Direto ao ponto

“Great resignation” versão líderes

Quase 70% dos executivos nos EUA cogitam sair para se cuidar

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Um survey da Deloitte de junho de 2022 revelou que cerca de 70% dos executivos americanos andam pensando em sair do emprego para priorizar seu bem-estar. E parte desse contingente parece já ter começado a fazê-lo – no primeiro trimestre de 2022, a rotatividade de CEOs medida pela Challenger, Gray & Christmas cresceu 29% em comparação com o indicador do primeiro trimestre de 2021.

Como Kathleen Quinn Votaw escreve na *Chief Executive*, também os líderes estão tendo burnout ao lutar para manter a cabeça da empresa acima da água (em termos de desempenho e cultura) e para impedir que os melhores funcionários abandonem o navio (apoiando sua saúde mental, criando-lhes uma boa experiência no trabalho remoto), buscando ser inclusivos, fornecendo mais suporte geral (tecnológico, inclusive).

Para evitar uma great resignation versão líderes, a CEO da TalenTrust sugere que as organizações tomem cinco medidas principais:
1. __Dar a eles fórum para falar – e ouvi-los.__ Um erro de quem está no andar mais alto é supor que todos os executivos estão bem – com remuneração, carga de trabalho, satisfação etc. É preciso fazer check-ins regulares e ouvir sem julgamento.
2. __Ofertar incentivos generosos.__ Incluindo clubes exclusivos, férias extras, maior bônus, licença sabática paga, reembolso de cursos etc.
3. __Prover os recursos certos.__ Tanto em tecnologias como em talentos. Isso dá aos líderes espaço para realmente liderarem em vez de gastar tanto tempo em tarefas – muitas delas tediosas.
4. __Apoiar desenvolvimento.__ Significa dar a eles os tipos de desafios que os motivam e podem impulsionar seu crescimento.
5. __Ter gestão de mudanças profissional.__ Os executivos ficam perdidos e exaustos entre tentar implantar a mudança, entender o “porquê” dela e ajudar seu pessoal a lidar com isso. Ter um gestor de mudança dedicado faz toda a diferença. E você não perde talentos top para a concorrência.

Artigo publicado na HSM Management nº 154

__[Leia também: Time-to-market, esse incompreendido](https://www.revistahsm.com.br/post/time-to-market-esse-incompreendido)__

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