Cultura organizacional

Endomarketing para engajar e motivar os colaboradores

Ferramenta contribui para o alinhamento dos funcionários com os valores e objetivos da organização. Mas, não importa quão pioneiro seja, é essencial medir os resultados do projeto, avaliar o impacto das ações e também buscar o feedback da empresa como um todo
Ti Bernardes é diretor-geral da Agência MAK.

Compartilhar:

De acordo com a pesquisa [The happiness dividend](https://hbr.org/2011/06/the-happiness-dividend), divulgada pela Harvard Business Review, a felicidade aumenta quase todos os resultados empresariais, como as vendas em 37%, a produtividade em 31% e a precisão nas tarefas em 19%, além de propiciar inúmeras melhorias na saúde e na qualidade de vida. Por outro lado, um [estudo da Gallup](https://www.gallup.com/workplace/349484/state-of-the-global-workplace.aspx?thank-you-report-form=1) mostra que o nível de preocupação e estresse nas corporações bateu um recorde em 2021: 44% dos funcionários entrevistados disseram estar estressados no trabalho.

O tema está cada vez mais relevante por estar ligado não só à saúde mental, mas por estar diretamente ligado à produtividade e também como forma de diminuir o turnover das empresas. Assim, diversas companhias estão criando funções específicas para isso, mas também reforçando ações de extrema importância interna como forma de melhorar o nível de felicidade, engajamento e qualidade do ambiente de trabalho, entre elas – o endomarketing.

Esse setor tem ganhado destaque como uma poderosa ferramenta, promovendo ações e iniciativas voltadas para o público interno, desempenhando um papel fundamental na criação de um ambiente de trabalho saudável, motivador, e por meio dele também promover um clima organizacional positivo, fortalecer vínculos entre os funcionários e a empresa, fortalecer a cultura organizacional e consequentemente aumentar a produtividade e qualidade do trabalho. Até porque quando os colaboradores se sentem valorizados e envolvidos, eles tendem a ser mais felizes e engajados em suas atividades.

Além disso, o endomarketing contribui para o alinhamento dos colaboradores com os valores e objetivos da organização. Quando os funcionários entendem e se identificam com a cultura da empresa, eles se tornam verdadeiros embaixadores da marca, transmitindo uma imagem positiva para clientes e stakeholders.

Nos últimos meses, as empresas têm reforçado o número de ativações internas, com um aumento significativo nas solicitações de ações de endomarketing. Só internamente, já registramos um crescimento de mais de 300% na demanda por essas iniciativas com eventos que vão desde convenção, festa junina a lançamento de um novo produto em primeira mão para colaboradores, com cada vez mais receita sendo investida. Há também uma demanda por mais criatividade nas ações desenvolvidas como forma de serem mais impactantes, com resultados positivos e de motivação dos colaboradores.

Ao propor uma ativação de endomarketing, é essencial considerar alguns pontos-chave. Em primeiro lugar, é fundamental alinhar a estratégia às necessidades e valores da organização. Compreender a cultura e os objetivos da empresa é crucial para criar ações que sejam relevantes e impactantes. Além disso, é importante envolver os colaboradores no processo, permitindo que eles participem e contribuam com ideias. Dessa forma, eles se sentirão valorizados e engajados com a iniciativa.

Um dos resultados, além dos mencionados, também é o reconhecimento do setor de marketing, com projetos de endomarketing concorrendo a prêmios em diversas categorias e trazendo formatos inovadores. No entanto, não importa quão pioneiro seja, ainda é essencial como qualquer outro projeto, medir os resultados, avaliar o impacto das ações e também buscar o feedback não só de funcionários, mas também da empresa como um todo, como forma de continuamente aprimorar e adaptar as estratégias conforme necessário.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quanta esperança você deposita em 2026?

No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa – o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de janeiro de 2026
Inovar não é sinônimo de começar do zero. A lente da exaptação revela como ideias e recursos existentes podem ser reaproveitados para gerar soluções transformadoras - da biologia às organizações contemporâneas.

Manoel Pimentel - Chief Scientific Officer na The Cynefin Co. Brazil

8 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança