Assunto pessoal

As redes sociais e o que Cheryl faria

Se você teme pela alta exposição e os potenciais conflitos digitais, ninguém melhor do que uma celebridade para lhe dar conselhos – um deles é desenvolver coragem

Compartilhar:

Como você tem lidado com a exposição pública – seja nas redes sociais, seja em ambientes profissionais? Os potenciais conflitos afetam sua vida privada? E seus filhos? E os colaboradores no trabalho? Essa questão vem subindo de importância nos âmbitos pessoal e profissional por conta da exposição crescente das pessoas nas redes – e também porque, cada vez mais, liderar pressupõe se expor.

Pois o assunto acaba de ganhar uma mentora inesperada: a atriz Bryce Dallas Howard. Você pode vê-la em *Homem Aranha 3*, em *Jurassic World: Domínio*, no shakespeariano *As You Like It* sob a direção de Kenneth Branagh ou no TED Talk lançado agora em junho.

O que credencia Howard em gestão da privacidade, primeiro, é a prática. Sempre viveu sob os holofotes, como atriz de Hollywood, como parte de uma família com três gerações de celebridades, como filha do incensado diretor Ron Howard, responsável por uma série de filmes e de Oscars – só em 2002, seu *Uma Mente Brilhante* amealhou oito. Mas a mentora Howard também tem teoria, que atribui a sua mãe, Cheryl Alley, preocupada em preservar os quatro filhos da extrema visibilidade do marido e em lhes ensinar a manter o equilíbrio entre vida pública e privada. Tanto é assim que a ferramenta-chave de Howard é se perguntar, diante dos variados dilemas, o que sua mãe faria. Howard compartilha a expertise de Cheryl em três lições:

__1. Treinamento em coragem.__ É preciso impor aos filhos uma vida de mimo zero. “Por exemplo, quando criança, eu tinha pavor de cobras. O que minha mãe fez? Me deu uma cobra de estimação”, relata. “E quando eu tive um apagão em meu primeiro recital de piano e saí correndo do palco aos prantos, minha mãe não me deixou ir para casasumir.Eu tive de ficar lá e apoiar meus colegas.” Segundo a atriz, a visão da matriarca era de que a prática de enfrentar medos e desconfortos fortaleceria as crianças para que tivessem menos medo (e mais coragem) diante das incômodas situações de exposição e para que, desse modo, desenvolvessem autoconfiança. Cheryl diz que não adianta aparência ou posses; autoconfiança vem do caráter, e este se constrói com a coragem de enfrentar os próprios medos.“Viver em público exige que sejamos corajosos.”

__2. Sem proteção.__ A nova mentora diz sempre ficar tentada a proteger seus filhos de potenciais brigas digitais. “Mas, como sei que criamos nossa identidade quando participamos do mundo, trato de ajudá-los a se descobrir usando as tecnologias, não evitando-as.”

__3. Duas regras de ouro.__ Howard fez um trato com os filhos: (1) eles esperam 48 horas antes de postar/compartilhar algo e (2) cuidam para que cada post tenha um bom propósito.

Essas orientações valem para crianças e para adultos. Coragem!

Desabafo no Linkedin acaba em processo

Em 21 de junho, a Justiça do Trabalho brasileira condenou o ex-funcionário de uma indústria mecânica do interior paulista a pagar cinco vezes seu último salário ao ex-empregador

(R$ 6,6 mil) como indenização por danos morais. A causa? Ele fez várias críticas à empresa no LinkedIn – por exemplo, disse que as pessoas deviam pensar duas vezes antes de ir trabalhar lá. É possível que a sentença seja revertida na segunda instância, mas essa decisão judicial deixa claro: exposição pública requer preparo.

__Leia mais: [Uma gestão de recursos humanos para humanos](https://www.revistahsm.com.br/post/uma-gestao-de-recursos-humanos-para-humanos)__

Compartilhar:

Artigos relacionados

74% das empresas consideram a cibersegurança de terceiros muito importante

A porta de entrada para um incidente cibernético nem sempre está dentro da organização. Em muitos casos, ela pode estar em um parceiro, prestador de serviço ou fornecedor com acesso a sistemas, dados e processos críticos. O artigo explora por que a gestão de terceiros se tornou um dos principais desafios da segurança digital contemporânea.

IA como álibi das decisões não pensadas

Será que as empresas, focando a agilidade das entregas com assistência de inteligência artificial, deixaram em segundo plano a qualidade do raciocínio? E quais são os riscos disso?

O problema não começa no canteiro. Só fica visível nele.

Atrasos, mudanças de escopo e disputas contratuais costumam ser tratados como falhas da execução. O artigo argumenta que, na maioria dos casos, os conflitos já estavam contratados desde o início, em escopos incompletos, riscos mal distribuídos e orçamentos desconectados da realidade do projeto.

Executivos estão estudando contabilidade para chegar ao C-level. Eu fiz o caminho inverso.

O artigo reflete sobre a evolução da carreira financeira e sobre o papel da contabilidade como ferramenta de gestão, mostrando que lucro, sozinho, raramente conta a história completa de uma empresa. Mais do que interpretar demonstrações financeiras, entender balanços, fluxo de caixa e capital de giro tornou-se uma competência essencial para líderes que desejam crescer de forma sustentável, tomar decisões mais consistentes e enxergar riscos e oportunidades antes que eles apareçam nos resultados.

Inovação & estratégia
5 de novembro de 2026 08H00
A porta de entrada para um incidente cibernético nem sempre está dentro da organização. Em muitos casos, ela pode estar em um parceiro, prestador de serviço ou fornecedor com acesso a sistemas, dados e processos críticos. O artigo explora por que a gestão de terceiros se tornou um dos principais desafios da segurança digital contemporânea.

Bruno Santos -Ssócio e CRO da área de Gestão de Terceiros da Bernhoeft

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
4 de novembro de 2026 14H00
Mais do que decidir quanto automatizar, líderes e organizações precisarão aprender a desenhar processos que combinem criatividade, julgamento, validação e execução para gerar resultados melhores do que aqueles que humanos ou máquinas seriam capazes de produzir isoladamente.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

16 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de novembro de 2026
Será que as empresas, focando a agilidade das entregas com assistência de inteligência artificial, deixaram em segundo plano a qualidade do raciocínio? E quais são os riscos disso?

Camila Besseler - Fundadora e CEO da mCMOs, ecossistema para mulheres da alta liderança em marketing, growth e receita. Tem 25 anos de experiência na interseção entre estratégia, marca, dados e receita, com passagens por Grupo Tigre e CI&T. Estuda sistemas — o marketing é um deles — e escreve sobre estratégia, mercado e melhores decisões.

0 min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
4 de novembro de 2026 08H00
Atrasos, mudanças de escopo e disputas contratuais costumam ser tratados como falhas da execução. O artigo argumenta que, na maioria dos casos, os conflitos já estavam contratados desde o início, em escopos incompletos, riscos mal distribuídos e orçamentos desconectados da realidade do projeto.

Nayron Russo - Advogado e sócio do escritório Aroeira Salles

4 minutos min de leitura
Liderança
3 de novembro de 2026 14H00
O artigo reflete sobre a evolução da carreira financeira e sobre o papel da contabilidade como ferramenta de gestão, mostrando que lucro, sozinho, raramente conta a história completa de uma empresa. Mais do que interpretar demonstrações financeiras, entender balanços, fluxo de caixa e capital de giro tornou-se uma competência essencial para líderes que desejam crescer de forma sustentável, tomar decisões mais consistentes e enxergar riscos e oportunidades antes que eles apareçam nos resultados.

Darcio Zarpellon - Diretor Financeiro (CFO) e membro certificado do Conselho de Administração (CCA-IBGC | CFO-BR IBEF)

6 minutos min de leitura
ESG
3 de novembro de 2026 08H00
Velocidade, por si só, não garante melhores decisões. A partir das recentes mudanças nos processos normativos da CVM, o artigo propõe uma reflexão sobre os desafios de conciliar eficiência, excelência técnica e diversidade de perspectivas na construção regulatória.

Renata Oliva Battiferro - Diretora Executiva e Head do Investors Group do 30% Club Brazil

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
2 de novembro de 2026 15H00
Dados não estruturados, documentos físicos e processos legados impactam a adoção da IA e por que a automação inteligente se tornou uma peça-chave dessa transformação. O texto explora por que a preparação dos dados pode ser mais importante do que a própria tecnologia.

Alexandre Cardoso - Business Development Manager da Ricoh LATAM

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
2 de novembro de 2026 08H00
O crescimento das ameaças digitais exige mais do que aumentar recursos destinados à segurança cibernética. Exige compreender quais riscos realmente importam para o negócio. O artigo explora por que as organizações precisam abandonar modelos baseados na inércia e adotar uma lógica orientada por risco para direcionar seus investimentos.

Ricardo Moraes - Sócio-líder de segurança cibernética e Daniel Pacheco - Sócio-líder de consultoria em tecnologia da KPMG no Brasil

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Estratégia
1º de novembro de 2026 15H00
O mercado de saúde vive um novo ciclo de fusões e aquisições impulsionado pela busca por capacidades estratégicas já consolidadas. O texto mostra como infraestrutura, conhecimento regulatório, tecnologia e acesso a clientes estão se tornando ativos cada vez mais valiosos para empresas que precisam acelerar sua expansão.

Sergio Luconi - Sócio-diretor da Zaxo M&A Partners

4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
1º de novembro de 2026 08H00
O Brasil lidera os rankings globais em número de fundos de investimento, mas essa estatística nem sempre é interpretada corretamente. O artigo analisa a diferença entre quantidade de veículos e volume de patrimônio administrado, discutindo por que a elevada quantidade de fundos pode refletir características regulatórias e de transparência do mercado brasileiro, e não necessariamente riscos associados à opacidade ou à ocultação patrimonial. Mais do que um debate sobre números, a reflexão propõe uma análise crítica sobre regulação, rastreabilidade e o papel da indústria de fundos no financiamento da economia.

José Roberto Meirelles - Sócio da área de mercado de capitais e fundos de investimento do Silveiro Advogados

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

CAPA_HSM_30_ANOS-1_pages-to-jpg-0001

Acesse agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #175

EDIÇÃO ESPECIAL DE 30 ANOS DA HSM MANAGEMENT