Estratégia e Execução

Cinco estratégias para aprimorar o diálogo em equipe

No segundo semestre que se inicia, a construção de um futuro mais promissor e cheio de possibilidades passa pelo diálogo em equipe, seja de maneira presencial ou remota
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Compartilhar:

Começou o segundo semestre. Faço o mesmo rito do começo de ano: passar a régua, fazer um balanço, rever metas, comemorar o que já foi construído e planejar o que será. Precisa de tudo isso? Acho um bom jeito de a gente não perder as rédeas da vida, num contexto em constante transformação. Planejar é preciso, sempre, mas planejamento bom é aquele que ajuda a navegar, mas não nos amarra com nenhum objetivo que não faça mais sentido.

Como levamos esse pensamento à empresa? Ou, para ser mais precisa, como levamos esse pensamento para as pessoas com as quais trabalhamos e que fazem parte do nosso time?

“Onde estamos e para onde vamos” é sempre um bom tema para tratar com a equipe, por muitas razões. As mais importantes delas são quase chavões:

__1.__ Ninguém se engaja naquilo que não conhece;

__2.__ Se não sei para onde ir, qualquer caminho serve.

Pode parecer uma bobagem, mas diante da tonelada de informação que recebemos e do isolamento que vivemos, é importante repetir o que realmente importa muitas e muitas vezes. Algumas pesquisas (como da Edelman Trust Barometer) apontam que a média das pessoas precisa ouvir uma informação de quatro até sete vezes para acreditar nela.

Minha experiência prática reforça o peso dessa estatística: quanto mais falamos sobre um tema, mais o tornamos palpável, concreto, possível. É uma forma de diminuir a insegurança que o desconhecido pode trazer. É uma forma de pensar junto, ouvir insights, ajustar nossa narrativa para trazer mais conforto para quem vai ter que ralar forte para que esse futuro desejado se torne concreto.

No entanto, como fazer isso? Aposto sempre no velho e bom diálogo. Lembrando, claro, que diálogo é falar e ouvir (resumidamente, pois vocês sabem que diálogo vai para muito além disso).

## Estratégias cotidianas

A partir dessa perspectiva em prol do diálogo, compartilho algumas estratégias para serem utilizadas e adaptadas no dia a dia:

__1. Esteja junto do time:__ a gente comunica de forma contínua, ainda que não use palavras. Mas estar junto fala bem alto sobre dar apoio, valorizar o trabalho do time e “estar no mesmo barco”;

__2. Observe as pessoas:__ dê espaço para que contem suas histórias, suas perspectivas. Faça da escuta atenta um hábito diário;

__3. Pergunte:__ essa é uma forma simples e contundente de demonstrar que você se importa.

__4. Faça o seu depoimento:__ conte também suas histórias. Suas crenças. Seus anseios. Seus medos. É muito bom saber que a comunicação é uma via de mão dupla. É mais legal trabalhar com gente de carne e osso do que com super-heróis.

__5. Agenda:__ Tenha tempo para uma reunião individual, para estar junto, para uma reunião de time. A convivência, pura e simples, é uma cola importante para fazer de um conjunto de pessoas um verdadeiro time. Mesmo que o regime de trabalho da sua empresa ainda seja (e continue sendo) remoto, sempre bom lembrar que tempo é diferente de espaço. A gente pode não estar junto no mesmo escritório, mas pode viver muitas coisas sensacionais junto.

Aproveite essas dicas estratégicas e que o seu segundo semestre comece com tudo.

*Gostou do artigo da Viviane Mansi? Confira outros conteúdos como esse assinando gratuitamente[ nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter) e escutando [nossos podcasts](https://www.revistahsm.com.br/podcasts) em sua plataforma de streaming favorita.*

Compartilhar:

É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

Artigos relacionados

Menos chat, mais gente

Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar – e pensar por conta própria

ESG, Estratégia
9 de março de 2026
Crescimento não recompensa discurso; recompensa previsibilidade. É por isso que governança virou mecanismo financeiro, não vitrine institucional

Darcio Zarpellon - Diretor Financeiro (CFO) e membro certificado do Conselho de Administração (CCA-IBGC | CFO-BR IBEF)

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de março de 2026
Falta de diagnóstico, de planos de carreira, de feedbacks estruturados e programas individualizados comprometem a permanência dos profissionais mais estratégicos nas organizações brasileiras

Maria Paula Paschoaletti - Sócia da EXEC

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
7 de março de 2026
Por que sistemas parecem funcionar… até o cliente realmente precisar deles

Marta Ferreira - Cofundadora e presidente da Spread Portugal

4 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
6 de março de 2026 06H00
A maior feira de varejo do mundo confirmou: não faltam soluções digitais, falta maturidade humana para integrá‑las.

Michele Hacke - Palestrante TEDx, Professora de Liderança Multigeracional

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
5 de março de 2026
Entre respostas perfeitas e textos polidos demais, corre o risco de desaparecer aquilo que nos torna únicos: nossa capacidade de errar, sentir, duvidar - e pensar por conta própria

Bruna Lopes de Barros

2 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
4 de março de 2026 12h00
Com todos acessando as mesmas ferramentas para polir narrativas, o que os diferencia? Segundo pesquisa feita com gestores brasileiros, autoconhecimento, expressão e autoria

Patricia Gibin - Consultora e coach

19 minutos min de leitura
Liderança, Tecnologia & inteligencia artificial
4 de março de 2026 06H00
As agendas do ATD26 e SHRM26 deixam claro: o ano começou exigindo líderes capazes de decidir com IA, sustentar cultura e entregar performance em sistemas cada vez mais complexos. Liderança virou infraestrutura de execução - e está em ritmo acelerado.

Allessandra Canuto - Especialista em Inteligência Emocional e Saúde Mental

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de março de 2026 15h00
O verdadeiro poder está em aprender a editar o que a tecnologia ousa criar. Em outras palavras, a era da IA generativa derruba o mito da máquina infalível e te convida para dialogar com artistas imprevisíveis.

Sylvio Leal - Head de Marketing Latam da Sinch

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
3 de março de 2026 08h00
Quando o ego negocia no seu lugar, até decisões inteligentes produzem resultados medíocres. Este artigo aborda a negociação sob a ótica da teoria dos jogos, identidade decisória e arquitetura de incentivos - não apenas como técnica, mas como variável estrutural na construção de valor organizacional.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

6 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Cultura organizacional, Liderança
2 de março de 2026
Em meio à aceleração da inteligência artificial e à emergência da era agentica, este artigo propõe uma reflexão pouco usual: as transformações mais complexas da IA não são tecnológicas, mas humanas. A partir de uma perspectiva pessoal e prática, o texto explora como auto conhecimento, percepção, medo, intenção, hábitos, ritmo, desapego e adaptação tornam-se variáveis centrais em um mundo de agentes e automação cognitiva. Mais do que discutir ferramentas, a narrativa investiga as tensões invisíveis que moldam decisões, identidades e modelos mentais, defendendo que a verdadeira revolução em curso acontece na consciência humana e não apenas na tecnologia.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...