Estratégia e Execução

Espalhando a excelência

Existem quatro princípios que nos ajudam a transferir a excelência de uma área da empresa para outra, diz o especialista de Stanford nesta entrevista: mobilização de energia; conexão em cascata; aproveitamento correto de líderes, burocracia e equipes; e eliminação de obstáculos.
Adriana Salles Gomes é diretora-editorial de HSM Management.

Compartilhar:

O executivo brasileiro Carlos Brito CEO da AB InBev, está ensinando uma lição valiosa aos gestores norte-americanos: como espalhar a excelência. ele vem disseminando a disciplina de gestão em sua gigantesca organização de 155 mil colaboradores espalhados por 25 países não pela cartilha habitual do treinamento, mas dando-lhe escala. O que Brito e sua equipe fazem é identificar um bolsão de práticas excelentes e providenciar para que sejam transferidas a outro ponto, então a um terceiro, a um quarto, e assim por diante. 

O professor e pesquisador Robert “Bob” Sutton, da escola de engenharia de Stanford, vem estudando a AB Inbev e outras empresas para entender como o fenômeno acontece e, entre outras descobertas, encontrou quatro princípios que o viabilizam: mobilização de energia; conexão em cascata; aproveitamento correto de líderes, burocracia e equipes; e eliminação de obstáculos. Sutton registrou seus achados no livro Scaling Up Excellence, escrito em parceria com Huggy Rao, que será lançado no Brasil pela HSM em março próximo, e antecipa alguns deles nesta entrevista exclusiva a Adriana Salles Gomes, editora-chefe de HSM Management

Como você começou a pensar em escalar a excelência?

Sempre notei que, na maioria das empresas, há áreas muito boas em desempenho, algumas médias e outras bem ruins. Também percebi que alguns líderes conseguiam transferir a eficiência de seus pequenos bolsões de excelência para outro lugar das empresas, depois para outro e para mais um. a P&G, por exemplo, espalhou suas práticas de inovação da linha de produtos de limpeza Mr. Clean e foi muito eficaz em replicá-la. As pessoas da equipe Mr. clean treinavam outras, que, por sua vez, ajudavam a disseminar as práticas em mais áreas. Não eram profissionais de treinamento, e sim gente da operação.

Com tanta gente envolvida, não houve mensagem distorcida, do tipo telefone sem fio?

Acho que, se houve, foi algo que não fez diferença. Quando uma mensagem é sobre crescimento e coisas boas, ela é transmitida com mais precisão. isso também acontece quando a mensagem propõe algo desafiador para as pessoas fazerem. A mensagem da excelência se encaixa nos dois casos.

O treinamento convencional é inútil? 

Não! O treinamento é muito importante. Para mim, treinar não é ruim, só não é o suficiente. Você precisa realizar o treinamento para ter certeza de que as pessoas possuam as habilidades necessárias, mas, para a excelência, deve também fazer uma espécie de “lavagem cerebral”. 

Você citou as práticas de inovação da Mr. Clean. Qualquer tipo de prática excelente pode ser disseminada? 

Com sorte, sim [risos]. 

Então, por favor, explique o método.

Identificamos em cerca de dez anos de pesquisa com empresas uma série de princípios comuns que favorecem a disseminação da excelência, mas eu diria que quatro deles se destacam em relação aos demais: a mobilização das emoções; a conexão em cascata; o nível correto de burocracia; e o salto de ruim a ótimo.

Podemos desenvolver um por um? Começando pelo princípio das emoções, por exemplo.

A ideia geral que surge de nossa pesquisa é que, para escalar algo bom, é preciso antes escalar comportamentos e crenças associados a isso. Sempre há, em toda boa prática, determinada maneira de pensar e sentir. Para ilustrar, cito uma de nossas companhias favoritas: a Pixar. Embora seus filmes sejam variados e as pessoas desempenhem funções diferentes, a Pixar tem uma maneira de pensar e sentir explicada em duas máximas. a primeira delas é a de que não importa o que se faça, é preciso ter o que a empresa chama de “inquietação constante” –nada nunca está bom o suficiente para eles. a segunda máxima diz que “a qualidade é o melhor plano de negócios”. eles acreditam que, se fizerem um trabalho bom e inspirador, o dinheiro obrigatoriamente virá. e essa maneira de pensar e sentir vem influindo em tudo o que os colaboradores da Pixar fazem. não são só as pessoas diretamente envolvidas em fazer os filmes que se orgulham da qualidade do produto Pixar; os seguranças, as recepcionistas, todos os colaboradores da empresa sentem o mesmo.

Então, a emoção no caso da Pixar é orgulho? Só o orgulho funciona ou há mais emoções? 

O importante é que as emoções estejam despertas, sejam quais forem, mas orgulho e raiva funcionam especialmente bem. Um exemplo de raiva canalizada para espalhar a excelência é o que se vê nas empresas que produzem cervejas artesanais de alta qualidade. Os gestores usam as concorrentes de cervejas industriais como inimigas, despertando a raiva dos colaboradores para que desenvolvam e disseminem maneiras melhores de fazer cerveja. 

Mas como um gestor cria uma emoção?

Na verdade, essa emoção já tem de existir no colaborador; o gestor apenas a canaliza, mobilizando a energia geral. Por isso, a primeira coisa que você precisa fazer se quiser espalhar e sustentar algo bom na empresa é contratar pessoas que tenham essas emoções acentuadas, especialmente orgulho ou raiva. Isso é extremamente eficaz. 

Falemos do princípio da conexão em cascata.

Já falei um pouco do caso Mr. clean, da P&G, mas dou outro exemplo. Uma empresa que estudamos queria espalhar a prática da cortesia, para os colaboradores tratarem melhor seus clientes. Qual é a maneira dominante de fazer isso hoje em dia, em grandes companhias? Dar um dia de treinamento aos colaboradores e esperar que seu comportamento mude. Mas é inócuo. essa empresa sabia disso por experiências anteriores e se concentrou em criar um bolsão real de excelência em cortesia e apoiar sua transmissão, facilitando o convívio entre áreas.

O terceiro princípio me deixou bem curiosa: o que quer dizer “nível correto de burocracia”? Quer dizer que burocracia demais é ruim, mas não dá para passar sem ela. apesar do discurso geral a favor de tornar as coisas mais simples, todas as evidências indicam que precisamos de certo nível de burocracia, que precisamos de líderes. isso vale especialmente para as empresas que crescem, porque vão contratando maior número de especialistas. Se não houver alguma burocracia, incluindo líderes, o ambiente virará uma bagunça. Para garantir que as coisas funcionem bem, é preciso equilibrar a necessidade de manter a organização o mais leve e simples possível com uma complexidade suficiente, e isso se faz na forma de burocracia, de líderes.

Como saber quando o nível de burocracia não é o suficiente? 

O sinal de alerta é que fica difícil manter o bom humor geral –começa a haver mal-entendidos e brigas entre as pessoas. equipes com mais de dez pessoas pedem atenção: tendem a precisar mais de burocracia que as menores.

Falemos do quarto princípio, do salto de ruim a ótimo. Só me resta perguntar: como assim?

[Risos.] isso é fundamental compreender. Jim Collins estava certo quando disse que as empresas fazem saltos abruptos, passando de ruins diretamente a ótimas; não há um avanço gradual entre os pontos. [collins defende a tese no livro Empresas Feitas para Vencer, publicado pela editora HSM.] com relação à excelência, percebemos que uma equipe tem desempenho sofrível em determinada prática e, de repente, fica excelente naquilo. Os líderes eliminam os obstáculos e, assim, há o salto abrupto de desempenho. a psicologia humana explica muito disso, porque o mau comportamento –preguiça, mau humor, incompetência– é mais contagioso do que o bom. Se você elimina o obstáculo do mau comportamento, seja demitindo pessoas “venenosas”, seja fechando operações que só sorvem atenção e dinheiro, as equipes vão de ruins a ótimas.

Mas, apesar do salto, o processo é demorado, especialmente a conexão em cascata. Os gestores têm paciência para esperar? 

Os gestores são impacientes por terem objetivos de curto prazo e isso demanda mais tempo e paciência do que um treinamento, de fato, o que explica as eventuais interrupções no processo. Mas nem sempre é tão lento quanto se imagina. Depende do setor em que a empresa atua, do tamanho da organização, de quão rápido seus concorrentes estão se movendo. no caso da empresa Waze Mobile, o processo durou seis semanas, mas com 100% do tempo dedicado; no caso da empresa de cuidados com a saúde Kaiser Permanente, demorou sete anos. Quando foi lançado nos estados Unidos, o app Waze logo cresceu muito, mas não conseguia manter os clientes, por um problema de programação. Seus gestores decidiram parar tudo por seis semanas inteiras para pensar em como consertar o produto. Funcionou e, agora, o Waze é usado no país todo.

A Kaiser Permanente já havia tido uma década de fracassos em implantar a excelência na forma do sistema de prontuário eletrônico para os pacientes quando decidiu usar o processo de conexão em cascata. começou pela unidade do Havaí, que era a menor região atendida, e, ao atingir excelência lá, foi propagando-a pelos outros estados do país, ensinando médicos e gestores por sete anos. não é só a conexão em cascata que requer paciência.

Por exemplo, a mobilização de energia que o Facebook faz, com os novos engenheiros de software que contrata, demora 45 dias. nessas seis primeiras semanas os novatos trabalham em diversos projetos de curto prazo e fazem uma imersão na maneira de sentir e pensar do Facebook, que é a de estar sempre em movimento.

Certo, espalhar excelência pressupõe mudanças. As pessoas querem mudar? Talvez o sr., estando no Vale do Silício, seja otimista demais sobre isso…

Para ser sincero, vejo exagero sobre as mentes abertas do Vale; há muito conservadorismo aqui também, assim como há muita abertura em outras regiões do mundo, até na França, apesar da lenda de que francês não muda [risos].

Escalar a excelência é mais difícil em um mercado emergente como o Brasil? 

Talvez sim, porque geralmente há crescimento –o que pode ser uma distração– e também porque existe um número maior do que a média de obstáculos a remover. Mas é totalmente possível. a Bridge international academy, rede de 260 escolas da África que ensina 5 mil crianças cobrando cerca de US$ 5 por mês de cada uma, escala excelência o tempo todo e é o sistema escolar mais moderno de que já ouvi falar, com o desempenho de professores e alunos monitorado de perto. 

Por favor, aponte um líder que sabe escalar excelência…

O brasileiro Carlos Brito, CEO de AB inBev, com quem venho trabalhando, é mestre nisso. Focado em remover obstáculos, ele escalou a excelência em termos de disciplina de gestão de modo tão impressionante que mudou a indústria inteira.

____________________________

OS 4 PRINCÍPIOS DE SUTTON PARA ESCALAR A EXCELÊNCIA

> **1. Mobilização de energia.** Quando  se dissemina uma prática excelente, disseminam-se comportamentos e crenças associados a ela.  Trata-se de priorizar as emoções das pessoas  e de propagar uma forma de pensar e de sentir.


> **2. Conexão em cascata.** Quem vivencia uma prática no dia a dia é que deve transmitir essa prática às outras pessoas. Para que isso aconteça, a empresa precisa facilitar o convívio entre equipes e o compartilhamento do conhecimento necessário.


> **3. Nível correto de burocracia.** Equipes que crescem, e que superam o número de dez pessoas, exigem burocracia para não virarem uma bagunça. Por isso, até grupos que já têm excelência arriscam-se a perdê-la em fases de crescimento.


> **4. Salto de ruim a ótimo.** A mudança em direção à excelência não acontece com uma caminhada passo a passo, e sim em um salto abrupto. uma vez que obstáculos sejam de fato removidos  –como pessoas “venenosas”– chega-se lá.

____________________________

Saiba mais sobre  Robert Sutton

Quem é: Descrito como uma das dez estrelas das escolas de negócios pela revista BusinessWeek, é professor de ciência da gestão da Stanford Engineering School desde 1983 e codiretor do Center for Work, Technology and Organization. Pesquisador ativo, cofundou o Stanford Technology Ventures Program e a dSchool.

Especialidades: Inovação, liderança, excelência.

Livros: Scaling Up Excellence,The Knowing-Doing Gap, Chega de Babaquice!, Bom Chefe, Mau Chefe, Ideias Malucas que Funcionam e A Verdade dos Fatos.

No Brasil: Participou do Fórum HSM Liderança e Alta Performance, em São Paulo, em 2015.

Compartilhar:

Artigos relacionados

A NR-1 perguntou sobre o trabalho. A empresa respondeu sobre as pessoas.

A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

A equipe de marketing do futuro pode caber em uma pessoa

Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Problemas complexos exigem criatividade coletiva

O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

O consumidor já é omnichannel. Sua empresa também é?

A antiga disputa entre e-commerce e lojas físicas perdeu sentido. O consumidor atual transita naturalmente entre ambientes digitais e presenciais, esperando uma experiência única, integrada e sem atritos. O artigo mostra por que o sucesso no varejo já não depende da força de um canal específico, mas da capacidade de conectar dados, tecnologia, atendimento e conveniência para construir jornadas fluidas e relevantes em todos os pontos de contato com a marca.

Posicionamento não é desculpa para ser do contra

Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Bem-estar & saúde
26 de agosto de 2026 14H00
A norma exige que as empresas avaliem fatores como jornada, ritmo, metas, autonomia e organização do trabalho. Em nenhum momento a NR-1 fala sobre diagnósticos individuais. Ainda assim, grande parte das organizações respondeu com pesquisas de saúde mental e mapeamentos de sintomas. Agora, com a suspensão temporária das multas pelo STF até setembro, surge uma oportunidade rara: abandonar as respostas equivocadas e voltar à pergunta original que a norma sempre fez sobre o trabalho, e não sobre as pessoas.

Claudia Cavallini - Psicóloga, psicanalista e professora convidada da HSM

8 minutos min de leitura
Marketing & growth, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de agosto de 2026 08H00
Freelancers, consultores, creators e pequenas agências estão redesenhando a lógica de crescimento no marketing digital. Em vez de ampliar estruturas, apostam em tecnologia para expandir capacidade, ganhar eficiência e aumentar resultados. O desafio agora não é apenas fazer mais em menos tempo, mas construir operações capazes de escalar com inteligência, previsibilidade e qualidade.

Renan Caixeiro - Cofundador e CMO do Reportei

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
25 de agosto de 2026 14H00
O artigo mostra que inovação não é um destino nem um grande projeto isolado, mas um processo contínuo de testar hipóteses, aprender com evidências e evoluir com intenção estratégica.

Thomas Rebergue - Chief Business Officer da GINGA

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
25 de agosto de 2026 08H00
O artigo demonstra que a criatividade deixa de ser atributo exclusivo da inovação e passa a ocupar um papel central na capacidade das organizações de compreender problemas complexos e construir soluções que gerem valor no longo prazo.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up, futurista e especialista em sustentabilidade e live marketing.

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, User Experience, UX
24 de agosto de 2026 14H00
A antiga disputa entre e-commerce e lojas físicas perdeu sentido. O consumidor atual transita naturalmente entre ambientes digitais e presenciais, esperando uma experiência única, integrada e sem atritos. O artigo mostra por que o sucesso no varejo já não depende da força de um canal específico, mas da capacidade de conectar dados, tecnologia, atendimento e conveniência para construir jornadas fluidas e relevantes em todos os pontos de contato com a marca.

André Seibel - CEO do Circuito de Compras

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
24 de agosto de 2026 08H00
Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, Inovação & estratégia
23 de agosto de 2026 13H00
As grandes ideias raramente surgem da repetição das mesmas referências. Em uma época de acesso democratizado à informação e às tecnologias, o diferencial competitivo passa a ser a qualidade das perguntas que fazemos. Ao refletir sobre arte, cultura e criatividade, o artigo argumenta que as marcas mais inovadoras serão aquelas capazes de formar pessoas que aprendam a observar, conectar e interpretar o mundo de formas que ainda não foram exploradas.

Rui Piranda - Sócio-fundador da ForALL

4 minutos min de leitura
Marketing & growth
23 de agosto de 2026 08H00
Por trás dos maiores eventos do mundo existe um trabalho que começa muito antes da abertura dos portões. Leitura de cenário, curadoria estratégica, construção de comunidade e a capacidade de reunir as pessoas certas explicam por que alguns encontros se tornam plataformas de influência, inovação e negócios, enquanto outros permanecem apenas como eventos.

Evandro Monteiro - CEO da Origami Marketing e Eventos.

4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
22 de agosto de 2026 14H00
Galpões logísticos, centros de distribuição e rotas de abastecimento foram desenhados ao longo dos anos para aproveitar benefícios fiscais estaduais. Com a chegada do IBS e da CBS, a localização das operações tende a voltar a ser determinada pela eficiência logística e pela proximidade dos mercados consumidores, desencadeando uma das maiores reconfigurações econômicas das últimas décadas.

Caio Navarro - Fundador e CEO da consultoria Hand

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Bem-estar & saúde, Marketing & growth
22 de agosto de 2026 07H00
Reduzir açúcar, sódio e gorduras sem comprometer sabor, performance culinária e competitividade de preço tornou-se uma das equações mais complexas da indústria de alimentos. O artigo explora como mudanças regulatórias, comportamento do consumidor e inovação tecnológica estão redefinindo estratégias de produto, marketing, cadeia de suprimentos e crescimento no setor de bens de consumo.

Mayara Marcon - Head de Marketing na Lightsweet

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo