Estratégia e Execução

Gestão de projetos renova UC

Revista com a lógica de PMO, a universidade corporativa da empresa de energia CPFL atrai mais funcionários e garante maior engajamento

Compartilhar:

A história é familiar a muitas universidades corporativas. Surge na empresa uma estrutura de educação para cumprir normas regulatórias e garantir padrões de qualidade e segurança na atividade – por exemplo, em uma distribuidora de energia, para reciclar os técnicos do sistema elétrico em períodos regulares. Mas ela não consegue ser prestigiada pela organização. Seus responsáveis são vistos por alguns como contratadores de treinamento ou reservadores de salas.

Tirando exageros, essa poderia ser, até 2017, a história daquela que é considerada uma das melhores universidades corporativas do Brasil, a da distribuidora de energia CPFL, criada há dez anos em função de seus eletricistas. Mesmo com os resultados positivos gerados, a UC não tinha o valor percebido que merecia, tanto que os cursos não provocavam a procura esperada e o absenteísmo não era irrelevante.

Em 2017, a CPFL resolveu reinventar sua UC, adotando para isso uma abordagem de gerenciamento de projetos. Já estava sob o controle dos chineses da State Grid, maior companhia elétrica do mundo (que adquiriu 54% da CPFL em janeiro de 2017). Foi convocado para o desafio Flávio Faria, que, em menos de 18 meses à frente do escritório de gestão de projetos (PMO) da CPFL, tinha ótimos resultados em inovação.

“Começamos a reinvenção por um diagnóstico com a alta liderança e o benchmarking com outras UCs reconhecidas. E vimos a necessidade de conduzir os colaboradores a uma cultura de multinegócios, inovação, agilidade e foco no cliente”, conta Faria, que até hoje é o head da Universidade CPFL.

O passo seguinte, com metas e prazos, foi redesenhar a estrutura da UC para ampliar a oferta de cursos de capacitação (aos quase 14 mil colaboradores), fazendo-o com mais eficiência de custo e tendo em vista a possibilidade de cada colaborador escolher as competências que quer desenvolver para ser protagonista de sua carreira. 

“Isso é necessário para desenvolver a cultura do protagonismo e levar às pessoas uma visão de liderança e inovação”, afirma o diretor de recursos humanos da CPFL Energia, Rodrigo Ronzella, a quem Faria se reporta. Com isso, as habilidades mentais, emocionais e sociais foram priorizadas na grade. Os índices já mostram mais engajamento dos colaboradores. 

> **FATOS E NÚMEROS DA UNIVERSIDADE CPFL**
>
> • Há mais de 200 cursos presenciais em andamento e a plataforma digital tem mais de 50 cursos ativos. 
>
> • Os cursos, presenciais e online, dividem-se em quatro linhas: (1) Escola de Excelência Operacional; (2) Escola de Excelência no Atendimento; (3) Escola de Negócios e Inovação; (4) Escola de Liderança.
>
> • O orçamento anual é de R$ 14 milhões.
>
> • Há campi em São Leopoldo (RS), Campinas (SP) e Caxias do Sul (RS) e 10 outros centros de treinamento, com 17 instrutores próprios.
>
> • A biblioteca, liberada para os colaboradores e familiares, tem cerca de 35 mil títulos, entre livros, periódicos e materiais multimídia. 
>
> • Há 18 unidades da Escola de Eletricistas, curso gratuito para a formação de eletricistas nas comunidades das distribuidoras do grupo.(SP, RS, MG e PR). Foram formados gratuitamente 259 eletricistas e 198 contratados, 76% do total.
>
> • A UC tem parcerias com escolas como a Fundação Instituto de Administração (FIA) e Fundação Dom Cabral (FDC).

Compartilhar:

Artigos relacionados

Quanta esperança você deposita em 2026?

No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa – o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Bem-estar & saúde
17 de janeiro de 2026
Falar em ‘epidemia de Burnout’ virou o álibi perfeito: responsabiliza empresas, alimenta fundos públicos e poupa o Estado de encarar o verdadeiro colapso social que adoece o país. O que falta não é diagnóstico - é coragem para dizer de onde vem o problema

Dr. Glauco Callia - Médico, CEO e fundador da Zenith

7 minutos min de leitura
Liderança, ESG
16 de janeiro de 2026
No início de 2026, mais do que otimismo, precisamos de esperança ativa - o ‘esperançar’ de Paulo Freire. Lideranças que acolhem perdas, profissionais que transformam desafios em movimento e organizações que apostam na criação de futuros melhores, um dia de cada vez.

Viviane Mansi - Conselheira de empresas, mentora e professora

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
15 de janeiro de 2026
A jornada de venda B2B deve incluir geração de demanda inteligente, excelência no processo de discovery e investimento em sucesso do cliente.

Rafael Silva - Head de parcerias e alianças da Lecom

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, ESG
14 de janeiro de 2026
Cumprir cotas não é inclusão: a nova pesquisa "Radar da Inclusão" revela barreiras invisíveis que bloqueiam carreiras e expõe a urgência de transformar diversidade em acessibilidade, protagonismo e segurança psicológica.

Carolina Ignarra - CEO da Talento Incluir

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
13 de janeiro de 2026
Remuneração variável não é um benefício extra: é um contrato psicológico que define confiança, engajamento e cultura. Quando mal estruturada, custa caro - e não apenas no caixa

Ivan Cruz - Cofundador da Mereo

5 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Estratégia
12 de janeiro de 2026
Empresas que tratam sucessão como evento, e não como processo, vivem em campanha eleitoral permanente: discursos inflados, pouca estrutura e dependência de salvadores. Em 2026, sua organização vai escolher maturidade ou improviso?

Renato Bagnolesi - CEO da FESA Group

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional
9 de janeiro de 2026
Alta performance contínua é uma ilusão corporativa que custa caro: transforma excelência em exaustão e engajamento em sobrecarga. Está na hora de parar de romantizar quem nunca para.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
8 de janeiro de 2026
Diversidade não é jogo de aparências nem disputa por cargos. Empresas que transformam discurso em prática - com inclusão real e estruturas consistentes - não apenas crescem mais, crescem melhor

Giovanna Gregori Pinto - Executiva de RH e fundadora da People Leap

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de janeiro de 2026
E se o maior risco estratégico para 2026 não for uma decisão errada - mas uma boa decisão tomada com base em uma visão de mundo desatualizada?

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB – Global Connections

8 minutos min de leitura
Estratégia, ESG
6 de janeiro de 2025
Com a reforma tributária e um cenário econômico mais rigoroso, 2026 será um divisor de águas para PMEs: decisões de preço deixam de ser operacionais e passam a definir a sobrevivência do negócio.

Alexandre Costa - Gerente de Pricing e Inteligência de Mercado

3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança