Uncategorized

Gestão de marca pessoal: o caso Pugliesi e os valores sociais

O que a festinha da influencer Gabriela Pugliesi e o “E daí?” do presidente Bolsonaro nos falam sobre valores e gestão da marca pessoal?
Estrategista em Personal Branding

Compartilhar:

A crise gerada pela pandemia da Covid-19 mudou nossa forma de viver e nos comportar. Nossas prioridades mudaram. Nossas escolhas mudaram. 

Valores pessoais e valores sociais
———————————-

Uma bússola que usamos para definir nossas escolhas são nossos valores pessoais. São eles que refletem o que é importante na nossa vida – não somente como indivíduos, mas também como sociedade. 

Enquanto os valores pessoais são os objetivos que pessoas buscam em suas vidas, os valores sociais são os objetivos que a sociedade incentiva seus membros a perseguir. 

As necessidades humanas
———————–

Em 1943, Abraham Maslow apresentou as necessidades humanas em cinco grupos, organizados em uma pirâmide hierárquica: 

1. Necessidades fisiológicas: aquelas ligadas a se manter vivo: respirar, comer, descansar, beber, dormir etc; 

2. Necessidades de segurança: relacionadas com sensação de nos sentirmos seguros; 

3. Necessidades sociais: as ligadas a necessidades de relacionamento, interação e pertencimento; 

4. Necessidades de estima: ligadas à necessidade de reconhecimento – por nós mesmos e pelos outros; 

5. Necessidades de autorrealização: relacionadas ao crescimento e desenvolvimento, de melhoria contínua. 

Para ele, você sobe para os outros níveis na pirâmide quando os anteriores são satisfeitos. 

Independente de onde você estava na pirâmide antes da pandemia do coronavírus, essa crise jogou quase todos nós para a base da pirâmide: queremos nos manter vivos. E, como consequência, vemos nossas necessidades sociais serem fortemente afetadas. 

Estamos vivendo distantes ou isolados de nossos entes queridos para não sofrermos o risco de contaminar ou ser contaminados. 

O que os valores sociais representam
————————————

Os valores sociais representam o que a sociedade como um todo considera bom e desejável. 

Eles refletem as soluções para problemas ou desafios universais que todas as sociedades enfrentam. E, da mesma forma, servem como padrões que usamos para julgarmos pessoas, eventos, ações e políticas. 

Neste momento que estamos vivendo, com nossas necessidades básicas sendo remexidas, valores como altruísmo, empatia e solidariedade ganham extrema importância. 

De um ponto de vista moral, qualquer comportamento que pareça revelar interesses estritamente pessoais será medido em relação a quanto pode ameaçar a harmonia social e a sobrevivência das pessoas. 

Assim, **ao demonstrar que você está colocando valores pessoais acima dos valores que a sociedade considera importante nestes dias, você poderá ser visto de forma extremamente negativa**. 

Personal branding
—————–

Uma das premissas do personal branding é a autenticidade. Ser fiel a sua essência e aos seus valores e agir com base neles. 

No entanto, autenticidade sem responsabilidade tem um preço. Não dá para sair por aí falando ou fazendo o que bem entender – principalmente em dias tão sensíveis. 

Outra premissa é que nossa marca não é sobre nós, mas sim sobre a forma que impactamos os outros. Qual é o rastro emocional que você tem deixado por aí? Quais sensações sua presença e posicionamento têm trazido para as pessoas? 

A boa gestão da marca pessoal pode trazer reconhecimento, liderança, reputação, relevância e lealdade. Com uma má gestão, você perde tudo isso. E no caso deles, perdeu-se patrocínios e aprovação.

> Leia também:
>
> [Employer Branding: construção da imagem de dentro para fora](https://revistahsm.com.br/post/employer-branding-construcao-da-imagem-de-dentro-para-fora)
>
> [Futuro do Trabalho e Marca Pessoal: como esses temas se conectam](https://revistahsm.com.br/post/futuro-do-trabalho-e-marca-pessoal-como-esses-temas-se-conectam)
>
> [O lado sombra da marca pessoal](https://revistahsm.com.br/post/o-lado-sombra-da-marca-pessoal)

Compartilhar:

Artigos relacionados

O maior prejuízo de um ataque cibernético raramente está onde as empresas costumam procurar

A maioria das organizações sabe exatamente quanto faturou ontem. Poucas sabem quanto perderiam se amanhã não conseguissem operar. Ao discutir os impactos financeiros da indisponibilidade de sistemas, o artigo propõe uma mudança de perspectiva: cibersegurança não deve ser vista apenas como um investimento em tecnologia, mas como uma estratégia de proteção da receita, da continuidade operacional e da capacidade do negócio de seguir funcionando diante de incidentes cada vez mais frequentes.

Quando a IA assume as tarefas, a liderança ganha espaço para cuidar das pessoas

À medida que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e amplia a capacidade analítica das organizações, surge uma oportunidade para redefinir a gestão de pessoas. O artigo mostra como tecnologias aplicadas a remuneração, benefícios e bem-estar podem fortalecer decisões mais inteligentes e personalizadas, sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: empatia, julgamento e liderança.

A comunicação é um teto de vidro que pode afastar as mulheres da liderança

A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Entre viralizar e ser lembrado: O que acontece quando o algoritmo assume a estratégia?

As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Acordo Mercosul e União Europeia representa um novo ciclo de crescimento para o franchising brasileiro

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia inaugura um novo cenário para as redes de franquias brasileiras. Com redução gradual de tarifas, acesso mais facilitado a tecnologias e insumos, além da possibilidade de expansão para novos mercados, o franchising passa a enxergar na internacionalização uma oportunidade concreta de crescimento. Ao mesmo tempo, a chegada de concorrentes europeus exigirá das marcas nacionais mais inovação, eficiência e capacidade de adaptação para competir em um ambiente cada vez mais globalizado.

As edtechs brasileiras aprenderam a crescer sem investimento. Mas até onde isso pode levá-las?

Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Liderança, Cultura organizacional
24 de agosto de 2026 08H00
Existe uma crença silenciosa nas empresas de que profissionais experientes precisam ter opinião sobre tudo e discordar de quase todos. O problema é que posicionamento não é sinônimo de oposição. Neste artigo, o autor provoca uma reflexão sobre como a necessidade de marcar território pode comprometer relacionamentos, confiança e crescimento na carreira, e por que profissionais verdadeiramente influentes são aqueles que contribuem para a qualidade das decisões, independentemente de quem trouxe a ideia para a mesa.

Rubens Pimentel - CEO da Trajeto Desenvolvimento Empresarial

3 minutos min de leitura
Marketing & growth, Inovação & estratégia
23 de agosto de 2026 13H00
As grandes ideias raramente surgem da repetição das mesmas referências. Em uma época de acesso democratizado à informação e às tecnologias, o diferencial competitivo passa a ser a qualidade das perguntas que fazemos. Ao refletir sobre arte, cultura e criatividade, o artigo argumenta que as marcas mais inovadoras serão aquelas capazes de formar pessoas que aprendam a observar, conectar e interpretar o mundo de formas que ainda não foram exploradas.

Rui Piranda - Sócio-fundador da ForALL

4 minutos min de leitura
Marketing & growth
23 de agosto de 2026 08H00
Por trás dos maiores eventos do mundo existe um trabalho que começa muito antes da abertura dos portões. Leitura de cenário, curadoria estratégica, construção de comunidade e a capacidade de reunir as pessoas certas explicam por que alguns encontros se tornam plataformas de influência, inovação e negócios, enquanto outros permanecem apenas como eventos.

Evandro Monteiro - CEO da Origami Marketing e Eventos.

4 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
22 de agosto de 2026 14H00
Galpões logísticos, centros de distribuição e rotas de abastecimento foram desenhados ao longo dos anos para aproveitar benefícios fiscais estaduais. Com a chegada do IBS e da CBS, a localização das operações tende a voltar a ser determinada pela eficiência logística e pela proximidade dos mercados consumidores, desencadeando uma das maiores reconfigurações econômicas das últimas décadas.

Caio Navarro - Fundador e CEO da consultoria Hand

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Bem-estar & saúde, Marketing & growth
22 de agosto de 2026 07H00
Reduzir açúcar, sódio e gorduras sem comprometer sabor, performance culinária e competitividade de preço tornou-se uma das equações mais complexas da indústria de alimentos. O artigo explora como mudanças regulatórias, comportamento do consumidor e inovação tecnológica estão redefinindo estratégias de produto, marketing, cadeia de suprimentos e crescimento no setor de bens de consumo.

Mayara Marcon - Head de Marketing na Lightsweet

3 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
21 de agosto de 2026 18H00
Todos os dias, tomamos milhares de decisões, muitas delas de forma automática. Entre vieses cognitivos, excesso de informação, escassez de tempo e a crescente presença da inteligência artificial, a capacidade de decidir com qualidade tornou-se um ativo cada vez mais valioso. O artigo discute por que preservar o julgamento humano é essencial para navegar em um cenário de complexidade crescente.

Rose Kurdoglian - Fundadora da RK Mentoring Hub

6 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
21 de agosto de 2026 14H00
À medida que organizações se tornam dependentes de ambientes digitais para sustentar suas operações, a indisponibilidade de sistemas passa a representar muito mais do que uma questão técnica. O artigo mostra por que calcular o impacto real de uma falha exige uma visão integrada entre tecnologia, finanças, operação e governança, e como essa análise pode orientar decisões críticas sobre modernização e resiliência dos negócios.

Philippe Rosa - Diretor de Inovação e Novos Negócios da TQI

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
21 de agosto de 2026 08H00
Por que a metáfora mais repetida do momento também é a mais mal compreendida pelas lideranças

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

8 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance
20 de agosto de 2026 14H00
Ao reduzir distorções tributárias que incentivavam a internalização de atividades, o novo sistema tende a estimular terceirizações, fortalecer o mercado B2B e abrir espaço para novos modelos de negócio, criando oportunidades para empresas capazes de se posicionar como parceiras estratégicas de seus clientes.

Frederico Turolla - Sócio Fundador da Pezco Economics, Presidente do PSP Hub e Coordenador do Comitê de Economia e Infraestrutura da SWISSCAM - Câmara de Comércio Suíço Brasileira.

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
20 de agosto de 2026 08H00
Embora as máquinas assumam atividades repetitivas e analíticas, competências como liderança, criatividade, pensamento crítico, negociação e julgamento continuam sendo essencialmente humanas. O desafio das empresas será criar ambientes em que essas capacidades atuem de forma integrada para impulsionar inovação e crescimento.

Ricardo Scheffer - CEO da SONDA no Brasil

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo