Inovação

HRtech Atlas aposta no Brasil e no trabalho remoto

Em entrevista à HSM Management, Rick Hammell, fundador e CEO da HRtech Atlas, afirma que o futuro do trabalho é mesmo remoto. Para ele, o País e a América Latina têm um enorme poder de contratação ainda pouco explorado
Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios, com mais de 30 anos de experiência como redatora, repórter, editora e revisora. Colaboradora de HSM Management e de MIT Sloan Management Review Brasil.

Compartilhar:

O tempo passa, mudanças ocorrem, mas muitas empresas continuam sonhando com a internacionalização, com a expansão de seus negócios para outros países. Entretanto, só de pensar nas particularidades de cada mercado, especialmente para a contratação de mão-de-obra e todas as regras legais específicas e diferentes das do Brasil, os planos são colocados de lado.

Por outro lado, o mercado de trabalho mudou, e ninguém mais tem dúvida disso. Houve a ressignificação do modelo de trabalho, com uma busca mais acentuada por melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional e, consequentemente, as pessoas passaram a perseguir condições para uma melhor qualidade de vida. Isso foi exacerbado com a pandemia.

Nas empresas, caiu a ficha de que o trabalho remoto é possível e sem perder a produtividade. Já que ter trabalhadores à distância funciona, não importa mais onde, geograficamente, eles estão. Porém, sem ser uma multinacional com extensa expertise, como contratar esses talentos distantes, sem correr riscos até jurídicos?

Existem soluções. Há plataformas de freelancers para trabalhos eventuais, e há o modelo EOR (Employer of Records) para as empresas que optam pela contratação. Uma das pioneiras na categoria EOR, a HRtech Atlas se instalou no Brasil neste ano. Sua missão é democratizar o trabalho remoto e, para isso, defende o conceito de “talentos sem fronteiras”. A aposta brasileira faz parte da expansão internacional da Atlas, sendo uma das prioridades do aporte série B no valor de US$ 200 milhões recebido em setembro de 2022 do Sixth Street Growth.

Resumidamente, a Atlas faz, para as empresas, a gestão das responsabilidades de recursos humanos, incluindo impostos e questões jurídicas, garantindo conformidade com as regras locais, relacionadas aos funcionários, em qualquer país – atualmente, ela trabalha de forma direta em cerca de 160 países. Ou seja, ela cuida de todo o processo de contratação, passando pelo onboarding, gerenciamento e pagamento.

Através de uma plataforma tecnológica, ela promete entregar conhecimento e flexibilidade para quem quer se internacionalizar, contratar pessoas, gerenciar temas legais e pagar funcionários, sem a necessidade, por exemplo, de abrir subsidiárias ou filiais locais.

“O futuro do trabalho mudou e é remoto. Nosso papel é apoiar a estratégia global de talentos das empresas, permitindo que elas sejam flexíveis, competitivas e estejam em conformidade com as normas locais, enquanto elas possam focar em seus desafios de negócios”, afirma o fundador e CEO da Atlas, Rick Hammell, o qual idealizou a HRtech em 2015, em Chicago, nos Estados Unidos.

A operação brasileira é liderada pelo gerente geral para América Latina, Adriano Araújo, ex-presidente da Dunnhumby na América Latina; além de Maíra Gracini, vice-presidente de marketing, e Carlos Butori, vice-presidente de desenvolvimento de negócios. Confira a entrevista de Rick Hammell à __HSM Management__.

### HSM Management: O que é EOR exatamente?
__Rick Hammell:__ EOR é uma solução de tecnologia habilitada para serviços que permite que as empresas se expandam para mercados sem todo o “tijolo e argamassa”. As empresas, hoje, estão procurando maneiras inovadoras de testar novos mercados, recrutar e reter talentos e até mesmo acelerar para apoiar sua crescente base de clientes. Uma solução EOR pode fazer tudo isso para um cliente.

EOR oferece ao cliente a capacidade de empregar talentos no exterior em conformidade local e, quando se trata de velocidade, o EOR pode contratar funcionários em um determinado país em menos de três dias úteis, em vez de ter que abrir uma unidade {no país} e conta bancária que pode levar até 18 meses. A Atlas pode oferecer todas essas soluções e muito mais.

### Como a Atlas é remunerada?
Nossos clientes pagam uma taxa administrativa para ter acesso a todos os benefícios e à nossa plataforma Atlas HXM, que permite recursos de autoatendimento que geram insights em tempo real e melhores resultados de negócios. A plataforma pode ser conectada a sistemas operacionais existentes como uma solução de software empresarial extensível que oferece experiências aprimoradas para empregadores e seus talentos remotos globais.

### Por que uma empresa deve contratar por meio de um EOR e não por meio de uma plataforma de freelancers?
A grande razão pela qual o EOR deve ser a solução de escolha é porque ele se concentra na conformidade. Há uma linha tênue entre um funcionário e um contratado, e muitas empresas confundem essa linha. Se o freelancer está realmente agindo como um funcionário, tem um e-mail corporativo, tem uma agenda e projetos definidos que são gerenciados por um gerente e recebem orientações da organização e/ou de seu gerente, esse é um funcionário.

Essa classificação é muito importante porque as proteções, que um funcionário pode ter direito, é o que torna arriscado para uma empresa. Um funcionário pode reivindicar férias remuneradas, horas extras, pagamento de pensão ou até mesmo contribuições fiscais, se sentir que seus direitos foram afetados ou se a organização decidir seguir um caminho diferente. Fazer isso da maneira certa limita o risco ou impacto no longo prazo para uma organização.

Além disso, muitos países protegem os trabalhadores e se, por qualquer motivo, a pessoa for considerada uma funcionária e nenhum imposto sobre a folha de pagamento for remetido, o empregador poderá ser responsabilizado por qualquer pagamento atrasado, incluindo as contribuições dos funcionários. A parceria com um provedor de EOR, como a Atlas, ajuda a mitigar esse risco.

### E o que torna o Atlas diferente de outros EORs?
Escolher seu parceiro EOR é importante. Há provedores de EOR que terceirizam o serviço de EOR. Aqui o risco é a empresa fazer parceria com um provedor que realmente não controla a experiência do funcionário, o que pode ser impactante para o seu negócio.

### Por que atuar no Brasil? Quanto a Atlas está investindo aqui?
Acredito que o Brasil e a América Latina têm um enorme poder de contratação ainda pouco explorado. Estamos focados em construir nosso mercado LatAm com um núcleo central de suporte e liderança baseado no Brasil. Estamos focando primeiro no Brasil e depois nossa intenção é expandir para toda a região. Temos agora cerca de 50 pessoas trabalhando na região. A maioria delas está no Brasil.

Nossa meta de investimento atual é de aproximadamente 17% a 20% de nosso orçamento geral.

### Como vê o mercado regional para a HRtech?
As empresas brasileiras e outras da América Latina são algumas das que mais crescem globalmente, mas seu sucesso tem um custo. Imagine fazer parceria com um EOR que pode reduzir esse custo e permitir que use essa economia para continuar investindo em sua base doméstica e em novos mercados…

As empresas brasileiras podem investir globalmente, mas como estão sediadas no Brasil esse investimento só ajudará a aumentar o investimento fundamental que a empresa precisará manter no Brasil para garantir um forte crescimento globalmente. Isso significa a continuidade da contratação de empregos no Brasil e a ampliação dos investimentos para a expansão dos negócios. Usar um serviço EOR só ajuda a viabilizar esse investimento bilateral.

### Cada país tem suas questões regulatórias específicas, e o Brasil é considerado bastante burocrático. Para ter expertise local, como a Atlas atua?
Todos os países têm suas leis específicas, e o Brasil não é mais difícil ou mais complexo que outros países. Depois de entender as especificidades de cada país, fica fácil navegar e fornecer informações aos nossos clientes. Esta é exatamente a nossa vantagem como EOR direto. Através de nossa entidade estabelecida, já exploramos exaustivamente o Brasil e todos os mercados em que estamos presentes. Como resultado, os clientes não precisam investir tempo, pessoas e dinheiro para estudar novos mercados. Em vez disso, eles podem contar com nossa experiência e equipes locais.

### A Atlas se concentra em pequenas e médias empresas, certo? Também em startups, apesar de já contratarem desenvolvedores no exterior, como na Índia, por exemplo?
A Atlas pode oferecer suporte a empresas em qualquer lugar em sua jornada de crescimento. E também em startups e scale-ups que veem o valor de se expandir internacionalmente.

### E estão abertos a parcerias com outras startups?
Queremos melhorar a experiência do funcionário e continuar a simplificar a expansão global e a contratação. Dito isso, existem várias possibilidades para a Atlas explorar em termos de parceria com startups de RH para ampliar nosso portfólio de serviços disponíveis para empresas e talentos.

Há grandes iniciativas na área educacional, por exemplo, como saúde física e mental, diversidade e inclusão, entre outras. Estamos abertos a parcerias com empresas que promovem nosso objetivo de fornecer suporte de RH de ponta a ponta.

Anywhere office pode ser aliado à equidade de gênero
A busca pela diversidade e inclusão (D&I) está na mira de muitas empresas, só que a cultura corporativa às vezes impede que os índices avancem. Por outro lado, 70% das empresas brasileiras devem manter ou expandir a adoção do trabalho remoto neste ano, segundo pesquisa realizada pela Atlas com a Think Work. O modelo representa “uma grande oportunidade para empresas conseguirem montar equipes com maior equidade de gênero, inclusive integrando talentos de fora do País, que é o anywhere office”, avisa Maíra Gracini, vice-presidente de marketing e crescimento da Atlas para a América Latina.

Os modelos de trabalho remoto – os quais no mínimo eliminam o tempo diário de deslocamento de casa para a empresa e vice-versa – ajudam em pelo menos dois desafios que as mulheres costumam ter de enfrentar.

O primeiro é em relação “às responsabilidades ‘invisíveis’ de casa, como o cuidado da família, por exemplo, que acabam ficando com as mulheres. E 30% das mulheres brasileiras precisam abandonar seus empregos para cuidar dos filhos, de acordo com um levantamento do Panorama da Mulher”, aponta Gracini. Em home office, é possível administrar melhor esse desafio. “Focar em horários flexíveis, por exemplo, é uma das melhores maneiras de garantir que as mulheres possam conciliar as diferentes responsabilidades sem se sentirem sobrecarregadas.”

O segundo desafio é em relação a comportamentos discriminatórios e assédio (e isto vale para o trabalho presencial, remoto ou híbrido). “É importantíssimo investir no conhecimento de toda a empresa, em todos os níveis. Para mudarmos o status quo do gap de gênero no meio corporativo é preciso criar políticas que combatam qualquer tipo de discriminação e vieses inconscientes contra a mulher, além de educar com conteúdos de conscientização, empatia e práticas para criar um ambiente igualitário de oportunidades e tratamento”, dispara a executiva.

Além da flexibilidade e do investimento numa cultura mais inclusiva, Gracini indica outras iniciativas para aqueles gestores que valorizam as mulheres, assim como todos que atuam no anywhere office. Por exemplo, comunicação aberta e oportunidades iguais. “É preciso criar oportunidades para que as lideranças conversem regularmente com os membros da equipe para fornecer feedback sobre entrega, performance e desafios enfrentados. Isso é especialmente importante para não permitir que o viés da proximidade (favorecendo pessoas que trabalham no escritório físico) atrapalhe as oportunidades de carreira para a equipe remota.”

Muitas pesquisas indicam os ganhos das empresas ao terem uma melhor equidade de gênero entre seus colaboradores. “A Organização Internacional do Trabalho (OIT), por exemplo, apontou que a grande maioria das empresas que priorizam investimentos em equidade de gênero na gestão tiveram aumentos de lucro de até 20% como resultado”, destaca a VP. Já outras pesquisas mostram a relação entre ter mais mulheres em cargos de liderança e o aumento nos lucros, em inovação e competitividade dos negócios.

Com boas práticas, o trabalho remoto e o anywhere office são, na visão da VP da Atlas, um importante pilar estratégico para construir um ambiente onde as mulheres possam se desenvolver, alcançar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e ter as mesmas oportunidades.

## Programas e políticas para promover um ambiente inclusivo
Em nível global, a Atlas reúne colaboradores de 40 nacionalidades, de 90 idiomas e cerca de 50% de mulheres. Para atrair, reter e desenvolver suas equipes, a empresa investe em algumas frentes:

– Horários flexíveis e política de férias ilimitadas para apoiar a todos no equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
– Criação de uma Comunidade de Mulheres, para promover discussões sociais e ações de D&I dentro e fora da empresa. Todos são incentivados a participar, independentemente da identidade de gênero.
– Programas de educação contínua desde o momento de onboarding sobre inclusão e diversidade.
– Políticas internas rigorosas para combater comportamentos discriminatórios e o assédio.
– Oportunidades igualitárias de desenvolvimento de carreira com base em conhecimento, habilidades e perspectivas de liderança para o sucesso futuro.
– Diversidade e respeito pelas diferentes interseccionalidades na contratação de talentos, com o envolvimento do departamento de gente e cultura no processo de entrevistas.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Mudar para continuar o mesmo

Ao visitar um dos vinhedos mais renomados de Bordeaux, o autor encontrou uma reflexão que ultrapassa o universo do vinho e alcança empresas, famílias e instituições. A decisão do Château Lafleur de abandonar uma denominação de origem histórica revela um dilema cada vez mais presente nas organizações: como preservar princípios e identidade em um mundo que exige adaptação constante?

SOMPO Holdings: da crise provocada por si mesma a uma transformação guiada por propósito

Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Por que lavar as mãos ainda é uma das maiores armas da medicina?

Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Vamos falar sobre vendas?

Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Inovação & estratégia, Marketing
14 de agosto de 2026 13H00
Ao visitar um dos vinhedos mais renomados de Bordeaux, o autor encontrou uma reflexão que ultrapassa o universo do vinho e alcança empresas, famílias e instituições. A decisão do Château Lafleur de abandonar uma denominação de origem histórica revela um dilema cada vez mais presente nas organizações: como preservar princípios e identidade em um mundo que exige adaptação constante?

Antonio Carlos Matos da Silva - Conselheiro independente associado ao IBGC

5 minutos min de leitura
Liderança
14 de agosto de 2026 08H00
Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

13 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo