Uncategorized

Contagem regressiva com KEVIN STARR – MUDANDO O MUNDO COM PERGUNTAS

Considerado um dos mais experientes investidores em empreendimentos sociais, o diretor da Mulago Foundation ensina as empresas a identificar os projetos sociais com maior potencial de gerar impacto por meio de quatro questões

Compartilhar:

**5 Como vocês escolhem os projetos sociais em que investirão?**

Desenvolvemos um teste com quatro perguntas, e todas devem ter resposta positiva para que o investimento seja feito.
• O projeto é necessário de fato?
• Isso funciona?
• Será usado?
• Vai chegar àqueles que mais precisam?

A primeira pergunta trata do que será feito, mais do que de como será feito, e deve se traduzir em uma declaração de missão que deixe claro o que será considerado um sucesso nesse caso. 

**4 “Isso funciona?” deve ser particularmente difícil de responder…**

Sim. Um dos principais motivos de algumas ideias não funcionarem é a falta de conhecimento suficiente sobre o usuário final e, muitas vezes, a forma como se define “funcionar”. 

Veja o exemplo da Soccket, a bola de futebol que armazena energia enquanto se brinca com ela e na qual se pode conectar uma lâmpada e ter luz. Em certo sentido, ela funciona: gera luz. Mas será que de fato funciona fornecer luz a pontos muito localizados? E mais: para que será utilizada a luz? 

**3 Como saber se algo será usado de verdade – a terceira questão de seu teste – antes da implementação em campo?** 

Não há como. Por isso, estimulo as pessoas a fazer protótipos e testar em campo, para observar o uso por um bom tempo, e, depois, fazer o mesmo com o produto que se considera pronto. Isso significa entender quem vai utilizar e como vai utilizar, incluindo as formas de uso erradas. 

**SAIBA MAIS SOBRE KEVIN STARR**

**Quem é:** Empreendedor social de renome nos EUA, é diretor da Mulago Foundation, uma espécie de fundo de investimento em empreendedores sociais de estágio inicial em países em desenvolvimento. Também dirige a Big Bang Philanthropy.
**Carreira:** Graduado em medicina pela University of California em San Francisco, foi convidado a liderar a Mulago após a morte de seu amigo e mentor Rainer Arnhold, em 1994.
**A Mulago Foundation:** Com cerca de US$ 150 milhões em ativos (último dado disponível, de 2013), busca alocar recursos para obter o melhor retorno e o maior impacto possíveis.

**2 E como responder à quarta questão?** 

A pergunta “Vai chegar àqueles que mais precisam?” se desdobra em três:
“Como chegar aonde seu público-alvo está?”, “Com quais canais de distribuição você vai trabalhar?” e “Como você vai vender seu ‘produto’?”. Grande parte dessa questão é, na verdade, saber realmente quem é seu cliente. Por exemplo, as organizações costumam ouvir os médicos quando pensam em distribuir equipamentos médicos em países em desenvolvimento. É claro que os médicos dizem que têm interesse nisso, mas não são eles que tomam as decisões sobre esses equipamentos; o cliente [a ouvir] é alguém em um escritório qualquer. 

**1 Em resumo, os desafios de um projeto social são muito semelhantes aos de uma empresa com fins lucrativos, certo?** 

Certo, mas as coisas são mais difíceis no projeto social, pelo fato de o “cliente” ser alguém com um nível de renda muito baixo e que tem muito a perder. Além disso, mesmo que ofereça saúde, alimentação saudável ou água limpa, você terá de disputar a atenção dele com festas e outras fontes de diversão.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Você está ai? O silêncio digital no expediente virou estratégia de produtividade

A disponibilidade constante passou a ser confundida com produtividade. Mas, enquanto profissionais são cobrados por respostas rápidas, cresce a necessidade de concentração para realizar atividades que exigem análise, criatividade, julgamento e tomada de decisão. O artigo propõe uma reflexão sobre o valor do silêncio digital no trabalho, mostrando por que organizações que desejam melhores resultados precisam aprender a proteger a atenção das pessoas, e não apenas monitorar sua presença online.

Inspirar o mercado é diferente de copiar

Mais do que proteger ideias, a discussão convida empresas a construírem uma cultura em que o pioneirismo sirva de estímulo para novas criações, e não de atalho para replicar o trabalho de quem inovou primeiro.

O fim da educação cega: Learner 360 – uma nova forma de enxergar quem aprende

O artigo discute por que a personalização da aprendizagem exige ir além dos indicadores tradicionais e apresenta o conceito de Learner 360, uma proposta para construir uma visão mais integrada, dinâmica e significativa do aprendiz, capaz de apoiar decisões educacionais mais precisas e trajetórias de desenvolvimento verdadeiramente centradas no indivíduo.

O futuro do trabalho será criativo, conectado e escalável

A IA vai tirar empregos ou reinventar o trabalho? A pergunta mais comum sobre inteligência artificial ainda gira em torno da substituição de empregos. O artigo propõe uma reflexão sobre o futuro das carreiras, questionando a estrutura tradicional das organizações e defendendo um modelo em que pessoas se concentram cada vez mais em criar, conectar, verificar e escalar, enquanto a IA assume grande parte das atividades operacionais.

Criatividade deixou de ser campanha. Tornou-se estratégia.

O artigo defende que a criatividade deixou de ser um recurso pontual para se tornar uma capacidade organizacional capaz de conectar tecnologia, inovação, cultura e estratégia, sustentando o crescimento contínuo e a relevância das empresas no longo prazo.

Inovação & estratégia
13 de setembro de 2026 08H00
Enquanto os ciclos tecnológicos se tornam cada vez mais curtos, organizações enfrentam um desafio permanente: transformar inovação em resultados concretos e que gere valor para o negócio no longo prazo.

Andréia Rengel - CEO e sócia da AMcom

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
12 de setembro de 2026 14H00
Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por dados, o people analytics permite que o RH amplie sua influência nas decisões corporativas.

Gabriela Resende - Diretora de Operações de Recursos Humanos da Propay

5 minutos min de leitura
User Experience, UX
12 de setembro de 2026 09H00
Uma experiência ruim não gera apenas insatisfação. Ela aumenta custos operacionais, compromete a reputação da marca, reduz receitas futuras e pode encerrar relacionamentos construídos ao longo de anos.

Tâmara Lira - CFO da Paschoalotto

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
11 de setembro de 2026 14H00
Rotular profissionais como tóxicos pode encerrar uma conversa, mas raramente resolve o problema. Ao investigar como comportamentos se formam e se repetem nas organizações, o artigo convida líderes a substituírem julgamentos rápidos por diagnósticos mais profundos e eficazes.

Marta Ferreira

7 minutos min de leitura
Liderança, Inovação & estratégia
11 de setembro de 2026 08H00
Mais do que dominar ferramentas, o desafio da liderança passou a ser tomar decisões, engajar pessoas e construir crescimento em um ambiente de incerteza permanente.

Eduardo Raffaini - Sócio-líder de Soluções de Strategy da Deloitte

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
10 de setembro de 2026 18H00
Discordâncias fazem parte de qualquer equipe diversa, mas nem sempre encontram espaço para serem expressas. O verdadeiro risco para as organizações não está no excesso de conflitos, mas na ausência deles.

Cecília Seabra e Thaís Giuliani - Consultoras HSM e autoras do livro "O 'E' da questão

2 minutos min de leitura
Finanças, Estratégia
10 de setembro de 2026 12H00
Sua estratégia está no PowerPoint ou no orçamento? No trimestre em que o plano de 2027 ganha aprovação, uma disputa invisível acontece dentro das empresas. De um lado, a estratégia que promete transformação. Do outro, o orçamento que preserva as prioridades de sempre. Quase sempre, é a planilha que decide o vencedor.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

10 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
10 de setembro de 2026 08H00
As declarações recentes dos líderes da OpenAI e da NVIDIA reacenderam uma das discussões mais importantes da era digital: a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade? Ao conectar os avanços mais recentes da IA às previsões feitas por Ray Kurzweil décadas atrás, o artigo explora não apenas a evolução da tecnologia, mas também o desafio humano, organizacional e social de acompanhar uma transformação que pode estar acontecendo mais rápido do que imaginávamos.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

16 minutos min de leitura
Liderança, ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 14H00
Ao relatar uma experiência marcante durante sua recuperação de uma cirurgia, o autor provoca uma reflexão sobre um erro recorrente nas organizações: confiar mais naquilo que é visível do que na experiência de quem vive o problema. Quando líderes ignoram relatos e se apoiam apenas em protocolos e percepções, perdem informação, confiança e capacidade de tomar melhores decisões.

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

4 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
9 de setembro de 2026 09H00
Os agentes de IA não pedem aumento, não tiram férias e não podem ser administrados como funcionários tradicionais. Como gerir colaboradores digitais que não seguem as regras tradicionais de contratação, supervisão e desligamento?

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução