Uncategorized

Autocontrole e “grit” em alta

Quer ter êxito? Psicologia focaliza os fatores do sucesso mais suscetíveis a intervenções
Angela Duckworth é professora da University of Pennsylvania, fundadora e CEO do Character Lab e autora do best-seller Garra: o poder da paixão e da perseverança. Seu vídeo TED A chave do sucesso? A determinação tinha 12,3 milhões de visualizações até meados de outubro de 2017.

Compartilhar:

Por que algumas pessoas têm mais sucesso do que outras? Uma resposta óbvia é talento; outra talvez seja oportunidade. Mas, quando lembramos que pessoas com níveis similares de talento e oportunidades obtêm diferentes graus de sucesso, a dúvida persiste. 

A psicologia estuda essa questão desde seus primórdios. Sir Francis Gallon (1822-1911) atribuiu o sucesso a autocontrole, zelo e trabalho pesado. Na mesma linha, **Sigmund Freud** (1856-1939) especulou que a capacidade de regular a própria atenção, emoção e comportamento aumenta as chances de uma pessoa ter êxito no dia a dia. De minha parte, concordo com ambos, trocando zelo e trabalho pesado por “grit” [garra ou determinação] – quem tem grit tem paixão e perseverança para alcançar suas metas, especialmente as de longo prazo. 

Autocontrole e grit vêm atraindo crescente interesse da psicologia nos últimos anos, e não à toa: parecem ser mais suscetíveis a intervenções que outros fatores geradores de sucesso. Autocontrole depende de habilidades que podem ser melhoradas com treinamento e prática; já grit tem mais a ver com vontade e motivação. 

Pesquisas sobre autocontrole ressaltam a importância de alinharmos ações com as metas que nos são mais valiosas, algo bem difícil de fazer quando há ações imediatamente mais compensadoras à vista. Importante: um estudo sobre grit sugere que os indivíduos se saem melhor quando as metas que buscam têm um signifi cado extraordinário e duradouro. 

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/672c28c7-2841-48da-9772-89b319bf6e08.png)![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/3eafa940-78cc-4878-89a2-d8812bbdffd3.png)

Compartilhar:

Artigos relacionados

ROA, ROE e EBITDA estão ficando obsoletos?

O mercado aprendeu a medir estoques, fábricas e patrimônio físico. Mas como medir inteligência, dados e conhecimento? O desafio das empresas hoje não é apenas criar valor, mas desenvolver métricas capazes de reconhecê-lo.

O sucesso de ontem pode ser o maior risco do seu negócio

Da Kodak aos desafios da economia digital, a história dos negócios mostra que organizações raramente fracassam por um único erro. Elas perdem relevância quando insistem em estratégias, processos e crenças que deixaram de responder às transformações do mercado.

Cultura organizacional, Empreendedorismo, Inovação & estratégia
2 de junho de 2026 08H00
Por que uma sociedade que partiu de uma base agrária se tornou referência global em execução ágil, iteração contínua e adaptação sistêmica? A resposta não está apenas em políticas industriais ou acesso a capital. Está em um código cultural que transforma simplicidade, memória organizacional e julgamento contextual em vantagem competitiva - e que cabe perfeitamente no radar da gestão brasileira. Este artigo apresenta cinco lições operacionais da China, com cases empresariais, dados de 2025-2026 e reflexões aplicáveis a conselheiros e executivos latino-americanos.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor e Rael Mairesse - Cofundador e diretor da Luming

13 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de junho de 2026 14H00
A IA não está otimizando empresas, está testando se elas ainda fazem sentido. Este artigo demonstra que bons agentes inteligentes podem reconstruir o que antes exigia uma organização inteira.

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
1º de junho de 2026 09H00
Em um ambiente saturado de narrativas, este artigo revela por que confiança não é construída pela comunicação - mas pela consistência entre discurso, cultura e decisões.

Karen Fontana - CCSO e sócio-diretora da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Estratégia
31 de aio de 2026 15H00
Em um cenário de excesso de informações e alta volatilidade, este artigo questiona a falsa sensação de clareza que os dados oferecem, e mostra por que o verdadeiro desafio das organizações está em transformar volume em leitura qualificada e decisão relevante no tempo certo.

João Roncati - CEO da People+Strategy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de maio de 2026 09H00
Este artigo revela por que a competitividade no setor automotivo está migrando da produção para a capacidade de prever, integrar e governar dados com precisão.

Lorena França - Account manager da A3Data

4 minutos min de leitura
Estratégia, User Experience, UX
30 de maio de 2026 14H00
Com o avanço do PL 5605/2019, este artigo mostra como a gestão de garantias e o pós-obra ganham nova centralidade no setor imobiliário, exigindo mais organização, rastreabilidade e maturidade operacional para reduzir conflitos e fortalecer a confiança do cliente.

Jean Ferrari - Engenheiro civil e CEO da FastBuilt

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema não está na tecnologia, mas na manutenção de estruturas organizacionais inchadas e pouco preparadas para extrair valor da nova lógica do trabalho.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo
29 de maio de 2026 15H00
O problema não é a falta de empreendedoras, é um sistema que ainda não foi feito para elas. Este artigo mostra por que a formalização ainda é um obstáculo estrutural - e como redesenhar o sistema para transformar negócios invisíveis em motores reais de desenvolvimento econômico.

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

6 minutos min de leitura
Marketing, Inovação & estratégia
29 de maio de 2026 12H00
No ritmo do mundo, só permanece quem sabe se adaptar. Este artigo mostra por que a relevância das marcas não depende mais de presença ou investimento, mas da capacidade de interpretar o tempo, integrar diversidade e transformar propósito em ação concreta.

Pedro Del Priore - CEO da Agência Ginga

4 minutos min de leitura
Estratégia, Marketing
29 de maio de 2026 08H00
Este artigo revela por que o diferencial das marcas deixou de ser produção e passou a ser sensibilidade - a capacidade humana de interpretar cultura, criar significado e, sobretudo, ser lembrada.

Maurício Mansur - Fundador da IAMKT

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo