Uncategorized

Case Grupo Fleury: Design Thinking como metodologia para potencializar a estratégia de diversidade

Fundadora e CEO da Blend Edu, startup que já tem em seu portfólio empresas como 3M, TIM, Reserva, Movile, Grupo Fleury, TechnipFMC, Prumo Logística, brMalls etc. Thalita também está presente na lista da Forbes Under 30 de 2019, como uma dos 6 jovens destaques na categoria Terceiro Setor e Empreendedorismo Social.

Compartilhar:

_”Design é um exercício de empatia. Empatia é um exercício de design”._

Essa é uma das frases de [Brené Brown](https://brenebrown.com/), famosa pesquisadora americana, reconhecida globalmente por suas pesquisas e livros sobre vergonha, vulnerabilidade, empatia e coragem. Nela, Brené reforça e conexão profunda entre estes dois temas, tão discutidos nos tempos atuais.

Cada vez mais as organizações tem falado de metodologias ágeis, multidisciplinares e colaborativas para solucionar problemas complexos e inovar, mas poucas tem compreendido como **design e empatia** estão intimamente conectados neste contexto [da 4a Revolução Industrial](https://revistahsm.com.br/post/a-importancia-da-empatia-e-da-diversidade-para-as-empresas-no-contexto-da-4-revolucao-industrial). Para compreender esta conexão, primeiro precisamos entender como o conceito de design evoluiu (e se ampliou) ao longo do tempo:

### Design gráfico

Inicialmente, o conceito de design era visto a partir de símbolos e imagens (gráficos, logotipos, informações,etc.).

### Design industrial

Com o tempo, as pessoas passaram a trabalhar o conceito de design industrial, entendendo como esse mindset poderia ser aplicado ao desenho de produtos, linhas de produção e espaços físicos. 

### Design de interação

Em seguida, com o avanço das tecnologias e produtos digitais, o design de interação passou a ser estudado, entendendo como os consumidores interagiam com serviços, experiências e ferramentas digitais. 

### Design de sistemas

Já hoje, o conceito se ampliou ainda mais e as pessoas passaram a entender o design como uma metodologia para desenhar modelos de negócio, sistemas, estratégias de aprendizagem e culturas organizacionais.

Design Thinking
—————

Assim, também vem à tona o termo Design Thinking, que significa, literalmente, pensar como um designer (considerando toda a amplitude que este conceito tomou no decorrer do tempo) na maneira de enxergar o mundo, analisar problemas e desenhar soluções. A metodologia foi popularizada por Tim Brown, CEO da [IDEO](https://www.ideo.com/), empresa norte-americana de consultoria que é referência no tema.

O objetivo do Design Thinking é ir além de uma inovação emocional, funcional ou de processo. Seu grande foco é conseguir **inovar a experiência do seu público-alvo**, conectando negócios, tecnologias e pessoas. Para tal, algumas passos devem ser seguidos e, por mais que eles possam variar de acordo com o autor ou a linha de pesquisa, gosto de tomar como referência a [d.school](https://dschool.stanford.edu/) (Instituto de Design da Universidade de Stanford), que propõe cinco grandes etapas: 

(1) Empatizar; 

(2) Definir; 

(3) Idealizar / Criar; 

(4) Prototipar; 

(5) Testar, conforme a imagem abaixo.

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/c36b2dd0-ce08-469d-b53c-2293546401a5.png)

Idris Monotee, autor do livro Design Thinking for Strategic Innovation, reforça que “o Design Thinking nos empodera e nos encoraja a experimentar”.

Por esses e outros fatores, a [Blend Edu](https://www.blend-edu.com/consultoria-de-diversidade) entende esta metodologia como uma das grandes aliadas no desenho e na implementação do programa de diversidade das organizações, incorporando-a no nosso modelo de atuação e realizando treinamentos sobre o tema.

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/8cb2a55f-83fa-4099-9414-42892e60c0cd.png)

Um dos clientes que aderiu essa estratégia é o [Grupo Fleury](http://www.grupofleury.com.br/SitePages/Home.aspx), uma das maiores e mais respeitadas empresas de medicina e saúde do país e que possui mais de 10.000 colaboradores.

Desde 2018, a Blend Edu tem realizado workshops de imersão em Design Thinking como parte oficial do Programa de Desenvolvimento da Liderança (PDL), abordando temas e questões relacionadas à diversidade e compartilhando diversas ferramentas práticas para que gestores e gestoras possam desenhar soluções baseadas em um processo empático.

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/e501a063-d890-4a88-9013-4a3dce4c3a69.png)

Foto: Turma do Fleury com [Thalita Gelenske](https://www.linkedin.com/in/thalitagelenske), fundadora da Blend Edu

Como forma de compreender melhor este case, realizamos uma entrevista com [Daniel Périgo](http://linkedin.com/in/daniel-perigo-4171ba11), Gerente sênior de Sustentabilidade do Grupo Fleury. 

**1) Como e por que surgiu a ideia de trabalhar o tema de Design Thinking dentro do PDL (Programa de Desenvolvimento da Liderança)?**

Acreditamos que a metodologia de Design Thinking é importante para o desenvolvimento de nossas lideranças por poder ser aplicada no dia a dia, visando solucionar problemas por uma abordagem mental prática, alcançando a inovação em produtos e serviços, sempre focado no indivíduo. Inserimos esse tema na trilha dos líderes há alguns anos e, em 2018, fizemos a parceria com a Blend Edu para reforçar também o tema Diversidade.

**2) Em 2018, a Blend Edu sugeriu que durante o treinamento de DT fosse realizado com um desafio de diversidade, sugestão que foi bem recebida pela equipe de Educação e Sustentabilidade do Grupo Fleury. Qual o potencial e oportunidade que vocês enxergaram em, além de trabalhar a metodologia, trazer um desafio / problema relacionado à diversidade para ser debatido com os participantes do treinamento?**

O Design Thinking é um método de ideação e solução de desafios e problemas, e sua aplicação coincidiu com um momento de revisão das iniciativas e plataformas do Programa de Diversidade do Grupo Fleury, em especial às relacionadas ao pilar LGBTQIA+. Atrelar o curso às questões de Diversidade e Inclusão foi uma maneira de aumentar a visibilidade desse tema junto aos coordenadores; buscar, de modo coletivo, ideias e soluções que pudessem agregar valor ao programa e preparar os gestores para lidarem melhor com os desafios e dilemas da Diversidade no dia a dia.

![](https://revista-hsm-public.s3.amazonaws.com/uploads/f74d8d4d-547e-4f25-bbfe-57c8107b78f2.png)

**3) Como este treinamento com foco em diversidade conversa com a estratégia e os valores do Grupo Fleury?**

Diversidade é um assunto de grande importância para o Grupo Fleury. É um tema transversal que transita por diferentes áreas e processos da organização e se conecta com todos os colaboradores e, também, com os clientes da empresa. Investir em Diversidade traz diversos benefícios à organização, desde o fomento à inovação até a melhoria do clima organizacional, melhora do relacionamento com as partes interessadas, melhores taxas de atração e retenção de talentos, dentre outros aspectos. Além disso, está intimamente conectado ao respeito e à solidariedade, dois dos valores fundamentais do Grupo Fleury. Portanto, atuar nesta frente reforça os valores da companhia.

**4) Como tem sido a receptividade e feedback dos participantes nos treinamentos de Design Thinking com foco em Diversidade, realizados nos últimos anos em parceria com a Blend Edu?**

Os feedbacks dos participantes foram positivos. Eles aprenderam não apenas a metodologia de Design Thinking e sim **como focar nas pessoas para resolução dos problemas.** Muitos deles ficaram surpresos com os dados e informações compartilhadas. Disseram que o assunto Diversidade foi abordado de uma forma prática, fazendo refletir sobre a importância do tema para a sociedade e para o Grupo Fleury.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Vamos falar sobre vendas?

Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo