Empreendedorismo, Comunidades: Gestão PME

Investimento em startups: venture capital no Brasil

O ecossistema empreendedor no País está cada vez mais aquecido. Para navegar neste mar de oportunidades, é preciso estar preparado
Paulo Vitor Guerra é CEO do IEBT, graduado em engenharia de produção e mestre em administração com ênfase em estratégia, empresas de base tecnológica e empreendedorismo, ambos os títulos conferidos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua como pesquisador parceiro da UFMG em gestão da inovação e gestão do desenvolvimento de produtos, desenvolvendo e executando iniciativas de inovação aberta, aceleração de startups e estruturação de centros de tecnologia. À frente das operações do IEBT, Paulo Vítor conduz projetos em diversos formatos, promovendo o impulsionamento de pessoas e negócios por meio da inovação e tecnologia.

Compartilhar:

A captação de investimento em startups no Brasil não para de crescer. Essa performance está explícita nos números registrados recentemente.

De acordo com estudo elaborado pela Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP), as startups brasileiras receberam R$33,5 bilhões em fundos de venture capital durante os primeiros nove meses do ano passado. O número é um recorde histórico, triplicando o valor arrecadado pelas startups no mesmo período em 2020.

Além disso, outro dado interessante coletado pela plataforma brasileira [Sling Hub](https://forbes.com.br/forbes-tech/2022/04/brasil-lidera-lista-de-unicornios-e-se-prepara-para-a-era-dos-decacornios/) é que a América Latina tem mais de 40 empresas com esse perfil. Quando se trata de unicórnios, o Brasil lidera a lista. Ainda conforme o estudo, os projetos de base tecnológica chegam a faturar US$ 1 bilhão no mercado antes de entrarem na bolsa de valores.

O aquecimento do mercado brasileiro de startups tem colocado o País no ranking global. De acordo com o Global Startup Ecosystem Index 2022, produzido pela Startup Blink, centro de pesquisa e mapeamento global de ecossistemas de startups, o Brasil é o principal ecossistema latino-americano de empreendedorismo, tendo São Paulo e Curitiba como cidades de destaque no ranking da América Latina (em primeiro e sétimo lugar, respectivamente). O setor de fintechs bem como a capacidade brasileira de produzir unicórnios atraem a atenção de investidores estrangeiros.

O estudo aponta, ainda, a importância do papel que as grandes empresas e seus programas de aceleração tem no desenvolvimento do ecossistema, além da criação de uma série de políticas públicas, tais como a [InovAtiva](https://www.inovativa.online/) e a [Usina Pernambucana de Inovação](https://ecossistema.pe/listing/usina-pernambucana-de-inovacao/), que estão fomentando o empreendedorismo no Brasil.

E, apesar das notícias recentes de [demissões em massas dos unicórnios brasileiros](https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/06/02/unicornios-fazem-ajustes-no-brasil-em-busca-de-eficiencia.ghtml) em busca de eficiência, os números do setor evidenciam que esse é um modelo de empreendimento que chegou para ficar. Com objetivo de mostrar mais detalhes sobre o assunto, conheça como funcionam os modelos de investimentos em startups.

## Cinco modalidades de investimento em startups que você precisa conhecer
No ecossistema empreendedor, existem diferentes modalidades que são utilizadas pelos investidores para aportar investimentos nas startups. Aqui destacamos cinco das modalidades mais comuns no mercado atualmente:

– __Investidor-anjo:__ o investidor-anjo geralmente é uma pessoa física com capital suficiente para investir. Geralmente, eles se reúnem em grupos para procurar startups com potencial de mercado;
– __Aceleradores:__ trata-se de marcas que destinam capital para empresas com capacidade de crescimento rápido. Além do aporte financeiro, também auxiliam na gestão do negócio;
– __Incubação de empresas:__ as incubadoras consistem em um modelo de investimento com viés mais tradicional. Nesse caso, a parceria prevê disponibilização de infraestrutura, aporte de investimento, redução nos custos operacionais;
– __Venture Capital:__ nessa modalidade, a startup já precisa ter um negócio rodando e com uma significativa carteira de clientes para receber o aporte financeiro;
– __Crowdfunding:__ funciona como uma espécie de financiamento coletivo, no qual a ideia é acumular capital para financiar empreendimentos em diversas áreas.

## O que levar em consideração na hora de buscar investimento em startup?
Independentemente do modelo de investimento que pretende buscar, ao preparar sua empresa, alguns pontos merecem atenção especial do empreendedor. São eles:

### Valide a sua ideia
Primeiramente, não abra mão de que seus produtos e serviços sejam efetivamente relevantes para seu público-alvo.

Antes de mais nada, é essencial fazer o MVP (mínimo produto viável), que consiste em executar um lançamento em menor proporção de um produto ou serviço, para verificar sua viabilidade, receber feedback e fazer o product market fit, que é adaptar os produtos às necessidades do mercado.

### Aplique um pitch de investimento
O pitch de investimento significa fazer uma comunicação rápida para os investidores, com o intuito de mostrar por que a startup merece receber esse aporte. Entre as razões disso podem estar:

– Descrição do produto;
– Análise da concorrência;
– Diferenciais da solução;
– KPIs;
– Metas e objetivos;
– Detalhes do time.

### Estabeleça metas e estratégias
Além dos objetivos pensando no projeto de expansão da empresa, é necessário elencar as prioridades de investimento.

Entre os pontos prioritários podem ser o número de reuniões por trimestres, volume quantitativo e qualitativo de oportunidades de negócio e quantidades de desafios definidos por mês.

### Prospecção de investidores
Depois de todos esses parâmetros definidos, é chegada a hora de vender o peixe, correndo atrás de potenciais investidores. Neste contexto, o caminho é correr atrás de incubadoras, aceleradoras e participar de desafios lançados por grandes players.

Além disso, vale usar o Linkedin como um mecanismo para potencializar a interatividade com potenciais investidores.

O aquecimento do mercado de startups do Brasil oferece muitas oportunidades, mas exige muito preparo do empreendedor, que deve se aprofundar no assunto para reduzir a margem de erro.

### Quer saber mais sobre o ecossistema empreendedor? Leia os artigos:
– [Erros na captação de investimentos para startups: como evitá-los?](https://iebtinovacao.com.br/erros-na-captacao-de-investimentos-para-startups-como-evitar/)
– [Quando e como buscar investidores para sua empresa](https://www.revistahsm.com.br/post/quando-e-como-buscar-investidores-para-sua-empresa)
– [Planejamento estratégico para pequenas e médias empresas](https://www.revistahsm.com.br/post/planejamento-estrategico-para-pequenas-e-medias-empresas)

Compartilhar:

Artigos relacionados

Todo ano é de aprendizado, mas 2025 foi ainda mais

Crédito caro, políticas públicas em transição, crise dos caminhões e riscos globais expuseram fragilidades e forçaram a indústria automotiva brasileira a rever expectativas, estratégias e modelos de negócio em 2025

Inovação & estratégia, Cultura organizacional, Tecnologia & inteligencia artificial
2 de janeiro de 2026
Em 2026, não será a IA nem a velocidade que definirão as empresas líderes - será a inteligência coletiva. Marcas que ignorarem o poder das comunidades femininas e colaborativas ficarão para trás em um mundo que exige empatia, propósito e inovação humanizada

Ana Fontes - Fundadora da Rede Mulher Empreendedora e do Instituto RME. Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselho da Presidência da República - CDESS.

4 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
1º de janeiro de 2026
O anos de 2026 não será sobre respostas prontas, mas sobre líderes capazes de ler sinais antes do consenso. Sensibilidade estratégica, colaboração intergeracional e habilidades pós-IA serão os verdadeiros diferenciais para quem deseja permanecer relevante.

Glaucia Guarcello - CEO da HSM, Singularity Brazil e Learning Village

5 minutos min de leitura
Inovação & estratégia
31 de dezembro de 2025
Segurança da informação não começa na tecnologia, começa no comportamento. Em 2026, treinar pessoas será tão estratégico quanto investir em firewalls - porque um clique errado pode custar a reputação e a sobrevivência do negócio

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
ESG
30 de dezembro de 2025
No dia 31 de dezembro de 2025 acaba o prazo para adesão voluntária às normas IFRS S1 e S2. Se sua empresa ainda acha que tem tempo, cuidado: 2026 não vai esperar. ESG deixou de ser discurso - é regra do jogo, e quem não se mover agora ficará fora dele

Eliana Camejo - Conselheira de Administração pelo IBGC e Vice-presidente do Conselho de Administração da Sustentalli

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Aprendizado
30 de dezembro de 2025
Crédito caro, políticas públicas em transição, crise dos caminhões e riscos globais expuseram fragilidades e forçaram a indústria automotiva brasileira a rever expectativas, estratégias e modelos de negócio em 2025

Bruno de Oliveira - Jornalista e editor de negócios do site Automotive Business

3 minutos min de leitura
Inovação & estratégia, Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
29 de dezembro de 2025
Automação não é sobre substituir pessoas, mas sobre devolver tempo e propósito: eliminar tarefas repetitivas é a chave para engajamento, retenção e uma gestão mais estratégica.

Tiago Amor - CEO da Lecom

3 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho
26 de dezembro de 2025
Reuniões não são sobre presença, mas sobre valor: preparo, escuta ativa e colaboração inteligente transformam encontros em espaços de decisão e reconhecimento profissional.

Jacque Resch - Sócia-diretora da RESCH RH

3 minutos min de leitura
Carreira
25 de dezembro de 2025
HSM Management faz cinco pedidos natalinos em nome dos gestores das empresas brasileiras, considerando o que é essencial e o que é tendência

Adriana Salles Gomes é cofundadora de HSM Management.

3 min de leitura
Liderança, Bem-estar & saúde
24 de dezembro de 2025
Se sua agenda lotada é motivo de orgulho, cuidado: ela pode ser sinal de falta de estratégia. Em 2026, os CEOs que ousarem desacelerar serão os únicos capazes de enxergar além do ruído.

Bruno Padredi - CEO da B2B Match

2 minutos min de leitura
Gestão de pessoas & arquitetura de trabalho, Cultura organizacional
23 de dezembro de 2025
Marcela Zaidem, especialista em cultura nas empresas, aponta cinco dicas para empreendedores que querem reduzir turnover e garantir equipes mais qualificadas

Marcela Zaidem, Fundadora da Cultura na Prática

5 minutos min de leitura

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança

Baixe agora mesmo a nossa nova edição!

Dossiê #170

O que ficou e o que está mudando na gangorra da gestão

Esta edição especial, que foi inspirada no HSM+2025, ajuda você a entender o sobe-e-desce de conhecimentos e habilidades gerenciais no século 21 para alcançar a sabedoria da liderança