Uncategorized

Como estar presente

Especialista desvenda os três pilares do processo de presencificação, que vão permitir a você estar aberto ao novo, atingir a alta performance e liderar melhor
Atua como consultor de empresas há mais de 26 anos, atuando nas áreas de relacionamento e desenvolvimento humano com abordagens inovadoras; é responsável pela consultoria Invok e professor da Fundação Getulio Vargas. Pratica diversas técnicas de meditação (desde 1995), com 16 viagens à Índia, e acaba de lançar o livro Mindfulness para uma vida melhor (ed. Sextante), em cujos highlights este artigo se baseia.

Compartilhar:

A saga de livros Harry Potter já vendeu mais de 500 milhões de exemplares. No entanto, antes de alguma editora querer publicá-lo, várias recusaram a proposta de J. K. Rowling, como já é sabido. No Brasil, quando o livro já chegava nas livrarias inglesas mas ainda não tinha repercussão, uma grande editora recebeu o original e declinou, inclusive. Os gestores dessas editoras eram incompetentes? Não. O que aconteceu é que não estavam abertos ao novo, uma história que se repete todos os dias, em todas as empresas, e talvez o leitor mesmo tenha alguns episódios desse em seu currículo.

Várias abordagens são propostas para evitar essa cegueira em relação ao diferente, que é bastante indesejável para os negócios e até perigosa em uma época em que as startups e o empreendedorismo inovador ditam novas regras competitivas. Minha visão é de que talvez o maior obstáculo para enxergar o novo seja a fragmentação do indivíduo, a existência de diversas partes dentro de nós. A fragmentação nos impede de ter uma inteireza na ação e, consequentemente, impede nossa conexão com o que está fora de nós. 

A fragmentação também é o maior obstáculo à alta performance, ou, como gosto de dizer, à autoperformance. “Só há um lugar para você procurar pelo seu melhor. E esse lugar é dentro de si mesmo.” Uso essa frase para ajudar a explicar outro conceito com o qual trabalho, a partir de uma ressignificação dessa palavra, que é o conceito de autoperformance. Para mim, autoperformance significa trabalhar a performance voltada para dentro. Quanto mais trabalhamos nossas questões internas, mais podemos evoluir nelas, o que vai refletir posteriormente na nossa performance no ambiente externo. A autoperformance conduz à alta performance.

A fragmentação ainda dificulta a prática da liderança, tão relevante nos dias atuais. No caso dos líderes, eu diria que a fragmentação aumenta a ansiedade e o estresse da equipe diante das demandas da empresa. Reduz a atenção, o foco, a percepção e a presença, elementos necessários para o líder se desenvolver, decidir e agir – ao se conhecer, conhecer e perceber/ouvir seus liderados e a realidade. O engajamento depende disso, inclusive. Piora os relacionamentos, dificulta enxergar a realidade com clareza e abrir espaço para a criatividade e a inovação, como já foi dito. Atrapalha o líder na hora de lidar com os dilemas de sua posição, a cuidar melhor de si e a ser mais saudável, física e mentalmente.

Embora contradições de um ser humano fragmentado sejam normais, isso não significa que sejam boas. O lugar em que essas forças contrárias são realinhadas, por sua vez, é o que tem sido chamado de presença, inclusive no mundo da gestão organizacional e da tão desejada inovação. E o caminho para atingir a presença é o que eu chamo de presencificação. Significa estar 100% conectado com o seu propósito e ao mesmo tempo perceber-se como parte de algo maior, que envolve tudo e todos – e, assim, nos torna receptivos ao novo.

A “presencificação” está diretamente ligada a outro conceito que ganha mais e mais adeptos no mundo dos negócios, que é o mindfulness, o estado de atenção plena, capaz de nos levar à alta performance no que quer que seja, à autorrealização e à tão almejada felicidade.

De modo geral, é necessário recorrer à prática de muitos exercícios de foco da atenção para que a presencificação se torne um estado natural, para estarmos completamente abertos ao novo o tempo todo, da mesma forma que respiramos. 

Como sabemos que estamos no estado de presença? Ele nos oferece uma sensação de preenchimento no coração por meio de sentimentos positivos, como uma alegria genuína de saber que, seja qual for o resultado de qualquer ação, está tudo certo, pois fizemos a nossa parte e nos sentimos completos. 

A presença é um estado em que ocorre uma equanimidade mental (condição em que o nosso ânimo é sempre igual, tanto na alegria como na adversidade). E quando somos serenos naturalmente, não importa o que aconteça, pois nada nos perturba.

Como o estado de presença é difícil de ser descrito em palavras, entender o processo para se chegar a ele é uma forma de facilitar sua compreensão e sua efetiva experimentação. O processo da presencificação se baseia em três pilares:

**1. MINDFULNESS** – meditação, com todo o seu conteúdo filosófico/científico e, principalmente, suas práticas. 

**2. AUTOCONHECIMENTO** – a compreensão do que existe dentro da gente, as diversas partes e fragmentos, algo que vai além de um entendimento puramente racional, envolvendo também os sentimentos e as emoções. Traz a possibilidade, pelo conhecimento, de transformação, ressignificação e unificação desse conteúdo. 

**3. PROPÓSITO E ÉTICA** – estão relacionados com o que fazemos e por que o fazemos, direcionados de forma positiva e motivadora.

Vejamos um por um.

**MINDFULNESS**

Não há consenso quanto à associação entre meditação e mindfulness. Alguns estudiosos dizem que são a mesma coisa, outros discordam. Existem diversas definições para meditação, que vão desde uma contínua e profunda contemplação de caráter anímico ou espiritual até conotações de características primordialmente cognitivas, quase um sinônimo de reflexão. Uma linha interessante apresenta a meditação como uma forma de treinamento mental que visa melhorar as capacidades psicológicas básicas do indivíduo, como autorregulação da atenção e das emoções. Muitas definições de mindfulness estão mais associadas à qualidade da atenção. 

Podemos classificá-las em aspectos distintos, sendo mindfulness uma técnica mais voltada para o foco e a meditação, um estado de união profunda com todos e com tudo o que existe. No Ocidente, percebo que o uso da palavra mindfulness teve maior impulso – e existe um uso mais amplo dessa palavra nas pesquisas sobre seus efeitos – por ser uma alternativa para designar o estado meditativo e as técnicas de foco e atenção sem associá-los a uma visão religiosa, já que a meditação é muitas vezes entendida como uma prática exclusiva de determinada religião.

Eu uso os dois conceitos como sinônimos neste artigo. O importante é entender que, quando entramos efetivamente em estado meditativo, nos conectamos primeiro conosco mesmos, com nossa essência – com o “observador” que contempla nossos pensamentos e o silêncio que se manifesta na ausência deles. Adquirimos ciência do que é real, do que está acontecendo naquele momento, sem precisar pensar a respeito, e vencemos a barreira de dualidade, separação e percepção finita que todos temos. E isso pode acontecer em diferentes níveis de profundidade. Em outras palavras, trata-se da capacidade de prestar atenção, com intenção, de uma forma aberta e curiosa no momento presente, sem julgamento de qualquer natureza. Julgamento aqui significa toda classificação e comparação mental que fazemos das pessoas e das coisas; uma apreciação crítica, uma opinião (favorável ou desfavorável) sobre alguém ou algo. Trata-se de atribuir uma qualidade – Como ele é bonito, feio, certo, errado, alto, baixo, gordo, magro etc. – com base em referências anteriores, originadas do passado, sendo muitas vezes uma compulsão que ocupa a nossa mente, uma distração que nos impede de ver e viver o momento presente.

Julgar, nesse caso, significa atravessar a linha da verdade, da realidade. “Uma pessoa não me deu um pedaço de doce” é um fato. “A pessoa foi egoísta e não me deu um pedaço do doce” é um julgamento.

E o que é praticar mindfulness? É ampliar nossa capacidade de perceber a realidade externa – o mundo, as pessoas, as relações, as coisas etc. – e a interna – tudo o que acontece em nós, nosso processo decisório, nossos sentimentos, nossas reações etc. A partir daí, sem estar identificados com emoções desfavoráveis, restritivas, presos em circuitos neurais viciados – que frequentemente nos levam a atitudes negativas em várias áreas de atuação –, podemos abrir espaço para uma reflexão clara e assertiva de cada situação, o que nos levará a tomar decisões mais acertadas e escolher aquilo que será melhor para nós e também para os outros. Algo que será baseado na intenção positiva, não em reflexos condicionados e amortecidos de memórias inconscientes. 

Na prática, sugiro um experimento: todo dia, reserve um minuto para cultivar o silêncio. Se perceber algum benefício, estique para 20 minutos, mas comprometendo-se com isso por 21 dias, de preferência sempre no mesmo horário. Se bem-sucedido no intento, aumente o prazo para 40 dias. Depois, para três meses. Após três meses, um novo hábito terá sido “instalado” em você: a sensação de esforço e as resistências desaparecem; meditar se torna um estilo de vida.

**AUTOCONHECIMENTO**

A presencificação, além de mindfulness, necessita de um profundo autoconhecimento, que nos permite compreender não só cognitiva ou intelectualmente, mas também no nível dos sentimentos, sensações e emoções, as diversas camadas e aspectos que constituem a nossa psique.

Um exemplo são as próprias dificuldades e a resistência que temos durante o estudo e a prática de mindfulness. Elas servem de pistas de pensamentos e comportamentos condicionados que necessitam de autoconhecimento. Quando silenciamos, propiciamos a auto-observação e começamos a nos dar conta de histórias que se repetem em nossa mente e nos impedem de concentrar a atenção. Esses pensamentos – que também podem ser vistos como vozes – não estão ali à toa, e sim para nos dar algum aviso de que há algo importante a ser trabalhado internamente. O que mantém sua circulação repetitiva em nossa mente é justamente sua ligação com sentimentos reprimidos ou negativos que mantemos guardados fora do alcance de nossa consciência. 

O mindfulness vai nos ajudar, primeiro, a nos distanciarmos dessas vozes. Precisamos identificá-las sem nos identificarmos com elas. Essa distância nos revelará que por trás da compulsão de pensamentos existe um observador. E se podemos observar os pensamentos, compreendemos que eles acontecem dentro de nós, mas não são o que compreendemos como “nós”. Aos poucos, como cientistas de nós mesmos, vamos investigando, elaborando e liberando sentimentos atrelados a memórias biográficas. 

O tema do autoconhecimento é extremamente vasto. Aqui vou trazer apenas algumas reflexões. Por exemplo, quando nascemos, nossos pais nos dão um nome. Os meus me batizaram de Eduardo. Mas qual é meu verdadeiro nome? O nome pelo qual sou designado indica realmente quem eu sou? Pode parecer estranho, mas será que o nome que alguém nos dá faz com que sejamos aquilo que ele significa? Algo que está carregado de uma bagagem genealógica, social e cultural – além, é claro, das projeções pelas quais os pais imaginavam moldar um “Eduardo” aos seus anseios, seus sonhos e suas vontades – inclusive os não realizados? Quem seria o “Eduardo” sem essas projeções? Quem seria você sem as projeções de seus pais, da sociedade, do seu meio? Somos colocados dentro de certas formas, que tentam modelar até o que devemos ou não devemos sentir. Existe algo em mim além desse pacote? Algo único? Como saber disso? Vejo que estamos presos em sentimentos negativos porque os tememos, já que acreditamos que não os suportaremos se os trouxermos à consciência. E é essa prisão que nos impede de viver outros sentimentos, inclusive e principalmente os positivos, de forma plena. Robert Fisher, em seu belo conto sobre o cavaleiro preso na armadura, aponta que o cavaleiro, para abrir mão da sua armadura, que o impede de sentir, precisa, entre outras coisas, passar pelo palácio do silêncio. Esse silêncio nos ajuda a entrar em contato com os nossos sentimentos, que nos levam a outros pensamentos e a nos conhecermos melhor.

Para nos guiar no caminho do autoconhecimento, algumas perguntas ajudam a avaliar o que sabemos a respeito do nosso mundo interno:

• O que realmente quero para mim?

• O que sinto?

• O que me gera insatisfação?

•  Onde percebo que não sou tão bom quanto gostaria?

• Onde tenho falhas?

•  Quais são meus sentimentos de impotência ou de inferioridade?

• Quais são minhas incoerências? 

• O que faço diferente daquilo que falo?

• O que falo diferente do que penso?

• O que penso diferente do que sinto?

• Quais são meus principais dons e talentos?

• Quais são minhas características positivas?

• O que valorizo e gosto de verdade?

•  Quais são meus valores – aquilo a que dou importância e que direciona o meu comportamento?

•  Como e por que faço escolhas de uma determinada maneira?

Todas essas questões aos poucos nos amadurecem para que possamos desembocar nas duas principais perguntas da nossa existência: “Quem sou eu?” e “O que eu vim fazer aqui?”. Essas questões nos levam ao campo do sentido da vida e, dependendo da interpretação, da espiritualidade.

**PROPÓSITO E ÉTICA**

Além de mindfulness e autoconhecimento, para estarmos presentes com totalidade, precisamos ter clareza do nosso propósito e estar conectados com a ética. Na verdade, entendo que ambos são fruto do autoconhecimento, mas gosto de separá-los para lhes dar um maior destaque devido à sua importância.

Estamos falando em conhecer com clareza qual é o nosso propósito, ou seja, o sentido da nossa vida, e assim agir de forma ética. Ética é a reta razão, é fazer o bem para si e para os outros. É ter uma ação positiva, com consequências benéficas e construtivas, baseada em uma intenção positiva. É nutrir o sentimento de conexão com tudo e todos. É caminhar para perceber que somos parte de um todo – uma unidade na totalidade. Propósito e ética estão ligados a essa concepção de unidade interior – com nós mesmos – e exterior – com tudo e todos. 

Por isso, quando aliamos propósito e ética ao autoconhecimento e a mindfulness, estamos falando de presencificação, de estarmos plenamente atentos, conscientes, presentes, conectados a nós mesmos e a tudo ao nosso redor. Esse é o estado unificado.

**HIPPIE OU BUSINESS?**

Esse tema parece muito hippie, ou esotérico, para você? Será que não haveria aí uma dificuldade de se abrir ao novo? Deixe-me acrescentar uma provocação: nesses tempos VUCA, está sendo cada vez mais aceita a ideia de que a qualidade dos resultados em qualquer tipo de sistema socioeconômico é função da consciência e da atenção das pessoas que estão operando no sistema, entre outros aspectos. 

Exemplo disso é a teoria “U”, que vem do Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das mecas da inovação nos negócios. É baseada em um conceito central chamado “presencing”, que é uma mistura das palavras “presence” (presença) e “sensing” (sentindo). Segundo o Presencing Institute, fundado por Otto Scharmer, a palavra significa “sentir, sintonizar e agir a partir do maior potencial para o futuro” e se refere à capacidade de “ver a partir de nossa fonte mais profunda”, o que só é possível a partir da conexão com o presente. 

Se você ainda não se abriu ao assunto, nunca é tarde para começar.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quando a geopolítica entra pela porta da empresa

Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

O mito da falta de qualificação das pessoas com deficiência

Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

O tempo que doamos é o futuro que aceleramos

O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

O cliente ainda precisa de vendedores?

A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

7 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
28 de agosto de 2026 12H00
Durante anos, a baixa presença de pessoas com deficiência em posições de liderança e crescimento foi atribuída à suposta falta de qualificação. Os dados, porém, mostram outra realidade. O artigo discute como barreiras estruturais, vieses organizacionais e a ausência de oportunidades de desenvolvimento ajudam a explicar por que profissionais qualificados continuam encontrando obstáculos para avançar em suas carreiras, mesmo após a contratação.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
28 de agosto de 2026 07H00
O voluntariado corporativo emerge como uma ferramenta capaz de aproximar propósito, liderança e transformação social. No Dia Nacional do Voluntariado, o artigo convida empresas e profissionais a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na construção de oportunidades, no desenvolvimento de pessoas e no fortalecimento de uma sociedade mais justa.

Ana Carolina Viana - Vice-Presidente de Operações Industriais da Braskem no Brasil

3 minutos min de leitura
Vendas, Tecnologia & inteligencia artificial
27 de agosto de 2026 18H00
A IA já é capaz de automatizar uma parte significativa das atividades comerciais, da prospecção à geração de propostas. Mas isso não torna o vendedor menos relevante. Pelo contrário. Ao retirar tarefas operacionais da rotina, a tecnologia eleva a exigência sobre aquilo que continua sendo exclusivamente humano: interpretar contextos, construir confiança, fazer perguntas melhores e ajudar clientes a tomar decisões.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
27 de agosto de 2026 15H00
Se os algoritmos passam a apoiar decisões, automatizar processos e influenciar estratégias, qual passa a ser o verdadeiro papel do CEO? O artigo explora o surgimento do Chief AI Officer e mostra por que o papel do CEO deixa de ser apenas gerir pessoas e negócios para incluir decisões sobre os limites, responsabilidades e impactos da IA dentro das organizações.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Liderança
27 de agosto de 2026 08H00
O mercado de M&A tem demonstrado que empresas com bom potencial nem sempre conseguem converter interesse em transação. Muitas vezes, a diferença está na qualidade da governança. Ao discutir sucessão, gestão, acordos societários e profissionalização da tomada de decisão, o artigo explica por que a governança se tornou um dos principais fatores de geração de valor para o middle market brasileiro.

Jefferson Nesello - Cofundador & Managing Partner na Zaxo M&A Partners e Conselheiro de Empresas

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
26 de agosto de 2026 14H00
A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

Claudia Cavallini - Psicóloga, psicanalista e professora convidada da HSM

8 minutos min de leitura
Marketing & growth, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de agosto de 2026 08H00
Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo