Empreendedorismo

De uma ideia a CEO

A jornada desafiadora de quem entendeu que fazer o que precisa ser feito em cada etapa do desenvolvimento do seu negócio é o caminho para a realização
É CEO no Partner Bank e membro da Confraria do Empreendedor.

Compartilhar:

Começar uma empresa do zero é um dos maiores desafios de quem quer empreender. Imagine que você teve uma ideia que irá revolucionar um mercado ou simplificar a vida de alguém, e, ainda, o fará finalmente encontrar o seu objetivo de vida. Empolgado, decide compartilhá-la, validá-la no seu círculo de amigos e familiares. Não faltarão palavras para te desestimular e, mesmo sem embasamento, muitas pessoas afirmarão que você está perdendo o seu tempo. Mas, como dizia Walt Disney, “se você pode sonhar, você pode fazer”.

E, mesmo com todo o pessimismo externo, decide colocar tudo em prática. Teimosia é uma das características principais dos empreendedores que “deram certo”. Serão incontáveis horas de trabalho, noites mal dormidas (quando dormidas!), pouca verba, diversos problemas durante o desenvolvimento do produto, várias decisões a serem tomadas na “hora H”. Quem vê um produto pronto não sabe a quantidade de problemas sanados para que tudo estivesse 100% – ou quase.

## Começando simples
Quando colocamos a operação da nossa empresa no ar, nos deparamos com milhares de atividades manuais, processos que exigiam mão de obra, custos nada competitivos por ausência de escala, fora os eventuais detalhes despercebidos. Realmente, o início foi desafiador. Da coragem de tirar do papel à “ideia mirabolante” até colocar em prática tudo o que idealizamos, foram muitos quilômetros percorridos.

Começamos de forma simplificada e faltavam muitas funcionalidades. Apesar disso, fizemos o mais importante: iniciar. Ficamos nesse ritmo por um ano até criarmos a robustez desejada e, apesar de ela estar completa, continuamos trabalhando incansavelmente para criar funcionalidades e novos produtos.

À medida que a empresa vai crescendo, uma das tarefas mais difíceis de um empreendedor é conseguir delegar. [Buscar pessoas engajadas](https://www.revistahsm.com.br/post/o-cuidado-como-proposito-de-lideranca) com a sua ideia e que tratem seu negócio como delas não é uma tarefa fácil. Com o crescimento, as equipes vão aumentando e o empreendedor precisa cortar o cordão umbilical e deixar outras pessoas executarem as tarefas diárias. A maior dificuldade dos idealizadores de empresas bem-sucedidas é desgrudar da operação.

O melhor a se fazer é aceitar o crescimento do seu negócio e treinar bem a sua equipe, criando bons indicadores de desempenho para avaliar o bom andamento. O que faço com frequência, e considero essencial, é conversar com os colaboradores de todas as áreas e cargos, não somente com os líderes, pois isso me ajuda a entender o dia a dia e ter insights para melhorar a operação.

## Estruturando para escalar
Porém, é importante frisar que modelos de negócio escaláveis sempre precisam ter seus processos revistos, automatizando o que for possível, visando simplificar e crescer exponencialmente, [aumentando o faturamento e o número de clientes](https://www.revistahsm.com.br/post/e-preciso-ir-alem-da-estrategia).

Outra questão importante a ser enfrentada é o baixo orçamento. Um dos desafios comuns dos empreendedores é conseguir fazer muito com pouco. Por isso são essenciais o bom planejamento e o acompanhamento de perto de cada detalhe. Pesquisar e encontrar os menores preços, buscar alternativas gratuitas e analisar como o produto se encaixa contabilmente com a intenção de diminuição na carga tributária.

E aí vem a necessidade da divulgação do seu negócio e a obrigação de escolher a melhor forma para se fazer isso. Você percebe também que precisa ter um processo organizado de vendas, uma tabela de preços detalhada, um controle financeiro e contábil, além de garantir o bom atendimento aos clientes.

Ufa! Acabou? Espera um minuto. Você pensou em todos os canais de atendimento? Com a transformação digital que estamos vivendo, a quantidade de canais aumenta a cada dia e é preciso estar em todos e saber gerenciá-los para manter o padrão de qualidade. Lembrou que para escalar, tudo tem que ter ferramentas? Que processos devem ser automatizados? Além disso, é necessário [traçar as novas estratégias](https://www.revistahsm.com.br/post/futuro-no-agora-negocios-conscientes-responsaveis-e-humanizados), avaliar as ações do mercado, buscar conhecer seus concorrentes e contratar empresas parceiras para crescer seu portfólio de produtos.

Quem dera se existisse uma receita para se criar um negócio, uma lista com tópicos simplificados de como fazer tudo dar certo. Cada empresa tem suas necessidades e elas aparecerão na medida em que o seu negócio for aumentando e virando realidade. A profissionalização vem com organização, persistência e muito trabalho, e o mais legal, quando menos se der conta, [já estará assinando como um CEO](https://www.revistahsm.com.br/post/jeffrey-pfeffer-como-conquistar-poder)!

Saiba mais sobre empreendedorismo e o mundo dos negócios [nas nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter).

Compartilhar:

Artigos relacionados

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Por que a filosofia voltou a ser uma ferramenta de gestão

Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

A tecnologia muda. A essência da advocacia permanece.

Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura
Liderança, Estratégia
6 de agosto de 2026 17H00
Tarifas, conflitos geopolíticos, rupturas nas cadeias de suprimentos e mudanças regulatórias expõem uma fragilidade comum em muitas organizações: a dependência de um único cenário de futuro. Ao analisar os efeitos recentes do tarifaço sobre produtos brasileiros, o artigo argumenta que a verdadeira vantagem competitiva não está em prever corretamente o próximo choque, mas em construir operações capazes de se adaptar rapidamente a diferentes realidades sem comprometer resultados.

Átila Persici Filho - CINO, professor de MBA e Pós-Tech na FIAP e Conselheiro de Inovação.

12 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo