Uncategorized
Oferecido por:

Organizações brasileiras em busca de novos caminhos

Com cerca de dois mil participantes, Festival Teal Brasil é considerado o maior evento do mundo sobre transformação organizacional
Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios, com mais de 30 anos de experiência como redatora, repórter, editora e revisora. Colaboradora de HSM Management e de MIT Sloan Management Review Brasil.

Compartilhar:

Em todo o mundo, diversas organizações estão em busca de alternativas para adaptar-se às demandas do zeitgeist atual, que preconiza – no universo corporativo – modelos mais ágeis, horizontais e humanizados de gestão. Essa tendência, que foi acelerada pela pandemia de covid-19, muitas vezes implica em investir em novos designs organizacionais, que abram outras possibilidades além das estruturas lineares e rígidas do passado. E no Brasil não é diferente.

“Com a atual complexidade, {o modelo tradicional de gestão} não funciona mais”, avisa Henry Goldsmid, CEO da Teal Brasil. “Tudo virou desafio de design. Estruturalmente, as empresas devem olhar com cuidado e curiosidade para suas estruturas”, analisa.

Para ele, está claro que as empresas que não mudarem vão ter dificuldade de funcionar. E para fomentar essa evolução necessária – e, segundo Goldsmid, resultados que chegam a ser excepcionais quando se abraça uma cultura evolutiva –, a Teal Brasil promove, nesta quarta, 28 de setembro, a 2ª edição do [Festival Teal Brasil](https://festival.tealbrasil.com), que acontece 100% online. Comprovando o interesse dos gestores brasileiros pelo tema, o festival é considerado, hoje, o maior evento do tipo no mundo, superando dois mil participantes na edição de 2022.

Um dos destaques do evento é a apresentação de diversos cases internacionais que inspiram o movimento teal desde o lançamento do no livro Reinventando as Organizações: Um guia para criar organizações inspiradas no próximo estágio da consciência humana, de Frederic Laloux. É o caso da Ben & Jerry’s, da Buurtzorg e da Morning Star, empresas que passaram por transformações e conseguiram concretizar os conceitos em negócios de sucesso e extrapolar todos os indicadores.

“São cases emblemáticos”, avisa Goldsmid, que também é fundador do movimento Teal no Brasil. A holandesa Buurtzorg, de home care, por exemplo, é o maior case de autogestão do mundo ao colocar as pessoas enfermeiras no centro do método de gestão, destaca ele. Ao abrir operação no Brasil, há cerca de dois anos, a Buurtzorg adaptou seu modelo – e é a versão brasileira que será vista no festival.

## Consciência evolutiva

A transformação estrutural não acontece sem que a organização passe por um processo de evolução de consciência. Afinal, a reinvenção na forma de trabalhar, proposta pelo movimento Teal, costuma proporcionar uma melhora na relação entre a empresa e seus stakeholders: trabalhadores, lideranças, acionistas, empresas parceiras e o entorno. É um processo de transição, com um tempo de amadurecimento que depende da organização.

Tal transmutação, reconhece Goldsmid, pode ser desafiadora, principalmente para empresas mais tradicionais, que terão maior dificuldade de adaptação. Ele reconhece que há várias lideranças que, durante o processo de ressignificação, têm a percepção de perda de poder, o que pode ser doloroso. Mesmo assim, as organizações precisam seguir a trajetória de maior humanização para perpetuarem seus negócios.

Para ele, o olhar deve se voltar muito menos para a próxima tendência e mais para as novas formas de trabalhar, que exigem rituais, mais locais de interação com diferentes características de design organizacional. “Quando desenha uma nova estrutura, com esse olhar, o ambiente passa a cuidar das relações, a promover a conexão entre as pessoas, leva a maior engajamento e a uma comunidade de aprendizagem corporativa, que é como as pessoas aprendem juntas”, observa Goldsmid, que atua com o objetivo de facilitar organizações e equipes a inovarem sua forma de trabalhar, substituindo hierarquias e burocracias por culturas centradas na autonomia, na adaptabilidade e nas relações.

Será que essas premissas são válidas para todos os modelos atuais de trabalho, seja presencial, a distância ou híbrido? “São sempre os mesmos desafios, a mesma direção, a mesma transversalidade; o que muda é o desenho”, afirma ele. Em uma estrutura com hierarquia, de comando e controle, “quando polvilha complexidade e rapidez”, diz, a característica que deve emergir é a autonomia, passando de “um por todos para todos por todos, o peer-to-peer”.

## Festival Teal Brasil
Serão 12 horas de programação, com cerca de 20 atrações, divididas em dois blocos. No primeiro, haverá especialistas renomados, com destaque para Carol Sanford, considerada a maior referência em negócios regenerativos, guru de diversas empresas da Fortune 500. Também estarão presentes destaques nacionais, como os consultores Alexandre Pellaes, Conrado Schlochauer e Martha Oliveira, CEO da Laços Saúde / Buurtzorg, entre outros.

Já o segundo bloco será destinado à apresentação de casos reais. Quinze empresas de diferentes setores abrirão detalhes de seus processos de transformação, incluindo desafios e benefícios obtidos. Além dos casos estudados por Laloux, serão apresentadas histórias de instituições inspiradoras como WWF, Dengo, Weleda, Holistix, Grupo Gaia, Klabin, Laços Saúde, Vagas.com, Sicredi Caminho das Águas, Eduzz, Semco Style Institute e Ecoaraguaia. “São empresas que mostram que é possível produzir de forma mais atrativa para os negócios e para as pessoas”, antecipa Goldsmid.

Primeira edição do Festival Teal Brasil. Foto: Divulgação

Compartilhar:

Artigos relacionados

Thought leadership: quando a ideia vale mais que a visibilidade

Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

A IA não vai tornar o trabalho mais humano. Nós é que precisamos fazer isso.

A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Por que você deve reconsiderar a rota enquanto ela ainda funciona

Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Diversidade não é tendência. É teste de autenticidade.

Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura
Estratégia e Execução
30 de setembro de 2026 14H00
Poucos elementos são tão perigosos quanto um sistema que parece funcionar bem o suficiente para não ser questionado. No universo das parcerias, resultados de curto prazo podem mascarar desalinhamentos estratégicos, limitações de escala e modelos que já não atendem às necessidades futuras da empresa.

Juliana Tubino - Cofundadora do Ecossistema Octo e coautora do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

6 minutos min de leitura
ESG
30 de setembro de 2026 08H00
Dados recentes mostram uma queda significativa na representação de grupos historicamente sub-representados na comunicação das empresas. Mais do que uma questão de imagem, a mudança reacende discussões sobre consistência, coragem institucional e a capacidade das marcas de sustentar seus valores quando eles deixam de ser consenso.

Dilma Campos - Copresidente da Mark Up

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 14H00
Dois jovens iniciaram a carreira no mesmo programa de trainees, com formações semelhantes e perspectivas promissoras. Trinta anos depois, vivem realidades profissionais e financeiras muito diferentes. A partir dessa história, o artigo propõe uma reflexão sobre como empresas podem contribuir para trajetórias mais sustentáveis e equitativas ao longo de toda a vida.

Fran Winandy - CEO da Acalântis Services, Consultora, Palestrante e Professora nas áreas de Diversidade Geracional, Etarismo e Longevidade

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de setembro de 2026 08H00
Enquanto algumas organizações reduzem contratações de profissionais em início de carreira graças aos ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial, outras fazem exatamente o oposto e ampliam seus programas de formação. O motivo é simples: toda vaga júnior eliminada hoje pode se transformar em uma escassez de profissionais experientes amanhã.

Marcelo Murilo - Co-Fundador e VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner, Embaixador e membro do Senior Advisory Board do Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Embaixador e Membro da Comissão ESG da Board Academy BR.

10 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Liderança
28 de setembro de 2026 14H00
Lideranças são constantemente cobradas a desenvolver equipes engajadas, seguras e resilientes. Mas o que acontece quando elas recebem a responsabilidade pela mudança sem tempo, recursos ou autonomia para promovê-la? Uma reflexão sobre o limite entre responsabilidade individual e responsabilidade organizacional.

Indira Leite - Consultora em Educação Corporativa e Mestre em Psicologia Organizacional, Especialista em Engajamento de Equipes.

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
28 de setembro de 2026 08H00
Conversar com um assistente para resolver uma demanda parece simples para o usuário. Para as organizações, porém, isso exige uma transformação muito mais profunda: explicitar processos, organizar capacidades de negócio e construir uma arquitetura capaz de conectar intenção, decisão e execução de forma confiável. É nesse encontro entre inteligência artificial e arquitetura headless que surge uma nova lógica para o futuro das operações empresariais.

Ale Fu - Executiva de Tecnologia, Professora, Palestrante, além de coordenadora da Comissão de Estratégia e Inovação do IBGC e membro do Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial da ABES

12 minutos min de leitura
Cultura organizacional
27 de setembro de 2026 14H00
O artigo mostra como o recuo estratégico do ego, a escuta hospitaleira e a responsabilidade pelo vínculo podem transformar relações em uma poderosa infraestrutura de alta performance.

Daniela Cais - Designer de Relações Profissionais, TEDx Speaker, Mentora de Comunicação para Carreiras e Negócios

6 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução