Liderança

Hábitos de liderança para adotar na pandemia

Se faltava algo para dar uma virada no seu jeito de liderar, essa “pausa” nas interações sociais pode ajudar você a criar novos hábitos.
É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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Às vezes a gente sabe que precisa mudar, mas não acha o jeito de (re)começar. Se esse é o seu caso, a pandemia dá uma força. 

Parece que tudo está tentando encontrar um novo lugar. E que tal aproveitar a força do momento para melhorar hábitos de liderança? Tem coisas que vão permanecer. 

Um novo hábito, iniciado agora, pode ser marcante para você e para a equipe. 

### **1. O que poderia ser melhor?** 

Você já se fez essa pergunta? Palavras constroem mundos. Quando a gente consegue criar repertório para construir alguma coisa, ela começa a acontecer. 

Quanto mais a gente fala dos problemas, mais mergulha neles. Quanto mais a gente reflete, arquiteta, imagina algo melhor, isso vai ganhando forma. 

Talvez a gente não tenha dados suficientes para construir isso sozinho. Que tal então perguntar para a sua equipe? Pode ser transformador.

### **2. Construa um time sensacional**

O cansaço chegou? Você chega ao final do dia sentindo ansiedade e, ao mesmo tempo, um cansaço e uma frustração enorme? Será que não está centralizando muito as coisas? Divida com a equipe. 

O aprendizado “on the job” é importante para as pessoas serem cada vez melhores. Quando a gente nega isso para a equipe, a gente acaba prejudicando a nós mesmos e aos outros. 

Isso se torna um círculo vicioso. Em vez disso delegue, dê tempo, compartilhe o que você espera como resultado (não, não é óbvio), dê suporte. Saiu diferente do que imaginou? Dê feedback e deixe a pessoa melhorar. Todo mundo melhora quando tem suporte. 

### **3. Crie confiança**

Deu um friozinho na barriga, né? Ninguém sai de casa todo dia para errar. Dá um sentimento amargo quando a gente recebe o resultado da pesquisa de clima e não era como a gente queria. 

Um sentimento de derrota. Mas olha só – um time forte pode passar muito tempo online sentindo a presença física das pessoas. Vivi isso duas vezes. Uma delas com meus colegas de faculdade, pois mantemos contato diário em um grupo de Whatsapp. A gente ajuda uns aos outros. 

Alguns eu não vejo pessoalmente há 20 anos. Mas eu sou capaz de lembrar o cheiro do perfume deles. O outro é um time de uma empresa em que eu trabalhei. 

Faz tempo que a gente não trabalha junto todo dia, mas é como se tivesse sido ontem. Tenho pensado com frequência sobre o dia em que nos encontraremos e celebraremos juntos. 

Memória afetiva não tem referência temporal. É um kairós, em vez de ser um chronos. Demonstre para as pessoas que você se importa*. Pergunte delas. 

Dê suporte emocional – a gente nunca esquece disso. Dar suporte emocional é um passo muito, muito importante para estabelecer laços fortes de confiança. 

Por onde começar? Por onde você quiser. Liderança é técnica, mas também é arte. 

#vaicomtudo, mas #vaicomamor. 

_(*) Se você não se importa, a gente precisa levar um papo muito sério._

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É conselheira de empresas, mentora e professora. Durante anos foi executiva de empresas, passando por organizações como Toyota, GE, Votorantim e MSD. É autora de diversos livros, entre os quais está o ‘Emoção e Comunicação - Reflexão para humanização das relações de trabalho’, escrito em parceria com a Cynthia Provedel.

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