Tecnologia e inovação

Inovar, em primeiro lugar, com as pessoas

Imagine qual seria a missão de empresa metalmecânica fundada por um torneiro mecânico em Aracruz (ES) em 1980. Você vai se surpreender com a Imetame: “contribuir para as pessoas realizarem sonhos”. Como mostra esta reportagem, os líderes da companhia capixaba se viram como “intensivos em capital humano” e decidiram se diferenciar inovando no tratamento com pessoas, dos colaboradores às da comunidade. Ao menos para organizações intensivas em capital humano, isso pode ser um booster e tanto.
Jornalista especializada em gestão, inovação e negócios, com mais de 30 anos de experiência como redatora, repórter, editora e revisora. Colaboradora de HSM Management e de MIT Sloan Management Review Brasil.

Compartilhar:

O site da indústria metalmecânica Imetame expõe seu foco de cara: a gestão das pessoas de dentro e das do entorno (esta, traduzida por “mais consciência”) ganha muito mais destaque do que todo o resto. O CEO e sócio da empresa, Gilson Pereira, confirma que tanto a Imetame como o grupo de empresas sob seu guarda-chuva se preocupam mais em inovar na forma como cuidam das pessoas mesmo, apesar de inovarem também na parte tecnológica, em equipamentos e processos. “Quando falo pessoas, estou me referindo aos colaboradores, suas famílias e a comunidade”, explica. Existe uma crença que sustenta essa decisão perante os parâmetros empresariais típicos: é que inovar na gestão das pessoas repercute na qualidade do trabalho de todas as áreas da companhia, e qualidade sempre foi o diferencial ali, mais do que quantidade.

“Nosso foco nunca foi em aumentar volume de produção ou faturamento, e sim melhorar a qualidade da prestação do serviço e o valor agregado a esses serviços, tendo o aumento da rentabilidade como consequência. Como o olhar diferenciado para as pessoas as engaja, o resultado são colaboradores fiéis e comprometidos, que se sentem constantemente desafiados a dar o melhor de si”, explica o CEO.

E qualidade implica, naturalmente, inovação em produtos e serviços. Como conta Pereira, o grupo estimula algumas startups, mas esse não é o seu core. Sua maior aposta é nas inovações que partem das pessoas internamente, a partir das ideias dos colaboradores. “Incentivamos as nossas pessoas a buscarem as inovações.” O pensamento subjacente, nesse caso, é de que não há ninguém do que o próprio colaborador para melhorar as atividades que ele desempenha no dia a dia. E isso explica o fato de a inovação em pessoas ser o ponto de partida – forma-se uma espécie de círculo virtuoso da inovação.

Um exemplo de inovação vinda de funcionários para alavancar a produtividade vem de um equipamento de soldagem manual denominado “tocha tig”. “Já tínhamos feito uma melhoria na tocha, em parceria com o fabricante, para melhorar a produtividade, mas o colaborador soldador entrou com a ideia de alteração e fomos a outro patamar”, conta o CEO.

## Estrutura, Exemplo, Ações

A inovação em pessoas da Imetame é executada em programas para o público interno e para o externo.

Como Pereira definiu a __HSM Management__, as ações internas visam o desenvolvimento dos colaboradores como seres humanos integrais – como profissionais e como pessoas, membros de família e da comunidade. Vale para os 5,5 mil funcionários do grupo – a maioria dos quais ligado à Imetame Metalmecânica –, entre operacionais, líderes e alta gestão.

No caso das ações externas, para familiares dos funcionários e comunidade, têm como objetivo principal “ensinar a pescar em vez de dar o peixe”, diz Pereira, a fim de que os membros da comunidade se fortaleçam. O exemplo do programa “Cultivando uma nova consciência”, criado com a participação de 160 famílias, seis escolas e o Centro de Detenção Provisória de Aracruz, ilustra isso: os envolvidos cultivam hortas e ganham cestas básicas à medida que as hortas estejam bem cuidadas.

Para dar conta de tudo isso, a área de gestão de pessoas da Imetame tem um número razoável de profissionais – cerca de 50 – e eles são dedicados exclusivamente a isso, não tendo de cuidar da parte burocrática das relações trabalhistas, que fica a cargo do departamento pessoal (o “RH”, que se encarrega de pagamento da folha salarial, benefícios, definição de férias etc.). Desses 50, três ficam mais dedicados aos programas externos, mas as relações com ambos os públicos acabam envolvendo todos.

Pensando no atendimento ao público interno, a inovação começa pelo próprio modo como o atendimento é organizado. Há dois tipos: o atendimento direcionado, que acontece quatro vezes por ano, e o atendimento de demandas do dia a dia, que é em tempo real e com respostas rápidas – uma demanda feita pela manhã costuma ser respondida na tarde do mesmo dia. Curiosidade: em ambos os casos, os profissionais de gestão de pessoas é que vão até os colaboradores, e não o contrário.

No atendimento direcionado, a área de gestão de pessoas define, com envolvimento direto do fundador, Ettore Cavallieri, uma série de perguntas sobre sonhos, propósito de vida e visão de futuro, e monta uma força-tarefa para conduzir essa conversa com cada pessoa da organização. Essas não necessariamente relacionadas com o negócio. “Agora em fevereiro, por exemplo, faremos o primeiro atendimento direcionado do ano com uma força-tarefa de oito pessoas para as obras”, explica Vanderlei Pedrini, superintendente de gestão de pessoas.

Já no atendimento corriqueiro, basta que uma pessoa solicite por rádio a presença de um profissional de gestão de pessoas, que ele vai até o solicitante. Como existem muitos funcionários alocados em obras, as equipes não ficam apenas na sede: há profissionais de gestão de pessoas distribuídos pelas frentes de serviço da Imetame, o que agiliza os atendimentos. Qualquer demanda é válida, como tirar alguma dúvida a marcar uma consulta com o dentista.

Além dessa estrutura diferenciada de atendimento, a inovação em pessoas na empresa se alimenta de exemplos e ações. Os exemplos vêm de cima e se tornam histórias passadas de boca em boca consolidando a cultura. Uma vez, em 1992, um operário se machucou ao manusear um torno mecânico e rapidamente foi levado para um hospital local, mais próximo. Ao saber do ocorrido, Cavallieri intuiu que a solução seria amputarem o dedo do rapaz e correu para o hospital impedindo qualquer procedimento. Ele pessoalmente o levou até um dos maiores especialistas em mãos da região, que reimplantou o dedo, num trabalho perfeito e, até hoje, esse funcionário trabalha na empresa. Outro caso foi o de colaborador diagnosticado com um câncer grave não coberto pelo plano de saúde; a empresa o levou para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e bancou todo o tratamento.

As ações, internas e externas funcionam por meio de programas bem estruturados e com a continuidade, como os dedicados a desenvolver o sentimento de gratidão, que é fortemente ligado à felicidade. Há duas pausas semanais e, desde 2018, uma vez por ano, na semana de 19 de abril, a empresa agradece a todas as comunidades indígenas locais indo às aldeias.

## Os programas e seus diferenciais

O olhar de inovação é uma diretriz da área de gestão de pessoas da empresa e conta com a participação direta do fundador. Eles não inovam apenas ao criar programas diferentes dos do mercado. Mesmo nos programas que são uma exigência legal para todas as organizações, como o do “menor aprendiz”, ou uma praxe de RH das empresas mais avançadas, como a meditação e a participação nos lucros, a inovação está presente no modo de executar.

Por exemplo, a Imetame distribui lucros aos colaboradores conforme seu desempenho e eles também podem ganhar uma viagem com a família – no Brasil ou internacional conforme suas pontuações nas avaliações anuais. Além de a viagem ser uma novidade, o detalhe é que essas avaliações são feitas pela equipe com que a pessoa atua, mensalmente – inclusive o líder da equipe é avaliado pelos liderados.

A seguir, listamos mais casos de inovação em pessoas da empresa:

__A versão imetame do Programa “jovem Aprendiz” faz uma seleção inversa, contratando os adolescentes de comportamento mais desafiador.__ Contratar jovens aprendizes é obrigatório para empresas com fins lucrativos que têm sete ou mais pessoas contratadas. E, na execução, a maioria vai às escolas e escolhe os alunos com melhor desempenho e comportamento – o que é natural. Na Imetame, a seleção para o programa “Adolescente Aprendiz”, como foi rebatizado ali, vai no caminho contrário: eles observam nas escolas os jovens, de 16 a 17 anos, que têm as piores notas e são considerados “mais problemáticos”, consultam o Conselho Tutelar sobre os jovens mais vulneráveis da região e que estejam em conflito com a lei, combinam essas informações e fazem sua seleção. Depois de dois anos de programa (um ano no Senai e um ano na companhia), os adolescentes aprendizes concorrem a vagas efetivas. “Não é fácil; alguns desistem e vamos atrás para resgatá-los; outros aprontam e conversamos. Trabalhamos muito com as famílias desses adolescentes; algumas nem acreditam ser possível colocá-los no bom caminho. É um processo, mas nos esforçamos para dar a oportunidade para que eles mudem de vida”, diz Vanderlei Pedrini, acrescentando, orgulhoso, que esse programa já mudou a vida até de um rapaz que era chefe de uma boca de fumo.

__A empresa adquiriu um avião para que as famílias dos colaboradores em campo possam visitá-los mais facilmente.__ Nesse mercado de obras, em que o operário passa muito tempo longe de casa, é usual a empresa bancar viagens regulares de familiares para que lhe façam visitas em campo – e normalmente o faz pagando passagens de avião ou ônibus. Entendendo que era bom negócio “unir produtividade, rapidez e pessoas”, como conta Pedrini, a Imetame resolveu montar uma frota própria de ônibus e adquirir um avião para as viagens dos colaboradores e famílias. Isso facilita para os familiares que moram em Aracruz fazer visitas de final de semana ao funcionário embarcado em obra no Mato Grosso, por exemplo.

__O tempo de empresa dos colaboradores é comemorado todo ano, em almoços de gratidão.__ Foi montado um restaurante dentro da empresa para, uma vez por mês, organizar almoços com duração de duas horas, para turmas “aniversariantes” de tempo de casa – entre 50 e 60 pessoas. Além de um cardápio especial e da companhia da alta gestão, o almoço inclui bolo e até “uma cervejinha de leve”, como comentou Pedrini.

__Uma escola de soldagem prepara os profissionais de amanhã contratando-os.__ A Imetame desenvolveu uma técnica de solda mais rápida e prepara as pessoas para utilizá-la. Como não tem autorização para ser uma escola, contrata os alunos para fazerem o curso, com foco maior em solda e caldeiraria, em um curso que, nesses moldes de solda, chega a custar de R$ 13 mil a R$ 15 mil no mercado. Ao final, o aluno pode ser contratado em definitivo, o que acontece em 70% a 75% dos casos.

__Promove-se a conscientização dos funcionários.__ Para começar, um conjunto de ações contribui para a educação financeira e empreendedora de colaboradores e comunidade. Além de comunicação constante sobre o uso consciente do dinheiro, dirigida a funcionários e suas famílias, duas vezes por mês ocorre a Feira das Famílias em todos os locais onde a empresa está presente, proporcionando a familiares com atividade artesanal que exponham e vendam suas peças.

A consciência ambiental também está na mira da Imetame. Para isso, ela criou o programa Reflorescer, que desde 2016 tem recuperado, com mais de 1 milhão de mudas plantadas e ajuda dos colaboradores, áreas de ecossistemas florestais, nascentes e matas ciliares. “Já temos bons resultados em diversas regiões do norte capixaba”, conta Pedrini. Há um viveiro próprio, com 435,9 mil mudas em formação.

__Clientes e pessoas são conectados.__ Isso acontece de duas maneiras. Uma é a ação externa batizada de “Sonho Meu”. Em vez de enviar cestas natalina aos clientes como todos fazem no final do ano, a empresa passou a realizar sonhos de famílias da comunidade em nome de cada cliente, enviando a este uma carta e fotos da família agraciada – os sonhos costumam ser simples, como ter uma cama, um colchão, uma geladeira, um fogão etc. “Os clientes ficam emocionados”, conta Pereira. O programa já beneficiou mais de 230 famílias desde 2004.

Outra é uma ação interna. Quando se fecha um contrato novo, além de tocarem sinos e a música do Ayrton Senna na fábrica, os colaboradores vão para o pátio celebrar o fato assumindo o compromisso com aquela entrega em palavras. Um vídeo da celebração é gravado e enviado para o cliente em questão.

—

saiba mais sobre a Imetame

Há quase meio século, um torneiro de uma empresa chamada Aracruz Florestal, Ettore Selvatici Cavallieri, então com 22 anos, uniu força com um colega para aproveitar a oportunidade de negócio que vislumbrou nos serviços excedentes de usinagem e soldagem. De um pequeno galpão de 50 m2, hoje a sede da Imetame ocupa área de 412.200 m2 e faturamento estimado na casa de bilhão de reais (a empresa não divulga o montante). O atual CEO, Gilson Pereira, entrou na empresa em 1990 como colaborador e, em 1998, virou sócio. E a empresa se tornou um grupo com atividades bem distintas do core. Inclui, por exemplo, a Imetame Energia, que atua no segmento de geração de energia com termelétricas e campos de gás próprios. E tem negócios de rochas ornamentais, chapas de pedras naturais e pedras estruturais para construção pesada.

Outras inovações

Para a Imetame, inovar em pessoas permite inovar em outras áreas. Três exemplos são uma técnica de soldagem mais rápida, o primeiro porto de águas profundas do Brasil (para navios de maior porte) e a primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) privada do País.

__SOLDA RÁPIDA.__ Se uma solda padrão leva de 30 a 40 minutos, esse tempo cai para 9 a 15 minutos na Imetame, graça a um treino intensivo da habilidades de três meses.

__PORTO PROFUNDO.__ Com previsão de início das operações da primeira etapa em 2025, esse porto vem oferecer profundidade de 17 metros para receber navios de longo curso e Capesize, que atualmente operam com limitações no litoral brasileiro (a maioria dos nossos portos não passa dos 15 metros). Atenderá aos mais diversos setores produtivos.
ZPE. Autorizada em 2023, ela deve ter 2,5 milhões de m², sendo 500 mil m² já disponíveis para a instalação de empresas.

Compartilhar:

Artigos relacionados

2027 começa em outubro: o que os CEOs já estão decidindo agora

Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Plataformização da educação: 3 pontos para refletir antes de levar tecnologia para a sala de aula

Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

O que Guimarães Rosa pode ensinar sobre liderança na era da IA

Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

O caso Abril não foi uma crise da mídia. Foi uma crise de adaptação

Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Seu valor termina quando sua performance cai?

Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

A contradição que desafia a ONU: É possível falar em inclusão global sem Taiwan?

Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Liderança, Estratégia
5 de outubro de 2026 14H00
Embora o calendário ainda indique os últimos meses de 2026, as principais decisões que definirão o desempenho das empresas no próximo ciclo já estão sendo tomadas agora. A questão não é prever o que acontecerá em 2027, mas construir antecipadamente as capacidades que permitirão responder melhor ao que vier.

Bruno Padredi - Fundador e CEO da B2B Match

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
5 de outubro de 2026 08H00
Plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial estão chegando às salas de aula em ritmo acelerado. Mas a transformação educacional não depende apenas da disponibilidade de novas soluções. Ela exige clareza sobre os problemas que se pretende resolver, participação de quem vive o cotidiano escolar e condições reais para que a tecnologia faça sentido no processo de aprendizagem.

Camila Wasserman e Sabrina Serafim -

6 minutos min de leitura
Liderança
4 de outubro de 2026 14H00
Por trás de uma das obras mais inovadoras da literatura brasileira havia um método rigoroso de trabalho. A partir dessa provocação, o artigo discute por que organizações que desejam crescer de forma consistente precisam desenvolver algo que nenhuma tecnologia entrega pronta: critérios compartilhados, disciplina intelectual e capacidade coletiva de manter a qualidade em escala.

Ulisses Pimentel - Executivo, advisor e especialista em vendas consultivas B2B

8 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
8 de outubro de 2026 08H00
Empresas raramente entram em declínio de forma repentina. Primeiro perdem capacidade de adaptação, depois relevância e, por fim, espaço para investir na própria transformação. A partir do caso Abril, o artigo analisa como decisões sobre inovação, sucessão, crescimento e alocação de recursos influenciam a capacidade de uma organização sobreviver em ciclos de disrupção cada vez mais rápidos.

Pedro Fenati Bicalho - Sócio-diretor da FC Partners

5 minutos min de leitura
Cultura organizacional
3 de outubro de 2026 14H00
Uma promoção, uma nova função, um momento difícil ou uma fase de adaptação podem mudar temporariamente a performance de qualquer profissional. A questão é saber se as organizações conseguem enxergar essas oscilações como parte da trajetória humana ou se passam a avaliar pessoas apenas pelo resultado do momento.

Rennan Vilar - Diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional

5 minutos min de leitura
Estratégia, Direito, Regulação & Compliance
3 de outubro de 2026 08H00
Em um momento em que a ONU afirma buscar a reconstrução da confiança internacional, o debate sobre a exclusão de Taiwan recoloca uma questão fundamental para a governança global: como defender representatividade, cooperação e direitos universais quando milhões de pessoas permanecem à margem de importantes fóruns internacionais? O artigo analisa as implicações jurídicas, geopolíticas e econômicas dessa controvérsia e seus impactos sobre a estabilidade global.

Márcio Coimbra - CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
2 de outubro de 2026 14H00
Imagine carregar, em um único ambiente digital, diplomas, cursos, certificações e qualificações profissionais, todos verificáveis em segundos. O artigo explora como a combinação entre credenciais digitais, blockchain e identidade digital pode redefinir a forma como pessoas comprovam suas competências e como o país acompanha a evolução da educação e da empregabilidade.

Carolina Ferrés - Diretora POK Brasil

Oferecido por: POK
11 minutos min de leitura
Cultura organizacional
2 de outubro de 2026 08H00
Medo e pressão são ótimos para o resultado. Desde que você não precise das mesmas pessoas no trimestre seguinte.

Thais Requito - Palestrante, consultora e pesquisadora em saúde mental e trabalho sustentável

4 minutos min de leitura
Cultura organizacional, Comunicação, Estratégia
1º de outubro de 2026 14H00
Palcos, entrevistas e redes sociais ampliam alcance, mas não constroem autoridade por si só. O artigo explora como empresas e executivos podem desenvolver influência genuína em um cenário em que a confiança se tornou mais pessoal, mais seletiva e cada vez mais vinculada à qualidade do pensamento que produzem e compartilham.

Caetano Tona - Fundador da Life Lab, TEDx Organizer e Professor de Comunicação na ESPM

10 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de outubro de 2026 08H00
A tecnologia está mudando a forma como criamos, trabalhamos e tomamos decisões. Mas existe uma diferença fundamental entre processar informação e acumular vivência. O artigo propõe uma reflexão sobre pensamento crítico, criatividade e o papel das chamadas “power skills” em um cenário onde a inteligência artificial amplia capacidades, mas não substitui experiências humanas.

Carol Martins - CEO da SOAP

Oferecido por SOAP
3 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #174

Mobilização é o novo segredo da execução