Business content

Investimento em customer experience diferencia PMEs

Em busca da fidelização, empreendedores apostam na criação de relacionamento com os clientes por meio de experiências personalizadas
Angela Miguel é editora de conteúdos customizados em HSM Management e MIT Sloan Review Brasil.

Compartilhar:

Se você já precisou trocar um produto ou se sentiu enganado pela propaganda de um serviço após sua compra sabe como uma experiência satisfatória é essencial para a escolha de uma recompra. Segundo a pesquisa *CX Trends 2021*, 62% dos entrevistados disseram ter desistido de uma compra por conta de uma experiência negativa em 2020; 43% afirmaram que essa experiência foi determinante para impossibilitar a compra mais de uma vez.

Esses são números preocupantes quando colocados na ponta do lápis pelos negócios, especialmente no caso das pequenas e médias empresas, já que a qualidade do serviço e do pós-venda está entre os fatores principais que garantem a [fidelização de compradores](https://www.revistahsm.com.br/post/como-o-digital-demanda-um-marketing-mais-centrado-no-individuo) em mercados concorridos. Contudo, há uma disparidade considerável a respeito da percepção do impacto dessa experiência entre companhias e clientes.

O mesmo *CX Trends 2021* indicou que enquanto 76% das organizações acreditam oferecer uma boa experiência de venda, apenas 49% dos clientes têm a mesma opinião sobre as compras realizadas. E a pesquisa traz outro dado importante para as PMEs: 81% dos consumidores afirmaram dar preferência a marcas que oferecem (de verdade) uma [experiência satisfatória](https://www.revistahsm.com.br/post/a-hora-h-do-sxsw-consumo-imersivo-no-varejo).

![comportamento-do-cliente-chatbot-CX](//images.contentful.com/ucp6tw9r5u7d/7CwKO6xSUNMw3a5ogYw0Cs/704500baf58e088bf7a81b2c1ecaa22b/comportamento-do-cliente-chatbot-CX.jpg) *Fonte: CX Trends 2021*

São números como esses que mostram a relevância do customer experience (ou CX) para a sobrevivência e o sucesso dos negócios, independente de seu porte. Em [matéria da edição 136](https://www.revistahsm.com.br/post/framework—jornada-do-cliente) da __HSM Management__, o consultor, autor e especialista em CX, Roberto Madruga, propôs um comparativo entre o comportamento dos clientes antes e depois da era omnichannel e do avanço tecnológico empregado pelas empresas em sua relação com os consumidores.

![comportamento-do-cliente-CX](//images.contentful.com/ucp6tw9r5u7d/6wG27nXfS0yqeyU9IrwxFV/a560fdd8aa5db7bc8e0314189708573c/comportamento-do-cliente-CX.jpg) *Fonte: HSM Management, edição 136*

Na atualidade, portanto, compradores não têm receio de abandonar marcas que falham na jornada de vendas e fazem questão de divulgar quão negativa foi a experiência obtida. Mais do que canais como Reclame Aqui, por exemplo, os consumidores utilizam as redes sociais pessoais e as páginas oficiais dos negócios para anunciar quão problemática foi a relação estabelecida. Os consumidores querem ser ouvidos, compreendidos e atendidos de todas as formas e em todas as plataformas.

## Reinventando jornadas digitais
Diante dessa perspectiva, se grande parte das iniciativas de CX está atrelada ao universo online, principalmente dada a conjuntura pandêmica, empresas de todos os portes têm a obrigação (e o desafio) de reimaginar as jornadas digitais dos consumidores. Ainda segundo o estudo *CX Trends 2021*, 70% das organizações já utilizam um sistema de atendimento para monitorar a qualidade do serviço e para encontrar insights para a [geração de novas estratégias](https://www.revistahsm.com.br/post/inteligencia-de-negocios-para-empreendedores).

Nesse sentido, é possível identificar um crescimento da adoção de automatizações como chatbots para o atendimento. Das organizações entrevistadas, 31% já utilizam robôs, enquanto outras 35% pretendem adotar a tecnologia em breve. Contudo, se por um lado, os chatbots garantiram agilidade no atendimento e diminuição no tempo de resposta, por outro lado, muitos consumidores ainda preferem se relacionar com seres humanos.

Levantamento da Infobip entrevistou cerca de 1200 consumidores e revelou que um a cada quatro [já usaram chatbots](https://www.revistahsm.com.br/post/colaboradores-desejam-tecnologias-para-o-cuidado-mental) para respostas imediatas. No entanto, os respondentes esperam que os chatbots pudessem ser mais humanizados – 60% deles afirmaram que ficariam insatisfeitos caso descobrissem estarem interagindo com máquinas. Os números do gráfico abaixo mostram que ainda não há unanimidade entre a recepção dos chatbots:

![comportamento-do-cliente-chatbot-CX-2](//images.contentful.com/ucp6tw9r5u7d/2nymz2Q0wlnaa0YRWqhcQy/1a6447dbfe6b4d27dd60d42272b1eae2/comportamento-do-cliente-chatbot-CX-2.jpg) *Fonte: CX Trends 2021*

Simultaneamente, o WhatsApp também tem sido citado como outro meio bastante popular no atendimento das empresas, especialmente para pequenas e médias empresas. Antes da pandemia, 98% das empresas e 29% dos consumidores já recorriam ao WhatsApp para realizar transações. Em 2020, outras 19% das organizações e 22% dos clientes passaram a adotar o aplicativo de mensagem – e esses números devem aumentar com o WhatsApp Pay.

## Experiência online ampliada
Buscando agilidade, redução de gastos e personalização, a experiência virtual dos clientes é explorada por companhias de segmentos diversos que atuam no B2B ou no B2C. Um exemplo dessa “obsessão” pela satisfação do cliente é [Meoo, serviço de carro por assinatura da Localiza](https://www.revistahsm.com.br/post/servicos-sob-demanda-aliviam-gastos-das-pmes). Com Meoo, empreendedores e donos de PMEs podem escolher modelos diversos para sua frota de até 10 veículos personalizados e todo o trâmite para a contratação é realizado online.

Por meio de aplicativo, quem confia em Meoo pode escolher o modelo ideal para o porte e as necessidades de seu negócio, a quantidade e as especificidades de cada veículo e resolver todas as questões relacionadas à documentação e manutenção de maneira remota e virtual.

Pelo app exclusivo, o assinante tem acesso na palma da mão à regularização dos carros no Detran, filas de vistoria, renovação de seguro, emissão de boleto do IPVA e pagamentos de oficina após incidentes. Com uma equipe disponível 24 horas, todo assinante conta com auxílio para todo tipo de emergência.

Compartilhar:

Artigos relacionados

SOMPO Holdings: da crise provocada por si mesma a uma transformação guiada por propósito

Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Por que lavar as mãos ainda é uma das maiores armas da medicina?

Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Vamos falar sobre vendas?

Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Se o estagiário lidera a reunião, quem é o líder?

Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

A natureza da liderança: o que os patos, as formigas e as árvores podem nos ensinar?

A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza?

Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Liderança
14 de agosto de 2026 08H00
Após mergulhar em uma crise provocada por escândalos que abalaram sua credibilidade, a SOMPO Holdings encontrou na liderança de Mikio Okumura o impulso para redefinir sua identidade. Inspirado por aprendizados adquiridos no Brasil, o executivo promoveu uma transformação que combinou propósito, tecnologia e foco no cliente para reconstruir a confiança e conduzir a seguradora a resultados recordes.

Kei Izawa - 7º Dan de Aikikai e ex-presidente da Federação Internacional de Aikido

13 minutos min de leitura
Bem-estar & saúde, Cultura organizacional
13 de agosto de 2026 14H00
Mais de 150 anos após os estudos pioneiros de Ignaz Semmelweis e Florence Nightingale, a higiene das mãos permanece como uma das intervenções mais importantes para a segurança do paciente. O desafio atual não está na falta de evidências, mas na capacidade das instituições de transformar conhecimento em hábito e protocolo em cultura.

Marcos Gurgel - Diretor Comercial na divisão Avitum da B. Braun Brasil

4 minutos min de leitura
Marketing & growth, Estratégia, Vendas
13 de agosto de 2026 08H00
Vendas estão entre as atividades mais antigas, estratégicas e decisivas de qualquer organização, mas continuam sendo tratadas por muitas empresas como uma responsabilidade exclusiva da área comercial. Nesta coluna de estreia, a autora propõe uma reflexão sobre por que receita é resultado de um sistema que envolve liderança, cultura, processos, tecnologia, experiência do cliente e estratégia, e por que a pergunta mais importante talvez não seja por que os vendedores não vendem, mas o que a própria organização está fazendo para dificultar a venda.

Carol Manciola - CEO da Conectas

6 minutos min de leitura
Liderança
12 de agosto de 2026 14H00
Em um cenário onde conhecimento, repertório e fluência tecnológica estão distribuídos entre diferentes gerações, a liderança deixa de ser uma posição fixa e passa a circular conforme o contexto. O artigo explora como a IA está redefinindo autoridade, colaboração e tomada de decisão, tornando a capacidade de aprender, adaptar-se e reconhecer quem deve liderar em cada momento uma das competências mais importantes do futuro.

Eduardo Ibrahim - Fundador e CEO da Humana AI, Faculty Global da Singularity University e autor do best-seller Economia Exponencial

7 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
12 de agosto de 2026 08H00
O artigo defende que o verdadeiro valor surge quando a IA deixa de operar de forma isolada e passa a integrar toda a jornada de negócio, conectando pessoas, processos, dados e governança em um único sistema de performance.

Guilherme Stefanini - CMO do Grupo Stefanini, CEO da Stefanini Marketing e sócio da W3haus e Gauge.

4 minutos min de leitura
Liderança
11 de agosto de 2026 18H00
A liderança é uma invenção humana ou um princípio presente na própria natureza? Longe das salas de reunião e dos modelos de gestão, a natureza oferece pistas valiosas sobre uma das capacidades mais humanas das organizações: a liderança. A partir de observações do cotidiano no campo, o autor propõe uma reflexão sobre as origens da condução, da cooperação e da construção de instituições, sugerindo que liderar talvez seja menos uma técnica aprendida e mais a expressão consciente de uma lógica que acompanha a vida há milhões de anos.

Carlos Eduardo de Barros - Fundador e CEO da Cogntion & Business Consultoria, conselheiro de empresas e consultor em estratégia, governança e liderança

16 minutos min de leitura
Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 14H00
Empresas estão investindo bilhões em inteligência artificial, mas poucas conseguem responder uma pergunta simples: quanto valor real cada interação com IA está gerando para o negócio? O artigo propõe uma nova forma de avaliar projetos de IA generativa, baseada no conceito de retorno sobre tokens, e mostra por que medir apenas adoção, volume de uso ou número de licenças já não é suficiente para justificar investimentos, escalar soluções e transformar tecnologia em resultado.

Leonardo Tristão - CEO da Performa_IT

22 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
11 de agosto de 2026 08H00
Enquanto líderes cobram ganhos de produtividade e redução de custos, muitas empresas ignoram um fato básico: inteligência artificial não gera transformação por osmose. Sem redesenho de processos, desenvolvimento de competências e participação das pessoas, a tecnologia corre o risco de se transformar apenas em mais uma ferramenta cara dentro da organização.

Marcel Nobre - CEO da BetaLab, Professor, Pesquisador e Keynote Speaker de inovação e novas tecnologias

14 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
10 de agosto de 2026 08H00
Este artigo explora por que empatia, hospitalidade, escuta e construção de vínculos podem se tornar os ativos mais valiosos da próxima década.

Dr. Henrique Moura - Chefe da Fonoaudiologia do BP Paulista e BP Mirante. Além de atuar como Professor da Pós Graduação e do Mestrado do Hospital Israelita Albert Einstein

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Tecnologia & inteligencia artificial
10 de agosto de 2026 08H00
A pressão para adotar inteligência artificial cresce em praticamente todos os setores, mas muitas iniciativas continuam fracassando pelo mesmo motivo: começam pela tecnologia e não pelo problema. Com exemplos da indústria e reflexões sobre governança, processos e tomada de decisão, o artigo mostra por que a maturidade digital de uma organização não deve ser medida pela quantidade de projetos de IA que ela anuncia, mas pela sua capacidade de transformar desafios reais em resultados concretos.

Marcelo Paiva - Diretor de Operações da Formel D

7 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #173

A Geoeconomia entra no mundo corporativo