidimos trabalhar em duas frentes. 

A primeira para garantir que o programa fosse um canal de diálogo e suporte aos candidatos. E a outra, para gerar valor real para além do processo. 

Assim, trouxemos conteúdos educativos e informações que, além de ajudarem o candidato a desempenhar bem no processo, também contribuem para aumentar seu autoconhecimento. Mesmo que a pessoa não seja aprovada no programa, queremos que ela saia com uma bagagem ainda maior para continuar se desenvolvendo e buscando posições no mercado. 

4. Vocês apareceram em 5o lugar no ranking das marcas lembradas positivamente nessa crise, no relatório “The Truth: Marca Empregadoras”, produzido pela Eureca. Como chegaram nesse marco? 
—————————————————————————————————————————————————————————————-

O que mais me deixou feliz com esse resultado foi que não somos uma marca que acredita em autopromoção ou no “marketing vazio”. Dificilmente falamos na primeira pessoa. 

Nossas campanhas são sempre protagonizadas pelas nossas pessoas e este resultado me faz acreditar que a felicidade e a satisfação delas estão transbordando e sendo captadas por aí. 

Isso mostra que estamos construindo uma marca empregadora de forma sustentável, sendo muito verdadeiros com a nossa essência e praticando os nossos valores no dia a dia. 

Para dar um exemplo, recentemente o nosso CEO compartilhou que, neste contexto da pandemia, temos dois grandes objetivos. Um é cuidar dos nossos alunos e escolas, garantindo que a educação não pare, adaptando e dando acesso. 

O outro é cuidar das nossas pessoas, para que todos estejam em segurança. E temos nos esforçado bastante para isso, oferecendo todo suporte para que eles trabalhem em home office, cuidando das ferramentas, dos treinamentos e da saúde mental de todos. 

É tudo muito genuíno e impacta diretamente a nossa marca empregadora. As vezes demora mais para os resultados aparecerem, mas acredito que este seja o caminho mais sustentável. 

5. Como uma empresa pode fortalecer a marca empregadora neste contexto de isolamento social?
—————————————————————————————–

A primeira sugestão é garantir que as ações estejam alinhadas com a essência da empresa e o posicionamento da marca. Consistência é fundamental. Depois, vem a comunicação, para que as pessoas possam entender este posicionamento. E não há posicionamento certo ou errado. O importante é verificar se a mensagem está atraindo o perfil adequado de profissionais que a empresa deseja, e se o candidato de fato se identifica com os valores comunicados. 

Na Arco Educação, por exemplo, nosso desejo é entender, realmente, quem são e o que movem essas pessoas que desejam trabalhar conosco. 

Para isso, buscamos estabelecer uma comunicação genuína, em que nossas pessoas são protagonistas. Claro que é preciso colocar em perspectiva a diferença de orçamento e estrutura de cada RH, mas vejo que o que falta muitas vezes é visão de longo prazo. 

Portanto, mesmo em meio a crise, em que as urgências do dia a dia tendem a ocupar todo o nosso tempo, precisamos ser ambivalentes: ter a capacidade de resolver o agora, mas sem perder a visão do amanhã. Não podemos inviabilizar o sucesso do futuro, especialmente na lente de talentos. 

6. Qual seu conselho para empresas que ainda estão indecisas sobre continuar ou cancelar seus programas de jovens talentos para este ano? 
—————————————————————————————————————————————

Precisamos ser realistas agora. Algumas empresas, de fato, não vão ter condições de continuar. Mas aqui eu trago o conceito de ambivalência mais uma vez. Porque, como RH, precisamos cuidar das pessoas que já estão conosco, mas, ao mesmo tempo, exercitar a nossa capacidade de projetar o futuro e entender quem precisamos contratar hoje para gerar valor lá na frente. Isso tudo com bastante seriedade, pois estamos lidando com um tema sensível que é a carreira das pessoas.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A IA vai pelo mesmo caminho do ERP e da transformação digital?

O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia – mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Estamos aprendendo mais (e entendendo menos)

Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
17 de junho de 2026 15H00
O entusiasmo com inteligência artificial segue um ciclo já visto antes. Este artigo mostra por que o próximo desafio das empresas não é implementar a tecnologia - mas transformar uso em resultado, superando velhos erros de gestão que já limitaram outras ondas de inovação.

Marcus Garcia - Diretor Comercial da Konia Tecnologia

3 minutos min de leitura
Lifelong learning
17 de junho de 2026 09H00
Este artigo propõe uma mudança de lógica na aprendizagem: mais do que acumular conteúdo, o diferencial passa a ser a capacidade de conectar conhecimentos, interpretar contextos e transformar informação em decisão e ação.

Daniel Luzzi - CEO Cognita Learning Lab

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
16 de junho de 2026 15H00
O mercado discute o futuro - mas continua ignorando quem já está pronto para trabalhar. Este artigo chama atenção para um movimento ignorado: a crescente presença da geração 60+, e o custo de continuar excluindo um dos recursos mais experientes e disponíveis da força de trabalho.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de junho de 2026 09H00
Na estreia da coluna, as autoras, Cecília Seabra e Thais Giuliani, propõem uma mudança de paradigma na liderança: sair das explicações rápidas e dos julgamentos para construir relações mais consistentes por meio da escuta, da curiosidade e da integração de diferenças.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão"

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
15 de junho de 2026 15H00
Colesterol, cardiologista, academia. Tudo certo. Só falta mencionar o que, de fato, está tirando as pessoas de campo.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
15 de junho de 2026 08H00
A liderança não cabe mais em rótulos e quem ainda pensa assim pode estar ficando para trás. Este artigo mostra como a valorização de perfis não lineares e a capacidade de integrar múltiplas experiências redefinem o conceito de talento nas organizações.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de junho de 2026 15H00
Mais do que falta de talento ou tecnologia, este artigo revela o verdadeiro risco das organizações modernas: pessoas que deixam de dizer o que pensam. Este artigo demonstra como isso compromete decisões, inovação e resultados sem que ninguém perceba.

Valter Bahia Filho – Autor e consultor educacional

6 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
14 de junho de 2026 08H00
Ao revisitar o colapso e a reinvenção da Japan Airlines, este artigo revela, à luz dos princípios do Aikido, que a verdadeira transformação organizacional não começa na estratégia, mas na superação do ego - quando liderança, propósito e consciência coletiva entram em fluxo.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
13 de junho de 2026 15H00
Inspirado por um colapso histórico no esporte, este artigo revela um dos riscos mais silenciosos das organizações: equipes talentosas deixam de performar quando a confiança desaparece - e a liderança não cria um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para falar, participar e contribuir de verdade.

Dr. Cristiano Nabuco - Reitor da Artmed School of Psychology (APSY)

6 minutos min de leitura
Marketing & growth
13 de junho de 2026 08H00
Em um cenário de mercado mais seletivo e volátil, este artigo mostra por que resultados consistentes não dependem de talento individual, mas da capacidade da liderança comercial de estruturar processos, diagnosticar com precisão e transformar vendas em uma operação científica.

Natalia Coca - Fundadora da FunFlow, estrategista de vendas e palestrante

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão