Inovação

Como ser “original”?

O conceito “inovação” perdeu a força? O psicólogo organizacional norte-americano Adam Grant encontrou um substituto e o definiu com precisão: originalidade. Difere de criatividade e tem o medo como um sinal

Compartilhar:

> Vale a leitura porque… 
>
> … o livro Originals, de Adam Grant, tornou-se um bestseller quase imediato e vem tendo grande repercussão internacional ao falar de como a originalidade (outro nome para “capacidade de inovação”) está ao alcance de todos. … Grant disseca do que é feita a originalidade e os comportamentos que ajudam uma pessoa a ser original.

Todo mundo quer ser criativo hoje, na esteira do boom da inovação. Prova disso é que “criatividade ao alcance de todos” tem sido tema de muitos dos livros mais vendidos nos Estados Unidos e em todo o planeta – Grande Magia, de Elizabeth Gilbert, e Fora de Série, de Malcolm Gladwell, são dois bons exemplos. 

Como ser tão criativo quanto Mozart? Lennon e McCartney? Einstein? Ou mesmo Michael Phelps e Usain Bolt, com seus diferentes processos para treinar e competir nos respectivos esportes? É preciso ser gênio de nascença? Adam Grant, psicólogo organizacional e professor da Wharton School, escreve um retumbante “não” em seu livro Originals, também best-seller imediato nos EUA, confirmando o alto interesse que o tema provoca. Para ele, os chamados gênios não têm ideias melhores do que as outras pessoas, e sim apenas mais ideias. 

Grant explica, com base em vasta pesquisa, que as pessoas primeiro têm ideias convencionais e só depois libertam o pensamento – e, enquanto a maioria de nós para na ideia convencional, os supostos gênios seguem em frente. Experimentos da Northwestern University comprovaram isso: as primeiras 20 ideias dos voluntários testados eram mais convencionais, e as próximas 15, menos. 

Enfim, para o professor de Wharton, os que costumamos chamar de gênios são mais predispostos à criatividade, porém todos nós temos propensão a desenvolvê-la. Só que Grant não se limita a abordar a criatividade, que significa gerar um conceito novo e útil; o que ele estudou por anos foi a originalidade. Esta inclui tanto a criatividade como a iniciativa de materializar o conceito novo e útil em um domínio específico. Então, como ser original?

**DEFAULT, “VUJA DE” E O PROCESSO**

Seja para Einstein, seja para você, há um passo a dar antes de ter ideias. Dois termos de raiz francesa utilizados por Grant ajudam a explicá-lo:  default e déjà vu. 

O primeiro, aludindo à configuração de fábrica de um equipamento, deve ser sempre questionado em busca de uma opção melhor; o segundo precisa ser invertido e evoluir para o neologismo “vuja de”. Se déjà vu define a sensação de que algo apresentado como novo não é novo – em algum lugar você já viu –, vuja de é aquilo familiar que vemos com uma perspectiva nova, o que nos capacita a enxergar novos ângulos de um velho problema. 

Os dois servem de gatilho não apenas para disparar a criatividade, como também para reconhecê-la. E, no mundo dos negócios, é necessário reconhecê-la. Grant sabe bem: ele não se esquece do dia em que, em 2009, não questionou o default nem fez o vuja de, e isso o impediu de reconhecer um conceito novo e útil. Foi quando uns jovens o convidaram a investir em sua startup de vendas online de óculos e ele declinou. Hoje, a Warby Parker é uma startup-unicórnio, com valor de mercado de US$ 1,2 bilhão, e está na lista da Fast Company das companhias mais inovadoras. 

Considera-se que ela fez pelo segmento de óculos o que a Zappos fez pelos calçados. O que Grant não soube reconhecer tem a ver justamente com os termos franceses. Os jovens questionaram o default – o elevado preço dos óculos – e, descobrindo que isso se devia ao fato de a italiana Luxottica monopolizar o mercado, fizeram o vuja de (sem parar nas primeiras ideias) e desenvolveram um novo modelo de negócio apoiado na tecnologia que eliminava muitos dos custos. Implantaram isso – mais que criativos, foram originais – e, em resultado, conseguiram entregar óculos da mesma qualidade da Luxottica a preços muito mais competitivos.

> **Modelo e checklist**
>
> Para Adam Grant, as empresas sofrem de falta crônica de originalidade e, por isso, vivem se repetindo.  A solução? Deveriam deixar seus colaboradores serem originais. Grant está convencido de que o ambiente certo possibilita  isso e menciona um caso real:  a Bridgewater Associates, fundo hedge comandado por Ray Dalio.  “A Bridgewater criou uma cultura de abertura radical, na qual se espera que as pessoas discordem. Entre seus princípios, um de meus favoritos é o de que toda crítica tem de ser compartilhada”, comentou Grant em uma conversa recente com Malcolm Gladwell, argumentando que evitar o comportamento de manada foi o que permitiu à Bridgewater prever a crise financeira em 2007 e avisar os clientes. “Eles também treinam muito, enquanto a maioria de nós está sempre jogando, quase nunca treina.” Além desses princípios, Grant aponta outras medidas para tirar seus originais do armário:
>
> •  Estimular os originais é menos importante; o fundamental é não reprimi-los. 
>
> •  Não fique trazendo gente de fora para “inovar”; isso derruba o moral. •  Permita que as pessoas desenhem seus trabalhos – job crafting – e lhes proporcione várias experiências.
>
> •  Dê espaço aos originais em todas as áreas, incluindo as mais “caretas”. 
>
> •  Apoie as mulheres. Embora questionem menos o default, elas  persistem mais do que os homens para implantar a ideia questionadora.

**HÁBITOS E  COMPORTAMENTOS**

O processo da originalidade de Grant ficou claro em seus quatro passos: questionar o default, ter o olhar diferente do vuja de, não parar nas primeiras ideias até chegar àquela que seja nova e útil, e, por fim, implementá-la. Mas como garantir que uma pessoa não o reprima inconscientemente? O professor da Wharton trabalha com comportamentos e hábitos – alguns devem ser criados; outros, eliminados. 

**• Não pense positivo; seja pessimista.** Um dos primeiros consensos derrubados por Grant é o de que a ansiedade administrada e o otimismo seriam formas de energizar o criativo. “Muitas vezes, o pessimismo é mais energizante que o otimismo”, diz ele, citando a obra Rethinking Positive Thinking, da psicóloga alemã Gabriele Oettingen, que quis estudar os possíveis efeitos das frases motivacionais típicas dos livros e palestras de autoajuda (incluindo os empresariais). Oettingen realizou uma pesquisa na New York University com essa finalidade. Ela dividiu os estudantes em dois grupos e orientou que, durante determinado período, um pensasse positivo e o outro, negativo. Ao fim da análise, o grupo otimista sentia-se muito mais desmotivado do que o pessimista. Segundo a psicóloga, isso ocorre porque o otimismo induz a um relaxamento e a um descuido em relação aos objetivos traçados, enquanto o pessimismo leva mais à atenção e à reflexão. 

**• Seja mais pragmático do que idealista e mais incremental do que radical.** Segundo Grant, as pessoas que movem o mundo – na política, nas artes, na ciência, nos negócios – o fazem a partir de ideias, sim, mas elas raramente são parâmetros de convicção e compromisso com essas ideias. O professor de Wharton lembra que Martin Luther King Jr., que liderou a marcha dos direitos civis nos EUA, não tinha a menor intenção de dar a vida pelo movimento. Antes de abraçá-lo forçado pela indignação com a situação dos negros no país, tudo o que King queria era cuidar de sua família, defender sua tese na universidade e atuar em sua igreja, como mostram várias biografias. Michelangelo Buonarroti também não perseguia grandes ideais. Na Roma do século 16 em que viveu, ele se via mais como escultor – a pintura não o atraía – e a princípio recusou a oferta do papa Júlio II para pintar o teto da Capela Sistina. Só aceitou o trabalho pela insistência do pontífice. 

Traduzindo: não ter vontade de começar um negócio próprio ou de promover uma inovação retumbante não significa que você não fará essas coisas, muito pelo contrário. Como explica Grant, o que os originais têm são pequenas ideias sobre como melhorar o trabalho, o estudo, a comunidade – coisas que todo mundo tem. A diferença é que a maioria não age para fazer acontecer.

**• Aceite o medo e corra um risco controlado.** O economista e cientista político austríaco Joseph Schumpeter já observou que a originalidade é um ato de destruição criativa, pois fazer o novo implica sempre destruir o velho. E isso, sabemos, gera medo de fracassar. O que as pessoas não sabem é que, quanto mais elas avançam na originalidade, mais medo de falhar sentirão. Basta não deixar esse medo inibi-las, segundo Grant, até porque os originais fracassam muito, uma vez que tentam mais do que os outros. Na verdade, os originais têm muito medo de fracassar, porém têm mais medo ainda de não tentar. E quanto ao risco de tentar algo novo e prejudicar a carreira? Aí surge mais uma descoberta contraintuitiva de Grant: os originais não fazem grandes ousadias; em vez disso, eles administram o portfólio, mais ou menos como se recomenda no mercado financeiro. Se decidem correr mais riscos em um projeto profissional, eliminam ao máximo o risco em outro – por exemplo, mantendo o emprego enquanto a startup não decola. Os rapazes da Warby Parker fizeram isso (e a não dedicação integral ao empreendimento foi um dos motivos errados pelos quais Grant não investiu na startup) e, voltando no tempo, Henry Ford fez isso. No início do século 20, Ford já tinha desenvolvido o carburador mecânico que seria a base para o desenvolvimento dos automóveis, mas não largou seu emprego na companhia de Thomas Edison quando registrou a patente do invento. Esperou dois anos até ter segurança para iniciar a própria empresa. 

**• Aceite as dúvidas e procrastine sem culpa.** As pessoas costumam acreditar que o fato de terem tantas dúvidas é um impeditivo para inovarem. Grant discorda com veemência: separando as dúvidas em duas categorias (as dúvidas sobre si mesmo e as relativas a ideias), ele observa que as primeiras paralisam, sim, porém as segundas só fazem energizar. Os originais de carteirinha vivem cheios de dúvidas do segundo tipo, não são aquelas pessoas repletas de certezas como muitos supõem. Outro ponto interessante é o da procrastinação – procrastinar faz bem à originalidade, porque dá chance para que mais e melhores ideias surjam. Grant, disciplinado por natureza, fez esse experimento consigo mesmo ao escrever Originals e confirmou a tese. “O livro ficou muito melhor com minha procrastinação.” 

**• Faça muitas coisas ao mesmo tempo.**

Não é o foco, mas a multiplicidade de tarefas o que mais ajuda a construir originalidade, segundo o estudo do professor da Wharton. Isso difere fundamentalmente da sensação que prevalece nas empresas em geral de que, se houvesse mais tempo livre para pensar, seria mais fácil inovar. Ou seja, para ser original, envolva-se em muitos projetos dentro da empresa e fora dela também. Já se sabe, por exemplo, que a maior parte dos ganhadores do Prêmio Nobel de Ciências têm hobbies artísticos, como música ou pintura. 

**UMA SURPRESA** 

Atenção, você nunca leu isto antes: não há certeza de que Mozart, Einstein e Lennon tenham sido gênios ou de que McCartney, Phelps e Bolt o são. Não é falta de reverência; é simples estatística – eles são originais, e gênios não costumam ser, porque não criam nada. Basta observar os verdadeiros gênios – crianças-prodígio que aos 5 anos tocam Mozart ou vencem olimpíadas de matemática. Muito poucas criam algo na vida adulta. “Estudos mostram que os originais não tiveram uma infância diferente da média”, diz Grant. É o seu caso?

Compartilhar:

Artigos relacionados

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Por que a filosofia voltou a ser uma ferramenta de gestão

Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

A tecnologia muda. A essência da advocacia permanece.

Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Chega de olhar pelo retrovisor

A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura
ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
6 de agosto de 2026 08H00
Trinta e cinco anos após a criação da Lei de Cotas, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua sendo medida principalmente pelo número de contratações. O desafio agora é outro: garantir experiências de trabalho dignas, acessíveis e capazes de promover desenvolvimento, pertencimento e crescimento profissional.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo