Estratégia e execução, Marketing e vendas

Como nasce uma marca

Ao (re)construir toda uma marca com o apoio de diversas mãos e mentes, descobri que nada substitui a dedicação de pessoas apaixonadas pelo trabalho que fazem diariamente
Trocou as grandes corporações pelo mundo das startups e atualmente é CMO da unico, IDTech especializada em tecnologia para identidades digitais.

Compartilhar:

Nunca tive medo de novidades. Ao longo da minha trajetória pessoal e profissional sempre questionei o status quo. Quando cheguei à Acesso Digital, fui logo desafiada a montar o time de marketing praticamente do zero e iniciar a divulgação de quem somos, destacando a razão de ser da empresa e os motivos que fazem os olhos de muita gente brilhar – incluindo os meus.

Era preciso reposicionar a marca e, para isso, logo notei que o processo precisava ser construído internamente, pelas mãos apaixonadas de quem está lindando com o trabalho no dia a dia.

Por que não delegar a uma agência terceira, especialista nisso? Porque era preciso que o projeto fosse genuíno, no ritmo da empresa e que tivesse características essenciais do nosso negócio e da nossa cultura.

A gente precisava se enxergar, se perceber naquilo que estava sendo proposto. E olha que ao longo da minha carreira nunca obtive problemas em delegar. Ao contrário: [gosto de dividir tarefas com o meu time](https://www.revistahsm.com.br/post/do-zero-a-pandemia-um-ano-como-cmo), porque acredito que cada pessoa tem um potencial, um talento a ser explorado e, ao lhe proporcionar desafios, colabora com o seu desenvolvimento.

Mas, (re)construir uma marca é um trabalho minucioso, deve ser feito a várias mãos e cérebros para ficar ainda mais bacana. Por isso, para não dizer que não houve apoio externo, duas especialistas foram convidadas a imergir na história, cultura e valores da empresa – no que éramos, no que cremos e no que desejávamos ser – e nos ajudaram a conduzir o processo com maestria e agilidade.

Convidamos também nossos Seres, como chamamos nossos colaboradores — e foi muito interessante ouvir suas percepções, lembranças e motivações. Conversamos com os fundadores, com quem estava aqui há muito tempo. Falamos também com quem acabara de chegar, entrevistamos conselheiros e colocamos várias cabeças para pensar juntas até chegarmos ao que nos define.

Somos a IDTech que simplifica a vida das pessoas através de sua identidade digital, permitindo que se integrem numa sociedade digital.

Ao longo de dois meses intensos de trabalho, notamos que seria preciso mudar também o nome da empresa. Apesar de o nome ser sempre algo importante e que traz o reconhecimento imediato de quem somos.

Dessa maneira, Acesso Digital não refletia mais o momento vivido e nossos objetivos. Tinha de ser [algo íntimo, simples e fácil de falar](https://www.revistahsm.com.br/post/foco-no-essencial-e-na-essencia), mas que definisse nosso sonho grande.

Algo muito importante é destacar que acreditamos na transformação da sociedade via identidade digital, na qual todos possam desfrutar dos benefícios de um mundo mais digitalizado e sem impedimentos. Sem ter de ficar provando quem é quem a todo o momento. Cada pessoa é única, deve contar e confiar na tecnologia, e isso deveria bastar.

## A paixão de uma identidade: unico

Foi da combinação de várias ideias que nasceu a __unico__. [Uma marca sonora, curta e forte](https://www.revistahsm.com.br/post/cultura-forte-marca-forte), que reforça nossa atenção exclusiva a cada cliente e a cada pessoa.

O nome é assim mesmo: escrito em letra minúscula, sem acento e em degradê de cores, com linhas retas e curvas, para mostrar a diversidade e respeito entre todos – valores tão importantes para a empresa desde que ela nasceu, que queremos manter entre nossos seres e poder levar aos nossos clientes.

A unico é uma marca de todos e de cada um, com identidade internacional e fácil assimilação. Uma marca que reflete os valores da empresa e das pessoas que a constituem: simplicidade, transparência, confiabilidade e autenticidade.

Poder participar do seu (re)nascimento foi uma grande honra e um grande orgulho. É daqueles desafios que a gente junta todos os colaboradores, passa horas se dedicando e depois exibe feliz o que conseguiu: uma marca incrível, assim como as pessoas que a constroem diariamente.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Por que todos os líderes começaram a soar iguais?

A autenticidade virou commodity quando todo mundo aprendeu a soar autêntico do mesmo jeito. Este artigo explora como voz, vivência e consistência podem se tornar os principais diferenciais para líderes que desejam construir influência e confiança de forma genuína.

Live marketing ganha força na era da distração

Logotipos já não são suficientes para conquistar relevância. Em um mercado saturado de mensagens, as marcas que se destacam são aquelas capazes de transformar interações em experiências memoráveis e consumidores em protagonistas de suas histórias.

O futuro das empresas de serviços

Posicionamento claro, gestão comercial estruturada, experiência do cliente, disciplina financeira, desenvolvimento de talentos e capacidade de adaptação formam os pilares de um crescimento sustentável. O desafio das empresas de serviços já não é apenas expandir, mas criar condições para que essa expansão se mantenha saudável e rentável.

O Brasil precisa enfrentar o desafio de construir com mais eficiência

A construção civil está deixando para trás práticas marcadas por desperdícios e retrabalhos. O avanço de soluções industrializadas, novas tecnologias e modelos de gestão mais eficientes aponta para um novo cenário: construir com mais qualidade, menor impacto e maior previsibilidade.

Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
8 de julho de 2026 15H00
A inteligência artificial deixou de ser um projeto da área de tecnologia e passou a fazer parte da rotina de todas as áreas da empresa. O problema é que, em muitos casos, sua adoção avança mais rápido do que os mecanismos de segurança, compliance e governança capazes de sustentá-la.

Rodrigo Hülsenbeck - CEO da Premiersoft

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
8 de julho de 2026 08H00
A maior vulnerabilidade da era da IA pode não estar nos profissionais juniores, mas nos cargos criados para coordenar fluxos e transmitir informações. O que acontece quando a tecnologia passa a fazer isso melhor, mais rápido e mais barato?

Amanda Graciano - Fundadora da Trama

4 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
7 de julho de 2026 14H00
Entre Polônia e Brasil, teatro e negócios, cultura e estratégia, a autora propõe uma reflexão instigante sobre pertencimento, inteligência cultural e a capacidade, cada vez mais rara, de pensar com independência em um mundo saturado de narrativas.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

15 minutos min de leitura
Liderança
7 de julho de 2026 08H00
As mulheres brasileiras nunca estudaram tanto nem estiveram tão qualificadas para ocupar posições de decisão. Este artigo discute por que a desigualdade de representação persiste e como educação, networking e visibilidade continuam sendo fundamentais para transformar preparo em oportunidade.

Luiza Helena Trajano - Presidente do Conselho do Magazine Luiza e Presidente do Grupo Mulheres do Brasil

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
6 de julho de 2026 16H00
Enquanto o networking superficial busca visibilidade, as conexões que realmente transformam carreiras nascem da credibilidade construída em projetos, desafios e relações pautadas pela confiança.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

6 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
6 de julho de 2026 09H00
Com a aceleração da inteligência artificial e a explosão de conteúdo, a liderança passa a exigir menos consumo de informação e mais capacidade de interpretar tendências, conectar contextos e tomar decisões em meio à complexidade.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

6 minutos min de leitura
ESG
5 de julho de 2026 14H00
O maior risco do ESG não está no “E” nem no “S”, mas na fragilidade da governança que deveria sustentar ambos. Este artigo mostra como a NBR ISO 37301 ajuda organizações a transformar ética, compliance e gestão de riscos em evidências concretas de maturidade ESG.

Fernando Palamone - CEO da RT-One

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
5 de julho de 2026 09H00
Enquanto as marcas continuam disputando atenção nos feeds, as conversas que realmente influenciam percepções e decisões migraram para espaços mais fechados e menos visíveis. Este artigo mostra por que o futuro da relevância pode estar justamente onde os algoritmos não alcançam.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

4 minutos min de leitura
Estratégia, Liderança
4 de julho de 2026 14H00
A Psicologia Positiva desafia uma crença comum nas organizações: a de que líderes geram resultados principalmente corrigindo falhas. A ciência sugere outro caminho, fortalecer aquilo que já funciona para ampliar desempenho, engajamento e resiliência.

Valter Bahia Filho - Autor, palestrante e consultor educacional

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
4 de julho de 2026 08H00
A partir de casos reais do agronegócio, este artigo mostra por que decisões baseadas em análises isoladas tendem a falhar e como a integração de múltiplas variáveis pode transformar a gestão de risco, dentro e fora do campo.

Kallil Chebaro - CEO e Head de Produto na Agscore

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo