Carreira

Construindo sua nova carreira, bloco a bloco

A metáfora, por mais simples que possa parecer, é expressiva: coloque alguns blocos por dia para construir uma parede e em um ano terá uma casa
Luciano possui +20 anos de experiência no mercado digital tendo iniciado sua carreira no portal UOL, trabalhou 10 anos no Google Brasil em diversas áreas e foi diretor no Facebook Brasil a frente de uma equipe de vendas em São Paulo. É escritor e autor do livro "Seja Egoísta com sua Carreira", embaixador da Escola Conquer e faz parte do conselho consultivo da Agile.Inc.

Compartilhar:

Um dos temas mais comuns que recebo de profissionais de todas as áreas e idades é sobre suas insatisfações com a carreira atual. Com essa demanda vem desejo de encarar a famosa, e cheia de tabus, transição de carreira. Alguns não sabem para aonde ir, outros têm uma leve ideia e poucos sortudos já tem certeza do que querem. Contudo, há uma dúvida comum para todos, independente do momento que estão: [como fazer para começar](https://www.revistahsm.com.br/post/tomando-decisoes-dificeis)?

Não tenho dúvidas de que existam muitas maneiras de fazer isso, mas a que vou compartilhar hoje é a que tem funcionado para mim. Antes de contar meu “segredo”, quero dar um rápido contexto de quem eu era e quem sou hoje.

Imagine uma pessoa ansiosa e imediatista. Conseguiu? Agora multiplique por 10 e vai chegar perto de como eu era e me sentia. Se tivesse a possibilidade de cruzar a cidade para comprar algo que já tinha decidido, como já fiz para um par tênis uma vez, eu o faria e pagaria mais caro ao ter que esperar uma entrega que levaria dias.

Em suma, queria tudo para agora, e esse era um pouco do comportamento que eu também tinha no trabalho. Com o tempo e um evento marcante, que será tópico de um artigo no futuro, eu mudei. Não só mudei, hoje sou um grande apreciador dos investimentos de longo prazo e embaixador ferrenho da ideia.

## Processo gradual

Agora vamos ao ponto central do que quero falar hoje: construa a sua nova carreira aos poucos. Vou usar uma metáfora para ilustrar o que quero dizer: uma casa simples é composta por cerca de dois mil blocos. Todos sabemos que colocar uma casa de pé é um trabalho hercúleo, mas, esse mesmo trabalho feito aos poucos, dia após dia, pode ser executado de maneira bem mais fácil e com resultados impressionantes.

Considerando que um ano tem 365 dias, se a gente empilhar cinco ou seis blocos por dia, todos os dias, teremos uma casa ao final de um ano, um sobrado ao final de dois anos e sabe se lá o que dá para construir em uma década ou mais.

Agora vou contar a minha própria experiência. Trabalho no mercado de tecnologia há mais de vinte anos e estou como executivo faz um pouco mais de uma década. Gosto do meu trabalho, mas, cada dia mais, [sei que minha missão mora em ajudar outras pessoas](https://www.revistahsm.com.br/post/criterios-de-carreira-como-a-clareza-de-valores-melhora-a-trajetoria) a terem mais satisfação no trabalho e com suas carreiras. Descobri essa missão há um pouco mais de três anos. Contudo, no mundo estranho e incerto que vivemos, e por ainda achar certa satisfação no trabalho atual, adiei uma potencial transição de carreira para o futuro. Adiei, mas não fiquei parado.

Decidi que iria colocar alguns blocos, todos os dias, para construir minha futura casa. Faz três anos que escrevo todos os dias sobre carreira, liderança e histórias reais do mundo corporativo.

Em complemento, dou aulas e masterclasses esporádicas para alguns parceiros, criei uma networking enorme de gente com os mesmos interesses e negócios e alcancei alguns feitos que nunca iria imaginar para algo que invisto apenas um pouco da minha energia diária.

Assim sendo, fui eleito Top Voice no LinkedIn ano passado, batendo mais de 300 mil seguidores, e tendo uma coluna em uma revista de prestígio como a HSM. E só mencionei aqui um pouco de tudo que foi conquistado.

E quer saber? Não tem nada de especial em mim, não sou um gênio, fora da curva, acima da média ou especial por ter conseguido tudo isso. Eu [só coloquei em prática algo que descobri](https://www.revistahsm.com.br/post/planejar-ou-nao-planejar-a-carreira-eis-a-questao) e foi um dos insights mais simples e incríveis que tive nos últimos tempos: o poder de criar algo grandioso aos pouquinhos, passo a passo e bloco a bloco.

Quero fechar esse pensamento de hoje com uma pergunta: quais blocos e o que você está construindo para a sua carreira? Nunca é cedo ou tarde para começar, mas mãos à obra.

*Gostou do artigo escrito por Luciano Santos? Saiba que você pode se informar e aprender muito mais sobre gestão de carreira, negócios e liderança assinando [nossas newletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter)*

Compartilhar:

Luciano possui +20 anos de experiência no mercado digital tendo iniciado sua carreira no portal UOL, trabalhou 10 anos no Google Brasil em diversas áreas e foi diretor no Facebook Brasil a frente de uma equipe de vendas em São Paulo. É escritor e autor do livro "Seja Egoísta com sua Carreira", embaixador da Escola Conquer e faz parte do conselho consultivo da Agile.Inc.

Artigos relacionados

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo