Tecnologia e inovação
Oferecido por:

De superapp a sistema operacional, WhatsApp amplia oportunidades de negócios

O sucesso das relações digitais comerciais está na capacidade de entender, conhecer e interagir em tempo real com os clientes. E a vocação do brasileiro para um bom papo na adoção do aplicativo WhatsApp no ambiente de negócios melhora a experiência do consumidor
Roberto Oliveira é cofundador e CEO da Blip, plataforma que é líder em conversas inteligentes entre marcas e consumidores nos principais aplicativos de mensagem no Brasil. Também é cofundador da Confrapar e da Minu, além de investidor-anjo em diversas outras startups.

Compartilhar:

Ele não requer manual, é fácil de usar, nasceu com talento para encurtar distâncias e quebrar barreiras de comunicação. Além disso, permite que as marcas se comuniquem com públicos cada vez mais heterogêneos. Esse é o WhatsApp.

Não por acaso, no Brasil, onde a população tem vocação para um bom dedo de prosa, ele já é considerado um dos aplicativos mais populares. Democrático, está presente no dia a dia de trabalhadores, acadêmicos, políticos, executivos e, a cada dia, ganha mais relevância no mercado de negócios.

Trocar mensagens para resolver um problema com uma concessionária de serviços essenciais ou encomendar o jantar tornou-se natural para o brasileiro. Estou nessa lista e posso apostar que você também. Essa tendência tem sido observada e comprovada quantitativamente.

No ano passado, um levantamento realizado pela Kantar, especializada em pesquisa de mercado, a pedido da Meta, mostrou que 77% dos brasileiros querem conversar com as empresas. Entre esses “conversadores” digitais, 70% trocam mensagens sobre questões comerciais, pelo menos, uma vez por semana.

Os dados coletados no Brasil colocam o País num patamar mais elevado quando o tema é predisposição para conversar com empresas. Pois, para 75% dos brasileiros, não há problemas em fazer negócios originados por contatos no WhatsApp.

O levantamento da Kantar foi feito em 11 países, distribuídos por Américas, Ásia e Europa. Foram ouvidas mais de 5,5 mil pessoas, entre 18 e 65 anos. Globalmente, 68% dos entrevistados manifestaram o desejo de conversar com empresas por mensagens, enquanto 66% afirmaram ter fechado negócios no ambiente do app.

## Bom de papo, bom de negócio
Esse nível de engajamento mostra que o WhatsApp pode abrir muitas oportunidades de negócios no Brasil. Além da aptidão do brasileiro para uma boa conversa, o aplicativo reúne características que favorecem o desenvolvimento de um ecossistema de oportunidades comerciais.

Isso ocorre porque, muito além das características que definem um aplicativo, o WhatsApp permite realizar qualquer tarefa que, no passado, estava restrita aos ambientes de call center. Mais que um super app, o WhatsApp evoluiu para se tornar um sistema operacional.

Mas qual a definição de um super aplicativo? Na prática, pode ser um dispositivo móvel ou um navegador da web que ofereça uma multiplicidade de serviços que resolvem a sua vida, seja do ponto de vista pessoal ou comercial, com uma plataforma comum de transações financeiras e inteligência suficiente para personalizar dados.

Se essa conversa te fez lembrar o WeChat, você acertou. Um case de sucesso na Ásia, o WeChat tem mais de um bilhão de usuários ativos mensais e um milhão de “mini programas” embarcados em seu aplicativo. Um negócio da China e do globo. É exatamente nessa esteira do WeChat que o WhatsApp encontra seu tubo perfeito para surfar na onda de negócios do Ocidente.

Muitas empresas no Brasil estão esperando para surfar essa onda dos super aplicativos. O motivo é simples: eles oferecem acesso a informações dos usuários, coletadas com todas as devidas permissões no próprio ambiente do aplicativo.

Com a análise de algoritmos, esses dados podem entregar preferências do consumidor, servir de norte para segmentação de anúncios, melhorar a personalização de recomendações, descontos, recompensas e programas de fidelidade.

## Comércio conversacional derruba muralhas
Vivemos tempos de grandes transformações, e a principal delas é na forma como nos comunicamos. Entrar em uma loja e trocar informações com atendente ou tentar solucionar uma troca via call-center. Essas são algumas situações cada vez menos comuns.

Quando assistimos ao aumento da popularidade de plataformas de conversas, como o WhatsApp, paralelamente ao desenvolvimento de robôs inteligentes que interagem com pessoas, os chatbots – também conhecidos por contatos inteligentes -, estamos sendo testemunhas do surgimento de uma nova era. Trata-se de uma nova versão do e-commerce, que tem sido chamada de comércio conversacional.

Mas o que é o comércio conversacional? Nada além de uma interação inteligente de pessoas e marcas por plataformas de troca de mensagem. É o super app agindo na prática. É isso que está em pauta, quando ressaltamos as oportunidades de negócios na esteira do WhatsApp.

O aplicativo está envolvido em toda a jornada do consumidor: desde o entendimento do comportamento das pessoas, passando por refinamento de campanhas de marketing, incremento de vendas e chegando ao cuidado personalizado do atendimento pós-venda. Não restam dúvidas de que o comércio conversacional é a nova onda para as vendas online.

Recentemente uma pesquisa divulgada no blog da Sales Layer, empresa global com sede na Espanha e especializada em experiência do consumidor, chamou minha atenção. O levantamento mostra que até 44% dos consumidores já usaram chatbot. Entre os que passaram pela experiência do chatbot, metade está se mostrando disposta a comprar durante a interação.

Tenho acompanhado também o desenvolvimento do uso do WhatsApp no México, onde o aplicativo, como no Brasil, tem uma alta representatividade e aceitação. Um estudo realizado pela Blip mostra que, até 2028, a expectativa é que o WhatsApp seja utilizado por mais de 80% da população do México que possui smartphone. Um crescimento de 11% em relação ao ano de 2022.

Estamos sendo testemunhas de mais uma virada de chave. Passamos da era “mobile first” para a era “A.I. first”, com a inteligência artificial sendo o grande destaque. E o WhatsApp, assim como as soluções integradas com ele, abre portas para uma forma mais simples e prática para realizar pagamentos no comércio conversacional também.

Estamos diante de um futuro muito próximo em que o sucesso das relações digitais está na capacidade de entender, conhecer e interagir em tempo real com os clientes. Mas, para ganhar relevância, não se pode ter medo de inovar. Que tal um dedinho – digital – de prosa?

Compartilhar:

Artigos relacionados

Thought leadership: quando a ideia vale mais que a visibilidade

Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

A IA não vai tornar o trabalho mais humano. Nós é que precisamos fazer isso.

A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Por que você deve reconsiderar a rota enquanto ela ainda funciona

Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Diversidade não é tendência. É teste de autenticidade.

Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
30 de setembro de 2026 14H00
Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Juliana Tubino - Cofundadora do Ecossistema Octo e coautora do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

6 minutos min de leitura
ESG
30 de setembro de 2026 08H00
Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 14H00
Dois jovens iniciaram a carreira no mesmo programa de trainees, com formações semelhantes e perspectivas promissoras. Trinta anos depois, vivem realidades profissionais e financeiras muito diferentes. A partir dessa história, o artigo propõe uma reflexão sobre como empresas podem contribuir para trajetórias mais sustentáveis e equitativas ao longo de toda a vida.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 08H00
Enquanto algumas organizações reduzem contratações de profissionais em início de carreira graças aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial, outras fazem exatamente o oposto e ampliam seus programas de formação. O motivo é simples: toda vaga júnior eliminada hoje pode se transformar em uma escassez de profissionais experientes amanhã.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
28 de setembro de 2026 14H00
Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Indira Leite - Consultora em Educação Corporativa e Mestre em Psicologia Organizacional, Especialista em Engajamento de Equipes.

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de setembro de 2026 08H00
Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura
Cultura organizacional
27 de setembro de 2026 14H00
O artigo mostra como o recuo estratégico do ego, a escuta hospitaleira e a responsabilidade pelo vínculo podem transformar relações em uma poderosa infraestrutura de alta performance.

Daniela Cais - Designer de Relações Profissionais, TEDx Speaker, Mentora de Comunicação para Carreiras e Negócios

6 minutos min de leitura
Diversidade, ESG, Gestão de pessoas
27 de setembro de 2026 08H00
Inovação não garante inclusão por si só. Para que a inteligência artificial amplie oportunidades para pessoas com deficiência, será necessário combinar tecnologia, governança, acessibilidade e mediação humana qualificada.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução