Gestão de Pessoas

Automação e digitalização: entenda como a Danone economizou mais de 7 mil horas de trabalho do rh

Com solução para admissão 100% digital, a Danone evitou mais de 80 mil conferências manuais, poupando 7.520 mil horas de trabalho da área de Recursos Humanos
Hugo Rodrigues possuí uma sólida experiência em Vendas, Administração, OMNI e Relações com Investidores em grandes empresas nacionais e multinacionais, bem como startups. Atualmente, é diretor de Negócios na Unico, empresa brasileira de identidade digital, sendo responsável por produtos como Unico Auto, Unico People e Unico Doc. Possui ampla e diferenciada perspectiva de negócios B2B adquirida com experiência no segmento de bebidas de grande porte, ao atuar na Ambev e em startups focadas no setor. Já atuou como CEO e Diretor Geral em empresas como Petlove, Vet Smart e Printi, com responsabilidade estatutária pelas áreas Administrativo-Financeira e cumprimento da governança local em diferentes países. É bacharel em Ciência da Computação com MBA pela London Business School.

Compartilhar:

O Brasil criou 1.483.598 postos de trabalho com carteira assinada em 2023.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, São Paulo registrou 290.719 postos, seguido do Rio de Janeiro, com 160.680, e Minas Gerais, que teve 140.836 contratações.

Nesse cenário, o papel do RH se torna imprescindível não só para o acolhimento e a inserção na cultura da empresa, mas para otimizar a contratação e acelerar a chegada de novos colaboradores. A adesão de ferramentas que facilitam processos de admissão e gestão de pessoas, reduzindo custos para as empresas, se torna fundamental.

Pautada pela inovação, a Danone buscava uma solução que automatizasse seus processos de contratações, respeitando a melhor experiência de dentro para fora.
Para isso, a companhia decidiu investir em algo que contribuísse para a jornada do candidato após passar no processo seletivo e apostou no Unico People, uma solução de admissão 100% digital e de assinatura eletrônica integrada desenvolvida pela Unico.

Com este tipo de alternativa, que envolve os processos se tornaram extremamente diferentes. Em três anos, a Danone economizou mais de 7.520 horas de trabalho operacional do seu departamento de RH. Hoje, 29% dos documentos enviados são assinados em até duas horas, enquanto 42% são feitos em até 12 horas. E, para alinhar as expectativas e objetivos de ESG da companhia, a transformação e a digitalização do departamento de RH foram priorizadas e prioritárias, incluindo a adequação dos processos às leis de proteção de dados.

Hoje, a operação brasileira da Danone possui cerca de 3.500 funcionários, sendo que mais da metade deles foi admitida digitalmente pela plataforma. A tecnologia possibilitou não só uma melhor sinergia dos processos, mas trouxe agilidade na contração, permitindo a escolha dos benefícios de maneira antecipada e assinatura dos documentos admissionais de maneira eletrônica.

“Hoje, o colaborador pode fazer todo processo de admissão na palma da sua mão com o seu celular. Ganhamos dinâmica no nosso trabalho. Se não fosse a praticidade e a celeridade que a solução oferece, teríamos uma rotina de tarefas burocráticas. Também evoluímos na produtividade da equipe, com a admissão digital e a assinatura eletrônica de documentos. Só no primeiro semestre de 2023, a média de satisfação dos funcionários chegou a 4,59, o que consideramos como excelente”, comenta Celso Minatel, Gerente Sênior de Employer Services.

Os primeiros resultados foram perceptíveis logo no início, mas, ao longo de três anos, foi possível mensurar os impactos positivos no RH, na sustentabilidade e na percepção dos candidatos. Desde a implementação até dezembro de 2023, foram mais de 65 mil de documentos enviados para assinatura eletrônica e, com o processo de admissão 100% digital, foi possível:

• Evitar 83.560 conferências manuais de documentos;

• Poupar 4.512 horas de trabalho e 3.008 horas de retrabalhos;

• Evitar o tombamento de 10 eucaliptos (preservação);

• Evitar a emissão de mais de 120 kg de CO2 na atmosfera;

• Evitar o desperdício de mais de 835 mil litros de água;

Compartilhar:

Artigos relacionados

Hiperconectados, solitários e irrelevantes?

Mais contatos, mais mensagens, mais reuniões e menos impacto. Em uma economia movida por redes e ecossistemas, a vantagem competitiva não está em estar conectado o tempo todo, mas em construir conexões capazes de gerar confiança, influência, inovação e transformação ao longo do tempo.

A próxima revolução será humana?

Este artigo propõe uma reflexão sobre por que atenção, presença, pensamento crítico e conexão humana podem se tornar os ativos mais valiosos de uma era cada vez mais dominada pela tecnologia.

O que não pode mudar quando tudo está mudando?

Tecnologias, processos e estratégias podem mudar rapidamente. O que diferencia organizações resilientes é a capacidade de preservar os princípios que orientam decisões e comportamentos, transformando a cultura em um elemento de coerência em meio à mudança contínua.

O Brasil no centro da próxima revolução agrícola: por dentro do caso da Biotrop

A agricultura é uma das grandes forças econômicas do Brasil, mas seus mecanismos de inovação ainda são pouco compreendidos fora do setor. Este artigo parte de uma conversa com Jonas Hipólito, CEO da Biotrop, para observar como ciência, bioinsumos, biodiversidade, dados e competição global começam a redesenhar a próxima etapa da produtividade agrícola.

A inteligência agridoce: a competência que o futuro exige das líderes

Embora a presença feminina no mundo do trabalho tenha avançado de forma consistente nas últimas décadas, os desafios permanecem. Neste artigo, a autora propõe uma mudança de perspectiva: menos foco nos obstáculos e mais atenção às alavancas capazes de impulsionar transformações. Entre elas, destaca-se uma competência cada vez mais valiosa em tempos de incerteza: a capacidade de administrar paradoxos e liderar pela lógica do “E”, integrando eficiência e inovação, resultado e cuidado, racionalidade e sensibilidade.

Marketing & growth, Estratégia
16 de julho de 2026 14H00
Copa do Mundo, Olimpíadas, Super Bowl ou Black Friday: toda vez que a atenção coletiva se concentra em um grande evento, o mercado de mídia muda de comportamento. Entender esse movimento pode ser a diferença entre capturar demanda reprimida ou pagar, mais uma vez, o preço do improviso.

Rafael Mayrink - Empresário, sócio do Neil Patel e CEO da NP Digital Brasil

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
16 de julho de 2026 08H00
Robôs humanoides deixaram de ser protótipo e entraram em produção comercial em série. Enquanto conselhos ainda debatem a IA generativa, a automação física avança sem esperar. O atraso não aparece no balanço, mas se acumula como dívida de reação.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Empreendedorismo
15 de julho de 2026 15H00
Construído sobre a área que durante décadas abrigou a fábrica e a recreativa da Tigre, o Cidade das Águas nasceu de uma pergunta pouco comum ao mercado imobiliário: antes de erguer torres, que tipo de bairro vale a pena construir?

Sandra Regina da Silva - Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios

12 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Marketing & growth, User Experience, UX
15 de julho de 2026 08H00
Enquanto a IA assume processos, diagnósticos e tarefas repetitivas, cresce a importância de competências exclusivamente humanas. O desafio das lideranças não é automatizar mais, mas decidir onde a presença humana gera valor que nenhuma tecnologia consegue reproduzir plenamente.

Ana Flavia Martins - CMO da Algar

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Inovação & estratégia
14 de julho de 2026 18H00
Da criação do Takkyubin à reinvenção da logística japonesa, a história de Masao Ogura, responsável por transformar a Yamato Transport em um dos maiores cases de inovação logística do Japão. Este artigo revela como os princípios das artes marciais podem oferecer novas perspectivas sobre cultura organizacional, inovação, tomada de decisão e liderança em tempos de transformação.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

16 minutos min de leitura
Lifelong learning, Estratégia, Marketing & growth
14 de julho de 2026 14H00
Este artigo mostra como os eventos corporativos se tornaram ambientes estratégicos de inteligência coletiva, capazes de ampliar repertório, antecipar tendências e reduzir incertezas para líderes e organizações.

Sidnei Metzner - Gestor nacional de vendas da WK

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, ESG
14 de julho de 2026 08H00
Enquanto a longevidade transforma a composição da sociedade e do mercado de trabalho, muitas organizações continuam operando com modelos de gestão construídos para uma realidade demográfica que já não existe. Este artigo discute o conceito que desafia o jovem-centrismo corporativo e convida líderes a repensarem o valor da experiência, da diversidade geracional e da longevidade nas empresas.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de julho de 2026 14H00
Dados mostram o avanço da solidão no ambiente de trabalho, especialmente entre profissionais remotos. O texto propõe uma reflexão sobre como relações de confiança, segurança psicológica e capacidade de convivência se tornaram ativos estratégicos para a saúde organizacional.

Daniela Cais - Designer de Relações Profissionais, TEDx Speaker, Mentora de Comunicação para Carreiras e Negócios

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
13 de julho de 2026 08H00
Durante décadas, empresas competiram por telas, cliques e atenção. Agora, à medida que agentes inteligentes passam a interpretar intenções e executar tarefas, o valor começa a migrar para outro lugar: dados, contexto e capacidade de decisão.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

7 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, User Experience, UX
12 de julho de 2026 13H00
Durante décadas, o mercado tratou a satisfação do cliente como prioridade absoluta. Este artigo questiona os limites dessa lógica e mostra como a normalização de abusos, agressões e desgastes emocionais está afetando a saúde mental dos trabalhadores e comprometendo a própria cultura das organizações.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo