Estratégia e Execução

Imponha-se uma meta ambiciosa e venda!

O consultor especializado em vendas Grant Cardone, autor de Sell or Be Sold: How to Get Your Way in Business and in Life, convoca os profissionais de negócios a se mexerem e diz, em seu blog, como podem fazê-lo – com sete medidas

Compartilhar:

Os votos de feliz ano novo na virada de 2015 para 2016 se tornaram uma ácida crítica a empresas e seus profissionais no blog do megavendedor Grant Cardone. O consultor em vendas que parece saído de um filme de Hollywood sobre vendedores de sucesso queixa-se de que a maioria de seus compatriotas tem metas nada ambiciosas para este ano: em vez de desejarem crescer, enriquecer e buscar uma vida melhor para si e os seus, 37% só querem ter saúde, 32%, perder peso, 25%, economizar dinheiro, e 16% nem metas têm. Segundo a experiência de vendedor de Cardone, metas modestas não levam a lugar algum. Ele recomenda estabelecer um objetivo e multiplicá-lo por dez, para que seja realmente ambicioso; construir um plano para alcançá-lo; buscar as habilidades necessárias para dar conta de metas ambiciosas; cercar-se de pessoas que o ajudem nisso tudo. Quais são essas habilidades e como consegui-las? Replicar a cabeça dos melhores vendedores é um dos caminhos para isso, diz Cardone. Ele elenca sete recomendações: 

1.  Nunca pense só em uma venda imediata, mas na construção de um negócio. Quando enxerga além de uma venda, você atrai a atenção das pessoas. Elas ficam muito mais interessadas no que você tem a dizer. 

2.  Construa suas vendas cliente a cliente. Cada venda é única e cada cliente pode alavancar o próximo. Os maus vendedores fazem uma venda e esquecem aquele cliente; os bons sabem que a última venda sempre abre a porta para novos relacionamentos. 

3.  Ouça mais do que fala e tente entender realmente as necessidades do cliente, para então lhe propor uma solução. Com frequência demais, vendedores fazem seu discurso de vendas sem saber nada sobre o cliente. O que é importante para ele? De que ele precisa? Qual é o cenário ideal para ele? O que ele realmente está tentando conseguir com a compra? E mais ainda: o que o faz sentir-se bem de verdade? Se lhe pedissem para dizer tudo o que o cliente quer, você saberia? Essas são as questões que farão você saber como vender para o cliente. 

> **O que os melhores vendedores têm**
>
> Caso você queira emular as características de quem se destaca na venda de produtos, serviços, ideias ou de si mesmo, Grant Cardone as compartilha:
>
> •  Os melhores vendedores sempre entregam mais do que prometem – e saiba que eles prometem muito! 
>
> •  Eles investem seu tempo em pessoas que positivamente fazem diferença em sua renda e evitam desperdiçar tempo com quem não dará retorno. 
>
> •  Eles buscam formas novas, melhores e mais rápidas de “turbinar” seus esforços de venda. Por isso, sempre estudam e se aperfeiçoam. 
>
> •  Eles se dispõem a investir em comunidade e em relacionamentos. 
>
> •  Eles são fanáticos pelo ato de vender e obcecados por seus clientes. 
>
> •  Eles não dependem de a economia estar boa ou ruim para gerar resultados; vendem apesar do contexto, seja este qual for. 
>
> •  Eles não veem tentativas fracassadas de vendas como fracassos de fato, mas como investimentos que fizeram no processo de melhoria. 
>
> •  Eles puxam a responsabilidade para si, assumindo a liderança de qualquer projeto, sendo automotivados, tendo propósitos de vida. 
>
> •  Eles estão constantemente pensando em como construir sua base de clientes; nenhum dos melhores vendedores parece ter botão de “desliga”.

4.  Sempre que o comprador fizer alguma objeção a preço, tente apresentar a ele uma opção ainda mais cara. Parece um contrassenso, mas muitas vezes, quando um cliente diz que é muito dinheiro, ele na verdade está dizendo que “é dinheiro demais para este produto”. 

5.  Sempre concorde com o cliente. Isso é muito importante e uma das regras mais comumente violadas. Não quer dizer que você está desistindo ou fazendo isso só para agradar; é uma questão de evitar dizer não, para não quebrar o clima. 

6.  Comprometa-se para valer, o que significa parar de se perguntar: “E se?”. Então, dê continuidade ao processo com ações firmes. 

7.  Nunca reclame de ligações anteriores não atendidas nem julgue que os clientes estão errados por não lhe darem retorno. Não é obrigação deles. O follow-up cabe ao vendedor, que tem de ser persistente e mais criativo.

Compartilhar:

Artigos relacionados

O benefício existe. Mas as pessoas têm tempo para usá-lo?

Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Mobilidade interna: Por que quando o tema é talentos estamos sempre olhando para a grama do vizinho?

A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Sua empresa precisa de um cargo ou de uma competência?

Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Inovação & estratégia
1º de setembro de 2026 08H00
O artigo utiliza a clássica fábula dos três porquinhos para mostrar por que organizações que apostam apenas em estruturas robustas, sem capacidade de adaptação, podem se tornar mais vulneráveis justamente quando o ambiente exige flexibilidade e aprendizado contínuo.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

10 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 20H00
Plataformas de saúde, apoio emocional e programas de qualidade de vida nunca foram tão comuns nas organizações. Ainda assim, muitos colaboradores afirmam não ter tempo para utilizá-los. O artigo propõe uma reflexão sobre a distância entre acesso e uso efetivo, mostrando por que a próxima evolução do bem-estar corporativo depende menos de novos benefícios e mais de mudanças na cultura, na liderança e na gestão do tempo.

Felipe Calbucci - CEO Latam TotalPass

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
31 de agosto de 2026 18H00
A sua próxima contratação pode já estar dentro da empresa. Dados mostram que muitos profissionais deixam suas organizações não por falta de oportunidades no mercado, mas por não enxergarem caminhos de crescimento internamente. O artigo discute por que iniciativas como marketplaces de talentos, projetos multidisciplinares, gig assignments e conversas estruturadas de carreira são fundamentais para revelar potencial, ampliar a mobilidade interna e transformar talentos já existentes em uma vantagem competitiva para o negócio.

Miguel Nisembaum - Sócio da Mapa de Talentos, gestor da comunidade de aprendizagem Lider Academy e professor

10 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Bem-estar & saúde
31 de agosto de 2026 14H00
A lógica do “trabalhe enquanto eles dormem” ajudou a moldar uma geração de profissionais que transformou o cansaço em símbolo de mérito. O artigo questiona os mitos da cultura hustle e defende o sono como um dos investimentos mais estratégicos para desempenho, bem-estar e crescimento sustentável.

Valter Roldão - CEO da Luuna

5 minutos min de leitura
Estratégia, Cultura organizacional
31 de agosto de 2026 07H00
Ao revisitar conceitos milenares do Yoga sob a ótica da gestão contemporânea, o artigo propõe uma pergunta essencial para líderes e organizações: os sistemas que construímos estão alinhados aos valores que afirmamos praticar?

Carlos Legal - Fundador da Legalas Aprendizagem e Educação Corporativa

6 minutos min de leitura
ESG
30 de agosto de 2026 14H00
Enquanto muitas empresas ainda estruturam suas decisões de contratação a partir de cargos e organogramas, um novo modelo ganha espaço: acessar especialistas, mentores e executivos sob demanda para resolver desafios específicos de negócio. O artigo mostra como o Open Talent está redefinindo a gestão de pessoas e criando formas mais ágeis de conectar competências às necessidades reais das organizações.

Juliana Ramalho - CEO da Talento Sênior

4 minutos min de leitura
Estratégia, Finanças, Gestão de recursos
30 de agosto de 2026 07H00
Toda discussão sobre orçamento coloca duas perguntas na mesa ao mesmo tempo: por que investir nesta iniciativa e por que confiar no julgamento de quem a propõe? Ao explorar a lógica por trás das decisões de alocação de recursos, o artigo revela por que as negociações orçamentárias são também um dos mais importantes testes de liderança nas organizações.

François Bazini - CMO e Consultor

6 minutos min de leitura
Direito, Regulação & Compliance, Finanças
29 de agosto de 2026 14H00
A implementação do Split Payment inaugura uma nova lógica para o recolhimento de tributos no Brasil e altera uma dinâmica financeira que acompanha as empresas há décadas. Ao retirar do fluxo de caixa os valores destinados a impostos, o novo modelo exigirá mais planejamento, integração entre áreas e maturidade na gestão financeira e tributária.

Ulisses Brondi - CEO da ASIS Tax Tech

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional
29 de agosto de 2026 07H00
Em um ambiente descrito por pesquisadores como polarizado, líquido, tenso e hiperconectado, liderar deixou de significar apenas definir direções. O desafio agora é criar culturas capazes de transformar complexidade em diálogo, ambiguidade em aprendizagem e mudanças constantes em capacidade de adaptação. O artigo discute por que essa pode ser uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.

Ísis P. Fontenele - Consultora organizacional, professora da FGV, mestre em Gestão de Pessoas pela FGV EAESP

8 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
28 de agosto de 2026 17H00
O artigo propõe uma reflexão sobre o papel da curadoria, da divergência e do discernimento humano em uma era marcada pela abundância de inteligências e pela escassez de julgamento.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo