Uncategorized
0 min de leitura

Da ideia à captação de recursos: como transformar a criatividade em projetos financiáveis

A inovação vai além das ideias: exige criatividade, execução disciplinada e captação de recursos. Com métodos estruturados, parcerias estratégicas e projetos bem elaborados, é possível transformar visões em impactos reais.
Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

Compartilhar:

Projeto inovadores nascem de uma combinação de criatividade, planejamento e execução eficiente. Inovação não se trata apenas de gerar ideias, mas de encontrar formas de executar, financiar e escalar para gerar impacto concreto. Para ter boas ideias é necessário desenvolver a competência de descoberta além de outras relacionadas a estruturação de projetos. Embora existam métodos e processos que auxiliam no desenvolvimento criativo e na execução dos projetos, é fundamental destacar que, sem o suporte de recursos sejam financeiros, intelectuais ou em infraestrutura as ideias ficam no campo do imaginário.

O perfil dos inovadores: criatividade, competências e métodos

Pessoas criativas geralmente pensam diferente das demais, possuem comportamentos diferenciados aliados a processos ou métodos que podem ser utilizados como “mapas” em sua jornada inovadora. Algumas rotas essenciais ao processo criativo incluem:

1- Associação: Criar conexões entre aprendizados e vivências, combinando diferentes áreas do conhecimento para gerar possibilidades. A busca incessante por entender problemas e encontrar respostas inesperadas, envolvendo a associação de informações de esferas inicialmente não relacionadas, mas que, ao se conectarem, criam soluções inteligentes.

2 – Questionamento: Inovadores frequentemente se destacam por sua característica de pensar e questionar de forma crítica. Eles fazem perguntas relevantes e não somente se conformam com o que já é estabelecido, profundo interesse em entender como as coisas funcionam e identificar formas alternativas de enfrentar desafios.

3 – Observação: no contexto atual saturado de informações e estímulos é um grande desafio a arte de observar para poder conectar e utilizar os elementos de forma estratégica (a propósito, você consegue fazer uma pausa no seu dia de pelo menos 5 minutos sem nenhum tipo de estimulo?).

4 – Conexão: os ecossistemas de inovação são ambientes que propiciam além da conexão o suporte para a resolução de problemas complexos. Desta forma eles potencializam a escala de projetos inovadores, assim como as redes de networking, o conceito não é dividir, mas multiplicar;

5 – Experimentação: as ideias não podem ficar no papel elas precisam ser testadas e validadas, só assim podem ser melhoradas de acordo com problemas e necessidades reais. A experimentação permite aprender rapidamente, corrigindo o rumo antes de grandes investimentos.

Da ideia à execução: a transformação em projetos inovadores e o processo da captação de recursos

Quando um problema precisa ser resolvido e nele há uma significativa demanda, surge a oportunidade de estruturar um projeto inovador. Seja a partir de algo existente ou no desenvolvimento de uma solução pioneira, a inovação ganha forma. No entanto, o

sucesso depende de competências de execução que incluem a análise, planejamento, implementação com base em dados e execução de forma autodisciplinada.

Um dos principais desafios neste processo é como obter recursos financeiros, intelectuais ou infraestrutura para poder realizar os projetos e acessar os mecanismos disponíveis para transformar ideias em realidade. Veja, a seguir, um guia prático:

1- Elaborar um projeto consistente: estruturar descritivos detalhados dos projetos de inovação com dados sólidos, clareza sobre os impactos esperados, cronogramas de execução, orçamentos detalhados, potencial de mercado e demais itens que são de acordo com objetivo;

2- Pesquisar oportunidades: Identificar editais, programas de parcerias e financiamentos de inovação mais alinhados ao seu projeto. É importante se certificar em atender os critérios exigidos;

3- Criar parcerias estratégicas: Muitos editais e programas exigem parcerias com universidades, startups, empresas ou centros tecnológicos. A construção a partir de ecossistemas capazes de agregar valor conjunto é indispensável.

4- Aprender com cases bem-sucedidos: Buscar orientação de pessoas e empresas que já passaram por processos similares de captação e contar com a expertise de terceiros pode evitar erros comuns e aumentar a assertividade na busca por recursos.

5- Submeter e apresentar os projetos: preparar uma submissão organizada, seguindo as exigências estabelecidas, tendo atenção às contrapartidas e indicadores solicitados. Apresentar a proposta de maneira profissional, com pitches bem estruturados e capazes de destacar o impacto da inovação.

A inovação possui muitos pilares, consideramos como os principais: criatividade, execução e captação de recursos. Entretanto, o sucesso do processo depende de uma abordagem prática e disciplinada. A estruturação de um projeto robusto, combinada à busca por parcerias, pesquisa de oportunidades e uma apresentação clara e impactante da ideia, transforma possibilidades em realizações. O mercado está repleto de oportunidades, o desafio é criar pontes entre ideias visionárias e as ferramentas que viabilizam sua concretização e escalabilidade, para que projetos inovadores saiam do papel e realmente causem o impacto que prometem.

Compartilhar:

Formada em administração, especialista em gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, captação de recursos e inovação. CEO da Atitude Inovação, Atitude Collab e sócia da Hub89 empresas que atuam no hub de inovação, com serviços de consultoria, assessoria e treinamentos em captação de recursos para financiamentos e editais de inovação e Open Innovation. Atua há mais de 12 anos no ecossistema de inovação também como advisor de venture capitals, palestrante, podcaster, escritora, professora e mentora, conquistando com seus clientes diversos prêmios de inovação.

Artigos relacionados

Por que lavar as mãos ainda é uma das maiores armas da medicina?

Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Vamos falar sobre vendas?

Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo