Melhores para o Brasil 2022

Instituições financeiras reconhecidas vão além da agenda ESG

Em um setor em que dinheiro é a alma do negócio, bancos como BV (ex-Banco Votorantim) e Inter ampliam alcance e investem na agenda ESG

Compartilhar:

A partir de 2023, as instituições financeiras do Brasil terão de reportar, por exigência do Banco Central, questões sociais, climáticas e ambientais, embora a maioria já o faça há anos. Isso tem criado uma movimentação desse mercado em torno da agenda ESG. Alguns bancos se destacam, indo além da declaração de intenções para se expor ao escrutínio de seus stakeholders. É o caso, entre outros, do BV (ex-Banco Votorantim) e do Banco Inter. Desde 2014, o BV tem um programa ESG, apoiado nos pilares de responsabilidade social, consumo consciente e impacto das atividades, e sustentabilidade nos negócios.

“A evolução foi gradativa”, diz Claudia Furini, superintendente de marketing, sustentabilidade e UX do BV. E ganhou força com a participação direta dos executivos a partir de 2020. “O CEO e a alta liderança acompanham as metas e direcionam a atuação ESG”, afirma Furini, e completa: “Sem integração de todas as áreas, não há resultados expressivos”.

A lista de conquistas cresce desde 2020: adesão ao Pacto Global da ONU, emissão do seu primeiro green bond, emissão de R$ 30 milhões em letras financeiras verdes do BNDES, com lastro em projetos de energia eólica e solar, entre outras, e também ações de inclusão e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Outro banco entre as Melhores para o Brasil é o Inter, que tem a ecoeficiência e a transparência como modelo de negócio. Christiano Coelho, head de sustentabilidade empresarial do Grupo Inter, destaca a forte atuação ESG do banco. “Neutralizamos nossas emissões atmosféricas com créditos de carbono desde 2019 e temos o selo ouro GHG Protocol no inventário de emissões. Em 2021, passamos a compor o Índice de Carbono Eficiente da B3”, frisa.

Para ele, a abertura de capital e o crescimento da base de clientes aumentaram a responsabilidade com relação aos stakeholders, o que levou à criação de um setor de sustentabilidade empresarial.

Apesar de a agenda ESG vir ganhando cada vez mais força na sociedade, no governo e no meio corporativo, Coelho reconhece um longo caminho a ser percorrido. “Ainda é preciso transpor enormes desafios internos e externos para que essa transformação seja uma realidade e a agenda se torne uma prioridade comum a todos os nossos stakeholders”, finaliza.

__[Leia mais: As Melhores para o Brasil em 2022](https://www.revistahsm.com.br/post/as-melhores-para-o-brasil-em-2022)__

Compartilhar:

Artigos relacionados

Diversidade não gera performance. O que gera é a forma como ela é operada

Diversidade amplia repertório, mas também multiplica complexidade. Este artigo mostra por que equipes diversas só performam quando há uma arquitetura clara de decisão, comunicação e gestão de conflitos – e como a falta desse sistema transforma inclusão em ruído operacional e perda de velocidade competitiva.

A voz que não se ouve

Relações de poder, saúde relacional e o design das conversas que as organizações precisam ter. Este artigo parte de uma provocação simples: e se o problema não estiver em quem fala, mas em quem detém o poder de ouvir?

ESG, Cultura organizacional
5 de maio de 2026 08H00
Diversidade amplia repertório, mas também multiplica complexidade. Este artigo mostra por que equipes diversas só performam quando há uma arquitetura clara de decisão, comunicação e gestão de conflitos - e como a falta desse sistema transforma inclusão em ruído operacional e perda de velocidade competitiva.

Angelina Bejgrowicz - Fundadora e CEO da AB-Global Connections

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
4 de maio de 2026 15H00
Ao comparar a indústria automotiva ao mercado de smartphones, este artigo revela como a perda de diferenciação técnica acelera a comoditização e expõe um desafio central: só marcas com forte valor simbólico conseguem sustentar margens na era dos “carros‑gadget”.

Rodrigo Cerveira - Sócio e CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio

3 minutos min de leitura
Marketing & growth
4 de maio de 2026 08H00
Quando a IA torna o conteúdo replicável, a influência só sobrevive onde há autenticidade, PI e governança. Este artigo discute por que o alcance virou commodity - e a narrativa, ativo estratégico.

Igor Beltrão -Diretor Artístico da Viraliza Entretenimento

3 minutos min de leitura
Liderança, Cultura organizacional, Gestão de Pessoas
3 de maio de 2026 12H00
Equipes não falham por falta de competência, mas por ausência de confiança. Este artigo explora como a vulnerabilidade consciente cria segurança psicológica, fortalece relações e eleva a performance.

Ivnes Lira Garrido - Educador, Mentor, Consultor Organizacional e Facilitador de Workshops

4 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
3 de maio de 2026 08H00
Mais do que tecnologia, a inteligência artificial exige compreensão. Este artigo mostra por que a falta de letramento em IA já representa um risco estratégico para empresas que querem continuar relevantes.

Davi Almeida - Sócio da EloGroup, Rodrigo Martineli - Executive Advisor da EloGroup e Pedro Escobar - Gerente sênior da EloGroup

5 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
2 de maio de 2026 13H00
Relações de poder, saúde relacional e o design das conversas que as organizações precisam ter. Este artigo parte de uma provocação simples: e se o problema não estiver em quem fala, mas em quem detém o poder de ouvir?

Daniela Cais - TEDx Speake e Designer de Relações Profissionais

8 minutos min de leitura
Liderança
2 de maio de 2026 07H00
Neste artigo, a figura do Justiceiro, anti-herói da Marvel Comics, serve como metáfora para discutir o que realmente define o legado de um líder: a capacidade de sustentar princípios quando resultados pressionam, escolhas difíceis se impõem e o custo de fazer o certo se torna inevitável.

Cristiano Zanetta - Empresário, escritor e palestrante TED

4 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
1º de maio de 2026 14H00
Se o trabalho mudou, o espaço precisa mudar também. Este artigo revela por que exigir presença física sem intencionalidade cultural e cognitiva compromete saúde mental e produtividade.

Thierry Cintra Marcondes - Conselheiro, Influenciador e Professor

16 minutos min de leitura
Liderança, Marketing & growth
1º de maio de 2026 07H00
Os melhores líderes internacionais não se destacam apenas pela estratégia. Destacam-se por perceber cedo os pequenos sinais de desalinhamento entre a matriz e os mercados, antes que eles virem problemas caros.

François Bazini - CMO e Consultor

5 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial, Bem-estar & saúde
30 de abril de 2026 18H00
A nova norma exige gestão contínua de risco, mas só a inteligência artificial permite sair da fotografia pontual e avançar para um modelo preditivo de saúde mental nas organizações. Esse artigo demonstra por que a gestão de riscos psicossociais exige uma operação contínua, preditiva e orientada por dados.

Leandro Mattos- Expert em neurociência da Singularity Brazil e CEO da CogniSigns

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #171

A Face Executiva de 2026

Líderes de organizações brasileiras de todos os setores, portes e regiões desenham o ano empresarial do Brasil com suas prioridades em relação a negócios, pessoas e tecnologia...