Empreendedorismo

Identidade de marca as a service

Práticas atuais apoiadas em performance e melhores práticas de mercado têm levado à comoditização das marcas. nova ferramenta digital quer dar autonomia às empresas para garantir a “identidade as a service”

Compartilhar:

No mundo de hoje, um dos maiores desafios de qualquer organização é ser eficiente, ágil e conseguir adaptar suas marcas a cenários cada vez mais competitivos e imprevisíveis. Líderes e equipes que querem usufruir das oportunidades desse contexto já começam a entender que a excelência de performance não é suficiente para o sucesso.

Saber quem você é e o seu diferencial, considerando as definições estratégicas da marca, e ter esse significado compartilhado com colaboradores e parceiros, é premissa para um bom fluxo de informações para a tomada de decisões mais adequadas à organização, desde a aprovação de uma peça de comunicação até a criação de um produto ou de uma estratégia. Essa clareza também é essencial para que surjam insights pertinentes, que habilitem a marca a fortalecer-se, aprender, adaptar-se e entregar resultado (performance), sem abrir mão da diferenciação no mercado e da relevância para seu público. Em última instância, para garantir sua perenidade.

No entanto, consultorias, agências de branding, marketing e comunicação, softwares de monitoramento, integração de dados e automatização da gestão de processos e ativos digitais, e outros fornecedores, tentam solucionar esses desafios melhorando a eficiência da gestão de padrões estéticos, da performance e até de inovações, porém sempre com referência às melhores práticas do mercado (de fora pra dentro).

Com o tempo, em vez de ajudar a criar valor e melhorar os resultados, e de facilitar às equipes aprender com suas interações, essas soluções tornam as marcas cada vez mais parecidas, comoditizam suas relações internas e externas, mantendo sua dependência de terceiros e de especialistas para aprender, reduzir o custo de crescimento e inovar.

Nossa experiência nos mostrou que as grandes dificuldades para fazer a gestão de uma marca, entregar resultado e melhorar a percepção de valor não estão em definir uma estratégia de marca com uma estética atraente e contemporânea, fazer comunicação eficiente, com performance ou criativa, cuidar do risco e da reputação, ou mesmo automatizar decisões com base em indicadores NPS.

O desafio é outro. O mais importante é integrar as decisões estratégicas da marca, de negócios e as diversas soluções de marketing, garantindo o nexo e o significado entre tais decisões, os resultados desejados e o processo de criação e gestão da comunicação da marca.

Com essa integração, passamos à segunda fase do desafio: como gerar aprendizados com as boas experiências de maneira ágil e com uma inteligência coletiva compartilhada – que serão peças fundamentais para a linguagem da marca evoluir, inovar e continuar sendo relevante em seu mercado.

Fazer essa gestão integrada, sem abrir mão de entregar performance, construir diferenciação em ambientes marcados por grandes equipes, múltiplos parceiros e alto turnover, é um desafio ainda mais árduo para as empresas. Porém, enxergamos nisso a oportunidade de tornar o branding uma ferramenta de gestão estratégica de toda a comunicação da empresa, com foco em resultado e criação de valor.

## Sistema de linguagem de marca
Acreditamos que é preciso, mais do que nunca, traduzir as estratégias de marca e negócios em orientações de comportamento e conteúdo que sejam claras, para garantir entendimento, padrão e indicadores para os resultados da comunicação. Assim, desenvolvemos o Sistema de Linguagem e Inteligência da Marca, que inclui:

– Mapa de relacionamentos da marca.
– Descrição dos significados que a empresa deseja associar à marca.
– Organização das informações e dos conhecimentos sobre a marca e sua comunicação para alavancar os aprendizados.
– Sistemas de planejamento, gestão, criação e aprovação da comunicação.
– Monitoramento dos indicadores definidos.
– Compartilhamento dos aprendizados e revisão dos parâmetros da gestão da marca.

O que chamamos de “inteligência da marca” se forma com a produção de conhecimento e experiências que geram os aprendizados e as boas referências da marca. Quando se tem a ferramenta instalada e compartilhada, decisões são tomadas com mais agilidade, segurança e de modo mais descentralizado.
Como acontece na natureza, a ideia é criar uma inteligência compartilhada, integrada por tecnologia, capaz de se adaptar às circunstâncias para que as marcas continuem a ser únicas e úteis aos seus ecossistemas, como fazem os seres vivos.

Não se trata de uma aventura teórica. Estamos há três anos testando esses princípios no mercado. Primeiro, desenvolvemos uma metodologia que possibilita um grande ganho de eficiência com a automação de todo o processo de comunicação e marketing. Fizemos isso aprimorando componentes já utilizados no mercado, indo além dos benefícios operacionais e de performance, considerando a estratégia da marca e o ecossistema de relacionamentos. Ao incluí-los no processo, permitimos planejamentos mais consistentes e relevantes para cada público da marca, bem como uma gestão mais segura e descentralizada da comunicação.

Na esteira da integração de equipes e processos operacionais com o nosso Sistema de Linguagem e Inteligência da Marca, aumentamos a eficiência, a economia e o potencial de diferenciação e criatividade da marca, construindo melhores condições para competitividade do negócio e maior percepção de valor dos resultados da comunicação.

Apesar de a tecnologia, como a inteligência artificial, ajudar muito na melhoria da eficiência e da agilidade na gestão das marcas e em sua comunicação, com sistemas que tornam as soluções mais integradas, fáceis e monitoramentos que geram insights, para garantir condições de diferenciação e evolução rápida é necessária uma “boa configuração dos sistemas”. E isso somente é possível com uma identidade clara, com significados compartilhados e uma inteligência coletiva humana capaz de parametrizar de maneira proprietária o sistema, com visão crítica e atualização constante do sistema.

Tais sistemas, se atualizados constantemente, permitem a criação de experiências de marca cada vez mais audaciosas, descentralizadas, com maior relevância aos seus públicos e a gestão de todo o conhecimento adquirido de maneira compartilhada.

Uma solução que simplifica a gestão de marcas

O branding é a competência que permite fazer a gestão da identidade da marca para criar, ao longo do tempo, uma linguagem com significado reconhecível e compartilhado por um grupo de pessoas. Quando essa linguagem se torna relevante, constrói vínculos capazes de reduzir o custo de crescimento e de inovação da marca, conforme a definição da Thymus Branding, uma das mais reconhecidas empresas do setor.

Há três anos, Tiago Guimarães, da própria Thymus, o empreendedor tech Márcio Teschima, e Clarissa Sacilotto, ex-executiva de marca e marketing do Real/Santander do Brasil, se fizeram uma pergunta: como garantir que a gestão da comunicação de uma marca entregue melhores resultados, construa sua diferenciação e a capacite evoluir sua linguagem sem depender tanto dos talentos criativos?
Com prova de conceito patrocinada pela divisão Garagem da IBM, os três começaram a construir uma plataforma a partir da Metodologia de Linguagem Thymus e dos diversos recursos da tecnologia hoje disponíveis, como metadados, IA, machine learning etc. “Queremos entregar ‘diferenciação as a service’, permitindo a qualquer negócio gerar performance e criar marca, não só às grandes empresas”, conta Teschima.

Eles começaram com as big corps, produtizaram seu projeto há um ano, e nos últimos seis meses, após uma primeira validação do mercado, a plataforma começou a ganhar tração, então vieram as negociações com clientes potenciais. A startup está se financiando na modalidade bootstrapping, ou seja, é bancada pelos fundadores e se aproxima da evolução da sua solução para o modelo SaaS para médias e pequenas corporações.

Compartilhar:

Artigos relacionados

Onde a inteligência artificial realmente gera dinheiro no varejo alimentar

Sistemas desconectados, estoques imprecisos e perdas recorrentes tornam o hortifrúti uma das operações mais complexas do varejo alimentar. Ao contrário das promessas de transformação total, a inteligência artificial vem demonstrando valor justamente onde consegue reconstruir informações, prever demanda e apoiar decisões com impacto direto sobre vendas e desperdício.

Ou você constrói um ecossistema de parceiros ou será engolido por um

Embora a maioria das empresas reconheça o potencial dos ecossistemas de parceiros para gerar receita e ampliar mercados, poucas conseguem transformar essa ambição em resultados consistentes. O artigo explora por que a construção de um ecossistema eficaz vai muito além da criação de um canal comercial, exigindo arquitetura, governança, ativação e uma estratégia capaz de conectar parceiros aos objetivos de crescimento do negócio.

Mudar para continuar o mesmo

Ao visitar um dos vinhedos mais renomados de Bordeaux, o autor encontrou uma reflexão que ultrapassa o universo do vinho e alcança empresas, famílias e instituições. A decisão do Château Lafleur de abandonar uma denominação de origem histórica revela um dilema cada vez mais presente nas organizações: como preservar princípios e identidade em um mundo que exige adaptação constante?

SOMPO Holdings: da crise provocada por si mesma a uma transformação guiada por propósito

Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Por que lavar as mãos ainda é uma das maiores armas da medicina?

Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Vamos falar sobre vendas?

Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Tecnologia & inteligencia artificial
15 de agosto de 2026 14H00
Sistemas desconectados, estoques imprecisos e perdas recorrentes tornam o hortifrúti uma das operações mais complexas do varejo alimentar. Ao contrário das promessas de transformação total, a inteligência artificial vem demonstrando valor justamente onde consegue reconstruir informações, prever demanda e apoiar decisões com impacto direto sobre vendas e desperdício.

Marco Perlman - CEO da Aravita

3 minutos min de leitura
Estratégia, Ecossistema
15 de agosto de 2026 08H00
Embora a maioria das empresas reconheça o potencial dos ecossistemas de parceiros para gerar receita e ampliar mercados, poucas conseguem transformar essa ambição em resultados consistentes. O artigo explora por que a construção de um ecossistema eficaz vai muito além da criação de um canal comercial, exigindo arquitetura, governança, ativação e uma estratégia capaz de conectar parceiros aos objetivos de crescimento do negócio.

Juliana Tubino e Nara Vaz Guimarães - Cofundadoras do Ecossistema Octo e coautoras do best-seller Ecossistema de Parceiros: Método Octo.

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Marketing
14 de agosto de 2026 13H00
Ao visitar um dos vinhedos mais renomados de Bordeaux, o autor encontrou uma reflexão que ultrapassa o universo do vinho e alcança empresas, famílias e instituições. A decisão do Château Lafleur de abandonar uma denominação de origem histórica revela um dilema cada vez mais presente nas organizações: como preservar princípios e identidade em um mundo que exige adaptação constante?

Antonio Carlos Matos da Silva - Conselheiro independente associado ao IBGC

5 minutos min de leitura
Liderança
14 de agosto de 2026 08H00
Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

13 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo