Uncategorized

Quem é o gerente de marketing de sucesso de hoje (e o que fazer para se tornar um)

O blog Inteligência Corporativa (https://inteligencia.rockcontent.com/), da Rock Content, oferece conteúdos sobre tendências de marketing e mercado para grandes empresas.

Compartilhar:

Trabalhar com marketing definitivamente já foi mais fácil. No passado, profissionais da área já precisavam se preocupar com muitos aspectos: entender a audiência, conhecer suas dores para relacioná-las com sua solução, ter uma estratégia sustentável de branding, gerenciar crises e relacionamentos.

Hoje, além de todas as responsabilidades acima, também é necessário: 

* conhecer os hábitos de compra e relacionamento do seu cliente e entender como eles mudam de canal para canal;

* personalizar a mensagem em todos os momentos e meios, garantindo coerência em cada um deles;

* garantir que sua mensagem está adequada para cada estágio da jornada de compras;

* ficar por dentro das tendências do momento e não perder o timing de aplicá-las;

* conhecer as milhares de ferramentas disponíveis e saber escolher a correta para sua estratégia;

* além de, claro, estar pronto para lidar com mudanças abruptas — de mercado ou estratégia — para atender ao seu consumidor.

Parece muita coisa? 

Para quem tem um cargo de gestão, o desafio é ainda maior: [boas estratégias de marketing](https://inteligencia.rockcontent.com/category/cases/) integram dezenas (senão centenas) de táticas em diferentes áreas dentro de marketing, e é papel do gestor não apenas coordená-las, mas também analisá-las corretamente, visando o maior ROI possível. Além de, claro, garantir que todo o time esteja alinhado e trabalhando para alcançar uma mesma meta.

O objetivo deste artigo não é gerar desespero; eu sei que pode parecer muita coisa. A boa notícia é que existe um grupo de características e habilidades que gerentes de marketing de sucesso têm em comum — e que você também pode absorver em sua carreira para se diferenciar no mercado e continuar crescendo.

Continue a leitura para entender melhor! 

O que um gerente de marketing realmente precisa entregar? 
———————————————————-

Tendo em vista todas as possíveis atribuições e responsabilidades do cargo, pode ser desafiador pontuar, de forma objetiva, que tipo de entrega configura sucesso para um gerente de marketing.

Afinal, um gerente de marketing de sucesso de uma startup não tem os mesmos indicadores de performance que um gerente responsável por uma multinacional. 

Mas o que há em comum entre eles?

A [Ahrefs fez uma pesquisa](https://ahrefs.com/blog/how-to-become-a-marketing-manager/) com 10 executivos de marketing para descobrir e chegou a uma conclusão sucinta: o trabalho de gerentes de marketing é encontrar maneiras tangíveis de crescimento para a empresa.

O desafio, no entanto, é entender o que exatamente significa crescer no contexto da organização para então desenvolver os planos táticos adequados para tal. 

O que é preciso ter/ser para obter sucesso?
——————————————-

Partindo do pressuposto de que a definição de crescimento depende de organização para organização, o sucesso para gerentes de marketing raramente segue um mapa objetivo.

Portanto, é importante desenvolver competências e adotar posturas que permitam criar o seu próprio caminho (ou estratégia) com base nas circunstâncias. 

A lista abaixo explica algumas das mais valiosas: 

### Adaptabilidade

Em menos tempo do que você imagina, o mercado muda — e sua empresa vai precisar se adaptar rapidamente. Além disso, novas tendências, ferramentas, metodologias e táticas surgem todos os dias. 

Como gerente de marketing, estar pronto para tomar decisões assertivas em cenários instáveis e ter flexibilidade para se adaptar às constantes mudanças é fundamental.

É importante também estar confortável com o fracasso, e aprender rápido com ele. 

### Mindset analítico

No passado, as ferramentas de marketing disponíveis eram escassas: se você queria divulgar um produto, por exemplo, poucos canais poderiam ser usados. E medir a eficácia de campanhas e comprovar o investimento era extremamente difícil; já pensou em ter que explicar quantos clientes um anúncio em revista trouxe? 

Felizmente, a tecnologia resolveu ambas as questões: hoje, não apenas é possível utilizar diferentes canais e táticas, mas também medi-los minuciosamente. 

No entanto, agora os desafios são outros: diante de tantas opções, o que faz sentido para o negócio? O que está dando certo? O que precisa ser ajustado? 

É improvável que você encontre respostas satisfatórias a essas perguntas se não tiver um mindset analítico. 

Mas atenção: o diferencial não está apenas em analisar dados e identificar padrões. Isso é básico para qualquer profissional no século 21. 

Quem realmente se diferencia é quem:

* garante que toda decisão, independentemente de sua importância, está fundamentada em dados;

* sabe identificar os indicadores corretos;

* preocupa-se em ter uma estrutura de dados confiável e unificada.

Portanto, se você quer se diferenciar, estes tópicos precisam estar na sua lista de prioridades.

### Colaboração e integração com outras áreas

Crescer a empresa não é algo que o marketing vai fazer sozinho. Afinal, como criar uma boa campanha se você não sabe quais são os diferenciais do produto ou serviço? Ou como construir sua narrativa adequadamente se você não conversa com vendas para entender a [jornada de compra do cliente](https://rockcontent.com/blog/jornada-de-compra/)? 

Adotar uma postura colaborativa que integre as dores dos outros departamentos à sua estratégia é obrigatório para o sucesso.

[Em entrevista ao blog Inteligência Corporativa Rock Content](https://inteligencia.rockcontent.com/softline/), Felipe Navarro, Head de Marketing da Softline, lista essa questão como um dos seus maiores aprendizados:

“O principal aprendizado é a interconexão das áreas. Eu sozinho, como marketing, como alguém que olha para soluções, não adianta nada. Tenho que ter boa integração com área de vendas, com a área de delivery, com a área de pré-vendas, com backoffice da empresa, para que resultados apareçam. Se não tiver as conexões bem ajustadas…”

### Foco no desenvolvimento no time

Desenvolver pessoas deve estar na lista de prioridades de qualquer gerente, e não é à toa: você simplesmente não vai conseguir fazer tudo sozinho. 

Ainda mais no marketing, que combina tantas disciplinas e esforços em uma mesma estratégia, um gerente precisa não apenas desenvolver sua equipe, mas garantir que todos os jogadores estão na melhor posição e focados no mesmo objetivo.

“Se você quer ser um gerente, precisa provar que pode desenvolver um time e fazer com que as pessoas tenham sucesso antes de dar o próximo passo”, ressaltou [Dave Gerhardt, VP de Marketing da Drift](https://www.drift.com/blog/how-to-get-your-next-marketing-promotion/).

Dessa forma, gerentes de marketing de sucesso colocam team-building em primeiro lugar, sempre. Afinal, o resultado é consequência disso. 

### Empatia e sensibilidade

Ter os melhores dados, os melhores colaboradores e o melhor relacionamento com outras equipes não adianta muito se você não olha para as coisas com empatia e sensibilidade. 

Essas duas competências são o que vão possibilitar que você realmente entenda o problema, tanto dos seus clientes quanto da organização. E você só vai desenvolvê-las se aprender a escutar. 

A Copyhackers criou um post que [explica porque isso é tão importante para profissionais de marketing e dá dicas valiosas para ser um bom ouvinte](https://copyhackers.com/2018/05/how-to-listen/).

“Um ponto simples para começar é: para ser um bom ouvinte, seu trabalho é ser um participante engajado e ativo na conversa”, Laura Lopuch, copywriter e estrategista. 

O que fazer para chegar lá? 
—————————-

Você pode ter percebido que nenhum dos tópicos acima é aprendido do dia para a noite: horas de voo são — e sempre serão — muito importantes na construção de uma carreira de sucesso. 

A pergunta, então, é: como eu devo me preparar para chegar lá? 

O principal ponto é ter em mente que seu desenvolvimento precisa ser constante e gradual, e as dicas abaixo vão ajudar nesse objetivo.

### Equilibre educação formal x experiência

É comum ver discussões sobre o que vale mais a pena: ter experiência prática ou uma boa base teórica.

A verdade é que um profissional completo combina as duas coisas. 

Por quê? 

Existem habilidades que só podem ser desenvolvidas a partir do momento em que o profissional tem uma base teórica. 

Quer um exemplo?

Ter um mindset analítico não depende apenas de querer analisar dados: é preciso saber o que fazer com eles. [De acordo com uma pesquisa do Google e da Econsultancy,](https://www.thinkwithgoogle.com/data-collections/establishing-marketing-data-strategy-collection/) a falta de treinamentos e educação quanto à análise de dados é a maior barreira para usar informações corretamente. 

Ao mesmo tempo, o mundo do marketing muda tão rápido que as instituições formais raramente conseguem absorver o conhecimento e passá-lo para frente a tempo. Por isso, é raro ver um curso tradicional em completa sintonia com o que é praticado no mercado. 

Nesse sentido, se você quer construir uma carreira de sucesso em marketing, não coloque todas as suas fichas em um diploma e nem só em experiência: invista seu tempo em uma combinação dos dois. 

### Fique em dia com o mercado

Essa é básica, mas não custa lembrar: a única forma de não ser engolido pelas novidades é garantindo que você as consuma gradualmente. 

Portanto, dedique tempo para ficar em dia com as novas ferramentas, novas tendências, táticas e melhores práticas do seu mercado.

Você pode fazer isso de algumas formas: 

* encontre os canais, veículos e pessoas que ditam tendências e ative notificações para receber novidades;

* mantenha seus concorrentes por perto e analise-os com frequência: o que eles estão fazendo de diferente?

* identifique pessoas no seu networking que são bem-sucedidas e procure entender o que elas estão fazendo de diferente, tanto em suas estratégias corporativas quanto pessoais.

Notas finais
————

De acordo com o [Playbook do Marqueteiro Moderno](https://www.drift.com/books/modern-marketers-playbook/#modern-marketers-playbook) da Drift, uma coisa é certa: se existe uma coisa que desafia qualquer profissional de marketing hoje é a velocidade com que o cenário dessa área muda. 

Nesse sentido, os gerentes de marketing precisam garantir que suas competências e sua postura no mercado sejam compatíveis e úteis com esse contexto de mudanças constantes. 

Você está pronto para o desafio?

Compartilhar:

Artigos relacionados

RoT ou HoT: a métrica que vai separar os projetos de IA que geram valor dos que apenas consomem orçamento

Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

As empresas não estão tendo resultados com IA. E a culpa é toda delas! 

Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Nem todo problema precisa de inteligência artificial

A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Villain Era: a oportunidade das marcas para escutar quem cansa de agradar

Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Por que a filosofia voltou a ser uma ferramenta de gestão

Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura
Marketing & growth
9 de agosto de 2026 14h00
Com milhares de publicações nas redes sociais, a villain era tornou-se uma forma de nomear um movimento cada vez mais presente entre mulheres: abandonar a obrigação de agradar constantemente e sustentar escolhas, opiniões e limites sem culpa. O artigo discute o que esse fenômeno revela sobre expectativas sociais, relações de trabalho e construção de autonomia.

Estela Brunhara - Sócia e Diretora de Consumer Behavior & Estratégia da FutureBrand São Paulo

3 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Liderança
9 de agosto de 2026 08H00
Ao recorrer a pensadores como Foucault, Hannah Arendt e Kant, o artigo mostra por que cultura, ética, reflexão crítica e capacidade de julgamento continuam sendo ativos indispensáveis para líderes e organizações que desejam tomar melhores decisões em um mundo cada vez mais automatizado.

Denilson Shikako - CEO e fundador da Fábrica de Criatividade

3 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Inovação & estratégia
8 de agosto de 2026 14H00
Depois de testemunhar a digitalização dos processos judiciais e a transformação tecnológica da profissão jurídica, o autor reflete sobre a próxima grande mudança da advocacia. O artigo argumenta que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, e não como substituta das competências que tornam o trabalho jurídico verdadeiramente valioso.

Flávio Pinheiro Neto - Sócio-fundador do escritório Flávio Pinheiro Neto Advogados

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de agosto de 2026 08H00
A tecnologia já tornou possível identificar padrões, prever comportamentos e agir antes que problemas aconteçam. O desafio agora não é tecnológico, mas cultural: desenvolver lideranças capazes de tomar decisões baseadas em probabilidades e reorganizar a gestão em torno do que está prestes a acontecer, e não apenas do que já aconteceu.

Wilian Luis Domingues - CIO da Tempo

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
7 de agosto de 2026 14H00
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar uma infraestrutura capaz de reorganizar decisões, processos e modelos de trabalho. Em um cenário marcado pelo avanço dos agentes inteligentes, o desafio das lideranças já não é implementar tecnologia, mas redesenhar a forma como humanos e máquinas colaboram para gerar valor.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de agosto de 2026 09H00
Programas de startups, laboratórios de inovação e investimentos em inteligência artificial tornaram-se comuns nas grandes organizações. O problema é que poucas conseguem transformar experimentação em resultado de negócio. O artigo discute como estruturar processos que convertam conhecimento externo em decisões estratégicas capazes de gerar crescimento, adaptação e vantagem competitiva.

Roberta Barros - Gerente de Strategy, Innovation & Ventures na Deloitte.

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo