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Estudo comprova que, até na colaboração, menos é mais

Em entrevista à Rotman Magazine professor destaca as conclusões dE pesquisa realizada com 5 mil funcionários

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Os profissionais de melhor desempenho dentro das organizações trabalham menos horas e são altamente seletivos na hora de definir no que se engajar: eles escolhem cuidadosamente que tarefas, projetos e atividades colaborativas assumirão.

Essa é a principal conclusão a que chegou um estudo do professor Morten Hansen, da Berkeley Haas School of Business (University of California), após ouvir 5 mil gestores e funcionários de empresas dos Estados Unidos. Ele explica, em entrevista à Rotman Management, que esses profissionais fazem menos coisas, mas são obcecados em apresentar um trabalho fantástico no que se concentram em realizar. “O fato é que fazer mais não leva a uma melhor performance. O paradigma é ‘fazer menos, mas fazer melhor’”, afirma. 

Hansen alerta também para o risco da “sobrecolaboração”, que pode decorrer da crença de que mais colaboração é sempre melhor. O professor explica que, muitas vezes, as pessoas acabam colaborando apenas pelo propósito de colaborar. E isso leva a situações em que todos estão muito ocupados atuando em tantas iniciativas diferentes que há pouco foco nas tarefas mais importantes.

O estudo também identificou dois “pecados” da colaboração. O primeiro é o da “subcolaboração”, quando há silos em excesso e as pessoas simplesmente não conversam umas com as outras. Na outra extremidade, está a “sobrecolaboração”. “Os profissionais de alto desempenho adotam a colaboração disciplinada, ou seja, desde que esteja alinhada aos objetivos de negócio. Eles dizem não para todo o resto, e isso requer disciplina”, afirma.

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