Sustentabilidade

Impactos da educação a distância na sustentabilidade

Cada vez mais presente no cotidiano das pessoas e empresas, a educação online e a distância impactada diretamente as ações de ESG

Compartilhar:

Hoje a atenção e a consciência com o meio ambiente, o impacto social e a apresentação de uma conduta ética não são apenas maneiras de ‘fazer bonito’ aos olhos dos clientes. É praticamente uma obrigação para as organizações do ponto do seu público interno e externo. Ou seja, as ações de sustentabilidade precisam estar intrínsecas nos valores e atitudes das organizações.

Caso isso não aconteça, tanto os consumidores como a sociedade farão cobranças – e o preço que pode ser pago é bem alto. A consultoria McKinsey & Company, por exemplo, apontou essa necessidade em um relatório publicado em 2020.

Em tempos em que a cultura do cancelamento está em alta, é mandatório estar de acordo com os padrões de ESG. A pressão para que se preste atenção a essas questões só cresce. A educação a distância, por sua vez, é uma excelente maneira de colocar as questões de ESG em prática, levando a sociedade a trilhar por um caminho mais sustentável. Mas de que maneira?

Em primeiro lugar, o aprendizado online é uma excelente opção educacional pois oferece comodidade e uma experiência personalizada. Estima-se que mais de 40% das empresas Fortune 500 usam alguma forma de tecnologia educacional online para treinamento de seus colaboradores. E, de acordo com a IBM, o aprendizado virtual pode aumentar a produtividade em até 50%.

A educação a distância reduz os impactos ambientais negativos decorrentes dos processos produtivos, além da economia com transporte. Os insumos necessários para o aprendizado, como carteiras, eletricidade e os próprios locais de aprendizagem são drasticamente reduzidos.

Isso mitiga o desperdício e conserva os recursos naturais. Além disso, o aprendizado online economiza tempo e dinheiro tanto para a empresa ou instituição de ensino como para o aluno.

## Legado sustentável da educação online

Há também a questão social. A chance de uma pessoa que mora em uma cidade longe dos grandes centros urbanos se qualificar é muito maior. Basta ter acesso à internet – e o aprendizado pode ser realizado inclusive em um smartphone. Do ponto de vista da sustentabilidade, há mais três vantagens provocadas pela educação online a distância:

● __Redução da poluição:__ um estudo da University of West Georgia revelou que, a cada 100 alunos que não se deslocavam para a escola, as emissões de dióxido de carbono eram reduzidas em até 10 toneladas por semestre. Outro estudo do Stockholm Environmental Institute (SEI) mostrou que os cursos de aprendizagem online resultaram em uma redução de emissões de 90%.

● __Preservação dos recursos naturais:__ os edifícios usam grandes quantidades de energia para geração de eletricidade. O Open University Design Innovation Group (DIG) do Reino Unido descobriu que o aprendizado online consome até 90% menos energia em comparação com as fontes tradicionais. Além disso, a construção de escolas e instituições educacionais precisa de plástico, metal, madeira e outros materiais de construção. A educação online reduz a demanda por essas matérias-primas que protegem o meio ambiente.

● __Diminuição do consumo de papel:__ o desmatamento é um sério problema no Brasil. De acordo com a National Wildlife Foundation, 60% do lixo escolar é papel. E, para reciclar 10 toneladas de papel pode ser necessário o equivalente ao uso de 100 barris de petróleo bruto. O ensino a distância ainda reduz a energia e os recursos usados para reciclar papel.

Não há dúvidas de que a educação a distância fará cada vez mais parte do futuro de empresas e instituições de ensino. No entanto, você já tinha parado para pensar na relação entre esse tipo de ensino e os padrões de ESG? Vale muito a pena fazer essa reflexão e, de preferência, colocar esse pensamento em ações práticas. Você e o mundo só têm a ganhar.

*Gostou do artigo escrito por Luiz Alexandre Castanha? Saiba mais sobre educação e tecnologia, ESG e outras ações de sustentabilidade assinando nossas newsletters e ouvindo nossos podcasts na sua plataforma de streaming favorita.
*

Compartilhar:

Artigos relacionados

Isolamento nas empresas não é só físico: é cultural

Nem sempre a queda de engajamento está relacionada à falta de motivação individual. Muitas vezes, ela surge em ambientes onde as pessoas deixam de se sentir ouvidas, evitam discordar e aprendem que é mais seguro permanecer em silêncio.

O maior prejuízo de um ataque cibernético raramente está onde as empresas costumam procurar

A maioria das organizações sabe exatamente quanto faturou ontem. Poucas sabem quanto perderiam se amanhã não conseguissem operar. Ao discutir os impactos financeiros da indisponibilidade de sistemas, o artigo propõe uma mudança de perspectiva: cibersegurança não deve ser vista apenas como um investimento em tecnologia, mas como uma estratégia de proteção da receita, da continuidade operacional e da capacidade do negócio de seguir funcionando diante de incidentes cada vez mais frequentes.

Quando a IA assume as tarefas, a liderança ganha espaço para cuidar das pessoas

À medida que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e amplia a capacidade analítica das organizações, surge uma oportunidade para redefinir a gestão de pessoas. O artigo mostra como tecnologias aplicadas a remuneração, benefícios e bem-estar podem fortalecer decisões mais inteligentes e personalizadas, sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: empatia, julgamento e liderança.

Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 14H00
Muito além da programação e da montagem de robôs, o artigo mostra como a robótica educacional está ajudando estudantes a pensar criticamente, experimentar, colaborar e criar soluções para problemas reais, conectando aprendizagem, propósito e impacto social desde a escola.

André Brandão Sala - CEO da Robomind

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
7 de setembro de 2026 08H00
O Brasil já demonstrou sua capacidade de formar pesquisadores altamente qualificados. O desafio agora é fortalecer as pontes entre universidades, empresas, investidores e empreendedores para que a produção científica gere mais inovação, competitividade e impacto social.

Luiz Caires, PhD - Cofundador e CEO da Vyro Bio

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
6 de setembro de 2026 15H00
Nem sempre a queda de engajamento está relacionada à falta de motivação individual. Muitas vezes, ela surge em ambientes onde as pessoas deixam de se sentir ouvidas, evitam discordar e aprendem que é mais seguro permanecer em silêncio.

Rodrigo Rovaris - Gerente de Gente & Gestão da Blendus

3 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Marketing & growth
6 de setembro de 2026 08h00
À medida que a produção de conteúdo se torna cada vez mais presente na vida profissional e pessoal, surge uma questão importante: estamos ampliando oportunidades ou naturalizando a ideia de que toda experiência, habilidade e momento da vida precisam ser convertidos em visibilidade, audiência e monetização?

Ingrid Spyker - sócia da Creator Economy

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
5 de setembro de 2026 14H00
A maioria das organizações sabe exatamente quanto faturou ontem. Poucas sabem quanto perderiam se amanhã não conseguissem operar. Ao discutir os impactos financeiros da indisponibilidade de sistemas, o artigo propõe uma mudança de perspectiva: cibersegurança não deve ser vista apenas como um investimento em tecnologia, mas como uma estratégia de proteção da receita, da continuidade operacional e da capacidade do negócio de seguir funcionando diante de incidentes cada vez mais frequentes.

Felipe Berneira - CEO da Pronnus Tecnologia

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Inovação & estratégia
5 de setembro de 2026 08H00
À medida que a inteligência artificial assume atividades repetitivas e amplia a capacidade analítica das organizações, surge uma oportunidade para redefinir a gestão de pessoas. O artigo mostra como tecnologias aplicadas a remuneração, benefícios e bem-estar podem fortalecer decisões mais inteligentes e personalizadas, sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: empatia, julgamento e liderança.

Natalia Ubilla - Diretora de RH no iFood Pago e iFood Benefícios

3 minutos min de leitura
ESG, Cultura organizacional
4 de setembro de 2026 14H00
A busca por equidade de gênero não se encerra quando as mulheres conquistam um assento nas mesas de decisão. Ela continua na forma como suas ideias são recebidas, valorizadas e transformadas em influência. Ao discutir comunicação, liderança e protagonismo, o artigo mostra por que fortalecer a voz feminina é também uma estratégia para ampliar diversidade, inovação e resultados nas organizações.

Juliana Algodoal - PhD em Análise do Discurso e especialista em comunicação corporativa

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de setembro de 2026 08H00
As plataformas digitais premiam velocidade, engajamento e adaptação constante. As marcas, por outro lado, dependem de consistência, memória e diferenciação para gerar valor no longo prazo. O artigo explora o conflito entre essas duas lógicas e analisa como algoritmos e inteligência artificial estão influenciando a forma como as organizações constroem relevância e identidade.

Juliana Bezerra - Líder de conteúdo na DEA Design

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Direito, Regulação & Compliance
3 de setembro de 2026 18H00
A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia inaugura um novo cenário para as redes de franquias brasileiras. Com redução gradual de tarifas, acesso mais facilitado a tecnologias e insumos, além da possibilidade de expansão para novos mercados, o franchising passa a enxergar na internacionalização uma oportunidade concreta de crescimento. Ao mesmo tempo, a chegada de concorrentes europeus exigirá das marcas nacionais mais inovação, eficiência e capacidade de adaptação para competir em um ambiente cada vez mais globalizado.

Camila Nicolau - Advogada especialista em Direito Empresarial e Contratual

4 minutos min de leitura
Empreendedorismo, Marketing & growth
3 de setembro de 2026 14H00
Dois terços das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, muitas já superaram a fase inicial, conquistaram clientes e validaram seus modelos de negócio. O artigo propõe uma reflexão sobre como a escassez de capital ajudou a formar startups mais resilientes e eficientes, ao mesmo tempo em que levanta uma questão estratégica para o próximo ciclo do setor: como transformar capacidade de sobrevivência em escala, internacionalização e crescimento sustentável.

Claudia Schulz - CEO da ABStartups

4 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo