Direto ao ponto

Como (não) eliminar sua média gerência

Artigo sugere que eles sejam MVPs para uma nova organização

Compartilhar:

Não é de hoje que as organizações veem a média gerência como cortável sempre que os tempos ficam difíceis, mas o movimento parece ter se agravado. Quem perde um emprego desses tem cada vez mais dificuldade de se recolocar; os setores de franquia e consultoria que o digam. Emily Field, Bryan Hancock e Bill Schaninger, consultores da McKinsey e autores de *Power to the middle,* afirmam na Harvard Business Review que abrir mão da média gerência é um erro e pode custar caro. Para navegar por mudanças rápidas e complexa, o capital humano ficou tão (ou mais) importante quanto o capital financeiro, e são os gerentes de nível médio que recrutam e desenvolvem os funcionários de uma organização. São eles que podem tornar o trabalho mais significativo, interessante e produtivo para todos (o que é crucial para a verdadeira transformação organizacional). Ou não.

Os líderes devem, isto sim, reimaginar os papéis de seus gestores intermediários, esforçar-se para entender melhor seu valor e treiná-los, orientá-los e inspirá-los a ser os “pivôs organizacionais”. Podem tratá-los como seus MVPs (produtos mínimos viáveis) em todas as mudanças. Imagine como seria o mundo se, em vez de trabalho burocrático, ajudassem as empresas a:

__• Responder ao aumento da automação.__ Redesenhos dos trabalhos dos funcionários podem ser moldados na sede, mas os detalhes precisam ser definidos em campo.
__• Vencer a guerra por talentos.__ Os gestores médios fazem uma enorme diferença na capacidade de atrair talentos à empresa. Entenda o que atrai *{abaixo}* e deixe o gestor cuidar disso.

É claro que você também precisará mudar a forma como avalia esses gestores. Sai a remuneração só por receita e lucro e entra aquela por tarefas difíceis assumidas. O mais importante é remunerá-los por gerenciar, tanto que tudo começa por identificar as funções gerenciais mais críticas – que gerarão o maior lucro ou maior risco. Atente aos gerentes influenciadores.

Segundo os consultores, a reinvenção requererá treinamento rigoroso, porque poucos terão todas as habilidades necessárias às funções reinventadas.

Há seis “atalhos”: (1) certifique-se de que o propósito da empresa seja claro e que se alinhe com o propósito dos gerentes; (2) mantenha os bons gerentes em seus cargos em vez de ficar promovendo-os; (3) comunique que esses cargos são destinos, não estações de passagem; (4) incentive-os a se reunir e trocar melhores práticas; (5) crie uma cultura em que se sintam à vontade para falar (eles são os primeiros a identificar problemas sistêmicos e soluções) e (6) mostre mais compaixão por eles – pesquisas revelam que eles constituem a categoria de trabalhador mais deprimida e estressada de todas.

__Leia também: [Google propõe proteção contra Chatgpt e afins](https://www.revistahsm.com.br/post/google-propoe-protecao-contra-chatgpt-e-afins)__

Artigo publicado na HSM Management nº 157.

Compartilhar:

Artigos relacionados

IA não fracassa no modelo – fracassa no negócio

Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados – e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

O custo oculto da inclusão mal feita

Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço – mas corroem os resultados.

Pressão econômica leva Geração Z ao consumo compartilhado

Quando viver sozinho deixa de ser viável, o consumo também deixa de ser individual – e isso muda tudo para as marcas. Este artigo mostra como a Geração Z está redefinindo consumo, pertencimento e a forma como as empresas precisam se posicionar.

Todos nus com a mão no bolso

Não é a idade que torna líderes obsoletos – é a incapacidade de abandonar ideias antigas em um mundo que já mudou. Este artigo questiona o mito da liderança geracional e aponta qual o verdadeiro divisor de águas.

Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
17 de maio de 2026 10H00
Muito além do algoritmo, o sucesso em inteligência artificial depende da integração entre estratégia, dados e times preparados - e é justamente essa desconexão que explica por que tantos projetos não geram valor.

Diego Nogare

7 minutos min de leitura
Liderança
16 de maio de 2026 15H00
Sob pressão, o cérebro compromete exatamente as competências que definem bons líderes - e este artigo mostra por que a falta de autoconsciência e regulação emocional gera um custo invisível que afeta decisões, equipes e resultados.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

8 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
16 de maio de 2026 08H00
Quando falta preparo das lideranças, a inclusão deixa de gerar valor e passa a produzir invisibilidade, rotatividade, baixa performance e riscos reputacionais que não aparecem no balanço - mas corroem os resultados.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de maio de 2026 13H00
Quando viver sozinho deixa de ser viável, o consumo também deixa de ser individual - e isso muda tudo para as marcas. Este artigo mostra como a Geração Z está redefinindo consumo, pertencimento e a forma como as empresas precisam se posicionar.

Dilma Campos - CEO da Nossa Praia e CSO da Biosphera.ntwk

3 minutos min de leitura
Liderança
15 de maio de 2026 07H00
Não é a idade que torna líderes obsoletos - é a incapacidade de abandonar ideias antigas em um mundo que já mudou. Este artigo questiona o mito da liderança geracional e aponta qual o verdadeiro divisor de águas.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

0 min de leitura
Marketing
14 de maio de 2026 15H00
Executivo tende a achar que, depois de um certo ponto, não é mais preciso contar o que faz. O case da co-founder do Nubank prova exatamente o contrário.

Bruna Lopes de Barros

4 minutos min de leitura
Liderança
14 de maio de 2026 08H00
À luz do Aikidô, este artigo analisa a transição da liderança coercitiva para a liderança que harmoniza sistemas complexos, revelando como princípios como Wago, Awase e Shugi‑Dokusai redefinem estratégia e competitividade na era da incerteza.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

10 minutos min de leitura
Liderança
13 de maio de 2026 15H00
Em um mundo dominado pela urgência e pelo excesso de estímulos, este artigo provoca uma reflexão essencial: até que ponto estamos tomando decisões - ou apenas reagindo? E por que recuperar a capacidade de pausar, escolher e agir com intenção se tornou um diferencial crítico para líderes e organizações.

Isabela Corrêa - Cofundadora da People Strat

7 minutos min de leitura
Finanças, Inovação & estratégia
13 de maio de 2026 08H00
Entre pressão por resultados imediatos e apostas de longo prazo, este artigo analisa como iniciativas de CVC podem sobreviver ao conservadorismo corporativo e construir valor além do retorno financeiro.

Rafael Siciliani - Gerente de New Business Development na Deloitte

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
12 de maio de 2026 14H00
O que antes era visto como informalidade agora é diferencial: este artigo explora como a cultura brasileira vem ganhando espaço global - e se transformando em ativo estratégico nas empresas.

Bell Gama - Sócia-fundadora da Air Branding

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão