Uncategorized

Como a análise de dados transforma a gestão de talentos

Founder e CEO da Sólides

Compartilhar:

A indústria 4.0 revolucionou e alterou a realidade das organizações. A descentralização das tomadas de decisões e a interação entre o mundo on-line e off-line tornou-se rotina para os colaboradores e os gestores. Atualmente, quase todos os processos contam com o auxílio de uma plataforma digital, coletando, armazenando e monitorando dados.

O setor de Recursos Humanos também foi beneficiado por essa transformação, processos foram otimizados no recrutamento e seleção, no desenvolvimento e no acompanhamento dos colaboradores. Por meio de metodologias e softwares, o RH tornou-se mais objetivo, pautando suas decisões em dados.

No RH tradicional, o processo de contratação tinha etapas determinadas pelas percepções dos gestores. Mesmo após a aplicação de dinâmicas e testes, o parecer subjetivo — no momento da entrevista — é ativo na tomada de decisão. Esse cenário criou uma realidade na qual 9 em cada 10 profissionais contratados pela competência técnica são demitidos por aspectos comportamentais, segundo a Page Personnel.

Depois de diminuir em até 50% a rotatividade das empresas, a Sólides percebeu — na prática — todo o potencial transformador do People Analytics, trazendo mais objetividade para as decisões do RH. 

O People Analytics na prática
—————————–

Tradicionalmente, as informações sobre os candidatos e colaboradores são anotadas em fichas funcionais, o que gera acúmulo de papel e um esforço demasiado para encontrar uma informação quando necessário. A internet otimizou esse processo, possibilitando a criação de um banco de dados capaz de facilitar o acesso à informação.

Isso foi essencial, visto que o mundo digital proporcionou um aumento considerável no volume de dados. Atualmente, é possível receber fichas cadastrais on-line, sem a necessidade de deslocamento, o que expandiu o processo seletivo para mais pessoas.

Conseguir estruturar e analisar a imensidão desses dados de forma rápida e estratégica é um desafio solucionado pelo People Analytics. Essa metodologia tem o mesmo conceito do Big Data, identificando comportamentos, preferências, gaps de desenvolvimento e de competências a fim de garantir uma melhor gestão de talentos.

Com o auxílio da inteligência artificial, a coleta, o monitoramento e o armazenamento dos dados são facilitados e otimizados. É uma verdadeira revolução na maneira como as empresas tratam os Recursos Humanos, pois possibilita ao setor tomadas de decisões precisas e eficientes.

Análises proporcionadas pelo People Analytics
———————————————

A coleta e triagem de dados facilita o trabalho de análise. Dessa forma, os profissionais de RH podem interpretar as informações de forma mais objetiva a fim de chegar a conclusões que envolvam não apenas o setor como todo o negócio.

Existem quatro tipos diferentes de análises proporcionadas:

### 1. Análise Descritiva

A pergunta fundamental para essa análise é “o que aconteceu?”. A resposta é baseada em aspectos históricos, comparando o passado com o momento atual.

### 2. Análise de Diagnóstico

Para esse tipo de apuramento a pergunta base é: ‘porque isto aconteceu”. Por meio dela é possível avaliar os motivos que geraram um erro ou identificar os componentes que levaram a um insucesso.

### 3. Análise Preditiva

O modelo mais utilizado para evitar situações de risco, a análise preditiva é pauta na questão “o que pode acontecer?”. É possível chegar a essa percepção por meio de um acompanhamento dos dados históricos de determinado cenário, analisando o padrão de repetição.

### 4. Análise Prescritiva

A pergunta fundamental aqui é: “o que pode acontecer se seguirmos este caminho?”, imaginando que a decisão seja de desligar parte da força de trabalho para a readequação de custos, essa análise levanta hipóteses sobre os impactos que a decisão poderá gerar em toda a estrutura.

O perfil comportamental como base
———————————

Essa capacidade analítica é essencial para a nova estruturação do RH, cada vez mais ativo e presente nas decisões gerenciais da organização. Como dito anteriormente, o comportamento é um aspecto fundamental para a maioria dos desligamentos dos colaboradores, mas além da rotatividade, outros fatores são impactados pelas soft skills.

Ao começar a realizar análise dos perfis comportamentais, as empresas podem traçar as competências essenciais para cada função dentro de sua estrutura. Assim, os Recursos Humanos estabelecem um processo seletivo mais eficiente, considerando não apenas os aspectos técnicos, como as competências socioemocionais.

Os perfis serão atributos inseridos na análise proporcionada pelo People Analytics. Por meio disso, será possível enxergar quais competências são comuns aos profissionais que têm melhor performance em determinados setores e, a partir dessas informações, realizar uma job description mais precisa.

Por meio de uma análise criteriosa é possível cruzar informações e tomar decisões mais efetivas sobre contratações, treinamentos, desenvolvimento e, até mesmo, desligamento. Além das habilidades emocionais, os perfis mostram tendência de comportamento ajudando na elaboração de feedbacks, treinamentos, plano de desenvolvimento individual etc.

Nosso papel na gestão de talentos
———————————

Atuar sem o suporte dos dados é como “andar com os olhos vendados”, a incerteza e a insegurança acompanham durante toda a trajetória. No caso de uma organização, sem o auxílio de plataformas que ofereçam informações cruciais para os momentos decisivos, há um grande risco de prejuízo e gastos elevados.

Unificando o _People Analytics, a metodologia DISC e o Perfil Comportamental_, a Sólides elaborou uma plataforma de gestão de talentos completa. Por meio dela é possível cruzar todas as informações sobre o desempenho dos colaboradores dentro da organização, analisar o histórico do profissional e tomar decisões efetivas para o negócio.

Essa análise começa antes mesmo da contratação, ainda durante o processo de recrutamento e seleção mostrando a compatibilidade de determinado candidato à vaga que está concorrendo. Torna-se possível, assim, a redução da taxa de turnover — um dos principais causadores de gastos na empresa.

Dessa forma, o RH deixa um papel operacional e assume uma função estratégica essencial. Suas decisões impactam não apenas a rotatividade, mas como a produtividade global da empresa, proporcionando medidas que qualificam o clima organizacional e aumentam o engajamento.

Os dados revolucionaram o gerenciamento de talentos dentro da organização, os profissionais precisam contar com ferramentas que tornam toda essa análise mais fácil e compreensível. 

O Sólides Gestão é uma ferramenta que traduz toda a complexidade de dados para os analistas do RH proporcionando uma visão ampla de toda a empresa. A subjetividade sai da rotina dos Recursos Humanos, tornando possível mensurar todo o impacto do setor na empresa.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Como promptar a realidade

Este é o primeiro artigo de uma série em quatro partes que propõe uma microtese sobre futuros que disputam processamento – e investiga o papel insuspeito de memes, programação preditiva, hyperstition, cura de traumas, strategic foresight e soberania imaginal no ciclo de inovação que já começou.

Na era da AI, o melhor talento pode ser o maior risco

Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Por que os melhores líderes não lutam para vencer

Este é o primeiro artigo da nova coluna “Liderança & Aikidô” e neste texto inaugural, Kei Izawa mostra por que os líderes mais eficazes deixam de operar pela lógica do confronto e passam a construir vantagem estratégica por meio da harmonia, da não resistência, da gestão de conflitos e de decisões sem ego em ambientes de alta complexidade.

De UX para AX: como a era dos agentes autônomos redefine o design, os negócios e o papel humano

Com a ascensão dos agentes de IA, nos deparamos com uma profunda mudança no papel do designer, de executor para curador, estrategista e catalisador de experiências complexas. A discussão de UX evolui para o território do AX (Agent Experience), onde o foco deixa de ser somente a interação humano-máquina em interfaces e passa a considerar como agentes autônomos agem, decidem e colaboram com pessoas em sistemas inteligentes

Liderança
11 de abril de 2026 08H00
Quando a empresa cresce, o modelo mental do fundador precisa crescer junto - ou vira obstáculo. Este artigo demonstra que criar uma empresa exige um tipo de liderança. Escalá‑la exige outro.

Gustavo Mota - CEO do Lance

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de abril de 2026 15H00
Enquanto o Brasil envelhece, muitas empresas seguem desenhando experiências para um usuário que já não existe. Este artigo mostra que quando a tecnologia exige adaptação do usuário, ela deixa de servir e passa a excluir.

Vitor Perez - Co-fundador da Kyvo

6 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
10 de abril de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema nunca foi a geração. Mas sim a incapacidade da liderança de sustentar a complexidade humana no trabalho.

Maria Augusta Orofino - Palestrante, TEDx Talker e Consultora corporativa

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Marketing & growth
9 de abril de 2026 14H00
À medida que a tecnologia se democratiza, a vantagem competitiva migra para a forma de operar. Este artigo demonstra que como q inteligência artificial já é comum, o diferencial agora está em quem sabe transformá‑la em sistema de crescimento.

Renan Caixeiro - Co-fundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia, Liderança
9 de abril de 2026 07H00
O mercado não mudou as pessoas. Mudou o jeito de trabalhar. Este artigo mostra que a verdadeira vantagem competitiva agora não está no que você faz, mas no que você sabe delegar - e no que não delega.

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

6 minutos min de leitura
User Experience, UX, Inovação & estratégia
8 de abril de 2026 16H00
Quando a experiência falha, o problema raramente é tecnologia - é decisão estratégica. Este artigo mostra que no fim das contas o cliente não quer encantamento, ele quer previsibilidade, simplicidade e pouco esforço.

Ana Flávia Martins - CMO da Algar

4 minutos min de leitura
Estratégia, Liderança
8 de abril de 2026 08H00
O bar já entendeu que o mundo virou parte do jogo corporativo. Conflitos, tarifas e decisões políticas estão impactando negócios em tempo real. A pergunta é: o CEO entendeu ou ainda acha que isso é “assunto de diplomata”?

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner

10 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
7 de abril de 2026 16H00
Executivos não falham no cenário internacional por falta de competência, mas por aplicar decisões no código cultural errado. Este artigo mostra que no ambiente global, liderar deixa de ser comportamento e passa a ser tradução

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

7 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Marketing & growth
7 de abril de 2026 08H00
Se a IA decide quem indicar, um dado se impõe: a reputação já é lida por máquinas - e o LinkedIn emergiu como sua principal fonte.

Bruna Lopes de Barros

5 minutos min de leitura
Liderança, ESG
6 de abril de 2026 18H00
Da excelência paralímpica à estratégia corporativa: por que inclusão precisa sair da admiração e virar decisão? Quando a percepção muda, a inclusão deixa de ser discurso.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

13 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...