Uncategorized

Felicidade: Vantagem competitiva que (ainda) não está nos livros

A filosofia de gestão “felicidade dá lucro” é muito mais do que um discurso motivacional; ela tem trade-offs bem claros, mas que valem a pena
Presidente da Elektro, foi considerado o líder mais admirado do Brasil em 2014, com a maior pontuação da história da pesquisa do Guia Você S/A: 98,3%. Tornou-se CEO da empresa aos 36 anos, com uma nova filosofia de gestão: “felicidade dá lucro”.

Compartilhar:

Qual seria a reação de seus acionistas se você melhorasse a eficiência operacional de sua empresa em 22%, o equivalente a mais de R$ 100 milhões, em dois anos? O que eles achariam se, de quebra, sua empresa fosse considerada, por quatro vezes consecutivas, a Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil pelas pesquisas de Great Place to Work e Você S/A? Posso dizer que tenho sorte, porque isso está acontecendo na Elektro, e nossos acionistas também estão felizes. Difícil quem não goste de bons resultados, certo? Mas o que pode de fato interessar é como esses resultados são construídos. A base de tudo está em uma nova filosofia de gestão, na qual a “felicidade dá lucro”. O princípio-chave consiste em praticar uma gestão de pessoas humanizada, simples, olho no olho. Mesmo com 4 mil colaboradores. Até porque as novas gerações, cada vez mais presentes, não valorizam a hierarquia tradicional, e  sim as experiências que geram conhecimento e reconhecimento. 

Nossa política de desenvolvimento de líderes tem como base a humanização e a relação com as pessoas; trabalhamos para transformá-los em exímios gestores de pessoas, que acima de tudo conectem sonhos dos colaboradores aos desafios do negócio. Líderes gestores de pessoas devem se preocupar, também, com a criação de um propósito que satisfaça as necessidades da empresa e de cada uma das pessoas. Valores como estabilidade e prestígio tornam-se menos importantes. A busca de um sentido mais amplo –autonomia no trabalho 

de um lado, qualidade de vida e felicidade de outro– passa a ser o tema central, aquele que deve ser mais valorizado. Quando isso acontece, estabelece-se um fluxo contínuo de proximidade, credibilidade e confiança. Há real engajamento das pessoas com a empresa, há efetiva convergência de propósitos. O que era sonho, utopia, por incrível que pareça, vira realidade. Não estou dizendo que seja fácil, em absoluto –especialmente em nosso negócio de distribuição de energia elétrica, por natureza disper so geograficamente. Alcançar nos sos objetivos nos exige, entre outras tantas coisas, um esforço brutal de comunicação, que requer investimento, tempo e atenção mais do que especial. 

Implantamos uma rede social corporativa própria de que todos participam intensamente, que serve tanto para a gestão do conhecimento como para a gestão de atitudes. A rede também nos ajuda a produzir sucessores sistematicamente para os diversos cargos, sendo uma plataforma para o desenvolvimento de talentos. E, é claro, nós aproveitamos nossos talentos internos –em 93% dos casos. Criamos metas desafiadoras, e claras, para nossos profissionais, mas não os jogamos na fogueira: nós lhes oferecemos apoio, acompanhamento e um amplo processo de feedback e coaching para que possam cumpri-las. Estou 100% convencido: pessoas felizes são a grande, ou a única, vantagem competitiva sustentável de uma empresa.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Parte IV – Futuros em prompts: como disputar e construir realidade

Este é o quarto texto da série “Como promptar a realidade” e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência – mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

A era do “AI theater”: estamos fingindo transformação?

Nem toda empresa que fala de IA está, de fato, se transformando. Este artigo expõe o risco do AI theater – quando a inteligência artificial vira espetáculo – e mostra por que a vantagem competitiva está menos no discurso e mais nas mudanças invisíveis de estratégia, governança e decisão.

Parte III – APIs sociotécnicas versus malwares mentais… e como recuperar a soberania imaginal

Este é o terceiro texto da série “Como promptar a realidade”. Até aqui, as duas primeiras partes mapearam o mecanismo: como contextos são instalados, como narrativas disputam processamento e como ficções ganham densidade de real. A partir daqui, a pergunta muda: o que fazer com esse conhecimento? Como reconhecer quando você está sendo instalado – e como instalar, conscientemente, o prompt que você escolhe?

O esporte que você ama mudou – e isso é uma ótima notícia

Do vestiário aos dados, o esporte entrou em uma nova era. Este artigo mostra como tecnologia, ciência e informação estão redefinindo decisões, performance, engajamento de torcedores e modelos de receita – sem substituir a emoção que faz o jogo ser o que é

ESG, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
20 de abril de 2026 07H00
Se talentos com deficiência não conseguem sequer operar os sistemas da empresa, como esperar performance e inovação? Este texto expõe por que inclusão sem estrutura é risco estratégico disfarçado de compliance

Djalma Scartezini - CEO da REIS, Sócio da Egalite e Embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro

6 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde
19 de abril de 2026 10H00
Ao tornar os riscos psicossociais auditáveis e mensuráveis, a norma força as empresas a profissionalizarem a gestão da saúde mental e a conectá-la, de vez, aos resultados do negócio.

Paulo Bittencourt - CEO do Plano Brasil Saúde

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
18 de abril de 2026 09H00
Este é o quarto texto da série "Como promptar a realidade" e aprofunda como futuros disputam processamento antes de existir como evidência - mostrando por que narrativas constroem organizações, reescrevem culturas ou colapsam democracias, e como reconhecer (ou escolher) o prompt que está rodando agora.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University.

27 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
17 de abril de 2026 15H00
Nem toda empresa que fala de IA está, de fato, se transformando. Este artigo expõe o risco do AI theater - quando a inteligência artificial vira espetáculo - e mostra por que a vantagem competitiva está menos no discurso e mais nas mudanças invisíveis de estratégia, governança e decisão.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Foresight
17 de abril de 2026 09H00
Este é o terceiro texto da série "Como promptar a realidade". Até aqui, as duas primeiras partes mapearam o mecanismo: como contextos são instalados, como narrativas disputam processamento e como ficções ganham densidade de real. A partir daqui, a pergunta muda: o que fazer com esse conhecimento? Como reconhecer quando você está sendo instalado - e como instalar, conscientemente, o prompt que você escolhe?

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University.

11 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
16 de abril de 2026 14H00
Do vestiário aos dados, o esporte entrou em uma nova era. Este artigo mostra como tecnologia, ciência e informação estão redefinindo decisões, performance, engajamento de torcedores e modelos de receita - sem substituir a emoção que faz o jogo ser o que é

Marcos Ráyol - CTO do Lance!

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Foresight
16 de abril de 2026 09H00
Este é o segundo artigo da série "Como promptar a realidade" e investiga como ficções, ao entrarem em loops de feedback, deixam de descrever o mundo para disputar ontologia - reorganizando mercados, política, tecnologia e comportamento antes mesmo de qualquer evidência.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University

13 minutos min de leitura
Liderança
15 de abril de 2026 17H00
Se liderar ainda é, para você, dar respostas e controlar processos, este artigo não é confortável. Liderança criativa começa quando o líder troca certezas por perguntas e controle por confiança.

Clarissa Almeida - Head de RH da Yank Solutions

2 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Foresight, Tecnologia & inteligencia artificial
15 de abril de 2026 08H00
Este é o primeiro artigo de uma série em quatro partes que propõe uma microtese sobre futuros que disputam processamento - e investiga o papel insuspeito de memes, programação preditiva, hyperstition, cura de traumas, strategic foresight e soberania imaginal no ciclo de inovação que já começou.

Chico Araújo - Diretor Executivo do Instituto Inteligência Artificial de Verdade (IAV), cofundador do The Long Game Futures. e Global Expert da Singularity University

23 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
14 de abril de 2026 18H00
Este artigo propõe analisar como a combinação entre pressão por velocidade, talento autónomo e uso não estruturado de AI pode deslocar a execução para fora dos sistemas formais- introduzindo riscos que não são imediatamente visíveis nos indicadores tradicionais.

Marta Ferreira

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...