Uncategorized

Comunicação digital e experiência do cliente focada em apps de mensagem

A experiência do cliente diz sobre toda relação do consumidor com a marca, física ou online. Como criar uma boa experiência nesses canais?
Analista de Marketing na Take. Pós-graduada em Marketing Estratégico, Publicitária formada no curso de Comunicação Integrada pela PUC Minas. Responsável pela área de Eventos da Take, trabalha desde a concepção, planejamento, execução e análise. Nathália escreve sobre experiências e histórias!

Compartilhar:

Com certeza você já ouviu falar na transformação digital. O termo, que no início, parecia algo longínquo ou inacessível, faz cada vez mais parte do dia-a-dia das pessoas e das marcas que se preocupam com a experiência do cliente.

Nosso banco passa por uma **transformação digital** quando começa a nos oferecer serviços on-line, nos livrando das filas das agências. Nossos laboratórios passam por ela quando começam a nos oferecer o resultado de nossos exames através do WhatsApp. Nossa vida inteira passa por essa transformação. Vivemos de maneira cada vez mais on-line, fazendo compras, resolvendo questões, estudando…

Dessa forma, mais do que um conceito, o termo se tornou um movimento que atrai empresas interessadas em rever processos, inovar e ganhar competitividade com a ajuda da tecnologia. Tudo isso para que possam cada vez mais escalar suas atividades, aumentar sua produtividade e fornecer um atendimento de excelência.

Dados divulgados pela [Brasscom](http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=47502&sid=5) apontam que as tecnologias de transformação digital devem movimentar cerca de R$ 250 bilhões até 2021. 

Essas tecnologias envolvem Internet das Coisas (sim, aquela geladeira inteligente que te avisa quando um produto está para vencer), realidade virtual e claro, experiência do cliente — que é o nosso principal assunto de hoje. Sua marca tem gerado boas experiências? Continue lendo para saber!

Você já ouviu falar em Customer Experience?
——————————————-

A CX é o conjunto de interações que ocorre entre o consumidor e a marca em toda a jornada do cliente, desde o momento em que ele a conhece até o pós-compra.

Assim, as marcas têm percebido que, para atender as demandas do novo consumidor, precisarão cada vez mais focar na experiência. Nós não buscamos mais apenas um bom produto ou serviço; buscamos por empresas que sejam parceiras para o estilo de vida que almejamos.

Uma boa estratégia de [Customer Experience](https://take.net/blog/one-step-beyond/o-que-e-customer-experience/) envolve entender quem são seus clientes, criar uma cultura de valorização da experiência do usuário, treinamento da equipe para garantir excelência em todas as etapas de um serviço e uma boa comunicação. Contar com um chatbot, ou [contato inteligente](https://take.net/blog/chatbots/contatos-inteligentes/), pode ser interessante nessa etapa — afinal, o cliente busca cada vez mais agilidade e eficiência em seu atendimento.

Entrando em contato com uma marca
———————————

Convenhamos, quando buscamos uma marca, estamos dispostos a conversar com ela. Seja para fazer uma compra, tirar uma dúvida, relatar um problema, ou até mesmo saber mais sobre a solução que ela oferece.

Nesse momento, nós demos um passo em direção a ela e esperamos que ela atenda a nossas expectativas. Este é o momento da marca ouvir de fato o cliente, entender em qual momento da jornada aquela pessoa se encontra e demonstrar interesse e personalização de sua conversa. 

Mas, quando digo personalização, vai muito além de chamar o cliente pelo nome. É trazer histórico, contexto do relacionamento, fazer com que o cliente converse com sua marca como conversa com um amigo. Quando você está conversando com um amigo, você não quer ter que repetir uma mesma história várias vezes, não é mesmo?

Os canais de comunicação que utilizamos em nosso dia-a-dia, como o _WhatsApp, Facebook Messenger, iMessage_, etc, passam cada vez mais a ser utilizados também pelas marcas para o relacionamento. Se pararmos para pensar, diferente do que acontece no mercado normalmente, essa atitude começou a ser tomada pelos micro e pequenos empreendedores e, só depois, pelas grandes marcas. Essa afirmação te soou estranha?

Pense comigo: quantas vezes você quis marcar um horário no salão e mandou uma mensagem diretamente para a sua manicure? Ou utilizou o _WhatsApp_ da pizzaria da esquina para fazer seu pedido? Viu a foto de um look no Instagram da loja que você gosta que é a sua cara? Melhor mandar uma mensagem para a vendedora reservar!

Assim, cada vez mais a cultura de proximidade, fidelização e exclusividade foi sendo transferida para o meio corporativo. Trocar mensagens com marcas e empresas é algo natural, intuitivo, e por isso, tão fácil.

De ligações a mensagens
———————–

Para que ligar para uma empresa para pedir a segunda via da sua conta se você pode mandar uma mensagem e continuar fazendo outras coisas enquanto ela responde? Para que explicar todo o contexto do seu problema para quatro atendentes diferentes se, ao registrá-lo no chat de um site, [o chatbot que te atender](https://take.net/blog/chatbots/automacao-de-marketing-digital-com-chatbots/) pode te transferir para um atendente humano sem nenhuma quebra na experiência, oferecendo todo o histórico da conversa e agilidade na solução?

A experiência do cliente pede cada vez mais clareza, objetividade, segurança e personalização. Se o consumidor não gostou de algo, ele irá te falar e você terá em mãos um insumo poderoso para melhorar seu serviço.

A conversa não está fazendo sentido? Você planejou seu contato inteligente para responder dúvidas, mas as pessoas estão utilizando para realizar reservas? Com o short feedback loop, você consegue fazer melhorias contínuas em seu fluxo e evoluir o seu contato cada vez mais.

Por que se preocupar com a experiência do cliente?
————————————————–

O relacionamento entre marcas e pessoas deve ser híbrido, assim como as experiências. Mesclar a vida real com a vida virtual, trazendo um tom de voz coeso, transparente e preciso, fará com que cada vez mais o cliente busque estar em contato com a sua empresa, pois ele encontra ali uma companhia com quem pode contar.

Diante disso, independentemente de qual seja o seu rumo de atuação, o objetivo deve ser sempre um só: causar a melhor experiência para aquele que precisa de você.

Sabe aquele sommelier que te marcou com um excelente atendimento durante uma degustação, ou a médica atenciosa que te acalmou durante uma cirurgia? Essas sensações de surpresa, carisma, gratidão e atenção também podem ser reproduzidas na vida virtual.

Precisou resolver um problema com seu banco fora do país? O fuso horário é completamente diferente e você não consegue fazer uma ligação para sua gerente? Nada melhor que um chatbot para te informar a qualquer momento qual é a situação atual do seu investimento, ou solicitar uma via digital para aquele cartão que você perdeu.

Chegou de viagem cansado e apenas quer ir direto para o hotel, sem precisar enfrentar longas filas ou processos burocráticos para alugar um carro? Você pode fazer todo o procedimento de locação por um chatbot.

Quando falamos de criar uma boa experiência, não é necessário que haja muitas inovações, pompa, emojis reluzentes ou um fluxo em três línguas diferentes. **O essencial é realizar a ação que o usuário almeja daquele contato de maneira mais fluida e eficiente possível.** E você, como está se preparando para fazer isso na sua empresa?

Compartilhar:

Artigos relacionados

O que o Brasil pode aprender com a China sobre agilidade, acessibilidade e mentalidade empreendedora

Por que uma sociedade que partiu de uma base agrária se tornou referência global em execução ágil, iteração contínua e adaptação sistêmica? A resposta não está apenas em políticas industriais ou acesso a capital. Está em um código cultural que transforma simplicidade, memória organizacional e julgamento contextual em vantagem competitiva – e que cabe perfeitamente no radar da gestão brasileira. Este artigo apresenta cinco lições operacionais da China, com cases empresariais, dados de 2025-2026 e reflexões aplicáveis a conselheiros e executivos latino-americanos.

Inovação & estratégia
2 de junho de 2026 13H00
Este artigo mostra como o agronegócio brasileiro precisa evoluir para uma arquitetura integrada de dados e gestão - transformando tecnologia em vantagem competitiva, governança robusta e valor sustentável no longo prazo.

AAdilson Martins - Sócio líder para o setor de agronegócio da Deloitte; André Ferreira - VP Global de Agronegócios da SAP; Lígia Penna - Sócia de Enterprise Technology & Performance da Deloitte e Rafael Okuda - Vice-presidente de Agribusiness & Food da SAP Brasil.

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Empreendedorismo, Inovação & estratégia
2 de junho de 2026 08H00
Por que uma sociedade que partiu de uma base agrária se tornou referência global em execução ágil, iteração contínua e adaptação sistêmica? A resposta não está apenas em políticas industriais ou acesso a capital. Está em um código cultural que transforma simplicidade, memória organizacional e julgamento contextual em vantagem competitiva - e que cabe perfeitamente no radar da gestão brasileira. Este artigo apresenta cinco lições operacionais da China, com cases empresariais, dados de 2025-2026 e reflexões aplicáveis a conselheiros e executivos latino-americanos.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor e Rael Mairesse - Cofundador e diretor da Luming

13 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
1º de junho de 2026 14H00
A IA não está otimizando empresas, está testando se elas ainda fazem sentido. Este artigo demonstra que bons agentes inteligentes podem reconstruir o que antes exigia uma organização inteira.

Bruno Stefani - Fundador da NERD Partners

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
1º de junho de 2026 09H00
Em um ambiente saturado de narrativas, este artigo revela por que confiança não é construída pela comunicação - mas pela consistência entre discurso, cultura e decisões.

Karen Fontana - CCSO e sócio-diretora da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Estratégia
31 de aio de 2026 15H00
Em um cenário de excesso de informações e alta volatilidade, este artigo questiona a falsa sensação de clareza que os dados oferecem, e mostra por que o verdadeiro desafio das organizações está em transformar volume em leitura qualificada e decisão relevante no tempo certo.

João Roncati - CEO da People+Strategy

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de maio de 2026 09H00
Este artigo revela por que a competitividade no setor automotivo está migrando da produção para a capacidade de prever, integrar e governar dados com precisão.

Lorena França - Account manager da A3Data

4 minutos min de leitura
Estratégia, User Experience, UX
30 de maio de 2026 14H00
Com o avanço do PL 5605/2019, este artigo mostra como a gestão de garantias e o pós-obra ganham nova centralidade no setor imobiliário, exigindo mais organização, rastreabilidade e maturidade operacional para reduzir conflitos e fortalecer a confiança do cliente.

Jean Ferrari - Engenheiro civil e CEO da FastBuilt

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
30 de maio de 2026 08H00
Este artigo mostra que o problema não está na tecnologia, mas na manutenção de estruturas organizacionais inchadas e pouco preparadas para extrair valor da nova lógica do trabalho.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo
29 de maio de 2026 15H00
O problema não é a falta de empreendedoras, é um sistema que ainda não foi feito para elas. Este artigo mostra por que a formalização ainda é um obstáculo estrutural - e como redesenhar o sistema para transformar negócios invisíveis em motores reais de desenvolvimento econômico.

Ana Fontes - Empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, VP do Conselho do Pacto Global da ONU

6 minutos min de leitura
Marketing, Inovação & estratégia
29 de maio de 2026 12H00
No ritmo do mundo, só permanece quem sabe se adaptar. Este artigo mostra por que a relevância das marcas não depende mais de presença ou investimento, mas da capacidade de interpretar o tempo, integrar diversidade e transformar propósito em ação concreta.

Pedro Del Priore - CEO da Agência Ginga

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #172

Missão China: No ano do cavalo e de fogo

Não basta olhar para a tecnologia chinesa; a grande diferença está em entender sua gestão