Uncategorized

Camaradagem Alavanca a Produtividade

Um olhar mais atento aos resultados da edição de 2016 do estudo Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina mostra que um clima de companheirismo é mais motivador do que a remuneração para que haja esforço extra
Equipe de conteúdo GPTW

Compartilhar:

A América Latina como um todo está enfrentando o desafio de aumentar a produtividade do trabalho, e o Great Place to Work decidiu investigar como os colaboradores das organizações podem ser motivados a vencê-lo, coletando lições das empresas que são consideradas as melhores para trabalhar na região em 2016 [confira o estudo publicado com exclusividade na HSM Management nº 116].

No questionário do Trust Index, que avalia os laços de confiança dos funcionários com seus líderes, com a organização e com seus pares, buscamos entender quais das 58 questões mais indicavam que as pessoas estavam dispostas a fazer o esforço extra no trabalho capaz de refletir em aumento de produtividade. 

Descobrimos dez declarações mais relacionadas com a vontade de ir além das expectativas e, surpreendentemente, entre elas, seis estavam ligadas à dimensão de camaradagem. 

Vale lembrar que nossa metodologia define uma ótima empresa para trabalhar em cinco dimensões: é aquela na qual os colaboradores confiam nas pessoas para quem trabalham (dimensões de respeito, imparcialidade e credibilidade), têm orgulho do que fazem (dimensão de orgulho) e gostam de trabalhar em equipe (dimensão de camaradagem). 

O leitor está surpreso com o fato de o esforço extra dos funcionários não estar associado à remuneração individual, seja na forma de salários, participação nos lucros da empresa ou benefícios únicos e distintivos? O que nossa pesquisa vem mostrando ao longo dos anos é que a recompensa financeira gera motivação por tempo limitado; os fatores que têm impacto no longo prazo são aqueles relacionados com a capacidade de ter maior autonomia, o sentimento de se saber capaz e o propósito de superação.

E a existência desses três fatores depende em grande parte de as equipes conseguirem trabalhar de maneira cooperativa para alcançar os mesmos objetivos, ou seja, depende de camaradagem. 

**INDICATIVOS DA DISPOSIÇÃO DE SER MAIS PRODUTIVO**

* Posso contar com a ajuda das pessoas
* Estamos todos juntos nessa
* As pessoas aqui se preocupam com os outros
* Aqui há um sentido de “família” ou de time
* Este é um lugar amigável para trabalhar
* Este é um lugar onde trabalhar dá prazer 
* As pessoas gostam de vir trabalhar aqui
* Os líderes mantêm suas promessas
* Os chefes reconhecem o bom trabalho e o esforço extra
* Levando tudo em conta, eu diria que este é um excelente lugar para trabalhar 

Os líderes não conseguem forçar os colaboradores a experimentar um sentimento de camaradagem, mas podem incentivar que haja um ambiente familiar, amigável, divertido e alinhado à cultura corporativa.

Um modo de promover a cultura de camaradagem é estabelecer uma visão estratégica clara sobre os funcionários que parta do pressuposto de que eles são capazes de encabeçar projetos, dando-lhes não só as ferramentas para fazê-lo, como também espaço e tempo, e premiando suas contribuições.

Além disso, o gestor precisa criar e promover espaço e tempo para o desenvolvimento de atividades sociais, e sempre que possível ele próprio deve construir relacionamentos pessoais com os subordinados e pares.

Em suma, tanto a organização como os líderes têm de oferecer condições favoráveis para o fortalecimento da camaradagem – isso, se quiserem que cada colaborador evolua de maneira positiva e gere o ganho de produtividade esperado.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Autonomia não é fazer sozinho

Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Quando pessoas inteligentes discordam, o problema pode não ser a informação

Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

2027 começa em outubro: o que os CEOs já estão decidindo agora

Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Plataformização da educação: 3 pontos para refletir antes de levar tecnologia para a sala de aula

Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

O que Guimarães Rosa pode ensinar sobre liderança na era da IA

Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Inovação & estratégia, Liderança
7 de outubro de 2026 08H00
Metade dos executivos ouvidos pelo BCG já vê a própria equipe perdendo habilidades por causa da IA, e o julgamento é a primeira a cair. Velocidade sem discernimento não é ganho, é dívida com outro nome.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
6 de outubro de 2026 14H00
Empresas querem profissionais protagonistas, capazes de decidir e agir com independência. As pessoas querem mais confiança, voz e espaço para fazer escolhas. O desafio é que autonomia costuma significar coisas diferentes para cada lado dessa relação.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Estratégia
6 de outubro de 2026 08H00
Em reuniões de conselho, comitês executivos e equipes de alta gestão, é comum que profissionais experientes analisem os mesmos dados e cheguem a conclusões completamente diferentes. Nem sempre isso é sinal de desalinhamento ou falta de informação. Muitas vezes, a divergência revela algo mais profundo: critérios distintos para avaliar riscos, oportunidades, prioridades e sucesso.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

9 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura
Liderança
4 de outubro de 2026 14H00
Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de outubro de 2026 08H00
Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio-diretor da FC Partners

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
3 de outubro de 2026 14H00
Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance
3 de outubro de 2026 08H00
Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução