Desenvolvimento pessoal

Como gerenciar suas fraquezas

Passamos anos tentando equiparar as habilidades que não executamos tão bem, mas o mesmo tempo poderia ter sido investido no que mais nos traz resultados; gerenciar nossas fraquezas nos permite focar na coisa mais simples que nos traz o máximo de retorno possível
Saiu da periferia de Maceió e se tornou executivo do Facebook no Vale do Silício e Sócio da XP Investimentos. É o fundador da Become, empresa de educação executiva e corporativa. É professor de Neurociências, com aulas ministradas na quarta maior universidade do mundo, UC Berkeley, e Singularity University, ambas na Califórnia. Também é professor convidado da Fundação Dom Cabral. Foi o executivo responsável por trazer o Baidu (o Google chinês) para a América Latina. Também liderou startups chinesas de games sociais, como o Colheita Feliz, e o idealizador da ONG chancelada pela ONU e acelerada por Stanford, Ajude o Pequeno. Siga o colunista no Instagram - [@wesleybarbosa] - e ouça o podcast de Wesley Barbosa, [No Brain No Gain](https://open.spotify.com/episode/3LzGWqyWnLSo07gwUkKa6R?si=QLRGTDmPSo-1bOS5FJrdmA&nd=1),

Compartilhar:

Foi assistindo uma aula do americano treinador de cães Brandon McMillan que fiz uma conexão importante para forma pela qual nos relacionamos com nossas forças e fraquezas. McMillan traz quatro elementos importantes para entender a personalidade única de cada animal: raça, idade, história e DNA impresso.

Foi o quarto elemento que me chamou mais atenção. Brandon afirma que é possível treinar um cão de diferentes raças, idades e históricos, mas quanto ao seu comportamento impresso em seu DNA, esse só se é possível gerenciar, jamais treinar. “Solte um cão pastor em um pasto, mesmo que ele nunca tenha estado em um em toda sua vida, é muito capaz que ele comece a pastorear instintivamente”.

O que os estudos dos treinadores de cães nos ensinam é que doutrinamos comportamentos para que possam se adequar à realidade. No entanto, nossa essência genética não é doutrinável, ela é superior à circunstância. Então devemos gerenciar quando ela vier à tona. Trazendo o pensamento para nossos objetivos, podemos entender que nossas fraquezas fazem parte de nós, e elas não devem ser equiparadas, mas gerenciadas.

## Equiparar ou gerenciar fraquezas?

Imagine você na época em que frequentava a escola, suas notas em inglês estão acima da média, mas as de matemática nem tanto. Qual a decisão que teus pais tomariam sobre esse cenário?

A maioria de nós vive essa questão, e provavelmente nossos pais contrataram um tutor em matemática. Agora, se eles tivessem optado por nos colocar em um tutor de inglês, para fortalecer esta habilidade natural, tivessem gerenciado melhor nossa relação com nossa fraqueza, o que você acha que poderia ter acontecido com o nosso desempenho?

Quantas vezes na vida você equipara suas fraquezas ao invés de gerenciá-las? Quando você vai ter tempo para focar na atividade mais simples que possa te trazer o máximo de resultados possível?

Antes de navegar nas nossas habilidades, precisamos entender nossas fraquezas e planejar gerenciá-las, para que possamos nos dedicar melhor em exercer o que temos naturalidade em executar, nossas habilidades mais latentes. E como descobrimos estas fraquezas e iniciamos uma jornada para conseguirmos nos drenar menos com a existência delas?

## O STOP de Buckingham

O pesquisador britânico Marcus Buckingham criou uma técnica para nos ajudar nesse processo. O STOP consiste em uma jornada de atividades que executamos e que nos drenam, e como gostaríamos de nos relacionar com elas, para que possamos abrir espaço para focar em nossas habilidades a maior parte do tema.

Buckingham sugere que não existe cenário onde consigamos nos livras dessas atividades, mas há como diminuir o alcance delas dentro de um cenário profissional bem-planejado, gerenciando seus impactos.

STOP é uma sigla em inglês que significa:

__S de stop:__ aqui se deve listar todas as atividades (não há distinção de profissional ou pessoal aqui) que você realmente quer parar de fazer, e que ao parar, não afetará o desempenho de algo ou alguém.

__T de team up:__ as atividades que você precisa de ajuda para executar são listadas aqui, para que se possa recorrer a alguém na hora que precisar executá-las.

__O de offer up:__ aqui se aplica a máxima “No que não sou bom, eu terceirizo”. Lista-se todas as atividades que são necessárias, mas que outra pessoa pode executar sem a tua ajuda.

__P de perceive:__ sabe aquelas atividades que você sente que pode fazer, mas não sabe ainda como melhorar tua relação com elas? Pois bem, elas são listadas aqui. Tudo aquilo que você gostaria de mudar de perspectiva, para que possa executar sem se sentir drenado.

Em adição ao trabalho do Marcus, criei um chart para ajudar meus alunos e alunas a se relacionar melhor com as atividades, e conseguir executar o plano criado para gerenciá-las. Abaixo coloco um exemplo para que você consiga reproduzir:

![image](//images.contentful.com/ucp6tw9r5u7d/5HtJjmz4DCTeKhwCvb3SsX/88b90ce13ca3250c956f10cc227d96e3/Imagem1.jpg)

Note que o chart contém 4 variáveis.

__Atividade:__ o que te drena.
__STOP:__ qual estratégia irá adotar para resolver o que te drena.
__Deadline:__ quando a estratégia tomará forma.
__Contexto:__ de que forma você vai agir para gerenciá-la.

Com isso feito, você terá um plano sólido para conseguir iniciar tua jornada para ter bem-estar no teu dia a dia, e ampliar o sentido no que você produz na vida e no trabalho.

*Gostou do artigo do Wesley Barbosa? Saiba mais sobre gerenciar habilidades assinando gratuitamente [nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter) e escutando [nossos podcasts](https://www.revistahsm.com.br/podcasts) em sua plataforma de streaming favorita.*

Compartilhar:

Saiu da periferia de Maceió e se tornou executivo do Facebook no Vale do Silício e Sócio da XP Investimentos. É o fundador da Become, empresa de educação executiva e corporativa. É professor de Neurociências, com aulas ministradas na quarta maior universidade do mundo, UC Berkeley, e Singularity University, ambas na Califórnia. Também é professor convidado da Fundação Dom Cabral. Foi o executivo responsável por trazer o Baidu (o Google chinês) para a América Latina. Também liderou startups chinesas de games sociais, como o Colheita Feliz, e o idealizador da ONG chancelada pela ONU e acelerada por Stanford, Ajude o Pequeno. Siga o colunista no Instagram - [@wesleybarbosa] - e ouça o podcast de Wesley Barbosa, [No Brain No Gain](https://open.spotify.com/episode/3LzGWqyWnLSo07gwUkKa6R?si=QLRGTDmPSo-1bOS5FJrdmA&nd=1),

Artigos relacionados

Fomento para inovação: Alavanca estratégica de crescimento para as empresas

O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados.  Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Quanta esperança você deposita em 2026?

No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa – o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Inovação & estratégia
21 de janeiro de 2026
Como o mercado está revendo métricas para entregar resultados no presente e valor no futuro?

Lilian Cruz - Fundadora da Zero Gravity Thinking

5 minutos min de leitura
Inovação
20 de janeiro 2026
O volume e a previsibilidade dos instrumentos de fomento à inovação como financiamentos, recursos de subvenção econômica e incentivos fiscais aumentaram consideravelmente nos últimos anos e em 2026 a perspectiva é de novos recordes de liberações e projetos aprovados. Fomento para inovação é uma estratégia que, quando bem utilizada, reduz o custo da inovação, viabiliza iniciativas de maior risco tecnológico, ajuda a escalar e encurtar o tempo para geração de valor dos projetos.

Eline Casasola - CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas

5 minutos min de leitura
Liderança
19 de janeiro de 2026
A COP 30 expôs um paradoxo gritante: temos dados e tecnologia em abundância, mas carecemos da consciência para usá-los. Se a agenda climática deixou de ser ambiental para se tornar existencial, por que ainda tratamos espiritualidade corporativa como tabu?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

7 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
17 de janeiro de 2026
Falar em ‘epidemia de Burnout’ virou o álibi perfeito: responsabiliza empresas, alimenta fundos públicos e poupa o Estado de encarar o verdadeiro colapso social que adoece o país. O que falta não é diagnóstico - é coragem para dizer de onde vem o problema

Dr. Glauco Callia - Médico, CEO e fundador da Zenith

7 minutos min de leitura
Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança