Business content, Empreendedorismo

Gestão do tempo para empreendedores

Ser o mestre do seu tempo e poder se preocupar apenas com o que é estratégico para sua empresa faz toda a diferença no desempenho dos negócios
Angela Miguel é editora de conteúdos customizados em HSM Management e MIT Sloan Review Brasil.

Compartilhar:

Em uma era definida pela agilidade e pela máxima performance, um dos grandes desafios dos empreendedores é a gestão de seu tempo. Especialmente para donos de micro, pequenas e médias empresas no Brasil, a organização das atividades operacionais e estratégicas é sempre complexa, ainda mais porque é comum que esse profissional queira participar de todas as atividades de sua companhia – afinal, esse é o trabalho de sua vida.

Diante das 24 horas diárias, é comum que empreendedores destinem mais de 16 horas para o trabalho, seja com funções centrais e que necessitam de sua atenção total, seja envolvendo-se em práticas corriqueiras apenas para garantir a eficiência das pessoas e dos processos. Alguns podem entender essa postura como líderes focados na eficiência, porém, muitos logo atingem a exaustão e acabam (forçadamente) perdendo clientes e contratos.

De acordo com Rubens Pimentel, especialista em [produtividade](https://www.revistahsm.com.br/post/essa-tal-produtividade-no-trabalho), pesquisador e coach, toda gestão do tempo deve respeitar quatro etapas essenciais: objetivos, tarefas, prioridades e agenda. Caso o empreendedor saiba quais são seus grandes objetivos profissionais, quais tarefas estão diretamente ligadas à concretização destes objetivos, quais atividades são as prioritárias e quando precisam ser realizadas, Pimentel acredita que é possível evitar a perda de tempo e alavancar as decisões.

Quando um [objetivo não é claro para a prosperidade do negócio do empreendedor](https://www.revistahsm.com.br/post/a-autoconsciencia-tecnica-e-seus-impactos-na-cultura-de-inovacao), Pimentel decreta: “se o profissional não tem certeza do objetivo, certamente está trabalhando para o objetivo do outro. E o risco, nesse caso, é não cumprir com os próprios objetivos”. No caso de empreendedores, caso não seja uma empresa de apenas um funcionário, tomar a frente de ações operacionais costuma ser um erro, já que sua visão de negócio precisa ser explorada para a gestão estratégica e para novos acordos.

## Apenas o essencial e o estratégico
Dessa forma, qualquer tipo de preocupação que não seja absolutamente estratégica pode ser delegada a outros colaboradores de confiança. E quanto mais atividades diárias forem delegadas, simplificadas e até automatizadas, mais tempo de qualidade os PMEs terão disponíveis para dedicarem à organização verdadeiramente.

Nesse sentido, contar com fornecedores que entendem essa realidade se torna grande vantagem, caso de [Meoo](https://meoo.localiza.com/), serviço de carro por assinatura da Localiza. Por meio do serviço, empreendedores e donos de PMEs têm total liberdade para escolher carros e frota de até 10 veículos personalizados, escolhidos de acordo com as necessidades operacionais das pequenas empresas.

Ao mesmo tempo, ações corriqueiras relacionadas à gestão dos carros são eliminadas com Meoo, uma vez que o serviço possibilita o pagamento de única mensalidade, garantindo manutenção periódica do veículo, encomenda de toda documentação prévia e assistência 24 horas. Assim, PMEs por todo o Brasil não precisam perder horas preciosas de sua rotina com detalhes sobre seguro, revisões, financiamento, documentação ou outras atividades reconhecidamente ligadas à gestão de frotas.

## Técnicas para gerir seu tempo
Dezenas de [metodologias relacionadas à gestão do tempo e produtividade](https://www.revistahsm.com.br/post/scrum-resultados-concretos-ou-mais-uma-metodologia-da-moda) foram criadas, e empreendedores podem se beneficiar dessas técnicas para garantir as operações e a realização de todas as suas demandas junto aos clientes. A seguir, confira três métodos comprovadamente valiosos:

### Pomodoro
Criado nos anos 1980 pelo italiano Francesco Cirillo, o método Pomodoro é um dos mais conhecidos do mundo e visa “fatiar” o tempo para auxiliar a produtividade. Segundo o autor, é necessário usar um cronômetro que divide o trabalho em períodos de 25 minutos, sempre preparados por curtos intervalos. Esse esquema garante agilidade ao pensamento e à [produção em alta qualidade](https://www.mitsloanreview.com.br/post/desafios-da-pandemia-produtividade-e-colaboracao).

### GTD ou Getting Things Done
O objetivo desse método é liberar sua mente para que esteja pronta para produção. Há cinco passos para alcançar a excelência dessa metodologia: coleção, processamento, organização, execução e revisão periódica. Como exemplo, a ideia é estabelecer listas sistematizadas com todas as funções destinadas àquele dia e respeitar os cinco passos para otimizar processos.

### GUT (Gravidade, urgência e tendência)
Essa metodologia segue a noção de que, para atingir a máxima produtividade, é preciso dividir as tarefas de acordo com três contextos: gravidade, em que decide quais são as atividades extremamente graves às sem gravidade; urgência, sobre aquelas que precisam ser resolvidas o quanto antes; e, finalmente, tendência, que diz respeito às atividades que não devem mudar até o que deve alterar com rapidez. Por fim, o indicado é classificar as ações de 1 a 5, começando por aquelas com graduação mais alta, nesta ordem de grupos.

*Confira mais conteúdos sobre empreendedorismo na [Comunidade Gestão PME](https://www.revistahsm.com.br/comunidade/gestao-pme) e nas [nossas newsletters](https://www.revistahsm.com.br/newsletter).*

Compartilhar:

Artigos relacionados

Nem toda empresa precisa de um C-level

Antes de criar cargos de alta gestão, organizações devem avaliar se possuem estrutura, governança e desafios estratégicos que justifiquem essas posições

Hiperconectados, solitários e irrelevantes?

Mais contatos, mais mensagens, mais reuniões e menos impacto. Em uma economia movida por redes e ecossistemas, a vantagem competitiva não está em estar conectado o tempo todo, mas em construir conexões capazes de gerar confiança, influência, inovação e transformação ao longo do tempo.

A próxima revolução será humana?

Este artigo propõe uma reflexão sobre por que atenção, presença, pensamento crítico e conexão humana podem se tornar os ativos mais valiosos de uma era cada vez mais dominada pela tecnologia.

O que não pode mudar quando tudo está mudando?

Tecnologias, processos e estratégias podem mudar rapidamente. O que diferencia organizações resilientes é a capacidade de preservar os princípios que orientam decisões e comportamentos, transformando a cultura em um elemento de coerência em meio à mudança contínua.

O Brasil no centro da próxima revolução agrícola: por dentro do caso da Biotrop

A agricultura é uma das grandes forças econômicas do Brasil, mas seus mecanismos de inovação ainda são pouco compreendidos fora do setor. Este artigo parte de uma conversa com Jonas Hipólito, CEO da Biotrop, para observar como ciência, bioinsumos, biodiversidade, dados e competição global começam a redesenhar a próxima etapa da produtividade agrícola.

Inovação & estratégia, ESG
1º de agosto de 2026 14H00
Impulsionadas pelas exigências de investidores, certificações ambientais e adaptação climática, as edificações sustentáveis consolidam-se como ativos estratégicos para empresas que buscam eficiência, resiliência e geração de valor de longo prazo.

Euclides Ciruelos - Idealizador da SmartLy, diretor e responsável técnico da HotFloor

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
1º de agosto de 2026 08H00
Antes de criar cargos de alta gestão, organizações devem avaliar se possuem estrutura, governança e desafios estratégicos que justifiquem essas posições

Roberto Vilela - Consultor empresarial, estrategista de negócios, escritor e palestrante 

2 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de julho de 2026 14H00
Mais contatos, mais mensagens, mais reuniões e menos impacto. Em uma economia movida por redes e ecossistemas, a vantagem competitiva não está em estar conectado o tempo todo, mas em construir conexões capazes de gerar confiança, influência, inovação e transformação ao longo do tempo.

Tássia Galvão - Fundadora e CEO da Konne

8 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de julho de 2026 08H00
Este artigo propõe uma reflexão sobre por que atenção, presença, pensamento crítico e conexão humana podem se tornar os ativos mais valiosos de uma era cada vez mais dominada pela tecnologia.

Daniel Spinelli - Consultor especialista em liderança, Palestrante Internacional e Mentor

6 minutos min de leitura
Cultura organizacional
30 de julho de 2026 14H00
Tecnologias, processos e estratégias podem mudar rapidamente. O que diferencia organizações resilientes é a capacidade de preservar os princípios que orientam decisões e comportamentos, transformando a cultura em um elemento de coerência em meio à mudança contínua.

Diego Alegre - CEO do Arquipélago "Culturas que transformam"

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
30 de julho de 2026 07H00
A agricultura é uma das grandes forças econômicas do Brasil, mas seus mecanismos de inovação ainda são pouco compreendidos fora do setor. Este artigo parte de uma conversa com Jonas Hipólito, CEO da Biotrop, para observar como ciência, bioinsumos, biodiversidade, dados e competição global começam a redesenhar a próxima etapa da produtividade agrícola.

Rodrigo Magnago - CEO da RMagnago

21 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Inovação & estratégia
29 de julho de 2026 14H00
Enquanto parte do mercado ainda vê a indústria como “velha economia”, empresas como WEG e John Deere mostram uma realidade diferente: na era da inteligência artificial, o ativo mais valioso pode não ser o algoritmo, mas os dados únicos gerados por ativos físicos que ninguém mais consegue reproduzir.

Átila Persici - COO da Bolder

8 minutos min de leitura
Liderança
29 de julho de 2026 07H00
Embora a presença feminina no mundo do trabalho tenha avançado de forma consistente nas últimas décadas, os desafios permanecem. Neste artigo, a autora propõe uma mudança de perspectiva: menos foco nos obstáculos e mais atenção às alavancas capazes de impulsionar transformações. Entre elas, destaca-se uma competência cada vez mais valiosa em tempos de incerteza: a capacidade de administrar paradoxos e liderar pela lógica do “E”, integrando eficiência e inovação, resultado e cuidado, racionalidade e sensibilidade.

Betania Tanure - PhD, Sócia fundadora da BTA, membro do Conselho de Administração do Magalu e da MRV e cofundadora do Grupo Mulheres do Brasil

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
28 de julho de 2026 14H00
Rampas, tecnologias assistivas e conformidade regulatória são apenas o ponto de partida da inclusão. Entre a conformidade técnica e a adoção real existe um elemento frequentemente negligenciado: a cultura. Este artigo explora como a Inteligência Cultural pode determinar o sucesso ou o fracasso de estratégias globais de inclusão.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor e Clara Choen - Fundadora da Savant Consulting

12 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional
28 de julho de 2026 08H00
Inspirado pelo legado de Oscar Motomura, o artigo questiona uma das crenças mais difundidas da gestão contemporânea: a ideia de que a transformação acontece apenas por meio das pessoas. A verdadeira mudança, argumenta o autor, depende da capacidade de revisar as estruturas invisíveis que moldam comportamentos, decisões e culturas organizacionais.

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo