Uncategorized

Hiperverticalização dos mercados de serviços

Tendência é acelerada por avanços tecnológicos, afirma o empreendedor digital Jeff Fluhr em seu Medium

Compartilhar:

Você sabe o que é hiperverticalização? De acordo com o empreendedor digital Jeff Fluhr, as plataformas horizontais, como Craigslist e LinkedIn, vão dar lugar, cada vez mais, a especialistas verticais capazes de ir mais fundo para resolver problemas bastante específicos. Para potenciais empreendedores, Fluhr apresenta quatro recomendações: 

**1. Quanto mais vertical, melhor:** A hiperverticalização traz foco e possibilita que as empresas simplifiquem sua mensagem de marketing, desenvolvam produtos sob medida e aprimorem seus esforços de construção do negócio. Para uma startup, esse foco representa uma vantagem significativa, pois permite que a empresa canalize sua energia a uma área estreita em vez de atirar em várias direções ao mesmo tempo. Uma vez que a startup alcance uma posição dominante em um mercado hipervertical, pode estender sua atuação para segmentos adjacentes. 

**2. Identifique um mercado com alta taxa de repetição de uso:** Esse tipo de mercado conta com um alto LTV, ou lifetime value, que é o valor gerado pelo cliente ao longo do relacionamento dele com a empresa. Isso permite à empresa dispor de mais dinheiro para conquistar clientes no curto prazo, o que, por sua vez, abre caminho para o crescimento do mercado. No longo prazo, um alto LTV leva a um negócio mais lucrativo. 

**3. Defenda-se da desintermediação:** Um problema comum a muitos mercados é de desintermediação, que ocorre quando os dois lados, demanda e fornecedor, decidem fazer negócios diretamente um com o outro. Há várias estratégias para se defender desse risco: 1. Foque mercados com fornecedores homogêneos; 2. Ofereça ferramentas que ajudem a agregar valor, para um ou para ambos os lados; 3. Avalie outras formas de precificação. 

**4. Leve em conta sistemas de proteção:** Muitos mercados verticais, inclusive de profissionais liberais, possuem um sistema de proteção que, frequentemente, se baseia em avaliações, feedbacks e recomendações. Trata-se do meio pelo qual os participantes podem construir um histórico de desempenho e, portanto, uma reputação, que abre as portas para novas oportunidades.

Compartilhar:

Artigos relacionados

“Strategy Washing”: quando a estratégia é apenas uma fachada

Estamos entrando na temporada dos planos estratégicos – mas será que o que chamamos de “estratégia” não é só mais uma embalagem bonita para táticas antigas? Entenda o risco do “strategy washing” e por que repensar a forma como construímos estratégia é essencial para navegar futuros possíveis com mais consciência e adaptabilidade.

Como a inteligência artificial impulsiona as power skills

Em um universo do trabalho regido pela tecnologia de ponta, gestores e colaboradores vão obrigatoriamente colocar na dianteira das avaliações as habilidades humanas, uma vez que as tarefas técnicas estarão cada vez mais automatizadas; portanto, comunicação, criatividade, pensamento crítico, persuasão, escuta ativa e curiosidade são exemplos desse rol de conceitos considerados essenciais nesse início de século.

iF Design Awards, Brasil e criação de riqueza

A importância de entender como o design estratégico, apoiado por políticas públicas e gestão moderna, impulsiona o valor real das empresas e a competitividade de nações como China e Brasil.

Transformando complexidade em terreno navegável com o framework AIMS

Em tempos de alta complexidade, líderes precisam de mais do que planos lineares – precisam de mapas adaptativos. Conheça o framework AIMS, ferramenta prática para navegar ambientes incertos e promover mudanças sustentáveis sem sufocar a emergência dos sistemas humanos.

Inteligência Artificial, Gestão de pessoas, Tecnologia e inovação
28 de julho de 2025
A ascensão dos conselheiros de IA levanta uma pergunta incômoda: quem de fato está tomando as decisões?

Marcelo Murilo

8 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Liderança
25 de julho de 2025
Está na hora de entender como o papel de CEO deixou de ser sinônimo de comando isolado para se tornar o epicentro de uma liderança adaptativa, colaborativa e guiada por propósito. A era do “chefão” dá lugar ao maestro estratégico que rege talentos diversos em um cenário de mudanças constantes.

Bruno Padredi

2 minutos min de leitura
Desenvolvimento pessoal, Carreira, Carreira, Desenvolvimento pessoal
23 de julho de 2025
Liderar hoje exige muito mais do que seguir um currículo pré-formatado. O que faz sentido para um executivo pode não ressoar em nada para outro. A forma como aprendemos precisa acompanhar a velocidade das mudanças, os contextos individuais e a maturidade de cada trajetória profissional. Chegou a hora de parar de esperar por soluções genéricas - e começar a desenhar, com propósito, o que realmente nos prepara para liderar.

Rubens Pimentel

4 minutos min de leitura
Pessoas, Cultura organizacional, Gestão de pessoas, Liderança, times e cultura, Liderança, Gestão de Pessoas
23 de julho de 2025
Entre idades, estilos e velocidades, o que parece distância pode virar aprendizado. Quando escuta substitui julgamento e curiosidade toma o lugar da resistência, as gerações não competem - colaboram. É nessa troca sincera que nasce o que importa: respeito, inovação e crescimento mútuo.

Ricardo Pessoa

5 minutos min de leitura
Liderança, Marketing e vendas
22 de julho de 2025
Em um mercado saturado de soluções, o que diferencia é a história que você conta - e vive. Quando marcas e líderes investem em narrativas genuínas, construídas com propósito e coerência, não só geram valor: criam conexões reais. E nesse jogo, reputação vale mais que visibilidade.

Anna Luísa Beserra

5 minutos min de leitura
Tecnologia e inovação
15 de julho 2025
Em tempos de aceleração digital e inteligência artificial, este artigo propõe a literacia histórica como chave estratégica para líderes e organizações: compreender o passado torna-se essencial para interpretar o presente e construir futuros com profundidade, propósito e memória.

Anna Flávia Ribeiro

17 min de leitura
Inovação
15 de julho de 2025
Olhar para um MBA como perda de tempo é um ponto cego que tem gerado bastante eco ultimamente. Precisamos entender que, num mundo complexo, cada estudo constrói nossas perspectivas para os desafios cotidianos.

Frederike Mette e Paulo Robilloti

6 min de leitura
User Experience, UX
Na era da indústria 5.0, priorizar as necessidades das pessoas aos objetivos do negócio ganha ainda mais relevância

GEP Worldwide - Manoella Oliveira

9 min de leitura
Tecnologia e inovação, Empreendedorismo
Esse fio tem a ver com a combinação de ciências e humanidades, que aumenta nossa capacidade de compreender o mundo e de resolver os grandes desafios que ele nos impõe

CESAR - Eduardo Peixoto

6 min de leitura
Inovação
Cinco etapas, passo a passo, ajudam você a conseguir o capital para levar seu sonho adiante

Eline Casasola

4 min de leitura